sexta-feira, 20 de abril de 2012

Lost Horizon - Awakening the World

Metalmercante trás a você o álbum "Awakening the World" da banda "Lost Horizon" de 2001




Metal Mercante

“Épico”, dialeto grego representado na Ilíada e na Odisseia ou uma palavra antes utilizada para descrever os feitos dos heróis dentro de composições poéticas perdeu um pouco do seu valor com a introdução dos jogos modernos fazendo com que ela fosse utilizada para descrever qualquer feito dos jogadores que fossem ligeiramente mais difíceis de serem alcançados.

Para começar a escrever a resenha do álbum “Awakening the World” da banda “Lost Horizon” eu preciso resgatar o significado original da palavra:

ep•ic   [ep-ik]
adjective Also, ep•i•cal.
1. noting or pertaining to a long poetic composition, usually centered upon a hero, in which a series of great achievements or events is narrated in elevated style: Homer's Iliad is an epic poem.
2. resembling or suggesting such poetry: an epic novel on the founding of the country.
3. heroic; majestic; impressively great: the epic events of the war.
4. of unusually great size or extent: a crime wave of epic proportions.

noun
5. an epic poem.
6. epic poetry.
7. any composition resembling an epic.
8. something worthy to form the subject of an epic: The defense of the Alamo is an American epic.
9.( initial capital letter ) Also called Old Ionic. the Greek dialect represented in the Iliad and the Odyssey, apparently Aeolic modified by Ionic.


Agora que a definição de épico já foi dada (desculpe-me por coloca-la em inglês, não encontrei nenhum dicionário descente em português) podemos falar a desconhecida banda de Metal de Gotemburgo na Suécia, previamente conhecida como “Highlander” cujo vocalista na época era nada menos que Joacim Cans do Hammerfall, com sua saída a banda se reformulou e tornou-se “Lost Horizon” a qual em 2001 lançou seu primeiro álbum “Awakening the World”.

E que lançamento… É agora que a definição correta da palavra épico entra pra valer...

Após a breve introdução temos logo de cara uma pancada na cabeça com “Heart of Storm” onde já sugiro que o ouvinte escute no volume máximo suportável para poder ouvir bem os absurdos riffs, o memorável baixo e principalmente os vocais de Daniel Heiman que sem dúvidas chamam bastante a atenção.

Logo depois “Sworn in the Metal Wind” que é outra pancada, no mesmo estilo da primeira música…

Depois uma breve pausa com “The song of Air” – eu odeio esse tipo de faixa, se é pra fazer esse tipo de coisa no meio do álbum não faz nada, não perde o tempo nem gravando. Principalmente no meio do álbum.

A única coisa interessante da música “The Song of Air” é que ela quase que marca uma “segunda fase” no álbum separando as duas pancadas do começo com mais cinco músicas ligeiramente mais lentas, as quais eu não vou comentar uma por uma pois TODAS são épicas, talvez com alguns pontos a mais para a música “The Kingdom of my Will” que é uma viagem por tudo de bom que foi gravado nesse álbum (e talvez no metal) de mais de 9 minutos.

É muito difícil, mas muito difícil mesmo uma banda acertar logo de cara no seu primeiro álbum e para mim o pessoal do Lost Horizon acertou em cheio, pois este (e o segundo cd deles) figura entre os meus preferidos, pena que eles só gravaram 2 álbuns. No site parece que um dia vai sair um terceiro, mas vai saber quando…

