segunda-feira, 30 de maio de 2011

Grave Digger - Knights of The Cross

O álbum Knights of The Cross lançado em 1998 pela banda Grave Digger foi um dos discos mais votados pelos metalcólatras.





Phantom Lord
Mais um do Grave Digger… Knights of The Cross segue a linha de temas históricos ao lado de Tunes of War e Excalibur, mas neste caso “conta” a história dos cavaleiros templários. Em minha opinião este álbum não é impactante/inspirado/pesado quanto o Tunes of War, mas apesar de passar a impressão que falta algo em sua sonoridade, Knights of The Cross tem seus pontos fortes.

Após a “intro” temos a faixa-título, onde o vocalista varia sua forma de cantar, às vezes chegando a ser um pouco engraçado. Esta música que conta a história das cruzadas de uma maneira crítica (com certa razão), tem um refrão consideravelmente “pegajoso”... não é minha favorita, mas é razoável. O álbum segue com Monks of War... belo começo, mas não desenvolve-se de modo atraente. Heroes of this Time tem um ritmo menos acelerado, servindo de “pausa”, pois a faixa que a segue retoma um pouco da agressividade das músicas anteriores.


Fanatics Assassins é simples, talvez até mesmo repetitiva mas considero-a um dos destaques deste disco. Lionheart segue no estilo “Tunes of War” e em minha opinião é uma das mais interessantes ao lado de Fanatics...


Keeper of The Holy Grail... não é ruim mas é paradona; Inquisition traz mais um pouco de agressividade em seu ritmo... As três músicas seguintes não são inovadoras, mas considero-as razoáveis (para evitar o termo "medíocres"). The Battle of Bannockburn é um pouco mais empolgante do que as duas faixas que a antecedem.


Enfim, Knights of The Cross é um disco razoável (um possível prato cheio para os fãs do Digger), porém, provavelmente falhou em me impressionar por surgir após o "épico" Tunes of War.


Nota: 7,0.

The Trooper
3
Eu achava que este álbum era anterior ao Tunes of War, talvez porque ele não seja uma obra-prima, entretanto foi um bom trabalho do Digger. 

Mais um álbum temático, cheguei a pensar que era focado nas Cruzadas, mas na verdade as letras descrevem principalmente a Ordem dos Cavaleiros Templários, inclui Ricardo "Coração de Leão" Plantageneta, mas deixa de fora os Hospitalários e mais alguns personagens (Saladino é citado brevemente). 

Focado mais em criticar do que contar histórias de guerra, o álbum é bem menos inspirador do que ToW, mas ainda é muito bom. 

Destaque para Fanatic Assassins (a introdução de guitarra lembra uma cítara, passando um clima oriental, e mesmo com diversas "paradinhas", a música é carregada pelos riffs pesados de guitarra e mantém a "pegada" com perfeição), Lionheart (o trecho que antecede o refrão - ponte? - é fabuloso) e Knights of The Cross (extremamente pegajosa, domina suas ondas mentais por um bom tempo depois de ser ouvida). 

Se há algum ponto fraco, talvez seja a inabilidade das demais faixas de obter grande destaque e o trecho que antecede o refrão de Monks of War (o teclado ficou bem estranho).
Nota: \m/\m/\m/\m/


Metal Mercante
Digger!!!

Este blog é cheio de surpresas, algumas ruins, outras MUITO ruins, porém em alguns momentos ele realmente me surpreende e uma dessas deu-se ao somarmos os votos dos Metalcólatras e constatarmos que o mais votado foi o “Tunes of War” do Grave Digger.

Quando colocamos o CD para discussão ficou mais evidente ainda que o “Tunes of War” era consenso entre os Metalcólatras, sendo praticamente um dos únicos a ser elogiado por todos os membros do Blog.

Algum tempo se passou e estamos aqui novamente para falar de mais uma obra de arte do Grave Digger, o “Knights of the Cross”, lançado na sequência do “Tunes of war”, ainda se aproveitando dos bons ventos de inspiração do álbum anterior, este álbum me parece uma versão mais bem acabada do que o rustico “Tunes of war“, talvez não tão surpreendente e também não possuidor de um filme que podemos fazer uma relação direta (Tunes of war =~ Coração Valente), mas ainda assim um PUTA CD.

Acho que não há muito o que falar desse CD, ele é ótimo de cabo a rabo, tão bom, mas tão bom que seu lançamento em 1998 foi responsável por uma sequencia de eventos que alterou o curso da humanidade no próximo século de uma forma que o Grave Digger provavelmente nunca imaginou:

- Em 18 de maio de 1998 é lançado pela GUN Records o Knights of the Cross, um álbum conceito baseado nos templários e nas cruzadas,

- Dan Brown, até então com 34 anos ouve pela primeira vez em 22 de julho de 1998 o CD do Grave Digger

- No mesmo ano Dan Brown publica seu primeiro livro – Fortaleza Digital, mas ele não estava contente, seus livros não estavam vendendo muito.

- Por praticamente 4 anos, algumas frases ecoavam por sua mente (“Fanatic Assassins!”, “Heaven choose, the keeper of the holy grail”...entre outras), até que em algum momento ele teve a ideia de escrever um livro sobre os templários.

Deu no que deu, Dan Brown escreve seu quarto livro e o publica em 2003, o código Da Vinci, que se tornou um best seller, vendeu um porrilhão de cópias e virou filme, tudo graças ao “Knights of the Cross”. Esse Grave Digger é FODA!




Grave Digger, depois do Heart of Darkness mostrou-se uma banda extremamente consistente, onde eles conseguem “repetir” basicamente todos os melhores elementos de suas músicas a cada CD novo, mas ainda conseguem dar um “sabor” extra a cada novo CD.




Pirikitus Infernalis
Venho, por meio deste post, defender o Knights of the Cross contra o Tunes of War, que detém com certa unanimidade o título de melhor cd do Digger. Eu nem ligo muito pra isso, o Tunes em si é realmente muito bom, o tema escolhido é empolgante, o filme é épico, eu só não consigo ver aonde Knights fica atrás do Tunes.

Escolha de tema, ter ou não um filme, isso é tudo relativo e de certo modo inútil, o único argumento aceitável é que esse cd possui uma “falha” que Tunes não possui, uma música um pouco abaixo do nível do resto, chamada Heroes of this Time. De resto, esse cd é simplesmente sensacional, impecável. O Grave Digger tem um histórico de riffs/acordes/whatever de introdução que fazem qualquer idiota começar a banguear sem qualquer motivo necessário. Eles te fisgam logo pelos segundos iniciais, não deixam a empolgação cair durante a música e chegam ao ápice nos seus bridges e chorus. Essa é a fórmula do Grave Digger.

Sempre me perguntei quais são os motivos que nunca permitiram o Grave ultrapassar a barreira do primeiro esquadrão mundial do metal. Talvez fosse pelo fato do Chris parece um bruxo? O fato do baterista Stefan ter uma tatuagem do batera do Kiss (se não me engano) no braço? O fato do tecladista Katzenburg ter feito show aqui em SP trajado de “The Reaper” e de tênis All Star? É difícil achar o motivo, principalmente pelo fato de ter passado pela banda os guitarristas Uwe Lulis e o “riff maker” Manni Schmidt...talvez o Grave Digger (Chris Boltendahl) tenha o mesmo problema de bandas como Iced Earth (Jon Schaffer), Rhapsody (Luca Turilli) etc...

Top 3: Knights of the Cross, Lionheart e Inquisition. (Top 3.1: Fanatic Assassins, Monks of War e The Battle Of Bannockburn…(Top 3.2:….))
Point of shame: Heroes of the Time


The Magician

Um amigo Metalcólatra me pediu para que eu analisasse Knights of the Cross ignorando o fato de este suceder o unanime Tunes of War.

Partir desse ponto de vista, embora seja ridículo (pois sabe-se que a banda criou Tunes of War/Knights of the Cross/Excalibur como partes de uma trilogia – The Middle Ages Trilogy) realmente muda a interpretação sobre o oitavo trabalho da banda escoc... alemã! (ops)

A contextualização do álbum baseada na ordem sagrada dos Templários seria um dos maiores acertos da história do Heavy Metal, pois o assunto é extremamente rico e producente, e oferece uma pluralidade de contos lendários ou reais sobre tesouros, história, política, guerras, personagens, batalhas e ocultismo que provavelmente preencheria discografias inteiras. Ao invés disso, a banda escoc... alemã escolhe outro caminho para a narrativa, e passa boa parte das faixas acusando e censurando os atos criminosos da sociedade secreta, como se isso fosse a maior revelação do curso da humanidade.

