quinta-feira, 28 de julho de 2011

Megadeth - Cryptic Writings

O álbum Cryptic Writings, lançado em 1997 pelo Megadeth foi escolhido por votação aberta na disputa entre este e The Dark Ride.



Phantom Lord

Quando eu era um “metaleiro-de-gosto-limitado” lá pelo ano de 1998, ouvi pela primeira vez a música Trust na 89 (a Rádio Rock)... e apesar de toda resistência que eu tinha em conhecer bandas novas, imediatamente achei tal música excelente!
Há quem considere Cryptic Writings “leve” e/ou comercial... mas acho que tais críticas são feitas por “thrashers” saudosistas que preferem os primeiros álbuns do Megadeth (do Rust in Piece para trás).
Me emprestaram este cd duas ou três vezes entre 1998 e 2005, e cada vez que eu ouvia eu passava a gostar mais de suas músicas. Para mim Trust, ao lado de Symphony of Destruction e Tornado of Souls são as melhores músicas do Megadeth. Gosto de praticamente todas as músicas deste álbum, Almost Honest, Use the Man (com seu começo lerdo), Mastermind (meio falada), The Desintegrators (velho estilo pauleira), I´ll Get Even, Sin (vocal meio falado de novo), Secret Place, Have Will Cool Travel ("bonito nome de música"), She-Wolf (uma das melhores do disco), Vortex e...
Então... o disco tem muitas músicas boas, podia parar aí, mas pra fechar com “chave-de-alumínio” temos Motorbreath 2... não é ruim mas é um lapso do Sr. Mustaine...
Ainda assim, este é um dos meus discos favoritos de heavy metal.
Nota 9,0.

The Trooper
3
Mais um de meus álbuns favoritos no blog, inclusive já o citei na resenha de Countdown to Extinction, então nem tenho muito o que escrever. É um trabalho mais cadenciado, com certo peso, mas não muito rápido, acelerando nos momentos certos e contando com uma qualidade instrumental impressionante. As letras sempre corrosivas (embora neste álbum, algumas mais mundanas - do tipo "você foi embora" - apareçam) e riffs e solos de guitarras excepcionais deixam esse álbum com a nota próxima do máximo. Às vezes me pergunto, dando razão para os megavedeths, por que diabos eu dou uma nota para este trabalho maior do que a nota que dei para Rust in Piece? (fiquei em dúvida especialmente depois de ouvir o Cryptic e colocar o Rust na sequência - que abre com a estrondosa Holy Wars) E a resposta é: equilíbrio, nenhuma faixa deixa a peteca cair, um álbum bem planejado, produzido, executado. Discordo de Phantom Lord sobre FFF, chave de alumínio não, no mínimo prata. E daí que seja igual a Motorbreath? Quem bolou a joça do riff foi o Mustaine, além disso, ao contrário de Mechanix, acho que superou a "original".
Só mais uma coisa sobre Megadeth: tem gente que não curte o vocal do Mustaine (ok, ele só tá lá pra botar a letra mesmo e tocar guitarra), mas é impossível desconsiderar o instrumental dessa banda, se você ouve uma Tornado of Souls e não curte, é porque você não é metaleiro, pode até ser um eclético que ouve metal, mas não metaleiro. Eu posso até ouvir outro tipo de som, mas o que ferve meu sangue é heavy metal e Megadeth com certeza é heavy metal.

Nota: 9,0.


Metal Mercante
O ano era 1997 o mundo ainda estava se recuperando das maiores decepções coletivas já sofridas pela humanidade, depois da teoria da Evolução, que foram lançamento do LOAD em 1996, do ReLoad em 1997 e do corte de cabelo do Bruce Dickinson que vieram para finalizar de vez com o que havia sobrado do Heavy Metal. Os 2 álbuns do Metallica foram um lixo completo, mas não tem nada mais deprimente do que um Metaleiro tentando “Headbanguear” de cabelo curto enquanto toca sua “air guitar”...eu sei, é triste...

Porém, em meio a toda essa desgraça o Heavy Metal ainda tinha mais um último suspiro a ser dado e para isso estava lá Dave Mustaine, Paladino do Metal, campeão de Guitar Hero, rejeitado pelo Metallica, líder da banda Megadeth a qual escreveu mais uma obra de arte no seu cd Criptic Writings, sendo que este era o seu quarto álbum lançado em 7 anos todos eles muito diferentes entre sí, mas todos absurdamente bons.
CW é sem dúvidas mais comercial do que as obras anteriores e provavelmente vem de um esforço da banda em deixar o som mais simples do que os cds anteriores, principalmente “Rust in Peace” o que ela conseguiu principalmente mantendo a boa qualidade do som. Apesar de ter 13 músicas, são poucas que ultrapassam a marca dos 4 minutos o que deixa pouco espaço para devaneios e as músicas sempre vão direto ao ponto o que é bom e faz com que o álbum seja acessível a um número maior de pessoas.

