sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Arch Enemy - Khaos Legions

O álbum Khaos Legions, lançado pelo Arch Enemy em 2011, foi escolhido por Venâncio.
Faixas: 01- Khaos Overture (Instrumental), 02- Yesterday Is Dead and Gone, 03- Bloodstained Cross, 04- Under Black Flags We March, 05- No Gods, No Masters, 06- City of the Dead, 07- Through the Eyes of a Raven, 08- Cruelty Without Beauty, 09- We Are a Godless Entity (Instrumental), 10- Cult of Chaos, 11- Thorns in My Flesh, 12- Turn to Dust" (Instrumental), 13- Vengeance Is Mine, 14- Secrets, 15- The Zoo (Scorpions Cover - Japanese bonus), 16- Snow Bound (Acoustic - Japanese bonus)

Venâncio
Vamos lá... Não sou muito fã de Death Metal em grande parte devido aos vocais guturais... Dito isto devo parabenizar esta obra do Arch Enemy que me fez escutar o "melodic death metal" (segundo a wikipedia) com outros ouvidos.

Escutei este album pelo menos umas 10 vezes nas ultimas semanas e seu ponto mais forte é sua agressividade presente em todas as faixas e expressada por todos os membros da banda.

Serei mais sucinto nesta avaliação ressaltando apenas pontos altos e baixos:

Pontos altos - Yesterday Is Dead and Gone, Under Black Flags We March, No Gods, No Masters, Thorns in My Flesh e esse belissimo cover The Zoo.

Pontos baixos - City of the Dead, Cruelty Without Beauty, Vengeance Is Mine e Secrets

7 pitus


Phantom Lord
O turista corneteiro Venâncio nos trás um gênero "metálico" nada apreciável por mim, de volta ao blog. Uma banda que ouço falar desde 19xx, mas até então nunca parei para ouvir com atenção. 

O álbum Khaos Legions do Arch Enemy chega mostrando um grande trabalho instrumental com um dos típicos vocais (limitadíssimos) do death metal. Um bizarro vocal nada nítido, executado por Angela Gossow, se não me engano, mostra-se meio gorfado, meio raivoso e meio goblinóide. Em relação aos instrumentos, inevitavelmente eles caem em momentos toscos (na faixa 3 por exemplo), talvez para acompanhar os vocais, ou para demonstrar algum tipo de agressividade, velocidade etc etc. Mas no decorrer do álbum, fui tendo a impressão que este trabalho é um desperdício de instrumentistas, pois os momentos que não apresentam rusticidade na melodia / ritmo nem vocais, são muito bons. Outro problema é que álbuns com tantos momentos ruins (devido ao vocal e alguns momentos de instrumentos toscos), acaba fazendo com que eu me distraía com outras coisas. Neste caso as tentativas de aumentar o volume do som são sessões de auto-tortura, praticamente impossíveis de se praticar mais do que uma vez por alguns segundos. Então eu poderia entrar no SUPOSTO "método mercante" de ouvir o disco várias vezes: mas também não dá certo, porque quando as músicas são ruins, a paciência desaparece rápido (ainda assim, consegui ouvir o Khaos Legions duas vezes! mais do que qualquer outro álbum "death"). 

Voltando às músicas do Khaos Legions, apesar das mudanças de ritmo, notei algumas semelhanças na faixa Cult of Chaos com músicas do Sepultura. Talvez esta seja umas das melhores músicas deste disco (ou menos piores?) ao lado da sequência Thorn in my Flesh, Turn to Dust e Vengeance is Mine. Porém, mesmo Angela usando um tom mais grave nos urros/grunhidos, os trechos instrumentais lentos impedem que a sonoridade do Arch Enemy fique do nível de um Chaos AD do Sepultura. Infelizmente na faixa Secrets a banda caga bastante com aquela bateria hiper tosca em boa parte da música, talvez para "acompanhar" o vocal regurgitante. 

O interessante destas resenhas é que mesmo eu alegando não gostar, eu escuto o disco e não saio distribuindo notas extremas (entre 0 e 2) como alguns membros do blog fizeram várias vezes, mesmo sem sentar a porrada nas resenhas dos discos criticados. 

Talvez por causa do álbum apresentar alguns bom momentos (praticamente todos instrumentais é claro), desta vez deixarei aqui a avaliação faixa a faixa, trabalho que não costumo fazer com obras déti-metal. 
 "Khaos Overture/Yesterday Is Dead and Gone" 4,2
 "Bloodstained Cross" 3
 "Under Black Flags We March" 5,8
 "No Gods, No Masters" 4,8
 "City of the Dead" 3,6
 "Through the Eyes of a Raven" 3
 "Cruelty Without Beauty" 4
 "We Are a Godless Entity" (Instrumental) 5,7
 "Cult of Chaos" 5,5
 "Thorns in My Flesh" 5,5
 "Turn to Dust / Vengeance Is Mine" 5,7 
 "Secrets" 3,8 

P.S.: Não posso deixar a oportunidade de contestar Mercante novamente: notem que este álbum é classificado como Melodic Death Metal apresentando APENAS vocais urrados/grunhidos (não há vocais suaves ou "limpos", seja em estilos dos anos 90 ou pós 2000, em Khaos Legions), o que me faz voltar afirmar que aquele trabalho do tal Crimson Shadows é praticamente constituído de um "metalcore melódico" (gênero muito próximo do emocore) feito por meninos que não têm noção do ridículo. É isso que acontece quando o indivíduo se aprisiona numa bolha sem perceber a realidade fora desta: Os integrantes do Crimson devem ter crescido num ambiente onde vocais pós-hard-core eram normais, daí utilizaram tal artifício em suas músicas, o que obviamente não aconteceu neste trabalho do Arch Enemy. 
P.P.S.: Apesar da nota, prefiro um álbum com mais altos e baixos como o Khaos Legions do que um "estável" Hate Crew Deathroll. 
P.P.P.S.: Alguém já pensou em dar um Plasil para Angela Gossow? 
Nota Final: 4,6

The Trooper
3Em 5 de novembro de 1974, em uma noite quase sem lua (a lua nova seria no dia 7), na cidade de Colonia, na Alemanha, nascia uma pequena garota. Nesse mesmo dia, devido a uma conjunção astral, Azmodeus ria de seu trono em Nessus, a nona camada do Inferno (ou Baator). Dava-se assim, o início de mais um de seus planos malignos, com a combinação de astros, Azmodeus transferia uma ínfima parte de seu poder à criança, transformando-a em uma extraplanar.

 A garota cresceu, cercada de problemas que a aura de Baator a sua volta, insistia em trazer. No auge desses problemas (de saúde e financeiros), a garota usa sua força de vontade para direcionar sua vida para a música e os estudos. Usando sua voz que possui parte do poder de Azmodeus, a adolescente entra para a banda Azmodina, e após o fim desta, forma a banda Mistress. A garota reconhecia algo muito forte em sua personalidade, e tentava controlá-la, banindo, por exemplo, o consumo de carne.

 Os planos de Azmodeus pareciam frutíferos, após a virada do milênio, depois de uma das maiores campanhas dos baatezu contra os tanar'ri, servos de Graz'zt (lorde da 45ª, 46ª e 47ª camadas do Abismo), demônios disfarçados de humanos que compunham uma banda chamada Arch Enemy, contrataram a alemã para somar seus dons aos seus poderes, e converter mais almas para o Abismo. Mal sabiam eles, que ao invés de reforçar as enfraquecidas tropas dos tanar'ri para a Guerra de Sangue, estavam enviando as almas daqueles encantados pela voz baatoriana de Angela Gossow direto para as garras de seus inimigos: os baatezu.

 E é aqui nos Metalcólatras que esta história mais tem um impacto vil, pois o lendário anão, Venâncio, esquecendo Moradin, deu ouvidos a Angela, e desejando mal a seus companheiros de grupo (todos eles, seja o pobre bardo, o esperto ladrão ou até mesmo o bondoso clérigo), os torturou com os sons de Baator, e aquele de alma pura não pode ser encantado pela voz de Angela, sente apenas dor e angústia ao ouví-la.

 Nota: \m/\m/\m/

 p.s.: Sendo um não-fã de death (ou melodic death), tive que usar de tais artifícios para fazer essa desnecessária resenha, ou teria repetido a resenha de Hate Crew Deathroll.


Metal Mercante





Nota: 3,5

The Magician


(Resenha padrão de blog de Metal) 

O grupo sueco apresenta em seu 9o álbum de estúdio um trabalho concebido dentro das linhas de Death/Black Metal com alguns elementos melódicos entre as diversas passagens.

Na maioria das músicas a banda opta por manter uma estrutura sonora densa dentro dos versos principais, com condução principal do bumbo duplo e dos grooves britados das guitarras, e costura as partes melódicas em interlúdios ou conexões, e às vezes nas pontes e nos refrãos.

Essa determinação em sempre trazer a sonoridade principal dos versos para um núcleo de linhas pesadas e conturbadas quando as partes melódicas começam a tomar conta, aliado ao vocal característico de Angela Gossow é o que prende o trabalho às raízes Black/Death Metal.

As partes melódicas, ditadas pelas frases de guitarras, são no geral bem delineadas e apresentam certa criatividade, mas entram em desacordo com a contextualização e com o comportamento dos versos de algumas músicas. Por isso "Snow Bound", o refrão de "Bloodstained Cross" e o solo de guitarra sobre uma espécie de base Hard Rock aos 3:10 de "Through The Eyes of a Raven" (isso sem citar seu encerramento à partir de 4:34) por exemplo, parecem não soar de forma natural sobre o conjunto de composições.