O grande problema na verdade é sobre a ambientação das músicas aos temas, onde a banda se mostra bastante confusa e desajustada exceto quanto à colocação da faixa introdutória. Na faixa título, onde o contexto supostamente invocaria velocidade e agressividade características do Grave Digger, a melodia descamba para o peso melancólico que se torna desconexo com a atuação sublevada de Boltendahl.

Outros exemplos de pontos falhos sobre a ambientação ficam a cargo do empenho do vocalista em distorcer e dissimular as vozes em “Fanatic Assassins”, desproporcional com a sonoridade geral soa ridículo; e na inaptidão do grupo reproduzir e produzir linhas instrumentais que sejam soturnas o bastante para ilustrar o tema de “The Keeper of the Holy Grail”.

Acaba que no geral achei a interpretação dos vocais medíocres e perdidas durante todo o decorrer do álbum, com destaque do limite da falta de criatividade e desentrosamento dos membros para a faixa “Over the Sea”, que culmina nos cochichos bisonhos ao final da música. 

*******MAS*********:

As guitarras - quando apresentam os riffs - e a levada da bateria suportam o conteúdo de tal maneira que o resultado final do disco se torna médio, cobrindo o trabalho (medíocre) dos vocais e a produção deficiente.
Ok, voltando ao mundo real e colocando Knights of the Cross dentro da discografia dos escoc...alemães do jeito que foi concebido, ou seja, tratando-o como obra que sucede o Tunes of War e sendo parte da trilogia da idade média (e seguindo o que esse mesmo amigo bipolar tinha dito em outra ocasião quando discutíamos incansavelmente qual a melhor banda de Heavy Metal existente – “o trabalho de uma banda só pode ser comparado aos seus próprios trabalhos”); sob esse prisma a frustração aumenta exponencialmente.

Pois nota-se que o “coveiro” importou ou pegou emprestado várias passagens do CD anterior, deram umas marteladas aqui e ali, preencheram algum espaço que faltava (Over the Sea), aceleraram ou desaceleraram algumas partes e ... pronto! Temos um CD reciclado!

Sou prontamente contra trabalhos reciclados ou imperativos de gravadoras (como a merda do St. Anger), e Knights of the Cross se escutado por um crivo um pouco mais crítico nos remete à esta impressão. Com o agravante de ser um refugo de Tunes, e aqui cabe um adendo:

Quem insistentemente lembra o trabalho de 1996 é a própria banda e não os seus ouvintes, pois pegando carona em uma brecha da história onde os últimos Templários se refugiam na Escócia antes de extinguirem, o Digger lança novamente a maldita e irritante gaita de fole (“The Battle of Bannockburn”) que no contexto de TOW se enquadra perfeitamente (claro!). Além disso o instrumento de sopro escoces aparece da mesma forma que o Wally por toda discografia deles.

O apreço e a nostalgia que a trupe demonstra pelo album (TOW), fez com que lançassem o título recente “The Clans Will Rise Again” e saissem por ai comemorando com direito à presenças ilustres como Hansi Kursh, Gaitistas escoceses, William Wallace, Mel Gibson, INRI Cristo, Saci, Bumba meu Boi e o cacete mais...

Esse efeito saudosista faz com que barbudos gigantes de saia (kilt) apareçam em baladinhas de rock aqui em São Paulo gritando : “Diiiiiiiiiiiiiiigger”!!!”

Tem aquela história do sábio velhinho que em suas peregrinações encontra uma família pobre na montanha que não têm nada além de uma vaquinha leiteira raquítica, que fornece seu único alimento: o leite. A família só reclama da pobreza e da vida que levam, e que se não fosse a vaquinha estaria mortos.

O velho não pensa duas vezes e ajuda a família, lançando impiedosamente a vaca penhasco abaixo... e assim libertando-os do conformismo da situação.

A vaca leiteira se chama Tunes of War, e a família se chama Grave Digger a banda escocesa.
ALEMÃ!!!

p.s: quem vive do passado é o Palmeiras!

Julião
"This is the fascinating tale of the Templars, propably the most powerful and mysterious organisations of the Middle Ages.
The Order of The Poor Knights Of Christ and the Temple Of Salomon..."
"In the name of God they kill
In the name of God they rape
Blood leads to glory - for God's sake"
"You are my war machines
Your minds painted blood-red
I'll wash your souls so white
Invincible in any fight"
"A man like a Lion
With a generous heart
For his sake thousands die
Lionheart - England's Pride"
"Seeking the hidden treasures
The Pope is taking measures
Persecution spreads all over Europe"
"Many Templars succeeded to escape from the Christian hate"

Propositalmente paro minhas citações antes da música "the curse of Jacques". Antes de explicar o por que disso, acho justo explicar o por que de tantas citações e tantos destaques. Fácil escrever um album todo sobre os cavaleiros templários? Acredito que sim. Tem muito assunto a ser abordado. Fácil também seria simplesmente criticar....


Chegamos ao ponto que eu queria: Esse album apresenta algo que é muito forte no Grave Digger: A "forma Grave Digger" de apresentar fatos: hora em primeira pessoa, hora em terceira, mas sempre com visão Digger dos fatos. Vamos pegar a introdução do cd onde destaquei "The Order of The Poor Knights Of Christ". Eles não precisavam ter adicionado o adjetivo 'poor', mas esse foi o toque Digger que muda completamente a interpretação da frase. Sem o 'poor' nela a introdução toda passaria uma idéia de uma organização forte sem pontos fracos, sem podres. Sem isso a introdução não teria ligação com o restante das músicas que são em sua maioria crítica aos fatos ocorridos. 


Para não me extender demais vou resumir as citações das duas próximas músicas que destaquei(knights of The Cross e Fanatic Assassins): atrocidades são perdoadas desde que seja em nome de alguém maior. Seja ele Deus ou Allah. Percebem como a forma com que eu escrevo fica sem graça? afinal isso é algo simples que todos nós já estudamos. Perceberam a forma Digger de compor e interpretar ? (guardem a "forma Digger de interpretar" para mais tarde. Eu explicarei melhor)


Após isso vem minha citação sobre Lionheart. Naquele parágrafo, ele consegue expor o lado positivo e o negativo do Coração de Leão e ainda satiriza a Inglaterra. Forma Digger de apresentar fatos? Repetitivo esse post não ?


E para terminar minhas sitações, eu menciono a música "Inquisition" que é o ponto irônico das crusadas onde até os cavaleiros templários foram perseguidos. Ou seja o mesmo ódio que os alimentava, foi utulizado para combatê-los. Mas não vamos nos apegar a simples discussões históricas e vamos continuar com os 2 pontos que deixei em aberto: 


"The Course of Jacques" e "A forma Digger de interpretar"
Música em primeira pessoa INTERPRETADA por Chris. Nessa música conseguimos sentir toda a emoção do vocalista cantando como se ele fosse Jacques de Molay. Personagem esse complicado de citar afinal, fora a maldição ele não fez nada. Ele não teve nenhuma grande conquista. No ano que foi nomeado grão mestre da ordem dos templários eles começaram a ser perseguidos pela própria Igreja. A música toda fala sobre as injustiças (ou não) feitas com Jacques e termina com sua famosa maldição : 


"I curse Pope and King - you won't make it another year
The Last Judgement will decide who was wrong or who was right"
Estes foram alguns fatos que achei interessante apresentar para vocês sobre a forma Digger de fazer as coisas. Junte a isso todos os momentos históricos apresentados nesse album, sem esquecer o peso simples e consistente que marcam a carreira do digger e terão essa obra de arte : "Knights of The Cross"


Não vou destacar mais músicas desse album. Vou apenas defender a injustiçada "Over the Sea": pode ser um refrão bobo, mas é uma das melhores bridges que já ouvi. Essa música certamente merecia um refrão melhor!!


E apenas para não deixar o comentário do meu amigo acima sem resposta: Antes um palmeirense que vive de história, do que um curintiano que nem isso tem e vive de sonhos cada vez mais distantes. E para concluir: minha filha vai se chamar Libertadores, assim nenhum curintiano vai colocar as mãos nela...

Haggard - Eppur Si Muove

O álbum Eppur Si Muove lançado em 2004 pela banda Haggard foi escolhido por "Julião - o Bardo" para análise.