Nota: 9,2

 Phantom Lord
 
Ora vejam só... O retorno do “metal espadinha”... na verdade parece pior, a capa, um tanto ridícula me fez pensar o que se passa na mente de certos suecos? 
Awakening the World começa dentro do padrão deste gênero musical, uma Intro, desnecessária, mas nada que incomode. Heart of Storm merece destaque, não chega a ser espetacular, mas é uma das melhores deste cd do Lost Horizon. E como, mercante citou, para fechar a sequência mais “veloz e furiosa” deste disco, temos Sworn in Metal Wind. Vale a pena comentar esta música: apesar de se tratar de uma mistura de clichê do metal com o cornorock, ela poderia soar menos ridícula... O visual patético da banda obviamente não interfere em músicas (talvez faça com que menos pessoas comprem o disco ao ver a capa), nem as letras abordando o blábláblá do metal incomodam. O que deu uma “melecada” nesta música foi o falatório! Falar durante uma suposta música é coisa de raper e isso mal cola no estilo do Megadeth, porque raios combinaria com uma música de power e/ou speed metal? Enfim, esta música é boa, mas poderia ser ainda melhor sem o tal falatório. Depois desta faixa temos um interlúdio (= a nada) e então o álbum segue seu padrão musical com um pouco menos de agressividade, inspiração e velocidade. Até a faixa 8, as músicas são razoáveis, podendo rolar de fundo em eventos geeks/nerds sem problema algum, até me lembrou vagamente a sonoridade do Rhapsody. A faixa 9 surge com trechos interessante, porém se delonga demais e muda de ritmo bruscamente... triste, o vocalista ainda canta num estilo Massacration nesta música, só que mais sem graça... Enfim, estragou a estabilidade e a nota final do álbum.
No geral, a parte instrumental me pareceu boa, exceto em alguns trechos onde ocorrem mudanças bruscas no ritmo da música. Já o vocalista, manda bem... desde que não tente gritar. Todos nós sabemos que o Heavy Metal e suas espécies tem como uma de suas características básicas os mais variados gritos: Um puddle berserker surge em Kill em All, os agudos de Halford enchem o álbum Painkiller, além desses, temos vocais “gritados” em músicas do Dio, Bruce Dickinson, Eric Adams etc etc... Todos eles berram a valer (geralmente quando são jovens, depois a maioria deles sofre um baque na voz) com seu próprio estilo... Mas esse cara do Lost Horizon não precisa de aula de canto, precisa de aula de grito! Quando ele tenta puxar um grito (ou vocal mais gritado), soa entre o forçado e o desafinado, principalmente nas músicas
Denial of Fate e Kingdom of My Will.

The Quickening/Heart Of Storm 7,4
 Sworn In The Metal Wind 7,0
 The Song Of Air/World Throught My Fateless Eyes 7,0
 Perfect Warrior 6,7
 Denial OF Fate 7,0
 Welcome Back 7,2
 The Kingdom Of My Will/Redintegration 6,1

 Nota: 6,8

The Trooper
 3
Trabalho interessante, eu diria, com potencial. Entretanto tenho que analisar esse álbum e o que agrada e desagrada nele, logo de cara, ressalto que é uma banda que pega bem no âmago do metaleiro fazendo a seguinte pergunta: "Você é fã de metal-espadinha?", se sim, deve adorar esse trabalho, se não, corre o risco de detestar. Para reforçar esse ponto, a análise que aparece na wikipedia mostra que a Sputnikmusic deu 5 estrelas e a Allmusic 1 estrela e meia. Levando em conta o alto grau de subjetividade ao analisar essa banda, eu já adianto que não venero nem abomino esse estilo de música.
O instrumental chega a impressionar, por partes: o teclado não adiciona nada de interessante, mas também não estraga; a bateria manda bem, segue na pancada quando precisa; a guitarra também manda bem, aliás o guitarrista também é o vocalista, e nessa parte não achei que ele manda tão bem, mas vou discutir sobre isso daqui a pouco; o baixista é um monstro, merece todo o destaque deste trabalho, a base é pesada e rápida (na maior parte do tempo) e em algumas faixas eu parei pra pensar "c@#$%¨! Que som é esse?".
O vocalista: bem, o vocalista não é ruim, mas sua interpretação deixa a desejar. Ao contrário de alguns, eu não acho que emendar gritinhos em todas as faixas, o tempo todo, deixe o trabalho épico. Também não me dei muito bem com o tom de voz dele, não bateu muito com meus tímpanos, além disso, como frisou Phantom, o falatório na segunda faixa ficou bem estranho, mas vou falar um pouco mais sobre essa faixa nos meus destaques.
A primeira faixa, Heart of Storm apresenta bem a proposta da banda no início do álbum, embora eu não a considere uma das melhores faixas, mas é na segunda faixa que vem a grande decepção, Storm in the Metal Wind tem um instrumental impressionante, mas a letra mais idiota e uma interpretação do vocalista que simplesmente não desce a güela, o falatório realmente não encaixa com power metal, ainda mais do modo que foi proposto. O resto do álbum é razoável, mas o destaque vai mesmo para Welcome Back, muito boa em toda a sua composição, seguida por The Kingdom of Will que quase chega no seu nível.
Resumindo, bom álbum, ele QUASE chega no nível de alguns álbuns mais sólidos que apareceram por aqui no blog, e dependendo do caminho que esses metalposers Manowar-to-be do Lost Horizon tomarem, há uma boa chance de que coisa boa venha por aí.
Nota: \m/\m/\m/

