sexta-feira, 20 de abril de 2012

Lost Horizon - Awakening the World

Metalmercante trás a você o álbum "Awakening the World" da banda "Lost Horizon" de 2001




Metal Mercante

“Épico”, dialeto grego representado na Ilíada e na Odisseia ou uma palavra antes utilizada para descrever os feitos dos heróis dentro de composições poéticas perdeu um pouco do seu valor com a introdução dos jogos modernos fazendo com que ela fosse utilizada para descrever qualquer feito dos jogadores que fossem ligeiramente mais difíceis de serem alcançados.

Para começar a escrever a resenha do álbum “Awakening the World” da banda “Lost Horizon” eu preciso resgatar o significado original da palavra:

ep•ic   [ep-ik]
adjective Also, ep•i•cal.
1. noting or pertaining to a long poetic composition, usually centered upon a hero, in which a series of great achievements or events is narrated in elevated style: Homer's Iliad is an epic poem.
2. resembling or suggesting such poetry: an epic novel on the founding of the country.
3. heroic; majestic; impressively great: the epic events of the war.
4. of unusually great size or extent: a crime wave of epic proportions.

noun
5. an epic poem.
6. epic poetry.
7. any composition resembling an epic.
8. something worthy to form the subject of an epic: The defense of the Alamo is an American epic.
9.( initial capital letter ) Also called Old Ionic. the Greek dialect represented in the Iliad and the Odyssey, apparently Aeolic modified by Ionic.


Agora que a definição de épico já foi dada (desculpe-me por coloca-la em inglês, não encontrei nenhum dicionário descente em português) podemos falar a desconhecida banda de Metal de Gotemburgo na Suécia, previamente conhecida como “Highlander” cujo vocalista na época era nada menos que Joacim Cans do Hammerfall, com sua saída a banda se reformulou e tornou-se “Lost Horizon” a qual em 2001 lançou seu primeiro álbum “Awakening the World”.

E que lançamento… É agora que a definição correta da palavra épico entra pra valer...

Após a breve introdução temos logo de cara uma pancada na cabeça com “Heart of Storm” onde já sugiro que o ouvinte escute no volume máximo suportável para poder ouvir bem os absurdos riffs, o memorável baixo e principalmente os vocais de Daniel Heiman que sem dúvidas chamam bastante a atenção.

Logo depois “Sworn in the Metal Wind” que é outra pancada, no mesmo estilo da primeira música…

Depois uma breve pausa com “The song of Air” – eu odeio esse tipo de faixa, se é pra fazer esse tipo de coisa no meio do álbum não faz nada, não perde o tempo nem gravando. Principalmente no meio do álbum.

A única coisa interessante da música “The Song of Air” é que ela quase que marca uma “segunda fase” no álbum separando as duas pancadas do começo com mais cinco músicas ligeiramente mais lentas, as quais eu não vou comentar uma por uma pois TODAS são épicas, talvez com alguns pontos a mais para a música “The Kingdom of my Will” que é uma viagem por tudo de bom que foi gravado nesse álbum (e talvez no metal) de mais de 9 minutos.

É muito difícil, mas muito difícil mesmo uma banda acertar logo de cara no seu primeiro álbum e para mim o pessoal do Lost Horizon acertou em cheio, pois este (e o segundo cd deles) figura entre os meus preferidos, pena que eles só gravaram 2 álbuns. No site parece que um dia vai sair um terceiro, mas vai saber quando…