Banda

  • Asis Nasseri – Vocais, Guitarra
  • Susanne Ehlers – Soprano
  • Veronika Kramheller - Soprano
  • Manu - Soprano
  • Fiffi Fuhrmann – Tenor, Flauta
  • Nikolaus - Barítono
  • Claudio Quarta – Guitarra
  • Ally Fiddle - Violino
  • Andi Corne - Percussão
  • Hans Wolf – Piano, teclados
  • Luz Marsen – bateria, Percussão
  • Giacomo - Baixo
  • Linda - Oboé
  • Ivica Percinlic – Violone
  • Florian Bartl – Oboé, Corne inglês
  • Steffi Hertz – Viola
  • Johannes Schleiermacher – Violoncelo
  • Mark Pendry – Clarinete
  • Michael Stapf – Violino
  • Judith Marschall – Violino
  • Doro – Violino
  • Michael Schumm – Tímpano, Percussão
Faixas


  1. "All'inizio è la morte" – 6:50
  2. "Menuetto In Fa-Minore" – 1:16
  3. "Per Aspera Ad Astra" – 6:40
  4. "Of A Might Divine" – 8:20
  5. "Gavotta In Si-Minore" – 0:58
  6. "Herr Mannelig" – 4:50
  7. "The Observer" – 4:40a
  8. "Eppur Si Muove" – 8:19
  9. "Larghetto / Epilogo Adagio" – 2:13a
  10. "Herr Mannelig (short version)" – 6:10



Julião
Pessoal, espero que gostem da minha escolha. Não espero agradar a todos, afinal escolhi algo bem diferente do que já apareceu aqui no blog. Dessa vez não escolhi algo porco como da primeira vez. Muito pelo contrário. Escolhi uma banda incrivelmente técnica.
Eu conheci Haggard entre 2002 e 2003. Naquela época era bastante complicado conseguir baixar músicas de bandas desconhecidas. Isso era agravado pela presença de uma banda country chamada Merle Haggard. Foi muito difícil baixar músicas deles, mas as poucas que baixei fizeram que eu tivesse um novo conceito sobre as possibilidades a serem exploradas no Heavy Metal.
Misturar Death Metal com som orquestrado é realmente algo estranho de se pensar, mas ao ouvir vem aquele pensamento: “por que será que não fizeram isso antes?”. São duas coisas tão opostas mas que casam tão bem que é difícil explicar.
Agora vamos ao por que de ter escolhido o Eppur Si Mouve em vez de outros álbuns. Inicialmente eu tinha pensado no Tales of Ithiria por contar uma história medieval com guerras e fantasias como estamos acostumados a ver aqui pelo blog. Após pensar muito acabei escolhendo o Eppur Si Muove mesmo pois na minha opinião é o trabalho mais maduro do Haggard. Ele explora Galileu Galilei em suas letras, o que não é muito comum aqui no blog, mas a obra é completíssima. Os álbuns anteriores também tinham temas filosóficos, mas ainda parecia estar faltando algo e, esse algo foi alcançado no Eppur Si Muove.
Vamos as faixas do álbum...
"All'inizio è la morte" – pra mim uma ótima faixa para apresentar a banda ao pessoal do blog. Ela contém todos ou quase todos elementos musicais utilizados pelo Haggar. Inicia com um coro dos vocalistas auxiliares: me corrijam se eu estiver errado, mas são duas supranos com um cantando algo que lembra canto gregoriano. Juntamente com os instrumentos o coro vai tomando força até uma leve quebra para entrada do vocalista principal que entra suave, sem muitos sustos, ainda sem parecer um urso cantando. A música segue suave até praticamente a metade, quando entram as guitarras distorcidas e o vocalista principal começa a mostrar sua voz. Então começam a ocorrer as alterações entre vocal gutural e lírico, mostrando o que esperar no restante do álbum.
"Menuetto In Fa-Minore – uma introdução orquestrada à próxima música. Rápida e suave.
“Per Aspera Ad Astra” – uma das melhores músicas do álbum. Essa música parece uma grande disputa entre o vocal gutural e as outras vocalistas da banda. Vale a pena prestar atenção no vocalista ‘gregoriano’ nessa faixa. Sem contar os ‘riffs do violino’ hehehe. Me desculpem mas não tenho os termos apropriados para descrever as músicas dessa banda. Sempre que ouço vem aquela sensação de que sou um ‘analfabeto musical’, pois me faltam palavras para o que eles fazem.
"Of A Might Divine" – Talvez a obra mais medieval do cd. Se eu tivesse palavras explicaria a música, mas como dito acima, é bem difícil pra mim. Mas se não me engano essa é a música que mais mistura os elementos do heavy metal com os elementod do clássico. Em uma parte da música podemos ouvir a banda toda tocando, juntamente com guitarras e até um bumbo duplo no fundo.
"Gavotta In Si-Minore” – Outro solo da orquestra.
"Herr Mannelig" – e mais uma música linda, onde notamos uma mudança. Aqui a guitarra acompanha o vocal feminino também. Normalmente as guitarras acompanham o vocal masculino.
"The Observer" – talvez a música mais puramente metal do álbum.
“Eppur Si Muove” – A grande obra prima!!! Começo empolgante . Vou falar pouco dessa música. Vou apenas deixar a dica para prestarem bem atenção ao solo da vocalista logo no começo da música. Se tiverem curiosidade, procurem por essa música ao vivo também. Não tem o que falar...
"Larghetto / Epilogo Adagio" - Outro solo da orquestra.
"Herr Mannelig (short version)" - e mais uma música linda.....
Bom pessoal, a idéia foi mostarr algo diferente aqui. Algo que fugisse bastante do tradicional


Phantom Lord
Não poderia ser diferente, como um álbum de Symphonic Metal, Eppur Si Muove é um trabalho carregadíssimo de elementos da música clássica. Mudanças de ritmos nas músicas também são freqüentes, ocasionalmente bruscas, mas num geral harmoniosas, afinal uma orquestra dessas não deveria cometer o erro típico da maioria das bandas com menos integrantes... (de fazer músicas longas “desarmoniosas”).
A parte instrumental me pareceu ótima, os trechos mais voltados para o heavy metal me agradaram, porém os momentos de música clássica foram responsáveis por uma generosa dose de sonolência... Eu costumo chamar a música clássica de música de verdade, mas raramente tenho paciência de ouvi-la... Os vocais parecem surgir em três tipos diferentes, sendo dois deles do grupo sonolento, e um não-sonolento, do grupo dos goblinóides.... Talvez um bugbear ou um troll, o que me faz imaginar... Tais criaturas nunca devem ter cantado para seus filhotes dormirem.
Enfim, Eppur Si Muove me pareceu um trabalho muito bem feito e um pouco confuso, pois às vezes, as faixas não são bem demarcadas e acabam se mesclando ao longo do álbum. Apesar de se distanciar um pouco do heavy metal, Herr Mannelig é música mais interessante deste álbum.


Parece que Julião é o “death metal” do blog, ao menos desta vez ele não trouxe uma banda de fundo de quintal para ouvirmos...
Pena que “ao fugir do tradicional” o Haggard combina um sub-gênero específico do Heavy Metal que eu não aprecio com a sonolenta “música de verdade”.

Nota: 5,6.


The Trooper
3
Em primeiro lugar, quero deixar bem claro uma coisa: Haggard não é de forma alguma uma banda ruim, muito pelo contrário, é boa, esta afirmação é até mesmo óbvia. 

Agora posso descer a lenha: este álbum NÃO É heavy metal, Haggard ultrapassou a linha do Raphsody em Dawn of Victory, e não adiantou chamar um urso pra cantar, pois não voltou para trás da linha. 

A estrutura das músicas puxa muito para o lado da música clássica, com uma alternância extrema entre trechos mais rápidos/pesados e lentos/suaves, tendo isso em vista, tenho que citar como destaque as faixas Herr Mannelig e The Observer que lembram mais o heavy metal tradicional, a faixa Of A Might Divine tem uma introdução interessante (que lembra a música da floresta em Mario RPG), e alguns trechos muito bons, com vários instrumentos tocando ao mesmo tempo com um bom "peso", infelizmente, a já citada alternância tira a chance desta ser uma música muito boa.
Uma outra observação: para mim, a única utilidade de um vocal gutural é tornar uma música extremamente agressiva (vide Sepultura, Korsus, etc.), e neste álbum isto não acontece por motivos óbvios, logo, não há como eu gostar dessa mistura.
Resumindo, eu ainda prefiro ouvir Cavalgada das Valquírias e Territory em dias diferentes, querendo ouvir uma mistura, eu poderia apelar para o Apocalyptica. Não posso dar uma nota baixa para este álbum porque ele não é ruim, só um pouco tedioso.
Nota: \m/\m/\m/

Metal Mercante
Nossa, que bagunça, eu nunca ouvi nada tão misturado quanto este CD do Haggard. A primeira coisa que me vem a cabeça é aquele episódio do Chaves em que eles tem uma banda e cada um deles está tocando uma música.