Nota: 9

Maurock


Neste álbum, boas canções, “boa voz” e é claro um bom Heavy-Trash-Metal do Megadeth, e fim de papo!
David Mustaine e suas oscilações vocais nesse álbum e nos anteriores. Mas as suas composições me levaram a pensar se ainda estivesse no Metallica?. Mas acho que ninguém se importaria, pois a banda sem ele mandou muito bem naquela época. A vingança de Mustaine foi o Megadeth!
Honestamente as músicas preferidas do álbum são todas do fim do álbum: A Secret Place, Vortex, She-Wolf e FFF.
Ah, quase ia me esquecendo da última faixa " FFF " com o Riff igual ao da música " Motorbreath " do Metallica. Conforme mencionado pelo The Tropper o que é bom tem que ser copiado e também melhorado!
Nota: 8,0

The Magician
Heavy Metal tem muitas facetas: seus temas, sua técnica, o peso e também a energia. Megadeth é com certeza a tradução deste ultimo aspecto: a energia – quando você escuta parece que uma poderosa corrente elétrica atinge e atravessa sua cabeça te despertando a ponto de esbugalhar os olhos.

Eu diria que foi realmente emocionante escutar novamente - depois de ANOS - este CD, mas a trupe americana não emociona. Suas canções nunca tiveram esta intenção, elas instigam a revolta e o “bangerismo involuntário” e são verdadeiras bifas na orelha!! A verdade é que não dá vontade de resenhar só para continuar escutando este álbum até estourar os tímpanos.

Quem dera tivesse um desse toda semana para comentarmos aqui no blog... mas enfim, vamos lá.

No dia 28/3/2011 fui categórico: “Countdown to Extinction é o melhor CD do Megadeth...”.

No dia 28 de março não escrevi a verdade, pelo menos não toda ela, pois ao lado daquele trabalho, figurando como melhor disco do Megadeth está com certeza o álbum de 1997 - “Cryptic Writings”. Este álbum forma ao lado de CountDown e Rust uma tríplice de obras que provavelmente coloca os americanos no pódio das 3 maiores bandas de Heavy Metal do planeta.

Mustaine e cia. nunca estiveram tão inspirados, ainda mais levando em consideração que em CW eles trabalham com uma sonoridade menos estridente e agressiva do que em lançamentos anteriores (característica principal do som da banda, que ainda está presente por sinal), e atuam sobre linhas mais graves e pesadas. Acredito que boa parte desse peso já estava nos dois álbuns anteriores, mas aqui se percebe com clareza a abreviação dos excêntricos solos de guitarras tanto em quantidade quanto em extensão, alem de economizarem também nos licks afiados de Martin Friedman.

Mas como o foco ainda é guitarra – e quando falamos em Megadeth creio que sempre será – o que sobra desta vez são os riffs matadores e principalmente os grooves infernais invocados pelas batidas no bordão da guitarra Dean do líder malucão. O som de uma verdadeira marcha demoníaca.

Com uma produção extremamente trabalhada, na verdade a melhor produção de um release do Megadeth, várias passagens são dignas de nota:

Com a cadência mais lenta nas faixas “Trust”, “She Wolf” (sim, cadenciada) e “My Secret Place” a responsabilidade sobre as melodias aumenta, e os caras deram conta do recado como nunca, gerando as melhores composições se tratando de melodia na carreira megadethiana.

A faixa “The Desintegrators” é um flashback da fase anos 80 da banda – uma cacetada sem intervalos ou pausas - , e “Have Cool, Will Travel” e “Vortex” seguem uma linha semelhante e são faixas-arrasa-quarteirão.

Com certeza toda a alucinante trilha sonora do game Quake 2(PC e Playstation) foi inspirada na música “Mastermind”. Normalmente não gosto do estilo “falado” de canto com batidas quebradas, mas neste caso tiro o chapéu para Mustaine.

E Por fim: as faixas “Sin” e “I’ll Get Even” (a mais pop do CD) são mais combustível para este turbilhão, enquanto “Use the Man” e “Almost Honest” são definitivamente as melhores faixas, caso tivesse que escolher alguma.

Cryptic Writings foi a despedida de Menza e a despedida dos ótimos álbuns feitos pelo MD, e sim, eu escutei o End Game...


Eu juro....

Juro que queria acabar aqui e não falar mal sobre algo neste álbum, que não apresenta nenhum petardo no nível de “Tornado of Souls” ou “Skin o’ my teeth”, mas que com certeza é o mais equilibrado mantendo um nível altíssimo em todo seu decorrer. Mas, como puderam reparar não escrevi nada sobre Fight For Freedom (FFF), a última faixa do álbum que pode ser descrita como um FETO, um NASCITURO incompleto e deficiente da música “Motorbreath” presente no primeiro CD do Metallica.

Por isso, e só por isso, por essas atitudes invejosas e carentes do Sr. Mustaine, o Megadeth SEMPRE será comparado ao Metallica e destinado a morrer em sua sombra!

E tarda mas não falha, aqui vai:




Independente do mico que represente esta participação de Mustaine no DVD “Some Kind of Monster” de 2004, é acima de tudo um TAPA NA CARA nos fãs do Megadeth, uma bela cusparada no prato que comeu por 20 anos.
“...tudo o que vocês tocam se torna ouro...”
- Dave Mustaine líder do Megadeth -
Nota: 9,1 ou \m/\m/\m/\m/\m/

Pirikitus Infernalis

Cryptic Writings, um cd que beira o meu fanatismo.

Último cd da formação monstra Mustaine/Menza/Ellefson/Friedman, esse cd possui uma veia um pouco mais comercial do que os anteriores, o que transformou ele em um verdadeiro sucesso. Não adianta, vamos direto ao assunto. Mustaine é o cara, ele escreveu todas as músicas (nem todas sozinhos), tem uma veia musical absurda, um feeling pro bom heavy metal e uma seleção de músicos do seu lado, não teria como ser diferente.

