quarta-feira, 24 de março de 2021

Queen - The Miracle

 O álbum The Miracle lançado pela banda Queen em 1989 foi escolhido por Phantom Lord para análise.




Phantom Lord

Haillo, friends! Well... Cá estou eu ressurgido de cinzas psíquicas. 

 Mas antes de sumir de modo mais definitivo eu tive que trazer ao menos UM álbum desta banda. Sim, os metalcólatras simplesmente haviam ignorado a existência de uma das mais famosas bandas de rock do mundo. Mas não foi tão sem motivo: Queen sempre pareceu muito experimental para nosso blog... Não.. Espera, já rolou Faith no More, Angel Dust, Show Ya e Alice Cooper aqui no blog. É.. não temos desculpas, então vamos corrigir: Eu havia pensado em postar o News of the World, o Queen (I), ou o A Kind of Magic, mas decidi por algo mais “recente” e com “mais produção”. 

The Miracle é o penúltimo álbum de estúdio com Fredie Mercury (vivo) nos vocais e o primeiro gravado após o mesmo descobrir que contraira o vírus HIV. Além disto o vocalista da Rainha tinha acabado de voltar a compor com a banda após uma experiência peculiar com a cantora lírica espanhola, Montserrat Caballé. Bom... o resultado é uma chuva de experimentalismo difícil de comentar, mas nada tão fora do blog tendo em vista que já postaram até o Camaleão do Helloween por aqui. 

O álbum passeia pelo pop, pelo R&B num estilo Michael Jackson e até por algo mais tropical... As guitarras de Brian May surpreendem tanto quanto nos álbuns anteriores (quando aparecem, é claro). O destaque fica por I Want it All, não só pelas guitarras, mas por ser a faixa mais rock do álbum (um dos poucos rock do disco?). A última faixa tem seu brilho: Um bom rock que pode ter resumido a história de uma banda. 

1. "Party" 6 

2. "Khashoggi's Ship" 6,8 

3. "The Miracle" 6,6 

4. "I Want It All" 8,8 

5. "The Invisible Man" 6,2 

6. "Breakthru" 7 

7. "Rain Must Fall" 6 

8. "Scandal" 7,4 

9. "My Baby Does Me" 5,9 

10. "Was It All Worth It" 7,8 

 Ok, não foi uma resenha de um álbum muito bom... Ao menos não para os parâmetros “metidos à metaleiro” do blog. 

Nota: 6,9


The Trooper
3
Ok, não dá. Não dá pra elogiar Queen baseado no álbum que o safado do Phantom postou. Vou copiar e colar o trecho da Wikipedia que 'delimita' os diversos estilos da banda:
 

"Their earliest works were influenced by progressive rockhard rock and heavy metal, but the band gradually ventured into more conventional and radio-friendly works by incorporating further styles, such as arena rock and pop rock."

 
O Phantom escolheu justamente o álbum que caracteriza pop rock, e a parte 'rock' já é forçar um pouco a barra, porque pra mim é pop mesmo, se comparar com um álbum do Michael Jackson, você não vai achar muita diferença.
 
Estou dizendo que é ruim? Não necessariamente, já devo ter elogiado por aqui uma ou outra música do Michael Jackson, mas aqui a discussão não é nem a 'mas não é metal', não é nem rock! Vamos montar outro blog, o Popcólatras.
 
Acho que um dos maiores problemas do pop, aliás, é que costumam se salvar uma ou duas músicas por álbum, o restante é maçante. Isso não acontece no rock? Claro que sim, e é por isso que alguns álbuns impressionam por ter todas as músicas boas (como exemplo no rock, gosto de citar o Appetite For Destruction, já no metal, são muitos álbuns e bandas).
 
Este álbum do Queen não é exceção à regra, 'I Want It All' é uma boa faixa de rock. Aliás, se eu desse nota faixa à faixa, seria muito parecido com o que o Phantom fez, mas com um pouco menos de benevolência.
 
Mas não dá, não. Quando eu cheguei em 'Rain Must Fall' a coisa já estava muito feia e eu olhei pra lista do Phantom e pensei "eu ainda vou ter que ouvir  'My Baby Does Me' ... Nãããããoooooooo".

Vou negar a importância do Queen no rock e metal? Claro que não, a quantidade de bandas de metal que fizeram covers (e bons!) do Queen irá negar qualquer coisa nessa linha. Mas Phantom, citar péssimas escolhas (Chameleon, por exemplo), pra justificar outra péssima, é cretinice.

Espero que um dia, entre no blog um álbum do Queen com mais de 50% de faixas de rock.

Até lá, ficam minhas parcas mãozinhas: \m/\m/\m/

P.S.: seguindo a linha de que sempre citam uma coisa mais estranha que pode entrar no blog por causa da coisa estranha que postaram: isso abriu caminho pra U2 (mas eu pelo menos vou procurar o álbum mais rock dos caras!)

The Magician
De todos os trabalhos do Queen, não tem um que eu ache medíocre, inexpressivo ou esquecível, e tenho que dizer que esse é mais um bom álbum dos ingleses.

Há de se dizer, no entanto, que o álbum lançado no final dos anos 80 já trazia uma enorme bagagem acumulada de diferentes linhas de composições musicais de cada membro da banda, que trilhavam os próprios caminhos nas suas respectivas carreiras solo. Isso, para alguns, pode ser considerado motivo para distração da banda e consequente dispersão sonora que, com certeza, oscila entre diferentes estilos e gêneros. Para mim, não se trata de distração ou dispersão, se trata na verdade de experimentalismos naturais que derivam da idade aqui já avançada da banda (setentista!), que declaradamente nunca foi escravizada por um estilo fixo de Rock, e portanto não tinha como negar essa progressão natural resultante de 16 anos de uma carreira construída ao longo de 11 álbuns de estúdio (bem diferente do Metallica em Load, por exemplo, que não tinham musicalidade anterior eclética, mas que acordou de repente numa manhã, comeram merda e resolveram vomitar tudo em duas partes, Load/Reload – e eu poderia usar o Chamaleon aqui também...). 

Além disso para mim existe um fio dourado que percorre todas as composições e acaba sendo o responsável por costurar o trabalho nesse belo pano de fundo em comum que é o The Miracle: os fraseados de guitarra super adaptáveis de Brian May – na minha opinião, um dos mais subestimados guitarristas da história. 

O mago dos solos e riffs cintilantes - sintetizados também, tenho que dizer – possui o devido respeito da crítica e publico em geral, mas não o consenso dos escolásticos das 6 cordas, já que muitos o relegam a um canto escuro enquanto preferem bajular nomes bem menos dignos em termos de influência e contribuição para evolução do gênero Rock como um todo (não vou citar nomes, pois posso ofender alguns fanáticos..). Daquela que foi a segunda geração de grandes guitarristas do Rock – aqueles que revelaram suas principais obras nos anos 70 a 80, caras como EVH, Angus, May, Gilmour, Uli John Roth, Alex Lifeson... – acho o dono da guitarra do Queen não o mais técnico, mas de fato, o mais versátil de todos eles, mesmo considerando essa concorrência monstruosa que citei.

Nesse álbum em que a guitarra passa longe de ser protagonista com Brian em depressão e, assinando somente duas músicas, existem registros memoráveis por todos os lados, como: 

- O riff destruidor que basicamente inaugura e encerra o maravilhoso epitáfio de Mercury chamado “Was it All Worth It”, além dos inúmeros licks e do solo dessa música, que derrubou meu queixo e desculpem, não consigo descrever (CAr@&%$lho¨, Trooper, você prestou atenção nessa música aí rapá???); 

- os riffs matadores de rock raiz encharcados de distorção nas duas primeiras faixas; 

- o peculiar e expressivo solo dançante de “Rain Must Fall” (Brian é um dos raros guitarristas que podem transitar facilmente entre músicas de gêneros realmente exóticos, percebam que esse registro lembra muito mais o estilo latino com pausas, de Carlos Santana, do que a escola inglesa de rock pesado de Clapton e Page, de onde saíram as referências de Brian May); e 

- I Want it All é uma obra prima de guitarra, e “só” (essa sim composta unicamente por May). 