A parte técnica no entanto é praticamente irretocável: trabalho impecável das guitarras e suas construções harmônicas, bateria com performance extremamente intensa e condizente, e por fim os vocais que se mantém em tempo integral naquilo que os fãs procuram e esperam.

A produção é o verniz das performances instrumentais, e consolida as linhas de forma à valorizar todos os elementos em seus respectivos momentos de evidência.

Embora em alguns momentos sofra de certa esquizofrenia, no todo é um trabalho que deve encher os olhos dos fãs do sub-gênero Melodic Death Metal (na minha opinião Melodic Black Metal).

Nota x,x.

(Resenha do Metalcólatra Magician)

Mais um desperdício de talento, dado que um conjunto de tão competentes instrumentistas empresta mais uma vez sua capacidade para a tão importante cruzada viking contra o Catolicismo...

Minhas impressões sobre os vocais guturais médios como intérpretes em quase 100% do tempo já foram escritas aqui mais de uma vez (Avatar e Wintersun)... não faz sentido, pra mim, no âmbito semântico, e por isso caga tudo. E casos de sua aplicação sobre melodias doces e meigas, fica ainda mais grave o antagonismo e a incoerência dos compositores (aos 3:25 de "Cult of Chaos" - praticamente Skid Row -  e aos 3:28 de "Thorns in My Flesh" as melodias são praticamente temas de baladas). Se for ser mau, manda bronca o tempo inteiro, porra!

Ainda no Arch Enemy tive uma interpretação própria sobre o motivo de uma menina loira cantando com abordagem "visceral" como front, imagino que foi uma alusão a Regan MacNeil, a menina do exorcista, que tinha a voz bastante parecida com a da vocalista, quando possuída.

Eles tem sua própria possuidinha, não são uma graça gente????

haaaa, tomanocú...
           
Nota 5, ou \m/\m/\m/

p.s: A capa é muito louca, fala sério, foi por isso que escolheu né Venâncio?

Hellraiser
3Acho que a singela resenha do Mercante diz tudo o que poderia ser dito deste álbum, ou melhor, desta banda ! 
Death Metal Generico !!! 
Pra resumir, …..não gosto de Death Metal, não gosto de vocal gutural, não gosto de Metal Melódico, logo, não gosto de Melodic Death Metal. 
Mas porque isso pode ser chamado de Death Metal ??  
Apenas por causa de uma mina cantando com voz gutural ??
Isso parece  muito mais um Power/Thrash Metal bem chinfrim com vocais guturais !! 
O resultado é simplesmente horrível !!!! 
Como no caso da resenha do Crimson Shadows, gostei pelo menos das faixas instrumentais, que por sinal são super curtas !! 
Ahhh e por falar em curtas, ...porque esses álbuns ruins tem que sempre serem tão longos, sempre com mais de 8 ou 9 musicas ??? 
Um exemplo de que este estilo é muito esquisito, ... a faixa 5 parece uma musica do Bom Jovi, porem cantada pela bruxa do mar !!!!! 
E a faixa 8, com tecladinho, afff .... 
Aiiiii, esqueci de comentar la em cima !! .....tambem não gosto de tecladinhos, ....ainda mais nesses tipos de som !! 
Ouvi este álbum, ...com certo sacrifício e já aviso de antemão, que ao contrario do BLS, este arquivo já apaguei em definitivo !!! 
Nota 3,0 e baixando ! 
Horrivel !!!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Black Label Society - Order Of The Black

O Álbum "Order Of The Black" da banda Black Label Society lançado em 2010, foi escolhido por The Magician para análise dos Metalcólatras.


Faixas: 1-Crazy Hore; 2-Overlord; 3-Parade of the Dead; 4-Darkest Days; 5-Black Sunday; 6-Southern Dissolution; 7-Time waits for No One; 8-Godspeed Hellbound; 9-War of Heaven; 10-Shallow Grave; 11-Chupacabra; 12-Riders of the Damned; 13-January.


  Phantom Lord
Porque ninguém resenhou este álbum ainda?
Será que caíram no sono durante a audição?

Black Label sempre me pareceu uma banda promissora que forjou uma identidade facilmente reconhecível de rock/heavy metal inspirada em trabalhos de Ozzy Osbourne e da banda Alice in Chains... Promissora a ponto de lançar umas músicas bem interessantes, mas álbuns, de certa forma, entediantes. 

Em minha opinião isto acontece com várias outras bandas, que eu e alguns outros metalcólatras taxamos de "banda de coletânea". Mas porque isto aconteceu com o Black Label Society? 
Não há uma fórmula mágica ou resposta definitiva que explique isto, pois no fim sempre será principalmente uma questão de opinião pessoal. Ao meu ver, o timbre limitado de Zakk Wylde e os artifícios de sempre nas guitarras são alguns dos fatores que condenam esta banda às "terras das coletâneas". 

Este álbum, até que chama atenção no início, principalmente das faixas 1 a 3. Depois surge uma balada, umas porradas, balada, porradas e balada, porradas e... ... Há algo muito dispersor neste álbum, e provavelmente em todos discos desta banda... Enfim, acho que já citei isso: o principal dispersor de atenção do Black Label Society é o vocal. 

Concluindo, ouvi o disco do início para o fim, do meio ao início, de trás para frente, aleatoriamente etc... E posso (re-) afirmar que as 3 primeiras músicas são as melhores do Order of the Black. 

1-Crazy Horse 7,7; 
 2-Overlord 7,3; 
 3-Parade of the Dead 7,4; 
 4-Darkest Days 6,2; 
 5-Black Sunday 7; 
 6-Southern Dissolution 7,1; 
 7-Time waits for No One 6,4; 
 8-Godspeed Hellbound 6,8; 
 9-War of Heaven 7,1; 
 10-Shallow Grave 6,3; 
 11-Chupacabra -; 
 12-Riders of the Damned 7; 
 13-January 6. 

 Nota Final: 6,5 

 P.S.: O fato mais interessante que posso citar na resenha deste disco é que após mais de 4 anos de blog, este é o "meu primeiro" 6,5...

The Trooper
3Complicado escrever sobre este trabalho. Ele está longe de ser ruim, mas também não pode ser classificado como bom. Nota-se a influência de Ozzy sobre Zakk Wylde, alguns trechos de músicas são cantados de forma muito parecida ao que Ozzy faz, e ele elevou a um novo patamar o gosto do velhinho por baladas, quebrando a regra mais importante do heavy metal: nunca coloque mais do que duas baladas em um álbum!

Além disso Zakk abusa da simplicidade dos riffs na maioria das músicas (ok, eu disse que gosto de músicas simples também, mas aqui, o guitarrista coloca um riff "megaestúpido" que chama outro, mas esse outro não vem. Com sorte, no meio da música ele bota outro riff louco, mas isso nem sempre acontece em Order of The Black). Essa falta de diversidade de riffs somada a falta de variação dos vocais torna o álbum cansativo. Talvez se OotB tivesse metade das faixas (cortando aí duas baladas como Darkest Days e Time Waits For No One), isso não acontecesse.

Enfim, é um álbum que dá pra ouvir de vez em quando. Destaque para Godspeed Hellbound (lembra um pouco A7X O.o), Crazy Horse (a melhor do álbum), às distorções em todas as faixas e à algumas letras muito boas.

Nota: \m/\m/\m/

p.s.: Order of The Black lembra um pouco Black Sabbath, Ozzy solo e rock clássico, mas falta contundência.

The Magician
Uma das minhas missões como Metalcólatra é trazer para a discussão do site bandas ou trabalhos que por um motivo ou outro tiveram grande repercussão para o público metaleiro em geral, e em cima dessas resenhas dar a possibilidade de explorar quais são, afinal, os fatores que influenciam para sua popularidade.

Fazer isso com grandes trabalhos do HM é entender um universo complexo formado de uma infinidade de partes, por completo, e é também um modo de oferecer uma compreensão sobre as várias abordagens dos gêneros do Metal. Foi por isso que fiz questão de colocar alguns exemplos de trabalhos respeitadíssimos aí fora, que poderiam simplesmente ser ignorados (por ignorância ou arrogância, ou os dois ao mesmo tempo) por alguns membros do blog; alguns exemplos: "Season in Abyss", "Black Metal", "In the Shadows", "Bloody Kisses", "Dream Theater", "Sonic Firestorm", "Brave New World"...

A bola da vez é Black Label Society (ou apenas BLS), a já famosa banda de Mr. Z.Wylde; e dá pra dizer sem medo de errar que o grupo de "Groove Metal" é um daqueles responsáveis (no sentido figurado) por tocar o bumbo para dar o ritmo ao Metal pós 2000. Ou seja, é de fácil aceitação que o BLS tem uma imagem muito bem retocada para o público Metaleiro comum, quando na maioria das vezes que empresta seus sons para abertura de outros shows ou para discotecagem de casas de Rock, é muito bem recebido, obrigado.

Além disso, está muito comum ultimamente trombarmos com o símbolo da banda estampado em camisas por aí... e por uma quantidade crescente de seguidores de Zack e sua trupe. Resumindo, no geral a banda é bem conceituada e vem recrutando novos fãs a cada ano.