Nota: 9,2

 Phantom Lord
 
Ora vejam só... O retorno do “metal espadinha”... na verdade parece pior, a capa, um tanto ridícula me fez pensar o que se passa na mente de certos suecos? 
Awakening the World começa dentro do padrão deste gênero musical, uma Intro, desnecessária, mas nada que incomode. Heart of Storm merece destaque, não chega a ser espetacular, mas é uma das melhores deste cd do Lost Horizon. E como, mercante citou, para fechar a sequência mais “veloz e furiosa” deste disco, temos Sworn in Metal Wind. Vale a pena comentar esta música: apesar de se tratar de uma mistura de clichê do metal com o cornorock, ela poderia soar menos ridícula... O visual patético da banda obviamente não interfere em músicas (talvez faça com que menos pessoas comprem o disco ao ver a capa), nem as letras abordando o blábláblá do metal incomodam. O que deu uma “melecada” nesta música foi o falatório! Falar durante uma suposta música é coisa de raper e isso mal cola no estilo do Megadeth, porque raios combinaria com uma música de power e/ou speed metal? Enfim, esta música é boa, mas poderia ser ainda melhor sem o tal falatório. Depois desta faixa temos um interlúdio (= a nada) e então o álbum segue seu padrão musical com um pouco menos de agressividade, inspiração e velocidade. Até a faixa 8, as músicas são razoáveis, podendo rolar de fundo em eventos geeks/nerds sem problema algum, até me lembrou vagamente a sonoridade do Rhapsody. A faixa 9 surge com trechos interessante, porém se delonga demais e muda de ritmo bruscamente... triste, o vocalista ainda canta num estilo Massacration nesta música, só que mais sem graça... Enfim, estragou a estabilidade e a nota final do álbum.
No geral, a parte instrumental me pareceu boa, exceto em alguns trechos onde ocorrem mudanças bruscas no ritmo da música. Já o vocalista, manda bem... desde que não tente gritar. Todos nós sabemos que o Heavy Metal e suas espécies tem como uma de suas características básicas os mais variados gritos: Um puddle berserker surge em Kill em All, os agudos de Halford enchem o álbum Painkiller, além desses, temos vocais “gritados” em músicas do Dio, Bruce Dickinson, Eric Adams etc etc... Todos eles berram a valer (geralmente quando são jovens, depois a maioria deles sofre um baque na voz) com seu próprio estilo... Mas esse cara do Lost Horizon não precisa de aula de canto, precisa de aula de grito! Quando ele tenta puxar um grito (ou vocal mais gritado), soa entre o forçado e o desafinado, principalmente nas músicas
Denial of Fate e Kingdom of My Will.

The Quickening/Heart Of Storm 7,4
 Sworn In The Metal Wind 7,0
 The Song Of Air/World Throught My Fateless Eyes 7,0
 Perfect Warrior 6,7
 Denial OF Fate 7,0
 Welcome Back 7,2
 The Kingdom Of My Will/Redintegration 6,1

 Nota: 6,8

The Trooper
 3
Trabalho interessante, eu diria, com potencial. Entretanto tenho que analisar esse álbum e o que agrada e desagrada nele, logo de cara, ressalto que é uma banda que pega bem no âmago do metaleiro fazendo a seguinte pergunta: "Você é fã de metal-espadinha?", se sim, deve adorar esse trabalho, se não, corre o risco de detestar. Para reforçar esse ponto, a análise que aparece na wikipedia mostra que a Sputnikmusic deu 5 estrelas e a Allmusic 1 estrela e meia. Levando em conta o alto grau de subjetividade ao analisar essa banda, eu já adianto que não venero nem abomino esse estilo de música.
O instrumental chega a impressionar, por partes: o teclado não adiciona nada de interessante, mas também não estraga; a bateria manda bem, segue na pancada quando precisa; a guitarra também manda bem, aliás o guitarrista também é o vocalista, e nessa parte não achei que ele manda tão bem, mas vou discutir sobre isso daqui a pouco; o baixista é um monstro, merece todo o destaque deste trabalho, a base é pesada e rápida (na maior parte do tempo) e em algumas faixas eu parei pra pensar "c@#$%¨! Que som é esse?".
O vocalista: bem, o vocalista não é ruim, mas sua interpretação deixa a desejar. Ao contrário de alguns, eu não acho que emendar gritinhos em todas as faixas, o tempo todo, deixe o trabalho épico. Também não me dei muito bem com o tom de voz dele, não bateu muito com meus tímpanos, além disso, como frisou Phantom, o falatório na segunda faixa ficou bem estranho, mas vou falar um pouco mais sobre essa faixa nos meus destaques.
A primeira faixa, Heart of Storm apresenta bem a proposta da banda no início do álbum, embora eu não a considere uma das melhores faixas, mas é na segunda faixa que vem a grande decepção, Storm in the Metal Wind tem um instrumental impressionante, mas a letra mais idiota e uma interpretação do vocalista que simplesmente não desce a güela, o falatório realmente não encaixa com power metal, ainda mais do modo que foi proposto. O resto do álbum é razoável, mas o destaque vai mesmo para Welcome Back, muito boa em toda a sua composição, seguida por The Kingdom of Will que quase chega no seu nível.
Resumindo, bom álbum, ele QUASE chega no nível de alguns álbuns mais sólidos que apareceram por aqui no blog, e dependendo do caminho que esses metalposers Manowar-to-be do Lost Horizon tomarem, há uma boa chance de que coisa boa venha por aí.
Nota: \m/\m/\m/