Poderia na verdade citar cada linha do Phd. em astrofísica nesse trabalho, mas acho que isso basta. 

 E falando em astrofísica, dá pra falar que o Queen é uma espécie de alinhamento cósmico mesmo, pois de forma bem rara, todos seus músicos são bastante técnicos e possuem uma harmonia única, pouco identificada em outros grupos. Digo isso, porque, mesmo com as brigas, a banda praticamente não registrou trocas em seu line-up em quase 20 anos de carreira, e para inveja de muitos, nenhum talento se sobressai ou inibe a outra parte em suas gravações, mesmo com o óbvio protagonismo da voz de Freddie e com as guitarras intrometidas de Brian, muito do que se escuta aqui e em outros trabalhos do Queen, tem a ver com a cozinha sólida e bastante presente de Deacon e Tayler.

Dito isso, resta comentar que esse poço de talentos que é o Queen, gerou diversos registros sólidos também nesse álbum, dos quais a maior parte se firma em um tipo de hard rock mais moderno (“Scandal” poderia figurar como uma trilha sonora hard rock em qualquer filme oitentista), mas que navega inevitavelmente em estilos mais populares ou acessíveis como em “My Baby Does Me” (não deixa de ser rock na minha opinião), “The Invisible Man” e “Rain Must Fall” (essas sim, músicas pop, mas apenas lembrando que é um álbum que sai em grande parte da cabeça da dupla Deacon/Mercury, ou seja, baixo + teclado + vocais ecléticos). 

E para não passar batido sobre essa oportunidade de registrar um parágrafo sobre Freddie Mercury: músicos em sua maior parte carecem de estudo profundo, se não para criar uma carreira, pelo menos para mantê-la em um bom nível. Mas alguns poucos caras parecem ter nascido com um tipo de talento bruto, inerente e independente de qualquer outro aspecto, uma espécie de ‘toque’, ‘dom’, ‘talento’, chame como você quiser... . Fato é que a voz e o estilo único de Freddie não podem ser reproduzidos por outros vocalistas de rock, ou se pode, ainda não foi, mesmo 30 anos após sua morte, por um motivo que eu posso unicamente associar ao seu ‘dom’ que se manifestava como potência e timbre vocal singulares, em suas canções. Agora imagine um prodígio desse calibre quando estuda música desde seus oito anos de idade.... deu no que deu.

Me dá impressão de que Farrokh Bulsara, menino afugentado da guerra civil de Zanzibar com sua família, foi de forma mandatória um “escolhido”, que trilhou o caminho da música e encontrou os amigos certos no momento certo, para contribuir com o grande fluxo mágico e contínuo do Rock, ao continuar a história e influenciar diversas outras pessoas no segmento e fora dele. Missão cumprida.

Queen é Rock, muitas vezes hard rock, e muitas vezes progressivo, e quando não quer ser nada disso, as pautas de guitarras de Brian May trazem a sonoridade de volta para esse berço em que nasceram. Muitos que torcem o nariz para a banda, na verdade possuem dificuldade em receptar a sonoridade alegre ou naturalmente dançante da banda. 

Compreensível, mas saibam que isso é muito mais que a opção de usarem um componente acessório no estilo musical do Queen, essas características representam uma artéria principal, que foi responsável por garantir a sobrevivência dos ingleses ao longo do tempo. 

Destaques: “I Want It All”, “Scandal” e “Was It All Worth It”.

Nota: 7,8 ou \m/\m/\m/\m/. 


Pirika

Eu confesso ser enormemente leigo em se tratar de cds do Queen, qual música está em qual e qual sua cronologia.  Conheço o A Night at the Opera, News of the World e o The Game, o resto foi tudo de best of. Dito isso, não saberei informar a que lugar da discografia esse álbum merece mas foi uma boa ouvida, disso não tenho dúvida.

A única música que eu conhecia desse cd era a óbvia e maravilhosa I Want it All e todo o resto foi uma nova experiência e ouvindo o cd dos caras se entende perfeitamente o porque eles ocupam o lugar que eles ocupam na história do rock. Sempre haverá quem diga que na época das bandas mais antigas só sobrevivia quem de fato tivesse o talento pro negócio e poucas bandas bandas no mundo podem se dizer mais talentosas do que o Queen.

O Queen tocando produz uma sensação de uníssono, é até meio estranho explicar, é como se essa banda fosse apenas uma criatura em movimento, nada é descompassado, nada é fora do lugar. Apesar de geralmente a cozinha ficar mais  apagada por motivos óbvios aqui é meio difícil acontecer isso pelo estilo do som produzido e a qualidade de Deacon e Taylor...mas do outro lado você tem Mercury e May então é sacanagem. Eu comecei a ouvir esse álbum intrigado em quão dominante seria a atuação do Freddie, o que de fato é, porém Brian May me surpreendeu em várias músicas e pra mim foi a melhor atuação desse álbum. Trabalho irretocável de um cara até hoje absurdamente underrated.

Quanto as músicas o prêmio de melhor já era de I Want it All mesmo antes da primeira ouvida, nada mais justo. Breakthru foi a mais grata surpresa, que música maravilhosa que eu nunca havia ouvido, ou ao menos prestado atenção. The Miracle, Rain Must Fall, Scandal e Was It All Worth It fecham uma audição tranquila a exceção de The Invisible Man e My Baby Does Me que é simplesmente horrorosa.

Belo cd, Phantom. A rainha nunca cansa de me dar bons momentos :)


Top 3: I Want it All, Breakthru e Rain Must Fall. Shame Pit: My Baby Does Me.

Nota, 7,4

"I wake up, Feel just fine
Your face, Fills my mind
I get religion quick 
'cause you're looking divine"

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Metallica - Load

 O álbum Load, lançado pelo Metallica em 1996, foi escolhido por The Trooper para análise.

Faixas: 01-Ain't my Bitch; 02-2x4; 03-The House Jack Built; 04-Until It Sleeps; 05-King Nothing; 06-Hero of the Day; 07-Bleeding Me; 08-Cure; 09-Poor Twisted Me; 10-Wasting My Hate; 11-Mama Said; 12-Thorn Within; 13-Ronnie; 14-The Outlaw Torn


The Trooper
3
Saudações.
 
Eu poderia começar o ano de 2021 declarando que janeiro é o novo mês de férias dos metalcólatras, por isso não há postagens.
 
Mas é uma mentira. 
 
Talvez esse seja o momento mais crítico do blog, pois a tríade que se tornou o pilar dos Metalcólatras, os metallicólatras, fundadores do movimento 'senãoémetallicanãoébom', começa a desmanchar.

Phantom Lord virou um jovem místico que faz o sinal da cruz ao tocar The Number of the Beast (pera, acho que esse é outro cara).

Magician perdeu seu gremóire e suas tentativas de usar prestidigitação no lugar o levam ao auto-exílio.

Com a tríade abalada, Pirika questiona sua participação no blog.

Resta a mim então, tomar medidas drásticas para tentar em vão evitar a desintegração.

Eu me declaro agora como o novo bloglord, e minha primeira medida é a anulação de regras. Posta quem quiser, quando quiser, o que bem entender, e tenho dito.

Como postagem de protesto, insiro Load no blog, para que a profecia dos detratores do blog se confirme, onde o objetivo seria postar a discografia completa do Metallica (sim, meus próximos posts serão os álbuns restantes em ordem cronológica).

Era 1996, eu estava no penúltimo ano do colegial, o Metallica havia lançado seu último álbum 5 anos atrás, havia uma enorme expectativa sobre o que viria após o Black Album. Load foi lançado.