Contudo, eu sempre tive dificuldade de conseguir uma análise aprofundada da qualidade real do BLS, e isso sempre me deixou curioso. De certa forma, ainda que estivesse conversando com caras que são realmente fãs da banda americana, eu não conseguia enxergar empolgação daqueles que comentavam seus trabalhos, é como se a impressão geral fosse: "BLS é muito louco... e só..."

Esse fato, e a informação de que "The Order of the Black" seria o trabalho mais consistente do BLS, resultaram naturalmente nessa postagem, que proporcionaria minha própria análise dos caras sobre o trabalho que mais carrega suas principais características. 

E lá estava eu depois de algumas horas pensando: "BLS é muito louco.... e só isso." Oras, riffs pesados e legais, vocal e assinatura de timbres instrumentais bem originais característico, baladas e faixas arrasa-quarteirão distribuídas, ótimos solos de guitarra, alguns refrãos cativantes.... qual poderia ser o problema do Black Label????

Fiquei meio decepcionado, pois me senti obrigado por um momento a dizer que BLS é muito bom, mesmo sem achar o álbum em questão muito bom, e pior ainda, sem ter uma "química" com o material apresentado que de uma forma estranha parece não ter "alma".  

Pois bem, ao ler as críticas dos membros do blog procurando por pontos que justificassem também minha própria crítica, só pude reconhecer impressões pessoais de cada um deles: "muitas baladas", "riffs estúpidos", "entediante"..., ou seja, nada que justificasse uma nota medíocre como =~6. Inclusive quase me rendi à seguinte expressão do post do Phantom Lord acima:

"Não há uma fórmula mágica ou resposta definitiva que explique isto, pois no fim sempre será principalmente uma questão de opinião pessoal."

Só que a sabedoria meu amigo, se alimenta do tempo... 

E o tempo (algumas semanas de reflexão e comparações) me fez perceber o problema do BLS. 

Zack Wylde é líder, compositor e criador do "Black Label Society", que conforme seus fãs (corretos nessas colocações) não se apropria de trabalhos já "impressos" em sua parceria com Ozzy, e muito menos percorre as tortuosas trilhas utilizadas por outros guitarristas virtuoses do passado, se afogando em um mar de solos de guitarra. Porém tudo na banda orbita ao seu redor em um universo "Zackiocêntrico", atuando sob um campo gravitacional onde os elementos seguem primeiramente sua voz, que puxa sua guitarra, que depois puxa todo o resto. 

E você ingenuamente me perguntaria: mas não deveria ser assim??? 

Claro que não!!!! Mustaine admitiu que o auge de seu trabalho começou após deixar de centralizar as coisas e libertar dos grilhões a criatividade dos demais membros à partir de "Rust in Peace", da mesma forma que Bruce Dickinson fez em "The Chemical Wedding". É à partir daí que nasce uma banda de verdade.

Destaques para "Parade of Dead" e "Riders of the Damned"

Nota 6,4 ou \m/\m/\m/.

p.s: Zack não deve ter percebido que a carreira de Ozzy foi um mega sucesso devido principalmente ao fato de ter deixado a criatividade de seus guitarristas voar sem restrições... 

Venâncio

Mano... legal mas chato, estilo musica de fundo...

5 pitus

Alterado 25/11/14 - Tá, me forçaram a escrever... Este álbum não passa de uma vitima da necessidade, antes de tudo essa obra é o ganha pão de pelo menos umas 50 pessoas (chutando)... assim temos uma obra que é ruim? não! é boa? não! está na zona de conforto de seus interpretes? sim! e ai reside a resposta do motivo de ser meia-boca.... ela não arrisca em nada e garante que o cliente não vá reclamar... uma obra vitima do medo... sentimento este transmitido pelos integrantes da banda ao decorrer do disco, e isso é justamente o que o afasta de ser algo mais

PS: não uso drogas





Hellraiser
3Bom, vamos la com a pequena resenha deste disco da banda comandada pelo gigantesco Sr. Wild. 
Eu gostaria muito de chegar aqui e escrever que essa audição mudou minha concepção sobre a banda, ....infelizmente não, ....mas no resultado final eu achei um álbum até que escutavel, .....e se caso isso serve como ponto positivo, ....não vou deleta-lo dos meus arquivos, ...mas ........ 
Sempre existe um ¨mas¨!!
O disco não empolga tanto, apesar de ter alguns sons até que bem legais, ...caso das faixas 2, 3, a otima 8 e a 12, ....alguns razoáveis, como as faixas 1, 5, 6 e 9, ...mas fora isso o ouvinte se depara com as tais ¨baladas¨, no caso as faixas de numeros 4, 7, 10 e 13 e a desnecessaria faixa 11, ...ai a coisa fica feia, ... 
poxa precisava de tanta assim ???? 
......esse cara grandão barbudo e com cara de mal, deve estar na fossa, ...só pode !!!!!!!!!! 
Um outro detalhe que na minha opinião não deixa o álbum ser melhor, é a voz do grandão la, ....uma certa copia mal feita do seu mentor Ozzy Osbourne, ..... 
lembra de mais a voz do Madman, e o frontman do Sabbath já não canta tudo isso, .... imagine a copia. Bom um álbum mediano, que poderia ser até um pouco melhor se o Zack Wild não fosse um cara romanticuzinho como descobri que é !! 
Destaque para a faixa 8 !!!! ( balancei a cabeça nela ) 
Nota 6,0

Metal Mercante
Ô cdzinho mais difícil de resenhar…
Primeiro vamos falar que estes últimos meses tem sido os meses do simulacro no Metalcólatras…Tem aparecido algumas cópias de coisas antigas, mas como todo bom simulacro, essas cópias nunca são tão boas como o original…

Falei um pouco sobre isso no meu post do Crystal Eyes, mas diferente do mesmo, desse aqui eu não gostei muito não…

Eu fico imaginando os gênios das gravadoras pensando…Pô, o cara tocou com o Ozzy, ele é muito bom, os fãs o adoram. Vamos montar uma banda com ele…Só que igual ao Ozzy…É o mesmo raciocínio que gera as continuações de filmes, expansões de jogos, spinoffs e etc. Faz um belo sentido financeiro, mas é muito comum em desagradar os fãs…

Alguém lembra de “Esqueceram de mim 3” ou “American Pie 4: Band Camp”??? Pô, fazer um Esqueceram de mim sem o Macaulay Culkin ou um American Pie sem o Stifler é a mesma coisa que essa bandinha, é um Ozzy sem Ozzy…Precisa ser no mínimo um DIO para se comparar (mas isso é uma discussão para outro dia…)

Existem alguns outros elementos que me incomodam que vão desde o vocal que me parece artificial demais (alguém que conheça mais música que eu pode, por favor, confirmar isso), as distorções das Guitarras e as músicas lentas. Consigo dar um destaque para Crazy Horse, só…

No final das contas esse cd não é ruim, ele é só extremamente mediano em todos os sentidos…

Nota 5,5

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Crystal Eyes - Killer

O álbum Killer lançado pelo Crystal eyes em 2014 foi escolhido para análise por The Trooper.

Faixas: 01-Killer; 02-Warrior; 03-Hail The Fallen; 04-Solar Mariner; 05-Forgotten Realms; 06-Spotlight Rebel; 07-The Lord of Chaos; 08-Dreamers On Trial; 09-Dogs On Holy Ground.



The Trooper
3Gamma Ray? Iron Maiden? Virgin Steele? Blind Guardian? Ed Guy? Afinal que banda é essa? Todas essas e nenhuma dessas. O Crystal Eyes parece ter feito um trabalho de colagem de diversos trechos da história do power metal neste trabalho. Mas peraí, com isso você quer dizer que este álbum é uma porcaria, certo? Errado! Ficou bom pra C@#$*&¨! 

Confesso que este foi o primeiro álbum que eu ouvi dos suecos, e eles estão no cenário desde 1992. Estava vasculhando os lançamentos de 2014 quando ouvi uma das faixas que acabou chamando a atenção (até aí, outras bandas também lançaram algumas músicas boas em 2014, Kaine, Evil Conspiracy, Flashback of Anger, Crosswind), a diferença de Killer para os outros álbuns que eu acabei ouvindo devido à alguma música boa, é que ele agradou faixa após faixa (com exceção talvez de Dreamers On Trial que é mediana), e vez após vez que eu ouvi o álbum. 

No fim o resultado foi esse, uma resenha e a aprovação deste metalcólatra que vos escreve. Destaque para o álbum todo fora Dreamers On Trial. 

Nota: \m/\m/\m/\m/

p.s.: ouvi algumas músicas mais antigas do Crystal Eyes e a diferença foi razoável, talvez devido à boa produção de Killer. 

p.p.s.: bem que a faixa Forgotten Realms podia fazer alusão ao meu cenário de campanha favorito.

Hellraiser
3Bom vamos a resenha desta obra sugerida pelo Trooper, ..... confesso que quando leio a palavra `` Power `` já me vem a mente, rebeldes sem causa, com cabeleiras louras e longas, curtidores das sagas Senhor dos Aneis, Harry Poter, e Como Treinar seu Dragão, ....querendo serem maus mas fazendo Metal super alegre. 
Meu gosto pelo Power Metal é bem diferente dos outros colaboradores daqui, ...considero o Walls of Jericho do Helloween o melhor álbum deste estilo, ... e por que ?? Por que não é alegre, ...é pesado, agressivo, rápido, cru e brutal !