The Magician
Desconfio que na Suécia o Heavy Metal é o gênero mais escutado pela população,  
fomentando uma quantidade absurda de bandas metaleiras que poderia inclusive bater a quantidade de "artistas" de forró-brega aqui do Brasil.  Só dessa forma seria explicável a ascensão de algumas bandas bem medíocres no circuito principal do metal sueco... 
Lost Horizon - "Awaking the World" é mais um dentre os milhares de CDs desnecessários produzidos pelo mercado do Speed Metal nórdico, e com certeza se enquadra nessa classificação de produções medianas, medíocres ou apenas "suficientes" que alegra de verdade os corações dos fanáticos-pelo-metal-espadinha. 
Obviamente não se trata de um composto de músicos + produtores/engenheiros de som ruins, pelo contrário, todos eles afiaram muito bem suas partes antes de "prensar" o material final, e acho até necessário destacar os atributos do vocal - que se apresenta bastante potente e é até certo ponto bastante desenvolto também.
Acontece que a própria concepção e existência de uma banda de speed-metal já significa que ela nasce pisando em terreno bem perigoso, já que o sub-gênero é provavelmente o que mais toma emprestado os clichês (gritos agudos quase infinitos, teclados onipresentes, solos de guitarras em tappings embolantes , etc...) e que por conseguinte acaba sendo o que mais carece de criatividade nas composições das melodias e nas construções rítmicas. E a grande maioria dessas bandas acabam afundando nessa areia movediça e produzindo músicas estilo "cascas ocas", mecânicas, enfim..., sem essência. Afinal este trabalho tem diversas referencias de conclusões parecidas em nosso próprio blog! Que ainda é, afinal, bem jovem!
1.Gammaray;
2.Masterplan;
4.Dragonforce;
3.Narnia.

O fato é que o resultado do disco foi emboscado pela aquela velha e maldita ambição panaceica dos  músicos seguidores do metal melódico, de criarem o mais hiperbólico, epopeico e mirabolante disco de Heavy Metal de todos os tempos; e aí meu amigo, desculpe... mas você vai ter que entrar no final da fila...

Conclusão: Embora não seja um fracasso "Wakening the World" é apenas mais um; cheio de gritinhos e efeitinhos sonoros, que ainda antes de morrer revela duas músicas razoáveis na sua parte final - "Welcome Back" e "The Kingdon of My Will". E o Lost Horizon se não é competente lançando álbuns, serviu afinal como uma "banda peneira", para revelar alguns músicos do Hammerfall.

Nota 6,3 ou \m/\m/\m/.