Ou pior ainda, (minha memória não é tão precisa nesse) um episódio do “Doug Funnie” onde ele vai fazer um show de banjo, mas precisa de iluminação, então entra um cara na banda, precisa de um cara pra montar o palco que também entra na banda, precisa de um cara pra outra coisa e o cara entra na banda e por aí vai até não ter ninguém mais para assistir o show, pois todo mundo está no palco.

Haggard é isso aí, no começo era só um vocal e uma guitarra, mas sabe como é: Um deles pegava a mina e tiveram que chama-la para a banda, o priminho retardado dela tocava violino e precisava fazer uma atividade fora de casa, portanto foi convidado, mas aí a mina do outro ficou com ciúmes, foi fazer aulas de canto e chamaram-na pra banda, mas ela secretamente dava pra um mano que tocava flauta e persuadiu a todos de que flautas e metal tem tudo a ver. Esse cara que tocava flauta tinha um amigo que tocava Oboé e todos acharam legal chama-lo para a banda, pois oboé é uma palavra engraçada (oboé, oboé, oboé..... oboé...O.....BO....ééééé). Não podemos esquecer que toda banda de metal precisa de um baterista e um baixista, mas aí o único cara da cidade que tocava bateria tava devendo uma grana para um outro cara que toca violino....e por aí vai...

Musicalmente, apesar da balbúrdia que é essa banda, esse “gestor” (5-6 pessoas é uma banda, 20 é equipe) conseguiu um CD (“Eppur Si Muove”) que muito embora tenha várias passagens monótonas ou estranhas, possui outros momentos brilhantes, talvez não o suficiente para transformar este álbum em um clássico, mas certamente para enfileira-lo na lista de bons CDs.

Com destaques para algumas músicas:

3 – Per Aspera Ad Astra (Pederasta Astral) – Muito boa essa música, sugiro a todos acompanhar a letra quando estiverem ouvindo. O violino poderia ser facilmente substituído por uma guitarra a lá 1980 que ia ficar melhor ainda. Mas...como eu disse acima, o garotinho precisava fazer amigos...

6 – Herr Mannelig – Aqui os caras do Haggard foram longe, juntaram um monte de alemães, para tocar/cantar uma balada sueca (sobre uma Troll das montanhas fêmea que pede um cavaleiro em casamento) em italiano. Legal, bem legal...Alias, qual o feminino de Troll?

8 – Eppur Si Muove – Mais uma grande música, novamente sinto que se substituíssem o violino e o pianinho por um Guitar Hero dos anos 80 ia ser bem melhor. Nessa aqui também os caras misturaram italiano com inglês, com alemão. Vale a pena mesmo assim.

Resumindo, este é um CD complexo, um daqueles que leva o nerd metal ao seu ponto mais alto, talvez alto demais até, mas sem dúvidas uma viagem interessante, porém prepare-se para passar por (vários)momentos de tédio.


Uma coisa que me passou pela cabeça enquanto escrevia este review é a dicotomia entre Twisted Sister e Haggard, enquanto um dá um show de complexidade e “nerdisse” o outro manda você ser cruel com a sua escola...Sem dúvidas tem espaço para todos na terra do Metal...



Pirikitus Infernalis
Eppur Si Muove, uma obra da orquestra chamada Haggard. Nessa banda se tem de tudo: guitarra, bateria, sopranos, flauta, barítono, oboé, viola, clarinete, violino e o escambau... por competência (ou sorte), tudo cuidadosamente adequado. Eppur Si Muove conta a história de Galileu e a agumentação sobre os movimentos de rotação da Terra e significa “Ainda se move...”

O Haggard, que nos primórdios era uma banda muito mais extrema do que clássica, encontrou seu equilíbrio muito antes de Eppur Si Muove, adicionando cada mais vez elementos eruditos e clássicos ao metal. Eu particularmente aprecio o som dessa banda, desde que ouvi o Awaking the Gods, sem dúvida é uma banda com algo a mais (além das pessoas.) Haggard também é uma banda de dono, no caso Mr. Asis Nasseri que é o vocal, guitarra e compositor.

Esse cd em específico é, em minha opinião, o mais acessível aos que não são fãs da banda, e consegue manter um bom nível, porém ele é inferior ao Awaking the Centuries e ao Tales of Ithiria. Provavelmente foi a melhor escolha para o blog por esse motivo. Este cd segue o perfil musical do Haggard que combina passagens musicais, com músicas épicas. Eu honestamente não vejo muita graça nas passagens, são poucas as que eu acho realmente boas, na maioria eu colocaria de fundo e iria ler um bom livro....agora, as músicas em si são muito boas. Isso porque esse cd conta com 2 músicas que não me agradaram muito, Of a Might Divine e The Observer.

Destaque para as ótimas All'inizio è la morte, Per Aspera Ad Astra, Herr Mannelig e Eppur Si Muove. Ponto fraco para a mais ou menos The Observer.

Ps: Sei que não faz parte desse cd, porém não posso deixar de citar. Quem tiver curiosidade, ouçam Lost (Robin's song). É do segundo cd e é uma música composta para o filho de Asis, ela é muito boa!

The Magician
Eppur si Muove da banda germânica Haggard me surpreendeu. Acho que surpreenderia qualquer um que o escutasse pela primeira vez esperando uma obra de Death Metal padrão.

Pois como foi escrito e reiterado pelos demais membros metalcólatras é uma orquestra metaleira quem executa as canções, e É DE FATO uma orquestra com direito a um composto de cordofones e aerofones, alem de suas interpretações líricas de vocais masculinos e femininos.

Essa característica erudita do álbum se apropria da grande parte das passagens, e inclusive toma para si uma faixa inteira, na sonata intitulada Minueto em Fm. Para quem admira música clássica como é o caso do titio mago aqui, a sonoridade geral acaba agradando.

Dentro do perfil mencionado as faixas apresentam ótimas melodias e colocações dos instrumentos, tanto dos amplificados quanto dos orquestrados. O trabalho nas guitarras é sempre voltado para dar base a musica; atribuindo peso ao conjunto apresentam variações temporais hora moderadas hora aceleradas, sempre harmoniosamente conduzidas pela bateria.

Outro ponto que achei interessante e que nunca ouvi em outra banda de nenhum gênero, é o “estilo Pavarotti” de um dos interpretes. O canto estilo lírico nas vozes femininas já é de certa forma banalizado no Heavy Metal, mas essa abordagem em voz masculina foi igualmente marcante.

Mas o bom CD do Haggard apresenta um problema crucial: O vocal gutural. Por uma série de fatores.

The Trooper esboçou sobre este tema, e eu pego carona:

Os vocais guturais têm um propósito dentro gênero, assim como quaisquer outras interpretações de canto deve trazer consigo a idéia proposta nas letras das musicas. Um vocal grotescamente grave como Sepultura, Korzus, Slipknot ou Krisiun devem necessariamente invocar temas pesados como morte, guerra, violência, ou de algum modo flertar com o sombrio, com a revolta ou ainda com o estranho ou inexplicável. E esses timbres só podem ser justificados por uma sonoridade geral equivalente, que apresente linhas instrumentais carregadas, caóticas ou conturbadas, de outra forma resultaria em uma musicalidade paradoxal. Um exemplo caricato seria um vocal “Max Cavaleira” para versos sobre guerra, mas com o conjunto tocando um chorinho (esse link dá uma parca ideia sobre o que estou falando: http://www.youtube.com/watch?v=ND9RtMjb0I4).

Em uma rápida consulta sobre as principais obras do subgênero “Death Metal”, seja por leitura ou por audição (se quiser se arriscar), vocês perceberão que os temas são levados por baterias e guitarras que compõem aspectos sonoros bastante caóticos (como distorções sujíssimas e batidas britadeira).

Dito isso se percebe que alguns fatores ambíguos ocorrem neste álbum. O vocal mais grave em Eppur si Muove, surgindo das entranhas do individuo, por vezes pontua sobre um tecido de sons suaves, quase monótonos eu diria, e isso soa beeeeem estranho. O vocal “visceral” apresentado sob esta atmosfera branda e límpida transporta-nos a um cenário teatral que seria bem representado por clássicos como “Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau” ou “A Bela e a Fera” (embora tenha sido piada nos comentários, é a mais pura verdade), e essa seria a única condição justificável para a utilização dessa técnica de voz, seria a “licença poética”.