The Magician
Desconfio que na Suécia o Heavy Metal é o gênero mais escutado pela população,  
fomentando uma quantidade absurda de bandas metaleiras que poderia inclusive bater a quantidade de "artistas" de forró-brega aqui do Brasil.  Só dessa forma seria explicável a ascensão de algumas bandas bem medíocres no circuito principal do metal sueco... 
Lost Horizon - "Awaking the World" é mais um dentre os milhares de CDs desnecessários produzidos pelo mercado do Speed Metal nórdico, e com certeza se enquadra nessa classificação de produções medianas, medíocres ou apenas "suficientes" que alegra de verdade os corações dos fanáticos-pelo-metal-espadinha. 
Obviamente não se trata de um composto de músicos + produtores/engenheiros de som ruins, pelo contrário, todos eles afiaram muito bem suas partes antes de "prensar" o material final, e acho até necessário destacar os atributos do vocal - que se apresenta bastante potente e é até certo ponto bastante desenvolto também.
Acontece que a própria concepção e existência de uma banda de speed-metal já significa que ela nasce pisando em terreno bem perigoso, já que o sub-gênero é provavelmente o que mais toma emprestado os clichês (gritos agudos quase infinitos, teclados onipresentes, solos de guitarras em tappings embolantes , etc...) e que por conseguinte acaba sendo o que mais carece de criatividade nas composições das melodias e nas construções rítmicas. E a grande maioria dessas bandas acabam afundando nessa areia movediça e produzindo músicas estilo "cascas ocas", mecânicas, enfim..., sem essência. Afinal este trabalho tem diversas referencias de conclusões parecidas em nosso próprio blog! Que ainda é, afinal, bem jovem!
1.Gammaray;
2.Masterplan;
4.Dragonforce;
3.Narnia.

O fato é que o resultado do disco foi emboscado pela aquela velha e maldita ambição panaceica dos  músicos seguidores do metal melódico, de criarem o mais hiperbólico, epopeico e mirabolante disco de Heavy Metal de todos os tempos; e aí meu amigo, desculpe... mas você vai ter que entrar no final da fila...

Conclusão: Embora não seja um fracasso "Wakening the World" é apenas mais um; cheio de gritinhos e efeitinhos sonoros, que ainda antes de morrer revela duas músicas razoáveis na sua parte final - "Welcome Back" e "The Kingdon of My Will". E o Lost Horizon se não é competente lançando álbuns, serviu afinal como uma "banda peneira", para revelar alguns músicos do Hammerfall.

Nota 6,3 ou \m/\m/\m/.

P.S: Acho que grande parte dos músicos de Metal Melódico vivem uma brisa bardística de que se tocarem a "música secreta" abrirão um portal para a terra prometida, e que em seguida serão endeusados e receberão como presente das entidades superiores, o trono do planeta Terra. O que eles não sabem é que terão que arcar com as consequências descritas na página 176 - Capítulo 8: Regras de Mágika (Paradoxo), do Livro Mago a Ascenção...  