P.S: Acho que grande parte dos músicos de Metal Melódico vivem uma brisa bardística de que se tocarem a "música secreta" abrirão um portal para a terra prometida, e que em seguida serão endeusados e receberão como presente das entidades superiores, o trono do planeta Terra. O que eles não sabem é que terão que arcar com as consequências descritas na página 176 - Capítulo 8: Regras de Mágika (Paradoxo), do Livro Mago a Ascenção...  

Pirikitus Infernalis

Não tão épico assim, Awakening the World mostra que os caras do Lost Horizon possuem potencial, mas precisam evoluir um pouco mais.
Após mais uma introdução epopeica, as 2 primeiras músicas me fizeram crer temporariamente que Mercante estava correto em suas palavras. Heart of Storm é muito boa e Sworm in the Metal Wind detém o título de melhor música do cd.
Depois que The Song of Air entra e sai de cena sem influenciar absolutamente nada na vida de ninguém, temos a pior música do cd. Sim, World through my Fateless Eye é ruim! Talvez por ser a sucessora de 2 ótimas musicas, mas ali parece que a inspiração temporariamente se foi. Com Perfect Warrior ela volta, passa por Denial of Fate sem muito alarde e ganha nova vida em Welcome Back. The Kingdom of my Will tem seus méritos, mas é muito longa e The Redintegration me remete a qualquer coisa Sci-Fi, ou seja, no sense total.
Eu diria que nesse cd apenas o guitarrista ficou muito aquém do resto da banda, tiveram alguns bons riffs, mas nada que chamasse muito a atenção. Se botar em comparação com o vocal mto bom, um baterista que se faz valer ouvir e um baixista monstruoso, logo se percebe a diferença.
Outro ponto interessante se diz quanto as letras. Um Power Metal um pouco “mais profundo” do que uma infinidade de bandas que usam palavras medievais sem sentido e repetidamente. Não é uma letra do Nevermore, mas é algo a ser levado em consideração.
Em suma, um bom cd, com algumas músicas bem inspiradas, porém ainda sem a qualidade necessária para ser chamado de épico. O ponto positivo é que estão no caminho certo.
Top 3: Heart of Storm, Sworn in the Metal Wind e Welcome Back. Shame Pit: World Through My Fateless Eyes
Nota: \m/\m/\m/
“Tribunal of senseless rabble
Built on fear and congruous prophesies
Twisting minds with planned hypocrisy
By the fools the clear're surrounded
Blind are deaf and deaf are blinded
Grant themselves the dream of destiny”

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Dream Evil - In The Night

Escolhido por The Trooper, o álbum In The Night lançado em 2010 pelo Dream Evil.



Faixas: 01-Immortal; 02-In The Night; 03-Bang Your Head; 04-See The Light; 05-Electric; 06-Frostbite; 07-On The Wind; 08-The Ballad; 09-In The Fires of The Sun; 10-Mean Machine; 11-Kill, Burn, Be Evil; 12-The Unchosen One; 13-Good Nightmare (bonus track); 14-The Return (bonus track).

The Trooper
3
Cá estou eu novamente, com mais uma postagem que não traz nada de novo, nada de espetacular ou chocante, peço perdão aos descobridores de novas fronteiras, mas não preciso de nada de novo, mas sim de bom.
Eu conhecia o álbum The Book of Heavy Metal do Dream Evil, na época achei um bom trabalho, mas que faltava um pouco mais de "voltagem" ou "amperagem". Pois é, isso acontece em In The Night, a banda deu uma energizada e o álbum é uma porrada e tanto.
Meu destaque vai para See The Light (o refrão grudou em meu cérebro como um chiclete), In The Fires of The Sun e para a hilária letra de The Ballad (afinal, baladas precisam ter algo de divertido). O Dream Evil tem uma abordagem que parece uma mistura de Manowar e Helloween nas letras, outra particularidade desse álbum é a presença da sentença "In The Night" em todas as faixas.
Estranhamente, a faixa mais fraquinha (excetuando-se as bonus) é a faixa título (o refrão ficou meio morto, na minha opinião é claro).
Enfim, ótimo trabalho para os admiradores do power metal.
Nota: \m/\m/\m/\m/