Nesse CDs temos porradas como The Disintegrators, musicas mais calmas como A Secret Place, sucessos como Trust, uma música mais alternativa/pop como Almost Honest, um dos melhores solos da história como She-Wolf...agora, qual a semelhança entre todas essas músicas? Elas são todas impecavelmente perfeitas. Não possui um defeito, uma sensação de que algo não deveria estar em determinado lugar em determinado momento. Simplesmente awesome!

Sobre a formação, não tem muito o que falar além do que já foi falado nas outras resenhas. Apenas uma observação...Nick Menza + 2 baquetas = Monstro!

Mustaine é um dos músicos mais respeitados no cenário heavy mundial, mas como pessoa o cara se complica. Sempre fez idiotices e quando a gente pensa que o cara mudou, faz mais uma. Desde sua aparição bizarra no documentário “Some Kind of Monster” até o fato de dizer que seu atual guitarrista Chris Broderick (realmente muito bom) é melhor do que o genioso Friedmann. De se recusar a fazer um show com a banda grega Rotting Christ, mas dividir palcos com a nada católica $layer. Não bastasse todos os vexames pitorescos e intrigas bisonhas que ele vem colhendo e plantando ao longo de sua carreira, o cara nunca vai conseguir superar o fato de não estar no Metallica, mesmo eles lançando um lixo como Reload no mesmo ano que o Megadeth lançou uma masterpiece como C.W.

É aquela velha história, a grama do vizinho é sempre mais verde...

O ponto fraco fica por conta de Sin e Vortex que não são tão boas como as outras. Único motivo pelo qual o cd não toma uma nota10.

Nota: 9,0

"We say retribution, We say vengeance is bliss
We say revolution, With a cast-iron fist

Coming down the road, Watching every move
Kicking in the door, Taking what we choose

Anarchy's coming to town, A feiry invader
Burning it down to the ground, The Disintegrators"



segunda-feira, 25 de julho de 2011

Fates Warning - Awaken the Guardian


Escolhi para análise, o álbum Awaken the Guardian lançado pela banda Fates Warning em 1986.




The Trooper
3 Ah...apareceu o metal progressivo, confesso que não conhecia Fates Warning, nem sabia que era um dos precursores do progressive metal ao lado de Dream Theater. Não sou fã do gênero, portanto não terei palavras agradáveis sobre o álbum em questão, gosto de uma ou outra música do Dream Theater, e andei escutando algumas músicas do Fates Warning no youtube e não houve nada que me impressionasse, para agravar, achei que a banda pega trechos emprestados de outras músicas em demasia, pelo menos tive essa impressão duas vezes, uma no youtube e a outra no Awaken The Guardian (Time Long Past lembra Call of Ktulu do Metallica, com a diferença - é claro - que Metallica é melhor). O principal problema para mim é a quebra de ritmo, presente em todas as faixas, então eu acabo gostando de um riff de guitarra aqui e outro ali, mas de nenhuma música inteira. Para quem não tem problemas com isso, este trabalho deve ser um clássico agradável.

O álbum não é ruim, mas também não é daqueles que eu possa falar "BOM" em alto e bom som, dá pra deixar de fundo " de boa".

NOTA: 6,5



Metal Mercante
Hoje é dia de Heavy Metal 101 com o professor MetalMercanteAo longo da (até agora) curta vida do blog Metalcólatras, em algumas das minhas resenhas fiz questão de demonstrar meu apreço pelo que considero como a fase de explosão do Heavy Metal que foi o começo da década de 80, onde a impressão que tenho é que todos os lados sempre havia um conjunto de jovens, sem medo de arriscar, com alguma técnica e MUITA vontade de tocar. A incontestável maioria das bandas que fizeram aparições aqui no site surgiu nessa época e boa parte de seus sucessos foram concebidos nesta era de criatividade iluminada.
Um dos exemplos (esquecidos) desta gloriosa época é justamente a banda Fates Warning que de acordo com a Wikipedia “quase fez sucesso” e o seu cd “Awaken the Guardian” foi a sua maior contribuição (esquecida) para o mundo do Heavy Metal.
Uma das minhas distrações é pesquisar na net em busca de CDs de Heavy Metal bem avaliados, quanto mais “underground” o site melhor e em vários deles um padrão se repetia.
Metal CD Ratings - Fates Warning - Awaken the guardian 5/5
Sputnikmusic – 5/5
Amazon – 4,5/5 – 46x5; 5x4; 2x3; 1x2; 2x1 – Ok, esse site não é tão underground assim, mas 46 de 56 notas 5 é bastante
Metal Storm – 10/10
Metal Observer – 10/10
Metal Archives – Uma paulada de reviews acima de 90% (1 espírito de porco deu 60%)
Então, porque um cd tão “aclamado” no cenário underground “quase fez sucesso”?
Para se ter uma ideia, a anos eu tenho este cd na minha biblioteca, ocasionalmente dei alguma chance para ele, mas ele nunca me empolgou de verdade até que a alguns meses atrás resolvi parar e escutar, escutar novamente, novamente e ... depois de algumas tentativas (que tenho que admitir que foram forçadas) comecei a prestar cada vez mais atenção e como uma criança que aprende a ler, aos poucos fui aprendendo a gostar deste cd até o ponto em que no último mês ele não sai da minha lista de reprodução.
Em outras palavras, Fates Warning – Awaken the guardian é um cd complexo, não é a toa que a banda leva crédito por ter sido uma das pioneiras na criação do gênero do Metal Progressivo, reconhecido até por quem entende do assunto como Baterista do Dream Theather Mike Portnoy:Very often fans and critic credit Dream Theater for creating a whole new genre of progressive metal music in the late ‘90s/early ‘90s, but the truth is Fates Warning were doing it years before us.
Complexidade esta que na minha opinião é uma faca de dois gumes pois por um lado a banda foi capaz de criar uma obra de arte pelo menos 10 anos a frente do seu tempo, porém por outro lado esse estilo de música pode ser desafiador para a grande maioria do público metaleiro. Ou para o publico em geral, já que este tende a dar preferência para coisas mais simples na linha comercial, mais ou menos como o Magician havia escrito na sua resenha sobre o álbum preto do Metallica.
No final das contas, aqueles que tiverem paciência de escutar com calma serão recompensados com uma das mais preciosas obras do início da década de 80. Uma pena que a banda não foi para a frente e que John Arch não continuou cantando, já que seu vocal é muito bom.
Destaque para as músicas “The sorceress”, “Fata morgana”, “Guardian” e “Exodus”