Pirikitus Infernalis

Não tão épico assim, Awakening the World mostra que os caras do Lost Horizon possuem potencial, mas precisam evoluir um pouco mais.
Após mais uma introdução epopeica, as 2 primeiras músicas me fizeram crer temporariamente que Mercante estava correto em suas palavras. Heart of Storm é muito boa e Sworm in the Metal Wind detém o título de melhor música do cd.
Depois que The Song of Air entra e sai de cena sem influenciar absolutamente nada na vida de ninguém, temos a pior música do cd. Sim, World through my Fateless Eye é ruim! Talvez por ser a sucessora de 2 ótimas musicas, mas ali parece que a inspiração temporariamente se foi. Com Perfect Warrior ela volta, passa por Denial of Fate sem muito alarde e ganha nova vida em Welcome Back. The Kingdom of my Will tem seus méritos, mas é muito longa e The Redintegration me remete a qualquer coisa Sci-Fi, ou seja, no sense total.
Eu diria que nesse cd apenas o guitarrista ficou muito aquém do resto da banda, tiveram alguns bons riffs, mas nada que chamasse muito a atenção. Se botar em comparação com o vocal mto bom, um baterista que se faz valer ouvir e um baixista monstruoso, logo se percebe a diferença.
Outro ponto interessante se diz quanto as letras. Um Power Metal um pouco “mais profundo” do que uma infinidade de bandas que usam palavras medievais sem sentido e repetidamente. Não é uma letra do Nevermore, mas é algo a ser levado em consideração.
Em suma, um bom cd, com algumas músicas bem inspiradas, porém ainda sem a qualidade necessária para ser chamado de épico. O ponto positivo é que estão no caminho certo.
Top 3: Heart of Storm, Sworn in the Metal Wind e Welcome Back. Shame Pit: World Through My Fateless Eyes
Nota: \m/\m/\m/
“Tribunal of senseless rabble
Built on fear and congruous prophesies
Twisting minds with planned hypocrisy
By the fools the clear're surrounded
Blind are deaf and deaf are blinded
Grant themselves the dream of destiny”

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Dream Evil - In The Night

Escolhido por The Trooper, o álbum In The Night lançado em 2010 pelo Dream Evil.



Faixas: 01-Immortal; 02-In The Night; 03-Bang Your Head; 04-See The Light; 05-Electric; 06-Frostbite; 07-On The Wind; 08-The Ballad; 09-In The Fires of The Sun; 10-Mean Machine; 11-Kill, Burn, Be Evil; 12-The Unchosen One; 13-Good Nightmare (bonus track); 14-The Return (bonus track).

The Trooper
3
Cá estou eu novamente, com mais uma postagem que não traz nada de novo, nada de espetacular ou chocante, peço perdão aos descobridores de novas fronteiras, mas não preciso de nada de novo, mas sim de bom.
Eu conhecia o álbum The Book of Heavy Metal do Dream Evil, na época achei um bom trabalho, mas que faltava um pouco mais de "voltagem" ou "amperagem". Pois é, isso acontece em In The Night, a banda deu uma energizada e o álbum é uma porrada e tanto.
Meu destaque vai para See The Light (o refrão grudou em meu cérebro como um chiclete), In The Fires of The Sun e para a hilária letra de The Ballad (afinal, baladas precisam ter algo de divertido). O Dream Evil tem uma abordagem que parece uma mistura de Manowar e Helloween nas letras, outra particularidade desse álbum é a presença da sentença "In The Night" em todas as faixas.
Estranhamente, a faixa mais fraquinha (excetuando-se as bonus) é a faixa título (o refrão ficou meio morto, na minha opinião é claro).
Enfim, ótimo trabalho para os admiradores do power metal.
Nota: \m/\m/\m/\m/