Phantom Lord

In the Night é o segundo disco do Dream Evil que eu escuto, sendo que o primeiro foi o Book of Heavy Metal (também apresentado por The Trooper).
De um modo geral o álbum Book of Heavy Metal me pareceu seguir um estilo mais próximo do Black Sabbath da “fase Dio” enquanto In The Night mostrou um vocal mais melódico, com sons mais graves e distorções mais pesadas. Mais uma vez, eu vi a possibilidade de procurar e citar semelhanças com as bandas mais velhacas do heavy metal...
Mas antes de citar tais semelhanças, é importante destacar que é possível criar músicas que lembrem características das bandas “clássicas” do metal, sem que estas se pareçam cópias descaradas. O Dream Evil com seu álbum In The Night pode lembrar Helloween, Maiden, Judas, até Manowar (mais por algumas letras), mas consegue criar músicas “inovadoras” dentro do estilo destas bandas. Ou, ao menos músicas que moldam uma identidade para a banda, pois apesar de não conhecer muito do Dream Evil, acho que é possível reconhecer o som destes caras em meio a músicas de outras bandas de heavy metal...
A faixa 1 (Immortal) já chama atenção com uns “corinhos manowarzísticos” e letras de “evil-clichê-metal”; Bang Your Head surge com um bom vocal “Halfordiano”... The Ballad mostra um ritmo mais tranquilo e “letras” fanfarronas e In The Fires Of The Sun é (em minha opinião) a melhor e mais inspirada música, ao menos no quesito ritmo/melodia.
Enfim, o álbum In The Night apresenta boas músicas consideravelmente diversificadas dentro de um único estilo, isso já é um feito heróico para a maioria das bandas de heavy metal...

Immortal 7,5
In The Night 7,0
Bang Your Head 7,3
See The Light 8,2
Electric 7,3
Frostbite 7,0
On The Wind 8,0
The Ballad 7,0
In The Fires Of The Sun 8,5
Mean Machine 7,0
Kill, Burn, Be Evil 7,3
The Unchosen One 7,1

Modificadores:

Nota: 7,6


The Magician
3
“In the Night” é o básico.
Se um dia alguém lhe perguntar o que é Metal, qual a abrangência, quais elementos e quais os possíveis tipos de sons que o gênero permite ou tolera, apresente este CD como demonstração.
Como uma espécie de portfólio essencial do Metal, “In the Night” não aponta para nenhum subgênero, somente para o Heavy Metal genuíno e para seus elementos mais particulares, e se preocupa sempre na diversidade das abordagens que o gênero permite, se afastando assim da rotulação de “HM genérico” (daqueles “sempre-a-mesma-coisa” em que o som ou MP parece nem estar ligado...).
No entanto confesso que o material não chega a ser dos mais inspirados que se possa ouvir, e se apoia bastante na produção/equalização e mixagem das passagens, e corre sim o risco de ser tachado como um trabalho batido, cafona ou clichê.
Mas como já concluí na postagem de “Blood of the Nations” do Accept, não me importo com este fato e não é exatamente isso que define um CD bom; e também não se importa com isso o líder da banda – Mr.Fredrik – que, como esperado, é antes de ser músico um produtor musical.
Ou seja, houve um claro esforço em não focar todas as linhas gravadas em um estilo único, o que acabou valorizando mais o material como um todo, e, embora talvez o amigo metaleiro não perceba um riff, solo ou alguma passagem genial, poderá notar a coerência da produção na hora de colar as partes instrumentais e definir os caminhos que as canções tomariam.
Deve-se esclarecer que embora o disco “In the Night” possa ser interpretado como um material de colagem, não existem músicas “Franksteins” que apresentam oscilações dentro de suas próprias estruturas que sejam extremamente dissonantes, sendo que a utilização de várias técnicas e estilos neste caso, de forma peculiar, consegue definir uma personalidade bem delineada para cada uma das faixas.
Enfim, o trabalho conforme já citado acima pelos demais Metalcolatras, é bem sólido, e um importante fator para esta conclusão é o vocalista “Nick Night” que canta muito em todas músicas e com dinamismo bem raro de ser encontrado.
Minhas favoritas do álbum: “Eletric”, “See the Light”, “Frostbite”, “The Ballad” e “Unchosen One”.
O Dream Evil abriu mão daquela famosa e eterna busca por “algo novo” e fez o de-sempre-com-batatas, apostando nos sons que com certeza já deram certo no MetalWorld, invocando automaticamente bandas como Manowar, Judas Priest, Sonata Arctica, Dio, e muita coisa boa que tem por aí.
É o básico, e o básico do Metal é bom!
Nota 7,1 ou \m/\m/\m/\m/