Phantom Lord
O nome Fates Warning sempre me pareceu familiar… como se eu ouvisse falar da banda várias vezes no passado. Mas não me lembro onde ouvi, nem lembro se cheguei a escutar alguma música deles...
Awaken the Guardian… Um tanto difícil ouvir todo álbum e avaliar com precisão... O vocalista não é ruim, mas falta algo em sua voz, é aparentemente fraca... A produção do álbum não pareceu grande coisa... um tanto rústica para a proposta (experimental) da banda em minha opinião, mas não chega a estragar as músicas. A parte instrumental é boa, mas como era de se esperar, as mudanças de ritmo são freqüentes ao decorrer deste trabalho do Fates Warning, o que gera vários bons fragmentos de música espalhados pelo álbum.
O “lá-lá-lá” da faixa Fata Morgana fica entre o engraçado e o terrivelmente brega.
Enfim, entra música e sai música, o ritmo fica lento, acelera, desacelera, e... haja paciência. Talvez seja melhor ouvir Awaken the Guardian “picado”, ou espalhar suas músicas entre vários outros trabalhos de outras bandas.
Concluindo... este álbum não é ruim, parece um trabalho criativo para época em que foi lançado, e digno de influenciar outras bandas dentro de seu estilo... Mas como não sou fã de “progressive metal” e nem acompanho bandas deste “sub-gênero” é melhor eu parar por aqui.

Nota: 5,8.



Pirikitus Infernalis



Um cd de Metal Progressivo, a única coisa que posso dizer é: Blog errado, meu caro! (Será?)

O cd em si é um cd mediano, o que me pegou não foi a qualidade de técnicas e coisas do tipo. Pra mim não tem essa, ou o cd me chama atenção ou não chama, e esse passou a maior parte do seu tempo em branco.

Musicalmente, os caras são obviamente bons (músico ruim em banda metal/prog tem que morrer), mas o vocalista foi o maior aspecto negativo que eu notei. Ele consegue atingir um tom muito agudo/irritante, mas falta algo em sua voz. Nem vou dizer que ela não é afinada, pois isso pra mim é indiferente, mas é algo que atrai negativamente o ouvinte. De resto, a banda não faz feio.

O cd começa muito bem com The Sorceress, apaga na Valley of The Dolls, volta com tudo na Fata Morgana, vira algo muito interessante em Guardian, porém a partir daí eu não consigo me lembrar de nada do cd..NADA! Isso porque eu ouvi ele umas 10 vezes. Tem horas que não dá amigo, esse cd foi um exemplo disso.

Os destaques positivos vão para The Sorceress, Fata Morgana e Guardian.

Nota: 6,0



The Magician

Nos anos 80...

Após ser demitido do Black Sabbath, Ozzy começava a traçar sua jornada-solo pelo mundo do Rock e lançando Randy Rhoads se torna o maior responsável por popularizar o emergente estilo de som chamado Heavy Metal; O Iron Maiden se consolida na cena Inglesa e nesta década polemiza, inova e praticamente padroniza o que pode e o que não pode ser chamado de Metal; Nas mão de Hetifield, Kerry King e Dave Mustaine surge a pesada, realista e criativa “escola” do Trash Metal estadounidense; Dio rascunha com DeMaio o Manowar, vai para o Sabbath, vira ícone do Metal e posteriormente se desliga da banda para em carreira solo definir junto aos americanos o estilo conhecido como Power Metal; O Helloween cria o Power Alemão com seu estilo melódico e fertiliza a técnica e a teoria musical dentro do Heavy Metal e o gênero se prolifera em uma gama de bandas seguidoras do estilo por todo o mundo; Van Halen converge todos os conhecimentos da guitarra rock elétrica para criar o mais emblemático e extremo estilo de tocar influenciando todos adeptos do instrumento de 6 cordas que viriam depois dele; e enfim AC/DC forja a obra mais venerada e vendida do ramo e estampa o rock-metal no consciente popular.