Eu nem mesmo tinha um computador, as informações que chegavam eram de revistas, e elas não eram boas. Restava aguardar as músicas carro-chefe serem lançadas nas rádios e os videoclipes na Mtv para confirmar a catástrofe.

De melhor banda de heavy metal, o Metallica passaria a ser uma chacota? Não sabíamos. Para quem era fã da banda (como eu era - sim Mercante, 'senaoemetallicanaoebom'), a esperança é a última que morre, não aceitaríamos a decepção sem ouvirmos com nossos próprios ouvidos.

Mtv e rádios deram suporte à nossa teimosia ('ei, essa música é estranha mas não é ruim') até que o Magician arrecadou fundos sabe-se-lá-de-onde e adquiriu um Compact Disc.

A capa é isso aí que você vê no início do post, o logo mudou, o 'desenho' era sêmen com sangue, o restante era isso aqui:















Existiam emos na época? A wikipedia diz que sim. Só sei que Lars e Kirk pareciam emos.

Os integrantes do Metallica foram substituídos por alienígenas? Era um boato que corria. Arquivo X estava no auge, e olhando essas fotos eu quase concordava com o boato.
 

 

E o som?

Bem, as músicas que viraram videoclipe já eram bem diferentes, mas só dava pra avaliar direito ouvindo o cd.

E ele começa com 'Ain't My Bitch'. A voz de Hetfield está um pouco diferente (parece que ele havia danificado as cordas vocais em uma turnê). O som lembra um pouco Black Album mas está diferente. A letra é completamente alienígena se comparada com a discografia até o momento. Hetfield apareceu com uma marca que seria constante em seu sotaque: 'Ain't my bitchA!' O solo de guitarra foi bem curto, eu estava ouvindo de novo e da primeira vez nem percebi que teve solo.

Vem '2x4', mais lenta, ainda lembra um pouco o Black Album. Os corinhos com vocais distorcidos não se parecem nada com Metallica. Dois solos, mas nenhum chama muito a atenção. Letra estranha.

'The House Jack Built' é lenta também, embora pesada, é a música do wah-wah, o solo é praticamente um wah-wah gigante, a distorção enfatiza o clima de terror que Hetfield aparenta querer passar, uma versão muito mais simples de 'The Thing That Should Not Be', ainda parece um Metallica bem diferente.

'Until It Sleeps' virou videoclipe, ela é pesada, a ruptura com o Black Album não parece tão grande aqui, é uma música marcante, já o solo passa batido. Dá pra entender porque os caras escolheram essa pra videoclipe.

'King Nothing' é a melhor música do cd, é cadenciada mas pesada, de longe a mais pesada. Outra música escolhida para videoclipe, os motivos são óbvios, não é difícil imaginar ela existindo dentro do Black Album. Notem que estou usando o penúltimo cd dos caras na época como ponte porque a ruptura com o ..And Justice já era enorme. O baixo de Jason finalmente aparece na 'paradinha', o que torna a música mais interessante aqui só por causa disso.

'Hero of The Day' foi outra música escolhida para videoclipe, ela é boa, tem a marca pop do Black Album misturando baladinha com distorção pesada para arrastar os incautos ao heavy metal. O curtíssimo solo de guitarra foi o que mais chamou atenção no cd até o momento.

O Metallica poderia ter terminado o álbum aqui. Seria só uma continuação do Black Album controversa, que eu julgaria até boa, ficaria em sexto na discografia mas tudo bem. Infelizmente eles continuaram gravando.

'Bleeding Me' é a verdadeira cara do novo Metallica, os aliens devem ter copiado as ideias na cabeça do Metallica verdadeiro pra gravar o começo do cd, mas aqui já não tinham mais ideias e gravaram o que estava na moda em Orion (a constelação, não a música do Metallica que chamou a atenção dos ets). É um rock lento que absolutamente não parece Metallica, chega a ficar pesado em alguns momentos mas está totalmente aquém de toda a discografia da banda até o momento. Deixaram o Kirk solar loucamente perto do final só pra tentar acordar os ouvintes e colocá-los em coma novamente.

Em 'The Cure' o baixo de Jason aparece novamente, talvez porque os caras estavam sem muitas ideias sobre o que fazer com as guitarras, mas até que tem uns trechinhos legais, é lenta, com algum peso. Pouco parecida com o Metallica.

'Poor Twisted Me' é outra música onde o baixo de Jason aparece. Novamente, Kirk e Hetfield estão brincando de tocar guitarra. A música é lenta e é a mais alienígena até o momento, se essa música fosse o carro-chefe do cd e saísse nas rádios e Mtv, as pessoas pensariam que o Metallica morreu e foi substituído por robôs.

'Wasting My Hate' é o sopro de esperança (falso) que o cd não irá terminar mais desastroso do que isso. A música é rápida e pesada, deixam até o Jason participar. Eu não percebi solo de guitarra algum, sinais dos novos tempos.

'Mama Said' é a balada declarada do álbum. É uma boa balada, mas completamente alienígena, não parece que foi o Metallica que gravou. Compare com Nothing Else Matters, uma parece uma balada de rock, a outra, de country.

'Thorn Within' é uma música estranha, lenta, que parece desafinada às vezes, tem um riff legal, mas um riff não salvou o resto da música.

'Ronnie' é um rock que veio de algum outro lugar do universo, mas não do Metallica. Com certeza todo fã que ouviu essa faixa pensou 'What the fuck?!?'

'The Outlaw Torn' foi a rasgada final (perdão) na alma do fã. Como sempre, quando não sabem o que fazer com a guitarra deixam o Jason aparecer. A abordagem dos vocais encaixa perfeitamente com a chatice da música. Uma música lenta que fica patinando e não sai do lugar (veríamos isso novamente no futuro em The Unforgiven III), e acaba torturando o ouvinte por uns 10 minutos. Um cuspe na cara.

Enfim, minha análise hoje é muito mais fria do que na época. De minha parte havia uma certa decepção, mas hoje eu entendo o ódio profundo que muitos sentiram, é difícil dizer que este álbum é de heavy metal, quanto mais compará-lo com o que o Metallica havia feito até o momento.

Além da quebra no heavy metal, no visual, nos temas, na minha opinião o mais grave de tudo o que ocorreu no Load foi o Metallica ter lançado faixas pífias. Isso nunca havia acontecido antes. Não é exagero chamar todos os álbuns anteriores de obras-primas. Escape, que para mim era a faixa mais fraca do Metallica, come com farinha quase este álbum inteiro.

Enfim, não é um álbum que chega a ser ruim, algumas faixas são boas, mas em comparação ao que o Metallica havia feito até o momento, Load é uma catástrofe.

Nota: \m/\m/\m/


The Magician

Regresso de uma das inúmeras realidades turvas que frequento para pôr fim nesse maldito monólogo do morto-vivo conhecido nessas bandas apenas como "Trooper".

A postagem de "Load" não é somente uma afronta já esperada por quem teve a oportunidade de acompanhar os anos vicejantes desse blog moribundo; quem viveu aquela época sabe também que esse título em nossa página principal é uma espécie de profecia de morte para o próprio grupo dos Metalcólatras, em um momento em que apenas o sofrimento reprimido e o sentimento de chacota derradeira restassem na psique dos membros da resistência. Mas não será dessa vez Trooper, que você irá desferir o golpe fatal nesse site, até porque, se alguém o fizer.. adivinha quem será.... Mwahahahahah!