Pirikitus Infernalis

Ultimo cd dessa banda que ao contrário da maioria dos metalcólatras, eu conhecia apenas o primeiro cd da banda, Dragonslayer, cd este que eu pretendia postar aqui, mas agora perdeu algumas posições na fila.
Eu li a resenha de meus camaradas metalcolatras e concordo com muita coisa, porém algo que eu achei e que não li em outras resenhas foi sobre algumas partes meio pops do cd. Refrões como o da música See the Light são bem pops para o meu gosto, mas mesmo assim o cd mantém um padrão Heavy Metal Melódico/Clássico bastante aceitável.
Um ponto que me chamou a atenção é como cada música me relembrava algo, como as letras de Manowar, algumas melodias de Helloween, a música The Ballad possui um humor típico digno de Edguy, sem falar na ABSURDA semelhança com o som do Judas Priest. A voz de Nick Night durante a música Bang Your Head é praticamente uma cópia da voz do Metalgod, impressionante.
Alguns pontos que eu gostaria de destacar deste cd:
- O gemido de Nick Night aos 4:35 da música Immortal. Malditos sejam os vocalistas gemedores, uma pena que até o mestre Hetfield adotou essa postura na fase pop do Metallica (impossível contar a quantidade de gemidos no DVD S&M);
- Ninguém aqui é exigente no âmbito literário das músicas, afinal ouvimos metal e não MPB, porém ouvir “I am Immortal, I cannot die” é digno de pensar “Poutz...”. Pode acontecer com qualquer um que se arrisque no campo do Power Metal. Prêmio “O que é imortal, não morre no final” para a banda;
- A música Frostbite possui algo que me faz gostar muito de uma música. Ouvir o bridge/chorus/refrão/raioqueoparta/etc... aos 0:32 e depois lá para o final da música ouvir ele aos 2:56 com uma “parte adicional” é algo muito legal. Eu não sei explicar o motivo de isso chamar minha atenção, mas acontece. 2 músicas que me vem a cabeça agora que eu lembro disso é Best of You (Foo Fighters) e Locust (Machine Head).
Top 3: Bang Your Head, Frostbite e In the Fires of the Sun. Shame Pit: Mean Machine.
Nota: \m/\m/\m/.

domingo, 1 de abril de 2012

Def Leppard - Pyromania


O álbum Pyromania lançado em 1983 pela banda Def Leppard, foi escolhido para...




... "a análise de 1º de abril".

Phantom Lord

Sempre ouvi dizer que Def Leppard era uma das três bandas principais da NWOFBM e nunca entendi direito o motivo, então vamos a análise deste clássico do “new wave of britsh metal”:

Pyromania é o álbum com o maior número de músicas do Def Leppard conhecidas por mim... e de acordo com inúmeros sites e revistas é um dos maiores clássicos da banda.