Isso sem citar o super-popular Hard Rock dos anos 80 e as vertentes profanas e sórdidas do metal, que foram concebidas pelo “arquétipo Venom”...

O período inspirado de 1980 a 1990 foi o verdadeiro “Iluminismo” do rock/metal.

Essa sinopse serve para afirmar que a década de 80 foi a mais próspera desse meio e que embora alguns ótimos trabalhos foram feitos nas décadas seguintes, de fato houve uma desaceleração de idéias.

Neste cenário borbulhante estava lá também o “Fates Warning”, que eu sob o manto da ignorância não tinha nem ouvido falar.

Ler a história da banda na Wikipédia me fez sentir como assistindo à uma novela da Globo, por isso não vou focar o “behind the scenes” ou “background”e sim apenas o álbum em si.

A sonoridade geral me pareceu muito familiar aos dois primeiros CDs do Helloween, principalmente escutando as características vocais e algumas passagens das guitarras, mas há de se dizer que a qualidade das composições é bem menos expressiva se comparadas à dos alemães. Embora o instrumental seja bem trabalhado a produção me pareceu simples em demasia; talvez com um tempero a mais nesse quesito o resultado final mudasse completamente, empolgando mais e realçando mais cada uma das músicas.

Só que esses fatores são meras ilustrações para o que de fato é o cerne de Awaken the Guardian: a composição polirítmica. A banda utiliza a alternância dos tempos de condução no decorrer de todo o trabalho a ponto de no primeiro compasso da primeira música você já perceber esta abordagem, e a impressão final é que muitas das musicas são desorganizadas, desestruturadas, ou pior: mal feitas; quando na verdade exigiram um estudo musical muito mais aprofundado de seus criadores, que acabaram criando um CD de ensaios sobre a exploração rítmica dentro do gênero.

Mas ninguém se importa com isso, e resume-se a uma questão de coerência dos autores: querer vender música pra músicos ou música para os metalheads?

Dentro desta explosão heterogênea do rock/metal dos anos 80 o Fates Warning criava um verdadeiro disco de laboratório – “Awaken the Guardian” – que serviria de base para idéias de outros músicos...

Não sou músico, sou metalhead.

Nota: 5,9 ou \m/\m/\m/

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Cryptic Writings vs The Dark Ride

O vencedor terá seu conteúdo analisado pelos metalcólatras.


(Votação aberta a todos participantes e visitantes do blog. Escolha um álbum e confirme o voto.)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O Mês do Rock


Exatamente no dia 13 de Julho é comemorado o dia mundial do Rock, e para todos os roqueiros e afins Julho é o mês do Rock. Para não deixarmos a data passar batida promovemos uma eleição para selecionar a melhor formação hipotética de uma banda de Rock/Metal na opinião dos críticos Metalcólatras.

A banda deveria ter uma formação clássica de um vocalista, dois guitarristas, um baixista e um baterista.

Houve um empate que nos obrigou a abrir uma exceção no caso dos vocais.

Eis a melhor formação de banda da história do Rock/Metal:


- Vocalista: Bruce Dickinson, bandas: Samson, Bruce Dickinson e Iron Maiden;
- Vocalista: Freddie Mercury, bandas: Freddie Mercury e Queen;
- Guitarrista: Randy Rhoads, bandas: Quiet Riot e Ozzy Osbourne;
- Guitarrista: Eddie Van Halen, bandas: Van Halen;
- Baixista: Cliff Burton, banda: Metallica;
- Baterista: John Bonham, bandas: Crawling King Snackes e Led Zeppelin.

E como não poderia deixar de ser, os Metalcólatras votaram em um set list com os maiores clássicos de Rock/Metal da história, que faz jus à esta incrível formação:

Música(Álbum/Banda)

1. Master of Puppets (Master of Puppets/Metallica);
2. Rock and Roll (Led Zeppelin IV/Led Zeppelin);
3. Crazy Train (Blizzard of Ozz/Ozzy Osbourne);
4. Bohemian Rhapsody(A Night at the Opera/Queen);
5. Ace of Spades (Ace of Spades/Motorhead);
6. Born to be Wild (Steppen Wolf/Steppen Wolf);
7. Breaking the Law (British Steel/Judas Priest);
8. Long Live Rock'n' Roll (Long Live Rock'n' Roll/Rainbow);
9. Addicted to that Rush (Mr. Big/Mr. Big);
10. Perfect Strangers (Perfect Strangers/Deep Purple);
11. Sometimes I Feel Like Screaming (Purpendicular/Deep Purple);
12. Highway Star (Machine Head/Deep Purple);
13. Hallowed be thy Name (The Number of the Beast/Iron Maiden);
14. House of the Rising sun (The Animals/The Animals).


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Rush - Moving Pictures


Escolhido por Phantom Lord para análise, o álbum Moving Pictures lançado pela banda Rush em 1981.




Phantom Lord

Ainda que o Rush não seja uma grande influência no cenário heavy metal, devemos reconhecer que com seu status de “famosa banda de rock” (dizem por aí hard, pop e progressive...), o Rush influenciou ao menos bandas de “metal progressivo” como o Dream Theater.

Ouvi diversos álbuns do Rush de 2007 pra cá, e notei uma ampla variedade de sonoridade em sua discografia. Em seu primeiro álbum o Rush soa como uma banda de “hard rock led zeppeliano”. Então seu estilo vai se tornando mais progressivo até 1980. Neste ano lançam o Permanent Waves que contém a clássica Spirit of the Radio com sua guitarra na pegada de reggae.