Mas não é, e o urso cantor apenas (e nada mais) narra a história assim como a voz feminina que o contrasta, logo não representa uma personificação específica qualquer, o que empobrece bastante o trabalho.

Por fim a presença do gutural é uma herança de outros trabalhos e do estilo já adotado pela banda – neste universo de Galileu, fica totalmente sem nexo. Os meus destaques são os mesmos citados pelo Pirikitus Infernalis (por essa você não esperava heim pássaro dos infernos!), e embora eu não saia por aí indicando o trabalho em questão para qualquer um, acho que ele oferece um ótimo material para um determinado tipo de público que seja mais receptível.

domingo, 15 de maio de 2011

Nightwish - Wishmaster


O álbum Wishmaster lançado em 2000 pela banda Nightwish foi escolhido pelo Pentelho para análise.




O PENTELHO
Bom, mesmo não agradando alguns, estou aqui postando mais um álbum para o blog. Sei que estou ausente do blog mas não deixo de acompanhá-lo(só de postar...rs.).


Enfim o álbum da vez é “Wishmaster” no Nightwish. Vamos combinar, estava na hora de ver algo bonito neste blog não? Pô só cabra feio aqui (e uns que não sabem cantar) e cá entre nós, depois de ver a “masculinidade” do Manowar, nada melhor do que ver a delicadeza de Tarja Turunen.

Bom falando da banda, eu facilmente a considero uma das TOP10 da minha lista de bandas pois, além de ter um nível técnico muito alto(mesmo hoje com uma outra vocalista), a banda quebrou paradigmas ao colocar uma cantora lírica como sua front unindo música clássica e heavy metal, uma mistura a princípio impossível mas que foi comprovada por eles que o resultado pode ser fantástico quando bem feito. Ta Metallica também fez isso e por esse e outros motivos também está no meu TOP10.

Falando do álbum em si, o set list é fantástico, óbvio que é possível destacar algumas músicas que talvez são as mais “manjadas” mas não é possível descartar alguma pois todas são excepcionais.

Se for para numerar as musicas que ao meu ver são as mais empolgantes eu cito “Fantasmic” e “The Kinslayer”. A música “Bare Grace Misery” eu classifiquei como a mais baladinha, da pra escutar e relaxar pois, apesar de ter seu peso, ela ainda assim destoa das demais, porém não o suficiente para eu classificar como algo que deveria estar fora. Na verdade acredito que o álbum é muito bem balanceado.

Bom como justificativa do porque escolhi “Wishmaster” e não outro álbum do “Nightwish”, o fato é: Mesmo sabendo que seus antecessores também são maravilhosos, este álbum ao meu ver foi o que tornou o “Nightwish” mundialmente famoso, foi o que quebrou as fronteiras.

Por esses motivos escolhi “Wishmaster” e, com a licença de Phanton Lord, Nota 10 para o álbum.

Phantom Lord
Mais um álbum da vertente "melódica" do metal chega ao blog. Nightwish possui diversas músicas que eu ouvi de "tabela" ao longo dos últimos 10 anos... Até então eu nunca parei para prestar atenção em um álbum inteiro desta banda.
Wishmaster começa com duas ótimas músicas: She Is My Sin e The Kinslayer e até consegue manter o bom nível nas duas próximas faixas. Ao ouvir estas 4 músicas, percebi que o uso frequente do teclado juntamente com o vocal inconfundível de Tarja, aproximam a sonoridade da banda do estilo "metal sinfônico".
A faixa 5 (Two For Tragedy), obviamente se afasta muito do Heavy Metal e em minha opinião esta é uma música sonolenta. Wishmaster, Bare Grace Misery e Crownless me agradaram, mas não tanto quanto as duas primeiras músicas do álbum...
Deste ponto para frente as músicas foram se tornando menos interessantes apesar de existirem passagens instrumentais interessantes nelas. Fantasmic é a mais longa e mais "suave" entre as últimas faixas... logo entendiou-me.
Como um todo, o álbum Wishmaster apresentou um número considerável de músicas boas, mas se aproxima muito do Symphonic Metal como eu já citei...
Nota: 7,5.

The Trooper
3
Devo começar citando minha admiração por vocais femininos (claro, aos vocais afinados), sempre achei que uma boa vocalista salva da danação eterna até mesmo músicas ruins (eu disse salva, não que a música se torne boa). Tendo isso em vista, Nightwish já ganhou um ponto comigo, Tarja é uma vocalista de altíssima qualidade (embora seu sotaque seja bem forte) e fez um bom trabalho nesse álbum. 

No geral, a banda me lembra muito Stratovarius, e mesmo com uma participação muito grande de teclados nas composições, as faixas não me fizeram vomitar. Mas obviamente, devo manter a crítica, excesso de teclado em heavy metal não cai muito bem, se ao menos o efeito utilizado no teclado fosse mais pesado, poderíamos ter uma porrada absurda neste trabalho, por exemplo, a faixa Crownless talvez se tornasse a melhor do álbum. Talvez a proposta da banda seja exatamente colocar o teclado ao lado dos vocais de Tarja para alternar o suave com o pesado, eu preferiria jogar o teclado pro lado das guitarras distorcidas e deixar somente a vocalista contrastando.


Como destaque é impossível não citar a faixa homônima ao álbum, Wishmaster, que destoa do restante do trabalho por ter um nível de qualidade e inspiração muito alto, seguida por The Kinslayer e Fantasmic (faixa esta, elaborada para dar um tom épico ao álbum, bem executada, quase conseguiria entrar no Avantasia - The Metal Opera, a parte 2 pode causar sonolência, se não fosse lenta em excesso, essa música seria perfeita).

Como ponto negativo, posso citar as 2 faixas lentas, uma coisa é colocar umas baladinhas em um álbum de heavy metal, outra é inserir 2 "sleep" spells para te fazer dormir - Two For Tragedy e Dead Boy's Poem.

Resumindo, bom trabalho, com uma nota 7,0 consegue entrar raspando na quarta \m/.

p.s.: Alguém consegue entender a Tarja qdo canta rápido? (vide parte 3 de Fantasmic) Parece o Hetfield ou o Rodolfo (dos Raimundos).
p.p.s.: A Squaresoft devia processar o Nightwish pelo plágio da música de apresentação de Chrono Cross em Come Cover Me... hehehe.

nota: \m/\m/\m/\m/


Julião
Lá vou eu comentar sobre um álbum que tem um ingrediente que pra mim mata qualquer banda de metal: tecladinho FAROFA!!!
Tarja é bacana, sim! Nightwish revolucionou, sim ,mas tecladinho farofa não rola não.
Eu não sei qual a idéia de colocar um tecladinho besta em músicas de heavy. No meu ponto de vista é para estragar a música e nisso Nightwish, assim como outras bandas tipo Stratovarius conseguem fazer com excelência!
Quer colocar algo parecido em uma música de metal, pôe piano numa música calminha, ou então na parte calma da música. Talvez orgão clássico (não sei o nome direito, mas é aqueles que tem nas igrejas), mas não põe um tecladinho farofa com o cara tocando super rápido tentando fazer algo pesado no tecladinho.
Passada a minha explicação sobre o fato que mais me desagrada no Nightwish, vamos ao que me agrada....
A Tarja é uma excelente cantora. A voz dela é excelente e realmente empolgante. Desculpe mas fora a Tarja nada mais me agrada no Nightwish.
Sobre as músicas desse album, eu fico com as lentas, afinal metal puxado no tecladinho com guitarras escondidas atrás pra mim é farofa!!
Fico com Dead Boys Poem e Come Cover Me
Eu fico ouvindo as outras músicas do CD e pensando no potencial que elas tem para se tornarem músicas fantásticas. Bastava substituir o tecladinho por guitarras.
Tenho certeza que muita gente discorda de mim, mas tente imaginar Crownless sem aquele tecladinho ridiculo e com o solo inicial na guitarra: seria uma música épica.
Em suma, fora a Tarja, Nightwish =





Metal Mercante

O Nightwish pegou os elementos mais manjados do Metal Melódico, elevou ao quadrado (i >1) e acabou lançando um ótimo cd, que acabou criando (ou redefinindo) todo um sub-estilo do Metal tanto que hoje em dia encontram-se bandas “Nightwish to be” aos borbotões por aí.