Rock Till You Drop começa o album com uma inspiração em AC DC... talvez seja um bom rock ou hard rock...
Photograph é um hit bastante tocado nas rádios... Aparentemente um rock (bem) comercial.
Stagefright possuí velocidade superior nas guitarras, até aproxima-se de um “heavy metal”, mas a produção (e/ou distorção usada em certos instrumentos), o estilo dos vocais e dos suavíssimos “back-vocals” puxam para uma vertente mais popular do rock.
Too Late é mais lenta com as mesmas características “pop”... o que resulta num rock farofão!
Die Hard the Hunter é mais uma música com alguns elementos próximos do heavy metal... Mas não difere muito do restante das músicas... Até que achei esta música boa.
Foolin é mais um “hit” próximo do rock mais popular / farofa, um tanto fácil de memorizar (ou de grudar no cérebro).
Rock of Ages tem um estilo popular talvez mais próximo do “Disco”, o que faz com que eu ache esta música um pop-rock bem brega. Como se não bastasse o próprio estilo da música... o teclado obviamente cafonão também aparece na música.
Come Under Fire e Action! Not Words são “genéricas” do Def… com a mesma produção e estilo, mostram-se comerciais e nada velozes ou pesadas.
Billy Got A Gun, começa num estilo meio “Holy Diver”, porém mais lenta e mais pop.... e o fim desta música...


não sei, não me perguntem!

Indo ao "x da questão":


Já citei que ao procurar informações sobre a banda ou o álbum, encontrei várias vezes a classificação Heavy Metal (ou New Wave of British Metal)... Ao meu ver tudo isso é mentira!
Possivelmente a banda só foi classificada como "metal" por causa do local e época em que começou lançar álbuns... ou porque até o início do anos 80 ninguém diferenciava os gêneros do rock pelas suas características sonoras... Para mim, o heavy metal é uma vertente do rock com sons mais graves e/ou mais velocidade / agressividade e distorções.
Também ouvi o primeiro álbum do Def Leppard e achei a sonoridade bem suave (só que este mostrou uma produção claramente mais rústica)...


Enfim, em minha opinião o álbum Pyromania não é ruim mas... Enquadrando-se numa vertente popular do rock dos anos 80, com produção comercial e uma minúscula “pitada” de heavy metal, Pyromania está mais para um álbum de Glam Rock ou Pop Rock do que para Heavy Metal.


E já que eu ouvi o álbum: Nota 6,0.


The Trooper
3Estou escrevendo essa resenha mais de 2 anos depois da postagem do Phantom porque ... ah, porque eu preciso testar um novo template. Bem, Pyromania é um trabalho de puro hard rock, (bem produzido e bem tocado, diga-se de passagem) e esse foi o motivo que o Phantom achou para inventar um post do dia da mentira (só uma desculpa para postar um álbum a mais do que era permitido a ele na época. Mas graças à minha atitude rebelde de não fazer a resenha, seguida pelos outros metalcolatras-marias-vao-com-as-outras, Phantom acabou sozinho e triste, tanto que nunca mais inventou um post de dia da mentira). 

Def Leppard possuía na época do Pyromania músicos competentes, os guitarristas Steve Clark e Phil Collen (não confunda com o Phil Collins do Genesis) são o destaque, e vale citar que o baterista, Rick Allen, ainda não havia sofrido o acidente de carro que o fez perder um braço. 

Eu conhecia mesmo, somente a manjadíssima Photograph (talvez sem saber quem a tocava) e Foolin', mas quando parei para ouvir o álbum como um trabalho de rock, até que tive uma agradável surpresa, é claro que você tem que estar com um espírito saudosista dos anos 80. 

Meu destaque vai para Photograph (a mais Van Halen das faixas), Stagefright (a mais metal) e Foolin' (a mais foda). 

p.s.: Billy's Got a Gun é a mais chata do álbum.
p.p.s.: Por admirar o trabalho de Vivian Campbell com o Dio (ele entra no lugar de Steve Clark no DL em 1992), eu prometo tentar ouvir um álbum mais novo do Def Leppard (embora eu saiba que alguns deles estavam bem mais farofentos).

Nota: \m/\m/\m/\m/