Nos anos 80 o Rush vai tornando suas músicas comerciais e eventualmente pop... Porém antes de afundarem em tecladinhos suaves e bregas, os caras do Rush lançaram Moving Pictures.
O álbum começa com a minha favorita... Provavelmente o maior clássico da banda: Tom Sawyer é digna de todo sucesso que fez.
Red Barchetta é um tanto suave, sem peso e sem agressividade, esta música está um tanto distante do tal Heavy Metal de nosso blog, mas não é ruim.
YYZ é excelente, uma das músicas instrumentais mais absurdas que eu já ouvi... demorei pra descobrir, talvez porque não fosse tão tocada nas rádios como a primeira faixa né?
Limelight ouvi pela primeira vez na rádio há anos atrás, depois ouvi numa coletânea da banda, que me fez buscar álbuns do Rush pela internet. Boa música.
Deste ponto para frente temos três músicas menos comerciais: The Camera Eye é longa, com excesso de teclados... talvez para gerar uma “atmosfera” super-moderna ou futurista, levando em consideração o ano em que o disco foi gravado; Witch Hunt começa bem e consegue transmitir um clima sombrio e/ou de perseguição condizente com sua letra, porém em minha opinião poderia se desenvolver melhor.... mudar de ritmo ou acelerar depois de certo ponto, enfim acabou me parecendo incompleta e um tanto repetitiva. O álbum fecha com Vital Signs, onde mais uma vez, a banda (provavelmente) usa os instrumentos para passar um “clima” condizente com o tema da música. Porém o resultado final desta música não me agradou muito... talvez por parecer muito próximo do reggae.

Nota: 7,5.


The Trooper
3

Rush...hmmmm...Rush...bem, o que falar de Rush? É comum ouvir piadinhas do tipo "mas quem é fã de Rush?", bem eu conheci dois, e um deles eu sabia que tinha toda a discografia, cheguei a pedir o álbum que tinha Ghost Rider emprestado porque acho esta uma música do c@#$&%#, mas não cheguei a pegar. Isso resume o que eu conheço de Rush também, algumas músicas muito boas perdidas, 1 ou 2 álbuns inteiros (agora 3), o último que ouvi foi o Counterparts, fornecido pelo sr. Phantom aí, e após tudo isso, chego a conclusão que Rush é banda de coletânea (é srs. Treebeard e Pentelho, mais uma para se juntar a Manowar).

O Rush consegue criar umas músicas excepcionais, rápidas e (quase) pesadas (porque é impossível uma música ficar pesada com vocais tão suaves), para depois se esbaldar em sua veia delirante e viajar pelo resto do álbum. Moving Pictures não foge a regra, bom álbum se você quiser dar um cochilo, já que as faixas mais empolgantes ficam no começo do álbum e as mais tediosas no final.

Destaque para a manjadíssima Tom Sawyer, já Witch Hunt é portadora de uma aura de sonolência intensa, com uma letra dessas, bem que dava para fazer algo melhorzinho.

A nota obviamente não pode ser baixa devido a técnica e criatividade, mas a pegada vai afrouxando e levando a nota deste metalcólatra junto.

Nota: 6,5

Pirikitus Infernalis

Hmmm...cd extremamente intrigante. Moving Pictures é um bom cd, porém Rush não me agrada.

Nunca fui um fã da banda. Quiçá um fã de progressivo, salvo alguns clássicos indiscutíveis. Clássicos que essa mesma banda possui neste exato cd, como Tom Sawyer que se imortalizou na abertura do MacGayver.

O cd não é metal, mas tudo bem, já que o blog está se habituando com o fato. Como já disse, ele abre com a clássica Tom Sawyer, seguida da ótima Red Barchetta e da sensacional YYZ. Logo em seguida, temos a música que mais me surpreendeu: Limelight. The Camera Eye é uma viagem longa que não me chamou muito a atenção. Witch Hunt é uma música ruim e Vital Signs volta a trazer o alto nível de volta a cena.

Eu honestamente achei o cd bom, o som é agradável, mas eu nunca pensaria na banda Rush como som para por no carro ou em casa por exemplo, acabei por tentar achar uma explicação pra isso. A voz chatinha de Geddy Lee não é, já que nem vozes extremamente agudas como as de Jim Gillette ou Michael Sweet me tiram totalmente o prazer pelo bom som. A guitarra de Alex Liefson poderia ser mais pesada, mas ele consegue compensar com bons riffs.

Sobrou apenas Neil Peart, mas peraí...Neil Peart é exatamente o motivo pelo qual eu continuo insistindo em ouvir Rush. Ele é o melhor baterista que já pisou na terra (Sim, ele é. Bonham é fenomenal, Keith Moon é insano, Dave Lombardo é fantástico, mas Neil Peart é o cara atrás da bateria).

Talvez o meu santo não bata com o da banda, fazer oq...

“Living in the limelight, The universal dream
For those who wish to seem, Those who wish to be.
Must put aside the alienation, Get on with the fascination,
The real relation, The underlying theme.”