Confesso sem nenhum tipo de orgulho que essa tiragem consta na minha coleção particular de compact discs. A história por trás dessa aquisição consegue ser ainda mais constrangedora  do que o simples ato de ter o CD (mas como comentou um desertor metalcólatra certa vez, esse é um fórum que não pode se omitir de disponibilizar seus registros constrangedores..); pois bem, certa vez em 1998 eu e um grupo de amigos que por nenhuma circunstância normal teríamos a oportunidade de comprar ao menos um CD na recém inaugurada loja Fnac de Pinheiros, fomos agraciados com uma visita no local com o direito a um "pick" qualquer nas recheadas e reluzentes prateleiras da loja - cortesia de uma boa alma que também era nossa professora de português e literatura do antigo "colegial". Obviamente os delinquentes com essa oportunidade não se contentaram com um único disco (no meu caso já havia sido o Load), e eis que se materializa a ideia do nefasto Leobardo de "alguém" mais pegar dois CD's ao invés de um, "sem querer", para que a porta da bondade se abrisse aos demais delinquentes. Havia um membro mais cara de pau nesse grupo infeliz, e tenho que dizer que o vândalo era eu...... 

O plano deu certo, e pra desgraçar ainda mais esse conto, tenho que dizer que meu outro pick foi 'Garage Inc.' - que na época custou surreais R$30,00 por se tratar de lançamento + álbum duplo (não tenho coragem de inflacionar esse valor, mas deve extrapolar o preço que o Trooper pagou pela obra 'ma-o-mê' do Impelliteri). Eu tenho certeza que a professora de pt cortou as relações com todo o grupo por causa disso.. e como sou solipsista e centralizo em meu ser todo o multiverso, tenho certeza que Load, que deveria ser um bom álbum, se tornou automaticamente uma merda quando finalizei o meu golpe.

De qualquer modo vamos ao que interessa, caros e caras desocupados e desocupadas: à resenha do álbum.

Se você não é muito próximo, ou muito atento ao que representa e quais são as características principais do Heavy Metal ou Thrash Metal, (e se você for muito jovem também... porque os jovens, musicalmente, eu juro por Deus que não entendo!) você pode considerar que Load é um álbum pesado o bastante para ser considerado Heavy Metal, e também (mais grave) pode achar que Load não é tão diferente assim dos trabalhos precursores...

Então vou iluminar sua mente limitada esclarecendo: Load é muito diferente do que tudo que o Metallica fizera até ali, e COMPLETAMENTE diferente do que tudo que o o Metallica fizera até And Justice For All". Os membros do Metallica gozavam de certa credibilidade entre músicos formados, as revistas especializadas rasgavam elogios ao trabalhos anteriores, e a quantidade de transcrições de suas composições nas publicações dedicadas às guitarras, era simplesmente fora do comum. Se Mercanth ainda frequentasse o blog, diria que esse é um fenômeno comercial, mas obviamente seria mais um comentário idiota saindo de sua boca. 

A adoração da comunidade musical é reflexo da própria dedicação à técnica de seus membros, e é fácil de exemplificar:  o Metallica ficou conhecido pela quantidade de riffs fraseados que inseria em suas canções - aqueles onde interpretam nas guitarras uma frase formada de muitas notas tocadas individualmente dentro de determinada escala, ao invés de golpear incessantemente um acorde rítmico, característica muito mais associada ao Punk ou ao Grunge - ainda que fossem brutais, exemplos memoráveis não faltam: as duas introduções de 'Master of Puppets', os versos principais e o riff melódico conclusivo de 'Sanitarium', os versos de 'Lepper Messiah', os riffs e bridges de One, a introdução trovejante de 'Blackned', e assim vai. Mesmo quando priorizavam o peso extremo com uso mais frequente dos power chords (Creeping Death, Battery, And Justice.., Disposable Heroes...), esses eram intervalados por licks matadores - pequenas frases de três a cinco notas entre os acordes. 

Antes de Load, as músicas do Metallica reservavam espaços generosos para aplicação dos solos, algumas vezes com duas ou até três composições solistas (!), e dentre eles (embora os hipócritas não admitam) duas obras memoráveis obras de Kirk chamam a atenção nas escolas de música: o segundo incendiário solo de Master of Puppets, e o progressivo solo de Creeping Death pautado no modo frígio (ou escala oriental/árabe). 

Nada disso está presente em Load. Os membros trocaram essas características colocando na frente das composições seus sintetizadores e suas inúmeras experimentações como cartão de visitas, que incluem o Cry Baby onipresente de Kirk e os acordes repetitivos e prolongados com abuso de Hall, Flanger e Chorus de James Hetfield. O frontman inclusive encarnou Tobias Sammet ao colocar overdubs com camadas de sua própria voz não tão afinada pra se arriscar nessa abordagem (pode-se perceber em Hero of The Day), mas o limite do desvio de personalidade da banda é representado pelo talkbox utilizado por Hetfield em "The House That Jack Built".

O resultado é que o que o Metallica reformou sua musicalidade, tirando de cena para sempre suas performances baseadas em técnica e brutalidade apoiadas em um material lírico social e crítico, que era totalmente condizente com a 'identidade' da banda forjada ao longo de uma década; para no seu lugar,  fazer o "Upload" (¬¬) de composições monótonas e imersivas, baseadas em viradas atmosféricas com sons translúcidos e psicodélicos.

Eu não vou ficar aqui especulando o porque dessa escolha dos membros da banda naquela altura do campeonato, pois estou velho pra isso, e para mim basta essa descrição resumida que apresentei do que aconteceu com o som da banda na ocasião deste lançamento. O fato de eu estar velho, também faz com que eu dê certo valor ao material concebido (e até aponte alguns destaques, como King Nothing e Until it Sleeps), mas isso não apaga o fato que o Metallica - talvez a banda que melhor traduziu a semântica da música pesada no planeta - nunca mais tenha produzido algo semelhante à sua discografia oitentista após o lançamento de Load, e consequentemente deixou seu posto vago para todo o sempre, com uma espécie de vácuo no coração de cada metaleiro que algum dia de sua vida sem significado se arrepiou com Blackned, Fade To Black, The Call of Cthullu, Orion, Disposable Heroes, Harvester of Sorrows, Frayed Ends of Sanity, Ride the Lightning.....  

E isso ninguém aqui nesse blog pode negar. É algo triste.

Nota 5,5 ou \m/\m/\m/.

Pirika
Load...talvez o pior cd do Metallica, ou seria esse o St. Anger? Não devo ter ouvido o St. Anger mais do que duas vezes (exceto por algumas músicas específicas) porém também não me lembrava mais do Load, imagino que quando o Trooper nos agraciar com o St. Anger tenhamos essa resposta, além de testemunharmos que ele postou as 3 piores coisas que o Metallica fez até hoje.

Eu acho que comecei a ouvir metal em 98 ou 99, não me recordo com exatidão, mas com certeza conhecia as músicas pós And Justice antes de ter comprado o Ride the Lightning e ter dado novos rumos a vários aspectos da minha vida. Pois bem, músicas como King Nothing e Hero of the Day já eram do meu dia a dia e continuam sendo do meu gosto, porém ter ouvido esse cd novamente sei lá quantos anos depois traz aquela indignação de não entender como aquele Metallica virou isso. Os caras fazem o que querem e de fato sempre houve uma evolução/mudança em diversos aspectos entre os cd’s, com certeza um dos vários motivos que fizeram do Metallica o que eles são hoje, mas se pensarmos que 2 álbums antes eles haviam feito algo do nível do And Justice e agora faziam músicas no nível de The House Jack Built é para de fato revoltar qualquer admirador do Metallica.

Se analisarmos de forma única e imparcial esse cd eu diria que teremos um cd de rock ruim para mediano, porém não é isso que faremos aqui. Falemos primeiramente do que esse cd tem de bom. Esse cd tem algo de bom? Sim. Por mais que aquele tal de Lars seja um vendidinho, mascaradinho e perninha, os músicos do Metallica são ótimos músicos, James Hetfield é uma das melhores coisas que esse planeta já teve musicalmente falando, então mesmo que seja um estilo de rock ruim eles conseguem fazer coisas boas quando inspirados. Digo mais, boas não...ótimas.