Mas vamos ao Crystal Eyes, que na verdade foi até que bem aceito nas minhas audições, pois não tem refrões alegres a la Balão Magico. O som é até que legal sim.......o vocal é bom ( quando não exagera ) e o instrumental é muito bom também, MAS.....existem VARIOS trechos de musicas de outras bandas incluídas em suas musicas. 
Até parece mensagens subliminares, a quantidade de trechos já manjados por outras bandas me impressionou, acho até que isso foi proposital, ...não chego a citar a palavra `` plagio ``, ...mas acho que tiveram a intenção de chamar a atenção com isso, mas então vamos por partes: 

A musica que leva o nome do disco – Killer, tem um instrumental bem legal, ...apenas achei estranho o refrão, ...não é alegre, é apenas estranho. 
Warrior – talvez a melhor do disco, ...porem é Iron Maiden em quase toda sua essência, ...se pode achar mais de uma musica do Iron incluida nesse som.....quase um medley da Donzela. 
Hail to Falen – Que gritinhos são esses ??????? .....e pra piorar, essa alternância de vocais, a la King Diamond não me agradou em nada, afff ....a musica até que tem uma levada legal, bem ao estilo Randy Rhoads e Ozzy, .....tem um refrão diferente também, ...mas esse até passa meio que de boa. 
Solar Mariner – som legal, refrão chato, ...ahhhh ia me esquecendo, ....um pouco mais de Iron Maiden para os ouvintes ! 
Forgotten Realms – baladinha meio chata, ...e refrão a ser cantado todos com mãos dadas, balançando de um lado para o outro,......porem depois ela até que fica com uma levada mais legal. 
Spotlight Rebel – som legal, ..... mas logo se torna uma musica do Scorpions ( também ? ) sim !! Scorpions também encontramos aqui, ....... tanto no decorrer, quanto no refrão. 
The Lord of Chaos – agora eles chutaram o balde de vez !!!!!!!!!!.......alguem avisa pra eles que esse rif é da Back in the Village do Iron Maiden, por favor !!!!!!!!!!!!!....isso sim é quase um plagio !! 
Dreamers on Trial – baladinha bem chata, ( já não sou fã de baladas ). 
Dogs on Holy Ground – outra musica que os riffs te fazem lembrar da dobradinha Ozzy/Rhoads, ( I Dont Know )......porem com mais um refrão a la Queensryche. 

Nota-se fácil também a influência do Queensryche nos sons, ..embora esse sem aparecer tão notoriamente. Os grandes pontos positivos são a produção do disco, a belíssima capa, e o CD curto, de apenas 09 faixas, pra não ficar muito cansativo ao ouvinte. Bela tentativa de expor suas influências, conseguiram. 
Nota 6,95 

Phantom Lord
De volta ao metal-blog mais "devagar e sempre" da internet... 
Cristal Eyes é mais uma novidade em meu repertório. 
O álbum Killer abre com a faixa título, que logo de cara, como o Trooper citou, lembra os trabalhos de diversas outras bandas. Mantendo a boa qualidade, a faixa 2, Warrior traz mais lembranças de bandas "clássicas" do heavy metal, (como Iron Maiden citado por Helraiser)... Em minha opinião, a faixa 3, Hail to the Fallen mostrou pitadas de Virgin Steele, Hammerfall e até de Massacration nos tons mais forçados e quase desafinados que o vocal alcança. 
No decorrer do álbum podemos notar similaridades com Helloween, Tyr e provavelmente outras zilhões de bandas que devem ter servido de inspiração para este trabalho... Mas apesar de semelhanças aqui e ali, praticamente não há cópias baratas neste álbum: Além de mostrar criatividade, a qualidade instrumental, vocal e de produção são inquestionáveis. Heavy metal é isso, é música! 
Como já citei, em alguns breves momentos o vocal exagera nos agudos, mas nada que comprometa severamente a qualidade do álbum... Não há muito o que acrescentar, pois eu correria o risco de transformar minha resenha numa mera babação de ovo. Ouçam e tirem suas conclusões, pois para mim, este álbum de heavy/power metal não é espetacular, mas é definitivamente bom. Ponto. 

 Killer 7,8; 
 Warrior 7,0; 
 Hail The Fallen 7,8; 
 Solar Mariner 6,6; 
 Forgotten Realms 6,9; 
 Spotlight Rebel 7,3; 
 The Lord of Chaos 6,1; 
 Dreamers On Trial 7,0; 
 Dogs On Holy Ground 7,7 

 Nota Final: 7,13... Mas arredondo para 7,1

Metal Mercante

E mais uma vez aqui no blog temos uma banda velha conhecida de todos: Gama Ray


#sqn

Minha primeira vontade com esse cd era meter aquela minha velha etiqueta de “Metal Genérico” e partir para o próximo álbum, afinal estamos todos de saco cheio de bandinhas aleatórias que tentam se destacar andando exatamente nos mesmos passos de outras bandas já consagradas.

O maior problema é que estamos na quarta ou quinta iteração do Metal e cada nova iteração as bandas competem por uma fatia ainda menor dos ouvintes. Vou tentar brevemente explicar o que é isso que chamo de iterações.

1° - Os Deuses (Black Sabbath, Led, Deep Purple, Judas Priest...)

2° - Os semi-deuses (Iron Maiden, Metallica, Megadeth, Manowar, Helloween, Blind Guardian Savatage, e provavelmente algumas bandas de Death Metal que eu não conheço tão bem...)

3° - Os mortais (aqui já começam as papagaiadas de misturar gêneros e criar trocentos subgêneros – não vou nem citar essas bandas - ou simplesmente pegar algo que já foi feito em algum momento e espremer até a última gota como por Exemplo Hammerfall, Majesty, Gamma Ray, Angra, Iron Savior, Sonata Arctica, Edguy, Iced Earth, Nightwish, Rhapsody...)

4° Os millenials (As bandas que surgiram depois de 2000, geralmente essas bandas derivam de alguma banda que derivava dos deuses ou semi-deuses, como Persuader, Savage Circus, Alestorm, Cage, Dragonforce e por aí vai...)

5° Os impuros (As bandas que derivam da banda que derivava do derivado...bem, vcs entenderam...O nosso melhor exemplo no blog aqui é Crimson Shadows)

Refletindo um pouco sobre isso me parece que cada iteração é mais numerosa e mais frágil que a anterior, algumas bandas até conseguem fazer um belo som, mas a maioria delas toca algo que já ouvimos no passado, o que faz com que cheguemos no ponto em que está Crystal Eyes, tenho certeza que já ouvi essa banda, nada nela é novo, nada nela é ousado, nada nela me é estranho...

...talvez por isso eu tenha gostado (um pouco), passei o fim de semana inteiro cantarolando esse álbum

Obviamente não somos tolos, sabemos que repetição e previsibilidade são fundamentais para se gostar de uma música e Crystal Eyes tem muito disso, é previsível, é repetitivo, é familiar, mas de uma maneira que todos aprendemos a gostar, afinal se você chegou até aqui na sua leitura, também ouviu Halls of Jericho, Keeper of the Seven Keys I e II, Sigh no more, Insanity and genius, Power Plant, Land of the Free, Heading for tomorrow, no world order e por aí vai...

Nota 6,5

The Magician
Bom álbum no geral. O grupo distribui entre as 9 músicas diferentes tipos de composições que refletem o gênero tradicional do Heavy Metal, com destaque para a versatilidade dos vocais que se performam em no mínimo quatro diferentes abordagens, e para estruturas das músicas montadas nas guitarras, que se não são inspiradas pelo menos se apresentam firmes e contundentes.
 Procurei em cada faixa uma característica estrutural que encaminhasse o som para o estilo Power Metal mas não encontrei, por isso na opinião desse crítico não se trata de um "subgên" e sim de Heavy Metal em estado puro e concentrado.
Um dos pontos altos do disco é que a banda procura alternar a estrutura rítmica dos sons, além de apostar na rápida extensão do conjunto de músicas (de apenas 38 minutos), e esse formato de "Killer" é uma grande contribuição para a aderência do trabalho.
Como citado pelo Hellraiser, destaco a produção geral da obra, dos efeitos dos instrumentos à mixagem, e também achei a equalização ótima, já que não existem linhas sobressalentes.

Destaco os sons "Hail the Fallen" e "Forgotten Realms", que durante as 15 audições que fiz sobre esse trabalho, foram os responsáveis por me puxar para "dentro" do disco quando eu começava a me dispersar.

Agora... não teve UM santo nesse blog que não citou as referências da banda e algumas passagens que podem muito bem ter sido importadas de outros trabalhos. 

E, de fato, é muito óbvia a influência do Iron Maiden (por exemplo) sobre o grupo, com as duas primeiras faixas trazendo algumas partes que são praticamente simulacros de clássicos dos ingleses (a base do solo de "Killer" lembra a base do solo de "Aces High" e ao escutar o refrão de "Warrior" não tem como não se lembrar de "Prisioner"), sem contar Ozzy, Scorpions e outros já citados nas demais resenhas.

Mas oras bolas, se é diferente, é uma bosta, se é igual, é plagio???? 