The Magician
O primeiro nome que qualquer um pensa quando se profere a palavra “progressivo” em termos musicais?
Rush.
Ok, temos Yes, Pink Floyd e progressivos mais extremos como Dream Theater, mas ainda acho que o estilo dos canadenses foi mais disseminado no Rock moderno, se tornando sim, uma das mais influentes bandas de rock da história.
Os músicos (apenas três!) dispensam apresentação. Neal Peart e Geddy Lee são considerados ícones da bateria e do baixo respectivamente, enquanto Lifeson... bem, admito que Alex Lifeson não é tão cultuado quanto os outros, mas em minha opinião é um dos mais criativos e inteligentes guitarristas da história, e é direto nas suas bases e solos, não joga as notas à toa; compõe ótimas linhas de acordo com a melodia e sabe compartilhar seus espaços com os outros instrumentos.
No meu entendimento o rock progressivo é o estilo em que a música melhor se representa fora dos padrões repetidos e populares (mainstream), mas com evolução que seja natural e soe como coesa. E existe um limite realmente tênue do virtuoso/prog para o entediante/viajandão.
O Rush acerta bastante na fórmula da coerência, mas às vezes também erra e extrapola, até porque se percebe que nunca estiveram preocupados com isso.
Em Moving Pictures temos os dois casos e os destaques parecem óbvios: “Tom Sawyer”, “YYZ” e a ótima “Limelight”; e as demais preenchem as lacunas do álbum. Tenho que dizer que é bem difícil se manter acordado nas duas últimas faixas – “Witch Hunt” e “Vital Signs” são devaneios instrumentais que aparentam percorrer a eternidade ainda que o tempo total do disco não seja assim tão extenso.
Moving Pictures é um álbum clássico mas reserva algumas faixas “sonecas” que acabam abreviando esse trabalho em apenas 3 músicas.
P.S: Os responsáveis pela trilha sonora dos 3 primeiros títulos do game Megaman do console 8 BITS da Nintendo, com a mais plena certeza eram fãs de Rush. Basta escutar e comparar com a faixa 3 deste CD (“Red Barchetta”), além da dica passada pelo nome do cão-herói “Rush”.
Credito esta observação ao Sr. Phantom Lord.



Metal Mercante
Acho que para a época que foi lançado este álbum ele foi até inovador. O problema é que ele é paradão demais para me empolgar, até Tom Sawyer, que fez muito mais sucesso aqui no Brasil por conta do MacGyver não é suficiente para salvar esse álbum...pelo menos aqui no Metalcólatras.
É um álbum de rock, talvez ache apreciação de várias pessoas, mas não a minha...
Destaque para Tom Sawyer...e só!
Nota: 4 - Isso aqui é um site de Metal, vá reclamar da nota com a sua vó



Running Wild - Black Hand Inn


O álbum Black Hand Inn, lançado em 1994 pelo Running Wild foi escolhido por votação aberta na disputa entre este e Powerslave.



Phantom Lord

No fim dos anos 90 apresentaram-me a banda Running Wild através do cd Black Hand Inn. Ainda me lembro de como fiquei impressionado com as faixas Black Hand Inn, Soulless e Fight the Fire of Hate. Era época de conhecer novos trabalhos de heavy metal (sair do arroz-feijão, quer dizer metallica-maiden) e este álbum do Running deu uma forcinha... ao lado de Louder Than Hell, Tunes of War, Ozzmosis, Reunion e Renegade, o Black Hand Inn me ajudou a perceber a amplitude deste gênero musical. Porém me lembro que achei as outras músicas do cd meramente complementares e aparentemente repetitivas.
Anos depois ouvi a música Metalhead na rádio (o velho Backstage...) o que me despertou o interesse pela banda novamente... Ouvi mais dois álbuns de estúdio e uma coletânea (esta via Julião)... encontrei algumas músicas boas, mas notei que havia uma generosa dose de repetividade pela discografia do Running Wild.

As músicas do Black Hand Inn seguem um padrão de ritmo consideravelmente acelerado e ainda que muitas delas sejam semelhantes entre si, o trabalho como um todo ficou muito bom.

Enfim, com o passar do tempo, ouvi o Black Hand Inn do Running Wild várias vezes e concluí que este é um dos melhores discos de “metal-redundante” ou “metal-repetitivo” de todos os tempos. Creio que seu único ponto fraco seja a prolongada faixa Genesis.
Nota 8,0.



The Trooper
3
Eu tenho um certo problema em analisar bandas como Running Wild, Motorhead e Ramones, não tenho paciência para ouvir 1 hora de músicas quase iguais. Quando ouvi Mondo Bizarro e Inferno, fiquei positivamente impressionado pelas bandas terem saído de seu padrão, mas não ouvi nada assim do Running Wild ainda.
Sobre Black Hand Inn, eu não sei porque exatamente, não me chama a atenção. Talvez seja o vocalista, talvez o ritmo empregado pela bateria em todo o trabalho, embora as músicas individualmente sejam razoáveis. Acho que posso usar a frase da avó do Julião para Running Wild: "muito ajuda quem não atrapalha".
Meu destaque vai para a capa, muito boa (embora o maluco da esquerda pareça o Harrison Ford), algumas letras bem interessantes e a faixa Freewind Rider (a que mais sai do padrão).
P.s.: Magician, a faixa Genesis é um resumo daqueles seus dvds sobre U.F.O.s.
Nota: 6,7


Metal Mercante
Black Hand Inn, uma das maiores surpresas do metal para mim.
Não consigo me recordar direito de onde foi que surgiu esse cd na minha vida. Duas hipóteses, ou foi o Metal Kilo que apareceu com isso não sei da onde ou foi em um daqueles cds que meu pai comprou na Sta. Ifigênia com 500 músicas de Metal (onde duas são boas...)