King Nothing até hoje é uma das minhas músicas favoritas no geral, mesmo se considerarmos os primeiros álbuns e é definitivamente a melhor desse cd. Until it Sleeps, Hero of the Day e Ain’t my Bitch completam o que esse cd tem de melhor. Após esse pelotão temos algumas músicas razoáveis/legais como Bleeding Me, Mama Said e Wasting my Hate...e só. O resto do cd é um lixo e isso que leva a revolta de tantas pessoas. Músicas que pouco tem a ver com o que a banda já fez (de bom e de ruim), sem inspiração e sem qualidade. Acho que a música que melhor simboliza isso é The House Jack Built que é uma coisa medonha do começo ao fim. As outras músicas são igualmente ruins e pífias: 2 x 4, Cure, Poor Twisted Me, Thorn Within, Ronnie, The Outlaw Torn, nenhuma dessas se salvam.

Um cd ruim que teve sua nota elevada por algumas músicas muito boas e que não vale o tempo nem o esforço. Em tempo, Trooper favor postar o St. Anger para termos certeza da sua índole de metaleiro com gosto duvidoso.



Top 3: Until it SleepsKing Nothing e Hero of the Day. Shame Pit: The House Jack Built.

Nota: 4,5

“Careful what you wish, Careful what you say

Careful what you wish you may regret it

Careful what you wish you just might get it”

    



terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Ambush - Infidel

 O álbum Infidel, lançado pela banda Ambush em 2020, foi escolhido por The Trooper para análise.

Faixas: 01-Infidel; 02-Yperite; 03-Leave Them to Die; 04-Hellbiter; 05-The Summoning; 06-The Demon Within; 07-A Silent Killer; 08-Iron Helm of War; 09-Heart of Stone; 10-Lust for Blood



The Trooper
3
Chegamos ao fim de mais um ano. Magician, esgotado com os rituais de seus círculos de Proteção ao Mal, não conseguiu fazer o post de encerramento e coube ao membro mais resistente do grupo o fazer (mortos-vivos não tem mais o atributo Constituição, a origem da resistência é energia do plano negativo).

Mas afinal, o que é um ano? É uma medida de tempo usada por seres humanos, que bate mais ou menos com a passagem das estações. Como as estações são diferentes para os dois hemisférios, uma parte conta que o ano virou no inverno, outra no verão (creio que quem está exatamente na faixa do equador não sinta muito a diferença, embora a dinâmica atmosférica deva mudar devido à influência das massas de ar modificadas pelo aquecimento/resfriamento nas latitudes acima e abaixo).

Se olhássemos do ponto de vista da translação apenas, seria possível 'marcar' um ano do ponto na órbita elíptica da Terra em que estivéssemos mais próximos (periélio) do Sol ou mais distantes (afélio). A virada do ano então coincide aproximadamente com o periélio (ponto verde no círculo amarelo da figura abaixo).


Quem não conhece a dinâmica das estações poderia pensar 'verdade, se a Terra está mais próxima do Sol, fica mais quente', mas as estações são definidas pelo nível de insolação que o hemisfério recebe conforme o ângulo do eixo de rotação da Terra no momento. Para quem vive no hemisfério sul, o solstício de verão (o dia do ano onde há o maior ângulo de inclinação no eixo) ocorre aproximadamente no dia 21 de dezembro, e o periélio 14 dias depois, aproximadamente no dia 4 de janeiro.

'Mas não era para o dia 21 de dezembro estar no meio do verão ao invés de ser o começo?' A definição das estações é arbitrária, mas há um atraso no aumento da temperatura com a exposição solar, que varia de acordo com a latitude e características climáticas, em alguns lugares esse atraso pode ser de 3 semanas, variando para mais ou para menos. O atraso se dá devido ao tempo necessário para o aquecimento de terra, água e ar. Em uma escala menor, esse fenômeno pode ser observado no decorrer do dia, na latitude de São Paulo, por exemplo, o horário mais quente é por volta das 14 horas, e não ao meio-dia (isso sem levar em conta fenômenos comuns em climas urbanos como as ilhas de calor).

Bem, vamos usar então o periélio como medida para o fim de 2020, falta pouco, 4 de janeiro está logo ali. Nessa volta toda ao redor do sol, tivemos mais um passeio catastrófico. Catastrófico para os seres humanos, claro. Uma espécie que vive próxima à uma estrela. Somente na nossa galáxia, estima-se que existam entre 200 e 400 bilhões delas. Estima-se que existam centenas de bilhões de galáxias no nosso universo. O 'catastrófico' desaparece nessa escala, mas pra gente, que conhece quem tá morrendo, e que vê de perto como estamos lidando com isso, a palavra catastrófica é nossa, e ninguém tira.

Nesse passeio galático virulento, nem tudo de ruim aconteceu, algumas coisas boas surgiram, e dentre elas, o álbum que postei (c#¨&$*! Só agora chegou no álbum!). Mas ele não é fantástico, quando você sai por aí em busca do novo Master of Puppets, está fadado ao fracasso. É o que tem pra hoje. Bate com o que eu espero da nossa sociedade pra nossa próxima volta ao redor do sol, no máximo vai aparecer uma ou outra coisa boa, os problemas fedorentos ao nosso redor, vão continuar adentrando nossas narinas e perturbando nosso cansado cérebro.

O lado A da bolacha chega a ser empolgante. Pesado e com criatividade. Mas o lado B dá uma desacelerada. Ainda sim, é bom deixar um tag nessa banda e acompanhar o andamento.

Uma melhor volta para todos nós, querer isso independente da realidade. \m/

Nota: \m/\m/\m/\m/

P.S.: Se procurar na wikipedia, vai achar uma banda canadense de country. Esses caras são suecos, estão no terceiro álbum, e qualquer googlada vai te dar mais informações.

P.P.S.: a imagem do afélio/periélio foi retirada da wikipedia.





segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Enforcer - From Beyond

 O álbum From Beyond lançado pela banda Enforcer em 2015, foi escolhido por Pirika para análise.


Faixas: 01 - Destroyer; 02 - Undying Evil; 03 - From Beyond; 04 - One with Fire; 05 - Below the Slumber; 06 - Hungry They Will Come; 07 - The Banshee; 08 - Farewell; 09 - Hell Will Follow; 10 - Mask of Red Death.


Pirika

Uns anos atrás ouvi sobre o movimento NWOTHM de bandas recentes que faziam os sons da antiga, som esse que fez todos nós gostarmos do nosso querido metal. Fiquei um tempo relutante até a curiosidade bater mais alto e nessa deu para descobrir várias bandas legais e entre elas estava o Enforcer, a banda que mais me supreendeu até o momento.

O Enforcer faz um speed metal oitentista muito bom, o vocal cai aqui como uma luva para o estilo mas o que mais chama a atenção são a dupla de guitarras que misturam os riffs porradeiros com uma parte mais melódica com uma inspiração foda.

O cd flutua entre faixas mais speed (Destroyer, One With Fire, Hell Will Follow) e faixas mais cadenciadas (From Beyond, Below the Slumber, Mask of Red Death), geralmente cadenciando ambos elementos no cd como um todo.

Se não me falha a memória esse é o primeiro cd de NWOTHM a cair no blog, o que serve apenas para sempre nos reforçar que o bom heavy metal continua firme e forte por aí.


Top 3: Undying Evil, Below the Slumber e Mask of Red Death. Shame Pit: The Banshee.

Nota: 7,7

"A trembling ride down under
On a cloudy lane
I stand below the slumber
For all time to come"


The Trooper
3
Mais uma resenha hiperatrasada, perdão, é difícil juntar energia mental para fazer essas resenhas extremamente complexas e bem-feitas que faço 😅.
 