Em uma análise caricaturesca do Metal Melódico existem alguns elementos que se sobressaem para classificarmos uma banda nesse estilo. 1 – Vocais claros e geralmente agudos; 2 – ampla utilização de teclados nas músicas. Tudo o que o Nightwish fez foi exagerar (bastante) nesses temas. No campo dos vocais, nada mais agudo que uma soprano lírico (por mais que o Andre Matos tente ele nunca chegará lá) e os teclados, bem...os teclados, eles realmente exageraram nesse aspecto. (ver post do Julião)

No geral este é um ótimo CD, com destaque para “She is my sin”, “Wishmaster” e “Fantasmic” com ressalvas para o excesso de teclados e para a bateria, as vezes tenho a impressão de que algumas músicas tem passagens que beiram as “músicas de balada”


PS: Prestem atenção no tamanho descomunal da perna esquerda do menininho da capa desse cd


The Magician

Um álbum bastante consistente de linhas instrumentais interessantes e bem construídas. Boa parte da condução e levada do trabalho remete as passagens para o estilo Heavy Metal.

O trabalho de percussão e das guitarras me chamou bastante a atenção, e os teclados se destacam em algumas músicas; mas acho que preencheu devidamente (i.e sem exageros) os espaços devidos nas canções dentro dos temas fantasiosos ou épicos da banda finlandesa.

Aliás entre a literatura escolhida para dar vida às letras do disco está o Romance-RPG de Margaret Weis “Dragon-Lance”, presente no texto da faixa título.

Mas é claro, tudo isso que escrevi não tem a menor importância quando se trata de Nightwish, pois desde o começo o que atraiu os holofotes e projetou a banda para o segmento metaleiro foi apenas uma coisa: a vocalista Tarja Turunen e seu estilo soprano lírico.

Embora não possa ser dito que de fato o estilo lírico seja utilizado nas apresentações e gravações da banda, o canto da vocalista baseado nesse estilo se destaca de tal forma que criou uma onda de bandas com o vocal feminino (nightwish-to-be, como dito pelo Metal Mercante), e isso é fato.

O estilo é realmente marcante e sua interpretação faz com que algumas canções atinjam qualidade técnica impressionante e faz com que outras se tornem, por que não, belas músicas.

Mas em minha opinião este mesmo padrão de canto que veste bem algumas canções, torna o ato de escutar o álbum depois de algum tempo um exercício de paciência.

Destaque para Wishmaster, Fantasmic, The Kinslayer e She is my sin.

Sleepwalker é música pop.



Pirikitus Infernalis
Mais um cd da sinfonia metal finlandesa do Nightwish, em suma mais do mesmo, só que se tratando de Nightiwsh, mais do mesmo é um cd com músicas muito boas, produção impecável e uma irritante complexidade musical.

Pode-se dizer que o tripé que segura a banda durante seus CDs iniciais é formado pelos vocais de Tarja e Hietala e pelas composições de Tuomas. Tuomas, que após a entrada de Marco na banda começou a focar suas composições em duetos, continua sendo um compositor de primeira, destaque isolado!

É meio complicado falar desse cd, musicalmente ele possui muitos fatores positivos. Nas passagens das músicas, poucas são “passáveis”, minha opinião apenas Bare Grace Misery e Fantasmic. O resto das músicas variam entre o agradável/bom/ótimo. O único fator negativo que eu vejo no Nightwish é quando eles começam a trocar o feeling pela técnica. Essa discussão já é antiga e provavelmente sempre existirá. Uma música perfeita deve equilibrar os dois conceitos de forma que fique agradável ao fã do estilo, dentro de suas características musicais. A partir do momento que a técnica sobressai o feeling, você cai em um mundo progressivo ou em uma audição musical. A partir do momento que a técnica deixa de existir, você cai em um mundo Punk/HC.

Um bom cd, ainda bem que tem Wishmaster!

Top 3 vai para The Kinslayer, Wishmaster e Dead Boys Poem. O ponto fraco do cd fica a cargo de Fantasmic, música horrível!!!

Metallica - Metallica

O "Black Album" lançado em 1991 pela banda Metallica foi um dos discos mais votados pelos metalcólatras.

Phantom Lord
Metallica, ou "Black Album" é sem dúvida o trabalho mais popular da banda Metallica: um grande sucesso comercial que demarcou o início da discórdia entre os fãs da banda. As músicas de trabalho do Black Album foram tocadas até a exaustão nas rádios, e muitos fãs da banda conheceram a banda através das músicas deste álbum. Deixando de lado a produção e o conteúdo das músicas (letras), o que pode-se notar de diferente no estilo musical da banda é uma suave perda de velocidade no ritmo. Ainda assim há faixas mais aceleradas no disco: Through the Never, Holier than You e Struggle Whithin são exemplos disto. Em sua essencia, o Black Album ainda é composto basicamente de heavy metal, o que faz dos fãs reclamões ou revoltados com este disco, um bando de chongos-mongos (como citei em Megadeth - Countdown to Extinction). A mudança na sonoridade da banda não é drástica nem repentina: Kill em All foi o mais "thrash metal", Ride The Lightning um meio termo entre o 1º e o 3º disco (thrash/heavy metal); Master of Puppets mantém boa dose do ritmo acelerado dos álbuns anteriores, mas com uma complexibilidade maior; ...And Justice desacelera um pouco, mas ainda retendo características do seu antecessor; Finalmente o Black Album apresenta mais músicas "desaceleradas", mais "baladas", mas também possuí melodias de "peso". Para ressaltar isto basta mais uma comparação: Veja as diferenças entre os discos Load e Black Album... Load apresenta musicas mais "moderninhas", algumas mais pop, outras mais caipiras (ou southern rock) e algumas que até lembram trilhas sonoras fajutas...
Concluo que o Black Album foi o último grande trabalho do Metallica mesmo sem atingir o nível dos 4 primeiros discos deles e apesar de já estar cansado de escutá-lo, o álbum é consistente, sem altos e baixos, ou seja, praticamente sem pontos fracos.
Minhas favoritas são Sad But True, Enter Sandman, Through the Never, Holier Than You e Of The Wolf and Man. As menos interessantes (que não considero ruins) são The God That Failed e My Friend of Misery.
Nota: 8,4.





Maurock

O post dessa semana provavelmente já era aguardado por todos os Metalcolatras. Por ser o grandioso "Álbum Negro".


Já reparou que "todo mundo" que decide falar de Heavy Metal e de música boa acaba sempre falando do Metallica? Também não é pra menos. O albúm mais pop da banda ainda criou um "Divisor de águas" no cenário Heavy Metal.


Metallica dispensa elogios e dispensa qualquer comentário quando se trata de Rock Pesado! Se formos falar nos dias de hoje talvez não, mas creio que depois desse álbum a banda nunca mais foi a mesma. Outro dia assisti uma entrevista com Lars Ulrich que dizia que as fotos de mulheres nuas espalhadas por todo o estúdio serviam de inspiração para a banda. Será que essas fotos foram queimadas?!?


De fato mesmo é que o álbum é um dos melhores.


Destaques para as faixas: "Enter Sandman", "Sad But True", "Wherever I May Roam" e "Of Wolf And Man".


Nota: 8,5




O PENTELHO
Não vou aqui gastar linhas e linhas para demonstrar o minha opinião sobre o atual álbum.


Metallica por si só já é uma banda repleta de bons ábuns, boas músicas e bons shows.


Mas já que estamos aqui pra falar então vamos lá: Black albúm foi votado por mim como o número 1 da minha lista de álbuns. Posso citar aqui três bons motivos pra isso.
1º - Nothing Else Matters
2º - Enter Sandman
3º - Sad But True
E esses são meus três motivos...se me pedissem quatro motivos eu colocaria mais uma música da lista, se me pedissem cinco, mais uma música e assim iria até completar as doze do álbum.
Não há muito o que dizer sobre ele e, na minha opinião, é o melhor albúm de metal que existe e sim eu acho Metallica a melhor banda que existe e ponto.
Nota 1000

The Trooper
3
Acho que já contei em algum dos posts anteriores, que ouvi esse álbum aos 14 anos e foi a primeira coisa que ouvi na vida e fiquei boquiaberto (What the fuck is this? deveria ser a expressão utilizada), nunca tinha ouvido nada tão pesado e com consistência, não é um simples punhado de riffs de guitarra jogados com uma distorção pesada. 