De qualquer forma, assim que ouvi pela primeira vez a música “Black Hand Inn” fui imediatamente a Galeria do Rock comprar esse cd pra mim e fiquei mais impressionado ainda.

Esse é um daqueles cds em que “os caras estava, inspirados”, não consigo encontrar pontos fracos e todas as músicas são grudentas no formato padrão sem firulas nem nada. O Running Wild vai direto ao ponto nesse álbum.

Outra coisa que gostei bastante é o trabalho da guitarras, não por ser técnico ou rápido e sim por causa dos Riffzinhos repetitivos no melhor estilo Iron Maiden que todos nós adoramos. Riffs esses dignos de um “Ô o oooo Ô, Ô o oooo Ô... Ô o oooo Ô” em uma versão ao vivo, escute esse cd algumas vezes e você entenderá...

Falando em “Ô o oooo Ô, Ô o oooo Ô... Ô o oooo Ô”, além das músicas absurdas que se encontram nesse cd como Black Hand inn, Dragonmen, Freewind Rider e Powder and Iron tem a “maldita” música “Genesis” com um dos Riffs de guitarras mais grudentos que existe. Por várias vezes enquanto re-escutava este cd para o blog eu me pegava cantarolando ou assobiando esse riff, simplesmente animal...

The Magician

Pra variar os Metalcólatras que escreveram anteriormente foram direto ao ponto: repetitivo e inspirado.

Prefiro chamar o repetitivo de consistente, daí concluímos que Black Hand Inn é realmente um grande álbum.

O CD é uma barulhada incessante e a peteca não cai, e esse pragmatismo sim é uma característica do verdadeiro genuíno Power Metal alemão. Sem preciosismo em excesso e sem experimentalismo o material não necessita de ouvidos exigentes para sua apreciação, basta que se admire o velho e bom som pesado de guitarras distorcidas, vocal semi arranhado e bateria frenética.

Ainda por cima podemos distinguir entre as músicas algumas criações singulares e super-inspiradas como “Soulless” e “Fight the Fire of Hate” e outras que se destacam embora não tenham sido criadas no mesmo lampejo de criatividade que as outras duas citadas, como: “Black Hand Inn”, “The Phantom of Black Hand Hill” e “Dragonmen” (aliás quem criou a cavalgada na guitarra é um gênio, o galope da palheta sobre os bordões salva QUALQUER música, só não deve salvar axé...).

As músicas dão bastante foco às guitarras (inspiradas) e vocal, mas a bateria também sobra, e o baixo completa o conjunto com o básico do básico. O som geral possui certas limitações técnicas, o que não chega a ser um empecilho para o bom resultado final do trabalho em questão.

O que de fato importa é que na contramão dessas características de acessibilidade e de fácil digestão já citadas, estão os fatores de repetição que desgastam o som. Os guitarristas não exploram sets de distorções variados e o vocal de Kasparek é limitado e poluído com ecos, sem grandes variações tonais ou de texturas.

Esses pontos fracos não seriam percebidos..., não se o CD fosse mais breve e não somasse o total de uma hora e cinco minutos, que acabam “sublinhando” essas falhas.

Em suma o álbum é fácil de gostar e fácil de enjoar.

Eu diria que o CD “Black Hand Inn” seria uma boa pedida em uma festa-metal ou como som de fundo em casa de shows durante os intervalos. Com exceção de uma ou duas faixas, a cadencia acelerada se vicia, e amarra uma música à outra.

Black Hand Inn é um produto pirata... mas um produto pirata de qualidade!

Nota: 7,5 ou \m/\m/\m/\m/



Pirikitus Infernalis

Um cd que só eu e Venâncio votamos, mas conseguimos a vitória. Como disse o Phantom Lord, um dos melhores cds redundantes da história do metal.

Cheguei até esse cd pela música Under Jolly Roger, um dos hits da banda. Achei aquela música sensacional e fui atrás da banda, que não é tão sensacional assim, mas proporcionou aos fãs do gênero uma extensa lista do bom e puro pirate heavy metal.

O som dos caras segue uma pegada power alemão, típica de Grave Digger e Rebellion, com uma base muita forte e sem muito espaço pra farofada. Todas as músicas são muito empolgantes, porém ouvir uma trás da outra complica as coisas. Eu que geralmente vou ouvindo no trabalho, sempre perdia minha atenção e quando via já tinha passado umas 3 músicas que eu tinha que voltar.

É aquela coisa, se colocar um cd inteiro para ser a trilha de fundo de um churrasco, logo ela se tornará nula, porém se colocar uma música do Running Wild no meio de uma lista de metal melódico, teremos um “Acenderê”!

A trinca de ouro fica por conta de Black Hand Inn, Fight the Fire of Hate e Dancing on the Minefield. O ponto fraco fica pela extensão da música Genesis, que não possui uma força para prender a atenção do ouvinte durante os seus 15 minutos.

Nota: 8




quarta-feira, 6 de julho de 2011

Powerslave vs Black Hand Inn

O vencedor terá seu conteúdo analisado pelos metalcólatras.




(Votação aberta a todos participantes e visitantes do blog. Escolha um álbum e confirme o voto.)