Pense bem, a fonte da energia para humanos agirem vem de estarem vivos, simplificando Freud toscamente, já que sou quase totalmente leigo (tive a disciplina Psicologia da Educação e li algo aqui e ali, somado a alguns documentários), Eros x Tânatos, eros o impulso de vida, tânatos a pulsão de morte, onde todo o movimento cessa.

As origens de Eros são praticamente os impulsos biológicos, comer e se reproduzir. O que acontece quando um mago toma a poção de lich? Não há mais o impulso e a capacidade para ambos. O que move o lich então? Tânatos? Se fosse apenas isso, o lich seria uma máquina de destruição e nada mais, a complexidade dessa situação exige uma análise mais aprofundada que não podemos levar adiante aqui (talvez até envolvendo Jung ***traição***).

Bem, após essa fantástica aplicação de psicologia em Dungeons & Dragons, sou obrigado a voltar a triste realidade e resenhar o álbum. Não é uma tarefa tão ruim assim, vai? From Beyond é um álbum bem legal de se ouvir.

O principal problema é que eu não tenho o álbum e perdi o primeiro link do Youtube que Pirika passou porque o Whatsapp perdeu meu histórico no fim do ano passado e eu não faço backup. (backup de mensagens de Whatsapp, Mark? Dá um tempo!)

Eu ouvi da primeira vez no já citado link, mas dessa vez estou ouvindo no link que achei e isso quer dizer que estou ouvindo propagandas do Coin Master no intervalo das faixas 😡.
 
Um outro ponto a ser destacado é o histórico do blog Metalcólatras, onde devo discordar de Pirika, pois creio que nosso membro sumido, Hellraiser, postou álbuns dessa nova modinha 'britânica' muito antes do Pirika, vide Iron Spell e talvez até Overlorde.

Com o desbravamento falso do Pirika exposto, tenho que voltar ao álbum dos suecos. Bem, já ficou mais do que provado aqui em diversas postagens que os suecos não brincam em serviço (a não ser quando estão brincando de escravinhos do capitalismo e resolvem tentar imunidade de rebanho contra pandemia), foram vários trabalhos bons e From Beyond está entre eles. Este álbum para mim, ainda fica atrás do Spell Conjuring (da já citada Iron Spell), o que faltou foi uma ou outra faixa que realmente empolgasse.

De resto o trabalho instrumental é realmente bom e criativo. O vocalista até que é bom, mas não sei... Parece que ele está cantando hard rock, dispersou um pouco minha atenção.

Enfim, boa pedida para conhecer e guardar.


Nota: \m/\m/\m/\m/

P.S.: Fiz essa resenha em fevereiro de 2021 mas não abordei a situação de abandono do blog porque vou postar um disco de protesto na sequência onde o farei. 😁


terça-feira, 3 de novembro de 2020

Van Halen - 5150

 O álbum 5150 lançado pela Van Halen em 1986, foi escolhido por Phantom Lord para análise.

Faixas: 01-Good Enough; 02-Why Can't This Be Love; 03-Get Up; 04-Dreams; 05-Summer Nights; 06-Best of Both Worlds; 07-Love Walks In; 08-5150; 09-Inside;



Phantom Lord
Hullo, friends! 

Houve uma cobrança no blog para que alguém postasse um álbum. Como eu estava sem criatividade pensei em fazer um post homenagem... Bem clichê e tal... Mas na verdade nem sequer tive a iniciativa, pois nosso amigo Pirika publicou esta postagem do Van Halen. 

Ao ouvir o álbum eu até pensei em fazer como o Magician fez em seu próprio post do Deathroll Crew is bubblesdrubbles, ou seja, fugir, tomar chá de sumiço e tal, mas criei coragem e decidi escrever.

Bom, chega de enrolar. Tentarei resenhar o 5150: 

Esta é minha primeira audição deste possível clássico do Van Ralo... Como vi as faixas “Why Can't This Be love” e “Dreams”, pensei: Deve ser bão o álbum. 

Tsc tsc.. 

O álbum começa com a fanfarrísima (provavelmente machista) Good Enough (To F...). Instrumentalmente a faixa caí naquele buraco que o André Mattos chamaria de “video aula”: O guitarrista é bom, mas se empolga ao tentar mostrar sua habilidade sobrepondo todo resto da banda em solos masturbatórios e a letra eu nem vou comentar (eu espero não ser algo do nível das falas do presidente eleito no Brasil em 2018, mas vide o “to f...” no fim da música) 

É possível notar a clara influência de ZZ Top no instrumental de Best of Two Worlds, mas nada super impressionante... 

Enfim os destaques ficam para 5150 e as faixas “radio friendly” Why Can't This Be love, Dreams e Love Walks In, sendo ao menos duas destas, regidas por teclados oitentistas. O mais impressionante é que Dreams é uma das melhores músicas do Van Halen e o teclado nesta música é de longe o instrumento mais nítido quase sobrepondo os demais instrumentos. Bom... uma prova que não basta ser o super bonzão na guitarra para fazer um bom rock. 

As demais músicas não são ruins, mas não me chamaram atenção. Obviamente os fãs de Van Halen devem gostar de mais faixas ou de todas as faixas... 

Enfim, ao ver resenhas deste e de outros álbuns do Van Halen, notei muita gente afirmando que o Lee Roth era mais dark ou que deixava a banda mais original, mais metal... TUDO ASNEIRA, meras opiniões empurradas como (pseudo) verdades. Pois em 5150 ainda existem as faixas que seguem o estilo fanfarrão virtuoso praticamente idêntico à fase em que Lee Roth estava nos vocais. Melodicamente e tecnicamente as faixas “românticas” não devem em nada para outras faixas, a menos que você esteja completamente apegado ao estilo funkeado (metal, dark? Fala sério!) ou às letras boêmias, machonas etc. 

 

1. "Good Enough" 6,5 

2. "Why Can't This Be love" 8,7 

3. "Get Up" 6,8 

4. "Dreams" 9,5 

5. "Summer Night" 6,7 

6. "Best of Two Worlds" 6,3 

7. "Love Walks In" 7,0 

8. "5150" 7,2 

9. "Inside" 6,1 

Enfim, este post foi praticamente uma escolha aleatória, afinal eu já planejava abandonar o blog. Adios Amigos. Acho que daqui em diante só resenharei se for um álbum muito bom... e olhe lá. 

Nota: 7,1

Pirika 

Cá estamos nós para uma tardia homenagem do Eddie Van Halen, pessoa que fez parte da formação de qualquer roqueiro nesse planeta. Todos nós sabemos do exímio e visionário guitarrista que o Eddie foi então entendo que seria melhor deixar uma análise mais aprofundada sobre esse assunto para nosso querido Magician.

O cd em questão abordado pelo Phantom não poderia ser melhor para espelhar o momento que o Eddie e a banda viviam na metade dos anos 80. Primeiramente com o álbum 1984 que ficou em 2 na Billboard atrás do álbum Thriller do Michael Jackson  no qual Eddie participou da Beat it. 2 anos depois o Van Halen alcança o topo da Billboard com o 5150 então não tem muita discussão quanto ao valor do Van Halen nessa época.

Quanto ao álbum, realmente se faz jus a todo sucesso que fez. O cd possui 3 clássicos que estão espalhados por diversas coletâneas de rock, além da própria 5150 que é a hidden gem do álbum. O resto do álbum segue um bom nível com exceção da música Summer Nights que foi a única que não me agradou.

O Van Halen é o clássico exemplo da banda que transcendeu o rock tendo sua música por pessoas de diversos nichos musicais, a obra de Eddie jamais será esquecida. Rest in Peace.


Top 3: Why Can't This Be Love, Dreams e 5150. Shame Pit: Summer Nights.

Nota:  7,8

"There's still some fight in me
That's how it'll always be
Hold your head up high, look 'em in the eye
Never say die!"


The Trooper
3
Van Halen novamente. Essa é a segunda vez que a banda aparece no blog, a primeira foi há 8 anos, em 2012.
 