Esse ponto paradoxal do Heavy Metal - que pode ser considerado um dos "nós" da forca do Metal, já foi discutido aqui por alguns Metalcólatras, mas sempre de forma leviana e sem objetividade, com conclusões sempre ranzinzas dos membros-críticos; e aquele que talvez mais tenha dissecado o tema fui eu com dois destaques: 

1 - na resenha do Dream Theater, onde comentei sobre a limitação da estrutura musical por uma baliza matemática que pode inibir a criatividade; e

2 - na resenha do Kings Among Men do Crinsom Shadows (que disseram alguns que não escrevi nada com nada), onde afirmei que ou a banda se mete nas pirambeiras dos subgens extremos, ou aceita ser uma cópia medíocre de tudo que já foi inventado.

Com o subsídio dessas duas resenhas dá pra propor uma conclusão através de uma terceira reflexão sobre o Metal: 

Já que é quase um consenso que o Metal nasceu na sequência mágica de três notas da música "Black Sabbath" (particularmente gosto de citar também o desfecho do intervalo menor da base de "NIB", com redução de meio ou um tom, que pode ser identificado em outras estruturas de músicas simbólicas do Metal, como Enter Sandman ou Black Number One, por exemplo), onde Iommi evocou a nota do capeta - a 5a bemol ou o "trítono", proibido em uma época onde a igreja tinha poder sobre a estrutura da música - e mudou a história do Rock, é muito lógico afirmar que por mais que esse núcleo fundamental seja desenvolvido ou enriquecido com outras influências, uma hora ele será inevitavelmente desgastado ou saturado.

Graças à sequência mística dessa música os membros do Sabbath ganharam muita fama e dinheiro, mas principalmente, forneceram muito mais fama e muito mais dinheiro para aqueles que seguiram sua fórmula...... só que uma hora a fonte acaba. Talvez seja como alguns dizem, e Iommi (o próprio tinhoso) já tenha coletado o número suficientes de almas para sua coleção.

Nota 7,1, ou \m/\m/\m/\m/.






segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Whitesnake - 1987

O álbum "1987" lançado pelo Whitesnake em 1987 foi escolhido para análise por Phantom Lord.



Phantom Lord
Ao meu ver o Heavy Metal é um gênero musical pertencente ao estilo musical do Rock, que dentro de uma "árvore filogenética" poderia ser chamado de família do Rock, porém o termo Rock possuí diversos outros gêneros e por isso é muito amplo para classificar músicas. Isto explica a criação de "zilhões" de gêneros e sub gêneros (que eu chamaria de espécies) musicais dentro desta "família" musical. Se formos aplicar o termo Rock para classificar as músicas das bandas The Beatles, The Rolling Stones, Cream, Deep Purple, Nazareth, Creedence, Queen, Kiss etc... Já poderemos ver diferenças enormes entre os trabalhos classificados em um mesmo estilo. Imagina classificar Sepultura, The Beatles, Angra e Ramones num mesmo grupo (ou rótulo) musical... Não dá. 

 Digamos que o Rock já era dividido em gêneros antes do surgimento do Heavy Metal: Rock and Roll, Psychedelic rock, Punk Rock, Progressive Rock, Hard Rock etc... Um dos estilos mais influentes no Heavy Metal foi o Hard Rock, (vide Def Leppard, Saxon, Armored Saint, entre outras bandas) e talvez isto explique porque em meados dos anos 80, o Hard se popularizou tanto, se tornando um turbilhão cintilante denominado de Glam Rock que tragou diversas supostas bandas de Heavy Metal! Nos anos 80 podemos ver diversas bandas de Hard Rock e de Heavy Metal, que se afundaram no movimento Glam em busca de sucesso e grana, como: Saxon, Virgin Steele, Def Leppard, Van Halen etc. Mas o que define os gêneros musicais e seus respectivos sub-gêneros? 

Bom, estamos falando de música, então primariamente temos que considerar elementos musicais: No caso do Glam, podemos notar estruturas musicais simples, com momentos de complexidade reservados aos solos de guitarra, produção dos discos (mais comerciais / pop?), os sintetizadores / teclados, bateria que soa "eletrônica" etc. (Creio que tal levantamento de dados seja tarefa para supostos músicos do blog). Secundariamente podemos considerar os temas, letras de música e talvez o visual das bandas. No glam dos anos 80, os temas eram óbvios: Amor / romance / chifradas / sexo / putaria etc etc. 

Finalmente chegando ao álbum, pergunto, se várias bandas de Hard e Heavy se afundavam neste novo gênero um tanto momentâneo (o Glam foi mera moda de um modo geral), porque alguma banda faria um caminho praticamente invertido? Netsa época o Whitesnake lançou o álbum 1987, escolhendo se aproximar do Heavy Metal no que se diz respeito aos elementos muicais: estruturas musicais mais complexas, solos virtuosos e distorção pesada, (comparando com seus trabalhos anteriores e com outras bandas de Hard Rock). Porém o tema de suas músicas continuaram o mesmo de sempre: "Love". 

 Críticos de música da época (como Allmusic etc) classificaram o álbum 1987 como um híbrido de Hard Rock e Heavy Metal. E para o Whitesnake este álbum foi um sucesso comercial absurdo, superando até mesmo seus dois discos antecessores (Saint n Sinners e Slide it In que continham vários clássicos da banda) mesmo cedendo um pouco do estilo Hard Rock da banda ao Heavy Metal! 

Particularmente, demorei vários anos para apreciar a sonoridade de algumas músicas do Whitesnake, isto porque eu devia ser um moleque metaleiro metido a "true" como o Mercante é até os dias de hoje, mesmo sem saber o que está ouvindo. Mas falando do meu colega Mercante, uma vez quando ouvimos uma música do Whitesnake numa estação de rádio entre 2002 e 2004 ele me disse uma verdade: o Whitesnake poderia substituir mais da metade das palavras Love de suas músicas por Kill ou Hate. Daí talvez o Whitesnake passasse a ser uma "baita banda de Heavy Metal"... Vai saber né, o Whitesnake já até lançou capa de disco com arte de mulher nua a lá Manowar, talvez com uns pequenos ajustes este álbum ficaria melhor do que muitos outros de bandas "troozonas":



 Ainda aproveitando a sessão de alfinetadas, relembro os leitores aqui, que se o Mercante se recusar a entender a "metalização" deste disco do Whitesnake, provavelmente o Magician, um músico frustrado condenado ao mundo corporativo e viciado em produção musical e distorções de guitarra pós oitentistas, deve concordar que o 1987, ao menos, é bem mais heavy metal do que o Fighting the World do Manowar lançado no mesmo ano. Na verdade, creio que o Magician afirmará que o 1987 é "mais heavy metal" do que o Stained Class do Judas Priest, afinal ele nem deve ter escutado os álbuns do "truzíssimo" Manowar gravados entre 83 e 88. 

 Finalizando a resenha, destaco a porrada na orelha Children of the Night, a regravação metalizada da Crying in the Rain e a virtuosa Still of the Night. Os pontos fracos ficam a cargo das nada "metalizadas", mais lentas / pops e/ou "Glamourizadas": Is This Love e Dont Turn Away. 

 "Crying in the Rain '87" 8,1 
"Bad Boys" 8,0 
"Still of the Night" 8,8 
"Here I Go Again '87" 8,0 (ainda bem que o teclado fica ofuscado depois dos 1:00...) 
"Give Me All Your Love" 7,8 
 "Is This Love" 6,8 (hit de consultório, via estações de rádio como a Alfa FM...) 
"Children of the Night" 8,2 
"Straight for the Heart" 7,6 
"Don't Turn Away" 6,0 

 Nota Final: 7,7

The Trooper
3Vai ser difícil avaliar este álbum, por ser temático, e por ser uma temática que se encaixa em momentos específicos, pior, este álbum é de uma BANDA temática. Mas vamos lá, abordando primeiramente a temática: amor, o Whitesnake foca totalmente nessa temática, e eu acabei de afirmar que essa temática se encaixa em momentos específicos. Até aí, tudo bem, como citei em outras resenhas, como a de Chaos AD ou a do Demons & Wizards, às vezes você quer ouvir um som apropriado para aquele momento. Para mim entretanto tenho que afirmar que eu já ouvi mais Whitesnake, mas foi uma banda que eu fui ouvindo menos, menos e menos, e hoje se encontra quase no ostracismo das minhas seleções.

E o motivo não é só a temática com letras melosas, ao contrário do que o Phantom afirma, eu não vejo essa ligação óbvia com o heavy metal, ainda mais o flerte propriamente dito. Sim, o guitarrista esmerilha nos solos de guitarra, muitas das músicas aceleram bastante o ritmo, mas não é o bastante. Parece que as distorções escolhidas e mais ainda, a produção do álbum, foi voltada para focar nos vocais (e portanto letras), vocais aliás, de boa qualidade, mas mesmo assim, para mim, este é um trabalho totalmente hard rock, e não um hard rock de farra e putaria como Guns ou AC/DC, mas um hard rock meloso. 

Enfim, não há como negar a qualidade do trabalho em questão, mas você tem que estar no pique para ouvir. Estando no pique, meu destaque vai para Still Of The Night, Here I Go Again e Is This Love, músicas realmente grudentas e de qualidade superior ao restante do cd (que não é ruim, mas fica um pouco abaixo). 

Nota: \m/\m/\m/\m/ 

p.s.: Para mim, Whitesnake sempre terá uma enorme semelhança com Van Halen, então, se você curte muito um desses, já recomendo automaticamente o outro.