É mais simples do que Master of Puppets e And Justice For All? Sim. É mais lento do que os 4 álbuns anteriores? Sim. É menos pesado? Não. Alguma comparação com Load? Não. Quem comparar esse álbum com o Load merece uma bifa na orelha, pode até citar algum indício do caminho a ser tomado usando como exemplo Sad But True, mas não há comparação, porque poucas faixas se salvam em Load de serem um rock medíocre, ao contrário desta obra-prima em questão.

Os principais pontos positivos na minha opinião, são os seguintes: este álbum contém os solos de guitarra mais memoráveis da carreira do Metallica (e quando uso memorável, não me refiro somente à qualidade, mas também à facilidade de se lembrar de um deles); este foi o melhor trabalho de Hetfield como vocalista na carreira (se não me engano, ele arrebentou as cordas vocais de vez na turnê deste trabalho); Master of Puppets pode ser o mais perfeito, And Justice (acho que somente na minha opinião, mas pode usar outro álbum anterior no lugar dele se isso te revolta) o mais pancada, mas Metallica (ou "black album") é o mais balanceado, as músicas alternam velocidade e peso, todos os instrumentos aparecem nitidamente, o vocal é o mais maduro, enfim, a "peteca não cai", pode ser por causa desse equilíbrio que Metallica causa reação até mesmo entre os seres com a alma corrompida (aqueles que gostam de pagode, axé e lixo em geral), lembro que alguns colegas de escola, mesmo com a mente nublada pelo lixo midiático se interessavam por algumas faixas desse álbum.

Com isso dito, devo tentar encontrar algum destaque no meio de músicas absurdas, claro que por ser exposto em demasia às faixas mais famosas, acabarei escolhendo algumas menos famosas: top 3 para Holier Than Thou, Through The Never e Of Wolf And Man. Uma ressalva para Sad But True, a música lenta mais pesada que já ouvi (se o Sabbath pode, o Metallica também pode), e uma nota no peso de The God That Failed - que atribuo à atuação do sr. Jason Newsted. Não há faixas fracas nesse álbum, mas posso dizer que The Struggle Within está para Escape, como Metallica está para Ride The Lightning.

Nota: \m/\m/\m/\m/\m/


Metal Mercante


O Black Album do Metallica remete ao máximo da minha infância que consigo me lembrar em termos musicais. Eu tinha este álbum gravado em uma daquelas fitas da Basf da etiqueta laranja, mas só no final de 1993 que o Metal Kilo me presenteou com uma Fita original do Black Album do Metallica (a fita era transparente, podia ser preta!).

Na mesma linha dos comentários que fizemos no “Countdown To Extinction” do Megadeth“ o Black Album apontou a banda em outra direção musical, uma bem mais comercial do que era no passado. A impressão que eu tenho é que ambos os discos foram criados com a intenção de simplificar musicalmente e, é claro, atingir um público maior.

No geral eu gosto bastante desse álbum , não chega nem perto dos antigos do Metallica, mas mesmo assim é bom.

Nota: Para manter a consistência = Countdown to Extinction – 1



Treebeard
Hail Metal Nation, estou aqui de volta para comentar sobre este album que gerou polemica e dividiu fãs do Metallica.


Em minha humilde opinião, Black Album tem suas músicas valiosas, porém está longe de ser o melhor CD do Metallica e tão pouco o CD da década ou da história do Metal! Devo admitir que este album foi o que realmente tornou o Metallica uma banda tão popular e grandiosa no Mundo, porém ao mesmo tempo foi um album que gerou muita polemica entre os fãs antigos, TRUE e Headbanger e a legião de fãs novos que vinham do embalo dos Guns N' Roses da época e etc! Pode ter certeza que aqueles que começaram ouvindo Metallica pelo Black ALbum, com certeza gostam de Nirvana, Foo Fighters e afins, apesar de eu particularmente gostar de algumas coisas do Foo Fighters, mas isso já é outra história.


Daria destaque para algumas músicas que são fantásticas neste CD: "Enter Sandman", "The Unforgiven", "Nothing Else Matters" e "Of Wolf and Man". Estas são as músicas mais fodas do CD e com certeza as que mais marcaram e se destacaram. Os solos, as letras, o arranjo, enfim, no contexto geral, estas músicas são absurdas!


Por outro lado, classificaria como as mais "ruinzinhas": "Holier Than Thou", "Through the Never" e "My Friend of Misery" (apesar dela ter aquela intro MUITO FODA do baixo).


As demais músicas classificaria como normais, são boas, porém é aquelas que você até pode deixar de Background enquanto faz alguma coisa.


No geral, o Black Album não é um CD do tipo que você pode jogar numa fogueira e ver aquela porra queimar, mas sim um CD que enfeita bem a prateleira e que pode ser tirado pra escutar uma vez ou outra quando der uma vontade de ouvir os grandes clássicos gravados nele.


\m/ Cheers Mates!


The Magician

Embora menosprezado por alguns aqui no site, o Black Álbum é um marco histórico.


Em 1991 divulgou o Heavy Metal para os ouvidos comuns, elevou o status do Metallica para uma das grandes bandas de rock e em minha opinião foi um dos trabalhos que remodelou a grande parte da indústria do Rock pesado em geral (como afirmou Maurock).


O quinto trabalho do Metallica que vendeu 22 milhões de cópias ao redor do mundo foi a porta de entrada para 9 em cada 10 metaleiros da minha faixa etária, e se anualizado, esse cálculo de vendas aproxima bastante este título do Metallica do álbum mais vendido da história do Rock – Back in Black do AC/DC.


Ainda segundo a Billboard este é o álbum mais vendido da última década em todo o planeta, e no meio desta mesma década foi divulgada uma lista das bandas mais ricas do planeta onde o Metallica marcava presença na 4ª colocação (!) abaixo apenas dos Beattles, Rolling Stones e U2.


Dentro das premiações “estadounidenses” de sempre, lá está o álbum preto: “1001 álbuns para escutar entes de morrer”, Grammy, “250 obras definitivas do Rock”, Hall of fame, etc. e tal...


Se o Metal é uma religião, com certeza o Black Álbum é o novo testamento (e o blog dos Metalcólatras o Conclave!).


Mas como um verdadeiro terremoto, as perdas só podem ser contabilizadas após o choque passar, e depois de duas décadas as cicatrizes que este disco deixou no mercado e no cenário parecem claras pra mim.


Barbarian falou em seu post do Sepultura sobre o “divisor de águas” do Metallica, Julião afirmou mais de uma vez que o Black álbum não se trata de um trabalho da mesma banda que fez os quatro primeiros CD’s e Treebeard dissera que quem gosta deste álbum mereceria um “carpano”, e todos nós (talvez com exceção do Pentelho) somos unanimes quanto ao resto da discografia dos americanos depois da 5ª obra: patética. O fato é que é fácil dimensionar o impacto deste lançamento para a banda; o Metallica olhando para trás e enxergando cinco lançamentos de sucesso, a consolidação da banda e a aprovação da crítica e do público em geral, vendo os bolsos cheio de dinheiro, pensaram: provar mais o que para quem? Ficaram sem motivação e desencanaram caindo em uma crise de personalidade que só acabaria em 2010 com o lançamento de Death Magnetic, que não é lá essas coisas, mas pelo menos volta a ser Heavy Metal.


A questão principal são os efeitos para o cenário do metal, principalmente norte americano.


O CD levou mais de 1 ano para ser gravado e acumulou o custo de mais de US 1.000.000,00; isso adicionado à contratação de Bob Rock fez com que este álbum especificamente fosse um verdadeiro estudo de Engenharia Musical (há de se dizer que ele substituiu o genial dinamarquês Flemming Rassmussen que além de produzir a discografia de Killem All até And Justice for All, foi posteriormente o responsável por produzir “Imaginations from the Other Side” e “Nightfall on MiddleEarth” do Blind Guardian). Afinal o HM não era e nunca tinha sido comercial, e sua forma mais comercial era apresentada como a então onda do momento o Hard Rock. Por isso a contratação de um cara desse meio (Bob trabalhava com bandas como Bon Jovi e Motley Crue).


E a pergunta que fica voando aqui no blog há muito tempo: O QUE É COMERCIAL???


Eu ia escrever minha tese sobre isso no post do Countdown to Extinction, que sob muitos aspectos lembra o Black Album (como Mercante lembrou), e ainda escreverei na página de “futilidades” um artigo gigante sobre isso. A verdade que o comercial é o vendável, o acessível, o aderente, e aquele que encontrar a verdadeira fórmula do que é comercial fica rico; e essa fórmula – como todas outras que trabalham com a variável do índice beta – é mutante ou inexistente, como preferir... (alguém também pode consultar o falecido Michael Jackson para saber essa fórmula mágica).