Desta vez ela aparece em um contexto especial, como homenagem ao falecido guitarrista. Espero também fazer uma resenha um pouquinho melhor do que a que fiz lá em 2012, mas não garanto nada.
 
Em primeiro lugar, sobre a discussão Lee Roth x Sammy Haggar, pra mim ela é completamente inócua, os dois são quase o mesmo em meus ouvidos, agradam em grande parte do tempo e me irritam na outra parte, iguaizinhos.
 
Acho que a discussão sobre Van Halen sempre vai cair na guitarra, não tem como evitar, a banda tem como alma a genialidade do guitarrista. A discussão rock x metal também é inútil aqui, todo mundo sabe que é rock (embora dê pra encaixar Get Up no heavy metal facilmente).
 
Então vamos lá, guitarra: com exceção das músicas mais transcendentais, que atingiram popularidade estratosférica (todo mundo sabe que estamos falando de Dreams), pra realmente saborear este álbum você precisa botar um fone de ouvido foda (ou o equivalente em caixas acústicas) e prestar atenção no instrumental (com foco na guitarra, claro), deve inclusive, ignorar letras e vocais muitas vezes.

Se você faz isso, vai perceber que a porra da guitarra sempre aparece fazendo alguma firula ou algum trecho devastador que sempre vai fazer valer a pena ouvir a música, mesmo que ela tenha uma letra idiota ou esteja cheia de gritinhos. Em alguns momentos eu até desejei que a música fosse instrumental (e acredite, eu não tenho saco nenhum pra ouvir um álbum instrumental).

Fecho aqui sendo forçado a admitir que Eddie Van Halen realmente vai fazer falta, que a energia criativa captada por sua mente volte ao estado bruto para que um dia, quem sabe, mais alguém venha ao mundo usando a mesma antena.

Destaque para Dreams, claro, o tecladinho só serviu para disfarçar que a guitarra estava por ali, foi um decoy, o tecladinho ficou tankando a música toda e quando a guitarra apareceu no primeiro solo, foi um backstab one hit kill ... que porra de solo é esse, véi? (fora que é uma daquelas poucas que os caras acertam a mão na letra)

Destaque secundário para Get Up, realmente bacana, álbum de rock precisa de pelo menos uma porrada, e para 5150, pelo instrumental (presta atenção, que foda).

Enfim, não é metal mas você precisa ouvir antes de morrer.

Nota: \m/\m/\m/\m/

The Magician
Como o Trooper lembrou que houve postagem anterior relacionada ao Van Halen aqui no blog em 2012, fui correndo lembrar das besteiras que escrevi na época, para (é lógico) corrigir nessa nova oportunidade, e quando não houver alternativa, insistir no erro para manter a coerência..

Mas me surpreendi, afinal aquele post do Van Halen diz muito sobre o que acho da carreira sintetizada do falecido holandês (link), e mais do que isso, traz muita informação sobre seu estilo e obra também (não estou me gabando, afinal ser um Metalcólatra implica em escrever besteira e se manter firme nessas besteiras..).

Logo, não há muito a acrescentar fora o que escrevi naquela ocasião sobre Van Halen e sua banda. A diferença talvez, é que se analisarmos esta obra de 1986, a formação do grupo era ligeiramente diferente. Sobre isso, estou na mesma página do que o Phantom e o Trooper escreveram acima, a mudança de LeeRoth para S.Hagar não faz nem cócegas na sonoridade do álbum que é conduzido pelo estilo do guitarrista e nada mais. Aliás, é notório que Van Halen escolheu durante sua carreira vocalistas que tinham similaridade nos tons médios e que não interpretassem os versos principais nos limites de suas tessituras, de modo a evidenciar mais ainda seu estilo de tocar bastante distorcido. Embora eu admita que ambos possuem agudos altíssimos e solfejos em seus repertórios; VH utiliza bastante uma técnica blueseira de "duelar" sua guitarra com seus vocalistas em diversas passagens dos seus álbuns (coisa que pegou de B. Gibbons e Angus Y. e passou adiante para pupilos como D.Dimebag).

Sobre a coleção composta para "5150" acredito que é o bastante para sustentar um bom álbum de Rock n Roll/ Hard Rock. Três grandes hits foram escritos para essa obra: "Why Can't This Be Love", "Dreams" e "Love Walks In", e dos demais sons, que não foram selecionados como canções de divulgação, há de se destacar "Get Up" e "Best of Both Worlds".

Desses sons que formam o 'esqueleto' do álbum, pode-se dizer que "Why Cant..." é uma das melhores composições da banda, e embora apresente grandiosas linhas de guitarra, não depende delas para se emancipar como uma ótima música; 

Dreams também demonstra certa maturidade de composição da banda, evolui principalmente sobre os teclados (por opção de Edward, lógico) mas trouxe à luz a maior jóia dos solos de Van Halen em minha opinião - o segundo, não o primeiro solo da música. Essa pequena contribuição de Ed aparece nos últimos versos da música quando a mesma já está em seu auge, e apresenta-se simplesmente com a guitarra cantando a frase principal da música concatenada a um lindo ligado de tappings finalizado com um bend que o músico preferiu não sustentar por muito tempo. É um grade exemplo como Evh já se continha em algumas situações, preferindo dar valor à composição como um todo. 

Por fim "Love Walks In" é uma das músicas mais exaustivamente tocadas nas rádios, da banda (não sei como os demais Metalcólatras nem sequer citaram essa balada). Uma composição bem chiclete mesmo, que servia para a banda se manter nos topos das paradas musicais que davam muito valor às baladas hard farofa ou estilo "pop sessão da tarde" - que muitas vezes nos referimos aqui no Brasil. A banda era muito boa em utilizar a matéria prima "Love", assim como o KISS e o White Snake faziam na época.. 

Em minha opinião esse álbum demonstra muito bem o que o Van Halen mais fez em sua carreira, aproveitar o prestigio que a guitarra tinha no mainstream naquela epoca, para entregar algumas valiosas composições de hard rock entre álbuns recheados de farofa-pop criadas por um dos maiores estudiosos da guitarra de todos os tempos. 

Sabemos da história do Heavy Metal, da guitarra e do Rock, e sabemos que da forma que as coisas se desenrolaram, Van Halen se tornou uma espécie de padrinho do Hard Rock, e principalmente um dos papas da guitarra, ...... mas fico aqui espiando linhas paralelas de realidades, procurando por alguma em que Ed Van Halen escolheu trilhar o caminho das composições de Metal... imagina o estrago que a criança ia fazer... (fica pra vocês, o exercício de imaginar a canção 'Get Up', aonde Alex colocou um belo bumbo duplo para trabalhar, mas infelizmente Eddie limitou sua imaginação colocando alguns insignificantes acordes suingados, ao invés de destruir com um groove britado.. ¬¬') 

Nota 7, ou \m/\m/\m/\m/.   




quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Dark Avenger - Tales of Avalon-The Terror

O álbum Tales of Avalon-The Terror lançado pelo Dark Avenger em 2001, foi escolhido por The Trooper para análise.

Faixas: 01-The Terror; 02-Tales of Avalon; 03-Golden Eagles; 04-Heroes of Kells; 05-Crown of Thorns; 06-Wicked Choices-Part I; 07-Clas Myrddin; 08-As The Rain; 09-De Profundis; 10-Caladvwch; 11-The White of Your Skin; 12-Crownless Queen; 13-Morgana


The Trooper
3
Este álbum está aqui por dois motivos:
 
1- Eu esqueci que era minha vez e não tinha o que postar;
 
2- Em uma longa conversa regada a cerveja na casa de Gafgarion, meus amigos Virtuoso e Bearded Friend discutiam sobre bandas de metal melódico ou nacionais (não me lembro bem, como disse, foi regada a muita cerveja), e Bearded Friend sugeriu que eu ouvisse uma banda 'muito foda' (se não em engano até colocou uma faixa para tocar).