Hellraiser
3Eu acredito que sempre que escutamos pela primeira vez um álbum de uma certa banda, esse álbum ganha uma certa posição de destaque na sua vida, …...comigo foi assim com varias bandas, …...e com o Whitesnake não foi diferente. Minha primeira audição inteira de um disco deles foi com o Saints and Sinners, o que pra mim é um otimo disco de puro Hard Rock, ...cru, simples, direto, mas com as melodias e os LOVES sempre presentes nos discos deles. Isso aconteceu por volta de 1985, quando tinha conhecido a banda pelo Rock in Rio e estourou aqui o maravilhoso álbum Slid it In de 1984, o qual realmente trouxe a banda ao verdadeiro mainstream, repleto de sucessos, e que pra mim, são os dois melhores discos da Cobra Branca, esse ultimo com um pouco mais de peso, distorção e boas melodias do grande John Sykes, …. ai temos um disco sequente ( que vou pular por enquanto ), e vem o terceiro ( pra mim ) melhor disco da banda, o altamente trabalhado Slip of the Tongue, que conta com nada mais nada menos que Steve Vai na guitarra e ainda o tambem talentoso Adrian Vandenberg, sem contar os mestres Rudy Sarzo e Tommy Aldridge ( que time hein ), o que se transformou num álbum ( alem de comercial tambem ) muitissimo trabalhado e com boas doses de peso ( vide faixa titulo, por exemplo e a maravilhosa Judgment Day ), ...ai voltamos ao trabalho de 87, ….o ( tambem ) altamente comercial Whitesnake 87 ou apenas Serpens Albun, que tem algumas coisas boas e pesadas como Still of the Night, Children of the Night, Bad Boys, a super conhecida Give Me all your Love Tonight, presente nas ( ainda liberadas ) propagandas de cigarros pra esportistas. Ai temos os pontos fracos ( e bem fracos ), …..as super mega extrema hyper mela cuecas Is this Love e Dont Turn Away, e as duas pessimas versões para as classicas do Saints and Sinners, Crying in the Rain e Here I go Again, totalmente sem graça, o que pra mim, já não aconteceu com a versão de Fool for your Loving do Slip. Nota 6,3

The Magician
Para mim o Whitesnake é uma daquelas bandas detentoras de um assento acima do bem e do mal, seus diversos trabalhos geraram muito mais do que 4 ou 5 clássicos para uma geração. A banda de Mr. Coverdale na verdade ajudou a dar contorno à uma época inteira do rock'n roll, e se tornou uma das protagonistas do verdadeiro Hard Rock, que durante os anos 80 foi elevado em níveis absurdos de popularidade.

Essa peça em exposição - o disco Whitesnake 1987 - é uma das generosas contribuições para a década oitentista e sua voluptuosa (melhor palavra que encontrei para ilustrar a musicalidade libidinosa e contagiante daquele movimento e época) manifestação do Hard Rock, sendo que não é exagero dizer que diversas de suas músicas foram tocadas exaustivamente nas rádios de todo planeta. 

Neste trabalho residem clássicos impagáveis como "Bad Boys", "Give me All Your Love", "Children of the Night", a progressiva e pesada "Still of the Night" (dedo de Blackmore) e a mais emocionante canção do eixo rock/metal de todos os tempos "Is This Love"... tá bom pra você? 

Não tem muito o que adicionar, as músicas são espetaculares com Sykes distribuindo partes inspiradas de composições de guitarras por todo o álbum enquanto Coverdale desfrutava de seu melhor momento como vocalista. O ponto fraco é que os teclados podem ser encarados, ao escutarmos o disco nos dias de hoje como datados e meramente ornamentais, sem contribuição real às melodias, mas era uma imposição da época.

Obviamente dentro de um panorama super comercial o Whitesnake não poderia deixar de ser parte da estratégia da indústria milionária da música, e isso se reflete nas revisões das já mega populares "Here I Go Again" e "Crying in the Rain", pra mim desnecessárias no álbum, embora eu não ache que aqui sejam versões desastrosas das originais. O fato é, que embora os produtores da época tenham despejado muita porcaria no público geral durante os anos 80, no caso do WS havia muita gente competente envolvida com a banda. O maior motivo talvez, seja o fato da envergadura de Coverdale como ex-Deep Purple, o que lhe rendeu ótimas formações de bandas ao longo da sua carreira capaz de causar inveja em qualquer super seleção musical do rock (Steve Vai, Doug Audrich, Rudy Sarzo, Ian Paice, Cozy Powell, Tommy Aldridge, John Lord foram membros do WS.... , só pra citar alguns nomes).  

Fora o Curriculum, David C. foi (e ainda hoje é surpreendentemente capaz) um dos melhores vocalistas da história do Rock'n Roll, na minha lista particular ocupa um lugar entre os cinco melhores de todos os tempos. 

Nunca escondi de ninguém meu gosto pelo Hard Rock, e já repeti diversas vezes nesse blog que o Hard Rock é o "coração do Rock Roll" se manifestando da forma mais expressiva possível, ou seja, Rock espremido até sua última gota. Digo isso porquê vejo no Hard Rock a interpretação do rock clássico com menos blues e muito mais distorções, swing e técnica (vocal e instrumental), ao tempo que o estilo não chegou a modificar a estrutura rítmica de forma traumática como o Heavy Metal fez.

Você pode até achar que o Whitesnake não tem nada a ver com Heavy Metal, mas não foram poucos Metaleiros que se inspiraram em Coverdale, Sykes ou Vanderberg quando gravaram suas próprias obras, e sob um certo ponto de vista o Trash e o Death Metal nasceu como um contra-movimento do Hard Rock comercial daqueles anos...  sem HR sem Metal Extremo (?).

Nota 8,2 ou \m/\m/\m/\m/.

P.S1: Certa vez fui ver o WS em uma casa de shows extremamente lotada em SP. No momento apoteótico da apresentação, dentro da casa completamente apagada e iluminada apenas pelas luzes dos isqueiros e celulares do público, David Coverdale irrompe o silêncio com sua doce voz aveludada, com a frase inesquecível:

" - São Paulo....................................................... Amor!"

E então despertam os primeiros acordes de "Is This Love". 

O público obviamente foi a loucura, e presenciei muito tiozão motoqueiro e barbudo soltar a franga.

P.S.2: Momento inesquecível, mas como um bom Metalcólatra observei tudo isso isento à qualquer emoção...

P.S.3: Ainda bem que usamos os alter-egos no blog.......  

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Metal Church - Metal Church

O álbum Metal Church da banda Metal Church, lançado em 1984, foi escolhido por Hellraiser para análise.
Formação : David Wayne - vocals Kurdt Vanderhoof - guitarra Craig Wells - guitarra Duke Erickson - guitarra baixo Kirk Arrington - drums

 Musicas : "Beyond the Black" - 6:23 "Metal Church" - 5:03 "Merciless Onslaught" - 2:54 "Gods of Wrath" - 6:41 "Hitman" - 4:39 "In the Blood" - 3:31 "(My Favorite) Nightmare" - 3:12 "Battalions" - 4:53 "Highway Star" - 4:39

  Hellraiser
3 Bom, pra quem me conhece, com certeza já imaginaria que para o meu primeiro post no blog eu escolheria alguma coisa dos anos 80, ou alguma banda de Thrash Metal, ....pois é, então resolvi juntar as duas coisas, rsrsrs, e pra começar escolhi logo de cara um álbum que ja foi tido como um dos melhores debuts de Thrash Metal já lançados na década de 80, ao lado de Kill´Em´All, Show no Mercy e outros..... 

 Antes um pequeno resumo: O Metal Church não alcançou o mainstream como seus companheiros da Bay Area, como Metallica, Slayer, Anthrax, Megadeth, etc..... talvez por que quem não o conhece pense que se trata de uma banda extremamente pesada, mas nada mais é que um Thrash carregado de Heavy Metal.......porem entre os curtidores da época, sempre foi uma banda muitíssimo respeitada, lançando ótimos trabalhos. Teve algumas trocas de integrantes, inclusive 3 vocalistas passaram pela banda, David Wayne que canta neste disco faleceu em 2005 por causa de um acidente de carro ( ele já havia saído e retornado a banda ) e o único membro da formação original é o guitarrista Kurdt Vanderhoof, inclusive ano passado vieram ao Brasil no Live and Louder ! 