Mas podemos cercar o tema com alguns itens “comerciais”, e ainda usar o Disco Metallica como objeto de estudo:


- Os riffs mais lentos com timbres e distorções mais cheias e contínuas, dão maior ênfase ao peso, e vinculam o som à imagem do “Heavy”. Quanto mais veloz menos distorcido, do contrário as linhas embolam;


- Músicas mais curtas. O formato de programação de rádio financiado por propagandas não consegue incluir músicas muito longas de sucesso na programação;


- Para conseguir aderência a estrutura da música deve ser repetitiva, quanto mais complexa e progressiva, mais difícil a memorização. Vide “Enter Sandman”: Verso – Bridge – refrão – verso – bridge – refrão – solo – bridge 2 – refrão (2x);


- Ainda sobre embolo. As linhas de cada instrumento devem ser muito bem destacadas. Diferente dos dois trabalhos anteriores a voz de Hetfield não atua em uma freqüência parecida com a guitarra base, e sim em uma freqüência muito mais alta, que às vezes até oscila lembrando vibratos.


- A mensagem deve ser simples e direta. Assim sendo, existe necessidade de maior atuação dos vocais, que neste álbum preenche quase todos os riffs e poupam somente os solos. Não existem mais músicas instrumentais e é difícil achar riffs protagonistas que duram muito tempo (e que sobram nos outros álbuns). O disco preto é mais objetivo; e direto, quando:


Critica a Religião (lembrando uma citação de Nietzsche):
- “Broken promises, betrayal, the healing hand held back the deepest nail … Follow the God that fail!”
Critica a política:
- “So be it, treaten no more, the secure peace is to prepare to war”.
Todos esses pontos considerados comerciais foram levados ao extremo anos depois, e esse estilo foi definido como o Nu Metal, que matou o HM americano e enfraqueceu o metal tradicional.


O disco preto do Metallica redefiniu os axiomas do gênero, favoreceu o acesso no mercado de bandas menos técnicas com um estilo de metal muito mais simples, e incentivou versos quebrados como os de Rap...., mas em sua essência é uma grande obra como todos os trabalhos anteriores da banda.


E no fim acho até poético que em seu ultimo ato o Metallica, a banda que praticamente criou o estilo trash americano, foi também responsável por acabar com seu legado.


Em tempo: “Of Wolf and Man”, que traz a melhor ambientação do game Werewolf: The Apocalipse, é a melhor música do CD.





Julião
Me desculpem aqueles que desqualificam esse album por considerar que seja comercial. Será que o Metallica seria metade do que é hoje se esse album não tivesse existido ? Será que os álbuns que vieram antes do famoso "Black album" teriam sido descobertos sem a existencia deste?
Grande parte dos fãs de Metallica adoram dizer que bons são os albuns que vieram antes do preto. Eu digo que este album em questão é um divisor de águas, ou melhor ainda o "Grand Finalle". Nele o Metallica terminou de perder o peso que já vinha perdendo no "And Justice for All", porém atingiu fãs em todos os cantos e se tornou um monstro no cenário do Heavy Metal. (Sei que os fã boys de Metallica vão dizer que Metallica já era grande, mas não era nada comparado ao que se tornou pós black album).
Diferente dos trabalhos pós black, esse album ainda tem identidade. Existem músicas espetaculares aqui, tais como: "Enter Sandman", "Sad but true", "The Unforgiven", "Whenever I may roam", "Nothing Else Matters", entre outras.
Algo que admiro muito no Metallica é o respeito pelos fãs. Eles sabem que perderam o peso neste album, mas sabem que boa parte de seus fãs vê esse como sua maior criação então nos shows, pelo menos 3, 4 músicas virão desse album. A diferença é que eles adicionam peso a essas músicas ao vivo. Resultado: agradam tanto os fãs de antes como os fãs pós black album.
Dizer que esse album mudou minha vida ? Não..... mas uma das músicas marcou muito.
10/11/2007... um sábado de sol... festa do meu casamento.. e a pedido dos amigos, Treebeard, Pentelho e Maigician pegam os instrumentos da bandinha que tocava, para tocar a primeira música de verdade da tarde : "Nothing Else Matters"




Pirikitus Infernalis
Esse cd foi o divisor total de águas, uma coisa nunca vista na história do metal. O Metallica estava conquistando o mundo headbanger com seu som pesado desde o primeiro cd e Jason, o novo baixista (o lendário Cliff Burton faleceu em 09/86), já estava completamente adaptado a banda, pelo menos aos olhos externos. Eu sempre disse que Lars Ulrich foi/é o câncer dessa banda, porém apequenar a sua importância para o sucesso comercial seria uma mera idiotice. Ulrich, que foi o maior peso na balança para tornar o som da banda comercial e ganhar mais dinheiro, viu em Bob Rock a chance de ouro. Com esse cd o Metallica deixou de ser o queridinho dos headbangers para se tornar o queridinho dos rockeiros em geral.

Por um lado isso pode ser visto como uma coisa boa, já que nenhum outro cd conseguiu igualar com tamanha perfeição a divisão entre o pesado aceito pelos metaleiros e o pesado aceito pelos outros. Por outro lado, esse cd culminou com o início da decadência fétida que transformou o Metallica em uma das piores desilusões do metal, chegando ao fundo do poço com um cd chamado “St. Anger”. A banda percebeu que com o “Black Album” poderia sempre lotar estádios facilmente tocando sozinha, até então na maioria era apenas em festivais, e assim foi transformando em algo pop, o que outrora foi considerado um metal glorioso.

Vamos ser justos aqui. Hetfield é um compositor de primeira, influenciado no começo por Cliff Burton, o melhor baixista da história. Kirk querendo ou não fritava muito bem a guitarra, com solos que passavam sentimentos, seja em Fade to Black ou Metal Militia. Era uma banda tão boa, que até hoje vivem 90%(só?) do seus 5 primeiros álbuns e irão fazer isso pro resto de suas carreiras.

O Metallica foi meu maior fanatismo e ódio dentro do heavy metal, em especial graças a esse cd...

Deixando o desabafo de lado...Como já disse, mesmo com um som um tanto quanto diferente dos CDs anteriores, o Metallica continuou a surpreender. Pouco tenho a acrescentar devido ao que já foi falado por meus amigos, e também pelo fato de que quase todo metaleiro iniciou a sua jornada com esse cd. James continua provando que é um dos melhores compositores do mundo (letras e riffs), Kirk continua com seus solos wah-wah impressionantes e grudentos, Jason foi limitado dentro da banda (uma pena) e Lars Ulrich achou o som ideal para a sua habilidade como baterista....o arroz com feijão que ele sabe fazer como ninguém.

As músicas são de uma qualidade e bom gosto indiscutível. Muitas delas, os metalcólatras cansaram de ouvir nas noitadas da 13 de maio. Me lembro quando conheci Enter Sandman, Sad But True e Of Wolf and Man, essas músicas ficavam facilmente durante horas e horas no repeat.

Melancolicamente indispensável...




Venâncio
Então, Metallica novamente, com seu segundo melhor álbum em minha opinião... temos aqui a demonstração de busca do Metallica "Through The Never" para se tornar "Holier Than Thou" numa questão de "Of Wolf and Man" que apesar de ser "Sad but True" colocando "The Struggle Within" da banda.

Assim apesar de que nos anos seguintes eles tenham sido "The Unforgiven" o começo pesado mas marcante de "Enter Sandman" já coloca esse álbum acima de seus sucessores, mais parecidos com "My Friend Of Misery" passando por fim a mensagem: "Wherever I May Roam", "Don't Tread On Me" por que para "The God That Failed", "Nothing Else Matters".

8 pitus e um "whiskey in the jar".

Hellraiser
3Ultimo álbum relevante do finado Metallica. 

Aqui a banda ja começa a dar sinais de uma certa mudança na sonoridade, porem ainda é bem aceito. 

O banda consegue ainda trazer varias composições de grande calibre, como ``Enter Sandman``, ``Sad but True``, ``Wherever I May Roam``, ``Through the Never`` e ``My Friend of Misery`` entre algumas outras. 

O álbum que jogou em definitivo o Metallica no mainstream. 

Porem em minha opinião já é o primeiro álbum da banda com algumas faixas chatas. 

Não se trata de um álbum ruim, mesmo porque a banda não fez nenhuma mudança drástica no som, embora seja bem inferior aos trabalhos anteriores da banda. 

Nota 6,7