Bem, a banda foda era Dark Avenger, e o álbum sugerido foi Tales of Avalon. Eu fiquei bem surpreso com a qualidade do som e tenho que admitir que a banda é foda mesmo.

Mas nem tudo são flores para ouvidos rústicos como os meus, acabei achando Tales of Avalon bem, mas beeeem cansativo. Lembra bastante o Operation Mindcrime, mas diferentemente do trabalho do Queensryche, este aqui não conseguiu me envolver com a temática.

As letras não entraram na minha cabeça e achei que elas são bem difíceis de encaixar com a melodia.

Entretanto não há o que falar do falecido vocalista. Detentor de uma voz que estava em outro patamar, sua qualidade somou muito à dos já talentosos instrumentistas.

Enfim, o trabalho está aqui para o Magician dizer se é melódico, ópera, ou o diabo-que-o-for, para terminar a discussão que ele começou lá no OMC. Está aqui também porque pessoas com ouvidos mais refinados podem simplesmente pirar na batatinha com este trabalho. E está aqui também para mostrar um metal brazuca refinado.

Sem mais, encerro mais uma resenha pífia.
 
Nota: \m/\m/\m/

P.S.: Tava lendo as letras no Vaga-lume, que foto de pagoder é essa véi? -->




P.P.S.: Carai, tava esquecendo ... e o processo? Quem lembrar de qual livro de D&D roubaram esse desenho da capa, conta pra mim.



sábado, 29 de agosto de 2020

The Jimi Hendrix Experience - Are You Experienced

 O álbum Are You Experienced lançado por The Jimi Hendrix Experience em 1967, foi escolhido por Phantom Lord para análise.





Phantom Lord

(Esta resenha é um remake de um arquivo tragicamente perdido.) 

 Neste niver de 10 anos dos Metalcólatras, pensei em trazer álbuns manjados de metal como Rebirth (Angra), Somewhere in Time (Iron Maiden) e The Last in Line (Dio), mas decidi trazer o que considero mais significante. 

Há anos atrás eu (e talvez outros metalcólatras) garimpamos em busca do primeiro álbum de heavy metal. Uma busca infrutífera considerando que o surgimento de novos gêneros ou espécies de músicas acontece gradualmente. Agora está na hora de falar um pouco das origens do pai do metal, ou seja, um pouco da história do rock. 

O 1º álbum do The Jimi Hendrix Experience foi lançado em 1967, primeiramente na Inglaterra e poucos meses depois nos EUA. Há quem diga que o rock britânico estava em ascendência após uma certa decadência do rock estadunidense. 
A verdade é que este trabalho de Jimi Hendrix não só mostra toda sua habilidade espetacular com a guitarra, como também mostra uma mistura de ritmos. Mas uma mistura muito competente que a maioria das bandas parece não se aproximar. 
Da versão americana do álbum (resenhada aqui), ao menos 3 músicas, tornaram-se hinos do rock n roll: Purple Haze, Foxy Lady e Fire. Fora o famoso cover da música Hey Joe. 
Eu não tenho mais o que falar das músicas: Apenas ouça essa joça que, se influenciou 20% das bandas posteriores, já influenciou trocentos artistas... 

 "Purple Haze"                        9,0
 "Manic Depression"              7,0  
 "Hey Joe" (Billy Roberts)     7,2
 "Love or Confusion"             7,2
 "May This Be Love"             7,0
 "I Don't Live Today"             7,0
 "The Wind Cries Mary"         6,8
 "Fire"                                     8,3
 "Third Stone from the Sun"   7,2
 "Foxy Lady"                         8,0
 "Are You Experienced?"    6,6
 Nota: 7,3 

 Agora sobre o contexto e o cenário em que Are You Experienced foi lançado: Talvez pareça desnecessário dizer que Jimi Hendrix foi um dos guitarristas mais influentes da Terra. Mas nunca é demais lembrar que este guitarrista que emplacou tantos hits nas rádios e nas casas de shows, foi um negro (ou preto, pra quem prefere assim), com descendência indígena norte americana, e que começou sua carreira ao lado de artistas do blues. Tudo preto, e, no mínimo boa parte deles, pobre. Não falo aqui de um conto inspirador para meritocracia: Longe disto. O álbum foi lançado em um cenário de crescentes protestos populares não só nos EUA, como em alguns países europeus também. É o período em que alguns sociólogos determinam o início da era pós moderna, cuja uma das principais características é maior liberdade em troca de mais insegurança, desigualdade e valorização das narrativas ante os fatos (sim, a pós verdade é mais velha que as redes sociais). Parece muita coisa ruim para pouca coisa boa e o resultado de alguns movimentos foi esse mesmo, mas a questão principal não é essa. A questão principal é lembrar que o rock e seus subgêneros (heavy metal etc) não são conservadores e devem sua existência aos negros

 Portanto você moderador branquinho e conservador de página de metal, que idolatra a antipolítica e a meritocracia pela internet, deve muito às pessoas progressistas e às etnias não européias. 
Você que ganha cargo no governo para inventar que rock é “coisa de satanás/ abortista”, mas gosta de Angra e Metallica, deve muito a quem você odeia. 
Essa turma de conservadores (que só conservam ignorância), não estuda nem a ciência, nem a religião e querem vincular suas bandas favoritas de rock ao cristianismo renegando tantas outras. O rock pode ser vinculado ao cristianismo sim, mas não ao cristianismo de vocês conservadores de ignorância e de negacionismo. O rock tem mais a ver com o profeta progressista que criticava a ganância, pregava o amor ao próximo e a partilha do alimento. Inclusive devo lembrar que Jesus disse isso aqui, sobre o tradicionalismo, o clubismo e o conservadorismo: 
 "Não penseis que eu tenha vindo trazer paz à Terra; não vim trazer a paz, mas a espada; — porquanto vim separar de seu pai o filho, de sua mãe a filha, de sua sogra a nora; — e o homem terá por inimigos os de sua própria casa."


The Trooper
3
10 anos de blog! Quem imaginaria que chegaríamos até aqui? Quer dizer ... chegamos capengas, com os membros que fizeram a proposta de criar o blog (Mercante, Pentelho, etc.) totalmente desaparecidos (não entram nem para ver o que está rolando).

Mas chegamos, e é isso que importa! Um comprovante de perseverança, particularmente deste morto-vivo que vos fala, que insistiu em dar poção de lich na boquinha dos membros restantes, que também foram perseverantes ao tapar o nariz e tomá-la.

É aniversário também do nosso membro passeriforme, que como fênix, seu antepassado distante, ressurgiu das cinzas para nos infernizar novamente. Parabéns, Pirika!

Por fim, Jimi Hendrix. Não tenho muito o que falar. Acho algumas músicas realmente fantásticas, como All Along the Watchtower, que não é deste cd, e serviu de trilha sonora para Battlestar Galactica.

Neste trabalho, em específico, três músicas são muito boas: Purple Haze, Fire e Foxy Lady (estou proibido de comentar e dar nota para covers pelo burocrata lawful, Magician, então nada de Hey Joe).

De resto, é claro que eu reconheço o talento do cara, e principalmente, a influência/contribuição dele para o rock e seu descendente, o heavy metal. Mas paro por aqui, meu gosto é apático com blues e ignora músicas viajantes.

Como velho que sou, claro que irei reclamar dos metalcólatras, esse palhaço do Phantom tinha que comprar o cd e emprestar para o restante dos membros. O Pirika tentou remediar mandando um zip safado baixado de algum lugar virtual imundo que estava todo zoado. Fui ouvir no Youtube e alguém teve a pachorra de adicionar à lista uma das músicas tiradas de sua jogatina num Guitar Hero da vida!

Enfim, fuck off.

Parabéns a todos.

Nota: \m/\m/\m/