 Bom sem mais delongas vamos ao disco, que pra mim já começa com uma das melhores musicas de Thrash Metal, um instrumental maravilhoso e muito bem trabalhado se encontra nessa faixa de abertura, a Beyond the Black, que tem ótimas trocas de ritmos e chega a ser mais pesada no começo e depois mais rápida na segunda parte, mas já mostra uma banda extremamente competente e talentosa, e faz dessa musica um som digno de abertura de um disco de Metal, não ficando atrás de nenhum outro lançamento de qualquer outra banda !! Pra quem queria dar uma respirada, infelizmente o álbum não proporciona isso e já entra de cara na segunda faixa... A faixa titulo é um desfile de cavalgadas na guitarra, peso, muito peso, técnica, e um refrão fácil fazem com que vc se lembre dessa musica na hora do seu banho, matinal ou noturno. Vale ressaltar novamente o trabalho instrumental, presente na faixa titulo também. Merciless Onslaught é uma pura paulada instrumental, Thrash Metal direto, rápido e pesado e com uma banda super afinada ! Gods of Wrath chegaria a ser quase uma baladinha, começa tranquila, porem tem seus momentos mais agitados, alternando em partes mais tranquilas, com partes mais altas e agitadas, a musica acaba não se tornando chata ( uma vez que não gosto de baladas ), David Wayne põe seus pulmões pra funcionar, e ai no geral, a musica acaba se tornando até muito agradável. Passamos para o que seria o Lado B do Vinil de 1984, Hitman, um som mais rápido, gostoso de ouvir, riffs fortes, musica direta e novamente mostrando uma banda muito competente. In the Blood, mais cadenciada um pouco, e Wayne mostrando algumas notas altas novamente, musica com uma levada bem interessante. ( My Favorite ) Nightmare mostra mais uma vez muita criatividade de uma banda que nunca se prendeu apenas em altas velocidades comum no Thrash, e fazia ( e faz ) musicas com muita qualidade e com uma sonoridade bem unica, e além dos vocais de Wayne e da dupla de guitarras, uma cozinha extremamente competente se mostra presente ! Battalions talvez um pouco mais suave musicalmente, porém com velocidade, lembrando alguns Heavy Metal épicos, mas sem deixar a peteca cair em nenhum momento, e com ótimos duetos dos guitarristas ! A ultima musica é um cover de Highway Star do Deep Purple e confesso que, alem de não gostar de covers em álbuns, poderiam ter deixado ela fora, pois também não me soou agradável aos ouvidos, sendo aí, pra mim, o único ponto negativo desta obra ! Fiquem a vontade, ouçam sem moderação, e tirem suas próprias conclusões ! 

 NOTA 9 ( e subindo a cada audição )  


The Trooper
3Antes de mais nada vou deixar bem claro que achei o álbum de lançamento do Metal Church um trabalho muito bom, instrumentalmente falando, acima da maioria dos trabalhos de estreia que conheço. O mais difícil foi me acostumar ao estilo goblin metal do vocalista, o que começou a acontecer lá pela quarta vez que ouvi o álbum, embora minha opinião sobre ele não tenha mudado: não curti.

Creio que o Hellraiser fez uma resenha muito esclarecedora, então para diferir um pouco, irei voltar à polêmica que iniciei na resenha do Legacy (e que deve ter rendido infinitos xingamentos à minha pessoa). 

Dessa vez, após ouvir Metal Church algumas vezes (principalmente no celular, o que é injusto, pois dá uma sonoridade inferior a um aparelho se som de verdade) resolvi tocar faixa à faixa, ordenadamente, as músicas de Metal Church, Killing Is My Business ... and Business Is Good! e Kill'em All, e analisá-las comparativamente. Isso pode resultar em uma boa batalha de bandas, vamos lá:

Round 1 - O Metal Church começa muito bem com Beyond the Black, a faixa tem a maior influência de Black Sabbath das três iniciais, na minha opinião, o vocal decepciona quando entra. O Megadeth começa da maneira mais brutal possível em Last Rites/Loved to Death, de longe, a mais agressiva das três, entretanto, para mim, o mais brutal, não quer dizer o melhor, o vocal é tosquíssimo, mas a velocidade dos guitarristas é o ponto forte. O Metallica começa com agressividade próxima à do Megadeth, com a diferença que deixam o guitarrista solar loucamente apenas no minuto final da música, o vocalista também é bem toscão, como ponto positivo para os conservadores, é a música que mais segue o modelo mais comum de construção de músicas.

Round 2 - Metal Church lança a faixa homônima ao álbum, com uma letra tosca, digna de Manowar, uma sonoridade sabbathiana/venominiana, muito interessante a bateria lenta com guitarras rápidas. Mustaine ganha o prêmio de mais doidão novamente, ele teve a pachorra de deixar o solo de guitarra por cima de sua voz enquanto cantava o refrão da música homônima ao álbum, entretanto dá pra sentir um toque de genialidade nessa faixa. O Metallica não merece muito crédito pela faixa The Four Horsemen, afinal o criador original foi o Mustaine, mas esses riffs tocados nas duas guitarras são um arregaço, para completar, o baixo ficou bom, muito bom mesmo, essa música é uma obra-prima.

Round 3 - Merciless Onslaught é instrumental, um grande ponto positivo, já que os vocalistas dessa época gostavam de estragar músicas, é a música mais thrash até agora, o que é estranho para uma música instrumental. The Skull Beneath the Skin mostra de onde saíram os riffs iniciais de Metallica/Megadeth, o destaque é para o baixista-monstro que acompanha as sandices de Mustaine com esmero. A entrada de bateria de Motorbreath é o destaque, a música é rápida e pesada, mantém o ritmo do álbum depois de ter destruído tudo na faixa anterior.

Round 4 - A obra-prima do Metal Church, Gods of Wrath mostra que o vocalista é o melhor das três bandas quando quer cantar de verdade e não se comunicar com goblinóides, baixo, solos de guitarra, alternância de ritmos, tudo perfeito. Rattlehead é outra bifa de Mustaine, na pegada das outras anteriores. Mais uma faixa alienígena do Metallica, Jump In the Fire é outra obra-prima, que diabos de riff é esse?

Round 5 - Hitman é mais uma faixa de thrash, o baixo lembra Motörhead, boa porrada dos caras (alguém copiou esse riff deles não? Tenho a impressão de ter ouvido algo parecido em outra música). Chosen Ones é mais uma música onde o Mustaine encaixa solos loucamente, mas ela tem um ritmo bem legal, linha de baixo bacana. (Anesthesia) Pulling Teeth é a faixa instrumental mais inovadora, a contribuição criativa de Cliff Burton para o Kill'em All, bem legal para uma música onde o instrumentista toca praticamente sozinho.

Round 6 - In the Blood é um metalzão básico, tá dentro da média de faixas legais de metal. Looking Down The Cross é cadenciada, possui uma estrutura bem interessante, os solos malucos de guitarra estão sempre presentes. Whiplash é uma porrada a la Megadeth, nas breves pausas das guitarras trovejantes a bateria aparece com os tons.

Round 7 - Nightmare começa com peso e velocidade, é uma pena que é a faixa em que o vocalista mais tende para o goblin comunication, uns riffs bem legais aparecem no meio da música. Mechanix é basicamente a versão primitiva de The Four Horsemen, obviamente muito boa, mais rápida, entretanto, não sei se é devido a produção, mas a versão do Metallica é muito mais pesada, a letra do Mustaine também é muito mais tosca. Phantom Lord é uma porradaria bem rápida com a letra bem legal (pra mim, é claro, deve ter gente que acha um lixo), o trecho lento se tornaria uma marca do Metallica.

Round 8 - Batallions lembra um pouquinho Iron Maiden no início, o vocalista manda bem por um breve momento até oscilar para os gritinhos goblins. Megadeth se cansa da luta e manda um cover alterado que acaba sendo proibido pelo compositor original, um rockão que acaba se parecendo com o restante do álbum nas partes aceleradas. No Remorse parece ser uma música mais simples, mas possui alguns riffs interessantes, e embora a bateria apresente alguns trechos legais com a caixa, em outros ela é meio tosca.

Round 9 - No fim de suas forças, o Metal Church apela para o cover de uma das maiores músicas do rock, Highway Star, não estraga a original, mas fica longe de superá-la. Mustaine está no chão, babando. O Metallica vem justamente com Seek & Destroy, que diabos de riff é esse (2)?

Round 10 - Com os adversários no chão, ainda dá tempo de fazer um bate-cabeça com Metal Militia, boa música para abrir rodas em shows.

Enfim, Metal Church é um álbum de estreia muito bom, não deve nada para as chamadas bandas "mainstream", se eu fosse um manager de grande gravadora contrataria as três bandas. Acho Metal Church superior ao Killing Is My Business, mas Kill'em All ainda é uma monstruosidade por metade do cd ser um absurdo e a outra metade muito boa, mas daí é porque eu sou um fanático creeper, certo Mercante?

Meu destaque no trabalho do Metal Church vai para Beyond the black, Merciless Onslaught e Gods of Wrath.

Nota: \m/\m/\m/\m/

 
Megadeth/Killing is My Business
Metallica/Kill'em All
Metal Church
Last Rites/Loved to Deth \m/\m/\m/\m/ Hit the Lights \m/\m/\m/\m/\m/ Beyond The Black \m/\m/\m/\m/\m/
Killing Is My Business … \m/\m/\m/\m/\m/ The Four Horsemen \m/\m/\m/\m/\m/ Metal Church \m/\m/\m/\m/
The Skull Beneath the Skin \m/\m/\m/\m/ Motorbreath \m/\m/\m/\m/\m/ Merciless Onslaught \m/\m/\m/\m/
Rattlehead \m/\m/\m/\m/ Jump in the Fire \m/\m/\m/\m/\m/ Gods of Wrath \m/\m/\m/\m/\m/
Chosen Ones \m/\m/\m/\m/ Pulling Teeth \m/\m/\m/\m/ Hitman \m/\m/\m/\m/
Looking Down the Cross \m/\m/\m/\m/ Whiplash \m/\m/\m/\m/ In the Blood \m/\m/\m/\m/
Mechanix \m/\m/\m/\m/ Phantom Lord \m/\m/\m/\m/ (My favourite) Nightmare \m/\m/\m/\m/
These Boots
No Remorse \m/\m/\m/\m/ Batallions \m/\m/\m/\m/


Seek & Destroy \m/\m/\m/\m/\m/ Highway Star


Metal Militia \m/\m/\m/\m/




Phantom Lord
Após anos de decadência devido a desistências dos membros do blog, decidi convidar Hellraiser para se juntar aos metalcólatras, pois achei necessário termos um "old-school" em nosso espaço e também achei interessante aumentarmos um pouco a reduzida equipe do blog. Utilizo o termo old-school aqui mais pelo fato de Hellraiser conhecer (e apreciar) um número de bandas de heavy metal / hard rock e thrash metal dos anos 80 superior ao de qualquer outro membro dos Metalcólatras.
 Há quem imagine o old-school como aquele indivíduo que só gosta de rock/metal dos anos 80, mas eu acredito que não seja exatamente o caso de Hellraiser, embora este nos trouxe o álbum Metal Church de 1984 para análise. 

 Como já foi citado na resenha do Hellraiser, Metal Church não vingou como outras bandas de sua época (vide as bandas do tal "big four") ou seja, esta banda não se tornou popular, sendo condenada ao "lado B", ou talvez, ao cenário underground do heavy/thrash metal. Pode-se buscar um monte de causas para tentar explicar este fato, mas como os metalcólatras não são jornalistas, só nos sobra nossa percepção e dedução. Minha impressão, tem algumas semelhanças com as do Trooper: Durante maior parte do disco, o Metal Church mostra um bom trabalho instrumental apesar da produção tosca, típica das bandas iniciantes dos anos 80... Porém os vocais me desagradaram em certos momentos, sendo a maioria quando este alterna entre o rasgado (no estilo UDO/Accept) e o agudo prolongado (uma tentativa de alcançar estilos mais melódicos, como o do Judas Priest ou do Helloween?). Em minha opinião, na faixa 4 - Gods of Wrath, o vocal moderado ficou bom e na faixa 6 - In the Blood, ele soa como uma versão mais ponderada do King Diamond / Merciful Fate, o que achei interessante...
 Ainda sobre vocais, creio que seja necessário esclarecer alguns pontos para nossos leitores: Que m%$#@ seria vocais de goblin? Goblin metal? Deathgoblin? Goblin deathmetal? São termos que apareceram algumas vezes aqui entre os metalcólatras, supostamente utilizados para definir vocais dentro de estilos "rasgados" escrachados, exagerados e/ou desafinados. O termo vem de nosso repertório, um tanto influenciado por jogos eletrônicos, sejam eles de video games ou de computadores, onde os goblins apresentam vozes que flutuam entre agudas, roucas e, às vezes, anasaladas. E para quem nem sabe o que diabos é um goblin, aqui vai algumas dicas: Goblin refere-se a uma pequena criatura humanóide folclórica ou mitológica da europa, onde a tradução mais próxima para o português poderia ser duende (PRÓXIMA, não exata). É claro que nenhum metalcólatra ouve duendes fora dos jogos eletrônicos ou fora de certos trabalhos de bandas de rock e metal, então para mostrar o quanto a aparência destes seres pode variar, aqui vão alguns registros visuais dos "goblins":






 De resto, musicalmente o álbum apresenta poucos momentos de falta de criatividade tosca (o que acontece em grande parte do álbum The Legacy do Testament, por exemplo) e poucas mudanças de ritmo sem sentido. Não tive paciência de ler, decifrar e/ou prestar atenção em todos os temas (letras) das músicas, mas notei que há uma alternância entre críticas às guerras e clichês do metal e seus subgêneros... 

Beyond the Black 7 
Metal Church 5,8
Merciless Onslaught 7,6
Gods of Wrath 7,5
Hitman 7
In the Blood 7,2 
(My Favorite) Nightmare 7,4
Battalions 6,9 
Highway Star - 

 Nota: 7,1 

 P.S.: Em relação a polêmica sobre covers, eu geralmente não faço avaliações de tais faixas... Mas talvez eu invente um bônus (achievement) para bons covers que não sejam "bônus tracks".
 P.P.S.: O cover colocado por último na lista de faixas é mais fácil de se ignorar em minha opinião, enquanto aqueles colocados no meio da lista (como Time Machine do Blood of the Nations e Rock me Amadeus do Space Police) são mais difíceis de se separar do restante do álbum...
 P.P.P.S.: Anos atrás os metalcólatras chegaram a um suposto acordo que se álbuns de Coletâneas e de Covers / Tributos fossem resenhados, seriam colocados numa sessão (link) a parte.

The Magician
Na introdução do post do nosso amigo Hellraiser foi anunciada uma banda clássica de Trash Metal dos anos 80, logo, já preparei meus ouvidos para os gritos e "tossidas" do vocalista, que possivelmente teria o comportamento padrão dos vocais de Trash Metal que faziam sucesso naquela época.

Mas definitivamente não é o que acontece, e logo de cara nas faixas "Beyond the Black" e "Metal Church" o vocalista D. Wayne dá o seu recado sobre linhas bastante agudas e falseadas (mas não tão arranhadas assim para se definir dentro de um estilo mais clássico de Heavy Metal como Accept e AC/DC - o vocal goblinóide, como explicado na resenha do Phantom). Fato que me surpreendeu e fez eu dar risada sozinho, ao comparar esses vocais técnicos aos latidos de Kill'em All, Bonded by Blood ou The Legacy, pois as influências dos vocais em Metal Church parecem ter sido recebidas de bandas referenciais para o Speed/Power Metal, como Judas Priest ou Mercyful Fate (para constatar isso, prestem atenção no grito cômico de D. Wayne "It was yyyyyoooooooooouuuuuuuuuu" na faixa "Hitman" e especialmente sua abordagem do 3m15s aos 3m25s na faixa "In the Blood").

Por causa disso minha interpretação foi que a banda desenvolve um Trash muito mais próximo dos clássicos do Heavy Metal, e somente por algumas vezes mergulha de cabeça no gênero Trash - como em "(My Favourite) Nightmare" e "Merciless Onslaught". Enquanto, para meus ouvidos as faixas "Gods of Wrath" e "Batallions" (alguém aí se lembrou da "arue aruo" do Massacration???) estão muito mais próximas de Power Metal e Speed Metal respectivamente. 

Não é a toa que a Wikipédia em seu artigo "Trash Metal" cita a banda com a seguinte sentença:

 "... demo do Metal Church lançada no final de 1981. Esta foi uma demo instrumental que combinava elementos de thrash, speed, e power metal, ..."

Escrevi tudo isso para explicar que aos meus ouvidos é muito difícil entender este trabalho puramente como Trash Metal e compará-lo aos demais gigantes do Trash (como Trooper fez em sua resenha), mas acredito que isso seja também um ponto favorável para o disco que não se limita a algum estilo viciado de musicalidade.

As músicas se equivalem em qualidade e o álbum é equilibrado, com um ligeiro destaque para a faixa título e Battalions. Pena que faltou um grande hit...

Nota 7,0 ou \m/\m/\m/\m/. 


 
Metal Mercante

Tem um livro bem bacana chamado “Outliers” escrito pelo Malcolm Gladwell onde que ficou bem famoso por um troço chamado a “regra das 10.000 horas”, onde bem resumidamente o autor fala que para se conseguir virar expert e algo um ser humano tem que praticar em média 10.000 horas.


É lógico que hoje o livro é mais citado por conta dessa maldita regra, mas mesmo o autor diz que nem tudo é tão fácil assim atribuindo o sucesso de determinadas pessoas a forças praticamente cósmicas onde o alinhamento de vários fatores é determinante para o sucesso, como estar no lugar certo na hora certa.


Vamos agora voltar uns 35 anos no passado para a terra do metal. Olhando no retrovisor, em termos de Metal, 1980 e pouco deve ter sido uma era mágica onde ser Metaleiro era algo que não era somente para os gordinhos e jogadores de RPG e sim as pessoas legais gostavam de Metal, até as mulheres escutavam metal, a televisão tinha Metal, a radio tinha Metal e etc...


Era o ambiente perfeito para a a proliferação de bandas de metal, mas como tudo nessa vida algumas poucas bandas fizeram um puta sucesso e conquistaram o mundo e o resto...o resto é o resto, vivemos em um mundo em que o vencedor fica com tudo e ao perdedor sobram as batatas (desculpe Machadão!).


Ao Metal Church ficam os meus pêsames, a história decidiu quem é bom e quem não é. Vocês tiveram tudo nas mãos começaram até que bem, seu primeiro álbum foi um belo esforço, mas faltou algo. Minha principal decepção com este álbum é que instrumentalmente é bacana, eu até gostei dos vocais, mas eu odeio músicas com refrões preguiçosos de uma frase só e Gods of Wrath é uma tremenda decepção nesse caso, começa super bem, mas na hora que importa mesmo falta um refrão bacana para tornar a música memorável e isso se repete tristemente ao longo do álbum inteiro.


No final das contas este é um álbum medíocre, mesmo se descontarmos a época que foi gravado, porém tem um detalhe que me deixou com a pulga atrás da orelha. A música Battalions é muito boa, mas ela destoa do resto do álbum, ela é diferente, ela me lembra Helloween, é uma música que se encaixaria perfeitamente no Walls of Jericho, com a diferença que Walls of Jericho só foi lançado 01 ano depois, será que teve alguma influência?



Nota: 5,5