Phantom Lord

In the Night é o segundo disco do Dream Evil que eu escuto, sendo que o primeiro foi o Book of Heavy Metal (também apresentado por The Trooper).
De um modo geral o álbum Book of Heavy Metal me pareceu seguir um estilo mais próximo do Black Sabbath da “fase Dio” enquanto In The Night mostrou um vocal mais melódico, com sons mais graves e distorções mais pesadas. Mais uma vez, eu vi a possibilidade de procurar e citar semelhanças com as bandas mais velhacas do heavy metal...
Mas antes de citar tais semelhanças, é importante destacar que é possível criar músicas que lembrem características das bandas “clássicas” do metal, sem que estas se pareçam cópias descaradas. O Dream Evil com seu álbum In The Night pode lembrar Helloween, Maiden, Judas, até Manowar (mais por algumas letras), mas consegue criar músicas “inovadoras” dentro do estilo destas bandas. Ou, ao menos músicas que moldam uma identidade para a banda, pois apesar de não conhecer muito do Dream Evil, acho que é possível reconhecer o som destes caras em meio a músicas de outras bandas de heavy metal...
A faixa 1 (Immortal) já chama atenção com uns “corinhos manowarzísticos” e letras de “evil-clichê-metal”; Bang Your Head surge com um bom vocal “Halfordiano”... The Ballad mostra um ritmo mais tranquilo e “letras” fanfarronas e In The Fires Of The Sun é (em minha opinião) a melhor e mais inspirada música, ao menos no quesito ritmo/melodia.
Enfim, o álbum In The Night apresenta boas músicas consideravelmente diversificadas dentro de um único estilo, isso já é um feito heróico para a maioria das bandas de heavy metal...

Immortal 7,5
In The Night 7,0
Bang Your Head 7,3
See The Light 8,2
Electric 7,3
Frostbite 7,0
On The Wind 8,0
The Ballad 7,0
In The Fires Of The Sun 8,5
Mean Machine 7,0
Kill, Burn, Be Evil 7,3
The Unchosen One 7,1

Modificadores:

Nota: 7,6


The Magician
3
“In the Night” é o básico.
Se um dia alguém lhe perguntar o que é Metal, qual a abrangência, quais elementos e quais os possíveis tipos de sons que o gênero permite ou tolera, apresente este CD como demonstração.
Como uma espécie de portfólio essencial do Metal, “In the Night” não aponta para nenhum subgênero, somente para o Heavy Metal genuíno e para seus elementos mais particulares, e se preocupa sempre na diversidade das abordagens que o gênero permite, se afastando assim da rotulação de “HM genérico” (daqueles “sempre-a-mesma-coisa” em que o som ou MP parece nem estar ligado...).
No entanto confesso que o material não chega a ser dos mais inspirados que se possa ouvir, e se apoia bastante na produção/equalização e mixagem das passagens, e corre sim o risco de ser tachado como um trabalho batido, cafona ou clichê.
Mas como já concluí na postagem de “Blood of the Nations” do Accept, não me importo com este fato e não é exatamente isso que define um CD bom; e também não se importa com isso o líder da banda – Mr.Fredrik – que, como esperado, é antes de ser músico um produtor musical.
Ou seja, houve um claro esforço em não focar todas as linhas gravadas em um estilo único, o que acabou valorizando mais o material como um todo, e, embora talvez o amigo metaleiro não perceba um riff, solo ou alguma passagem genial, poderá notar a coerência da produção na hora de colar as partes instrumentais e definir os caminhos que as canções tomariam.
Deve-se esclarecer que embora o disco “In the Night” possa ser interpretado como um material de colagem, não existem músicas “Franksteins” que apresentam oscilações dentro de suas próprias estruturas que sejam extremamente dissonantes, sendo que a utilização de várias técnicas e estilos neste caso, de forma peculiar, consegue definir uma personalidade bem delineada para cada uma das faixas.
Enfim, o trabalho conforme já citado acima pelos demais Metalcolatras, é bem sólido, e um importante fator para esta conclusão é o vocalista “Nick Night” que canta muito em todas músicas e com dinamismo bem raro de ser encontrado.
Minhas favoritas do álbum: “Eletric”, “See the Light”, “Frostbite”, “The Ballad” e “Unchosen One”.
O Dream Evil abriu mão daquela famosa e eterna busca por “algo novo” e fez o de-sempre-com-batatas, apostando nos sons que com certeza já deram certo no MetalWorld, invocando automaticamente bandas como Manowar, Judas Priest, Sonata Arctica, Dio, e muita coisa boa que tem por aí.
É o básico, e o básico do Metal é bom!
Nota 7,1 ou \m/\m/\m/\m/


Pirikitus Infernalis

Ultimo cd dessa banda que ao contrário da maioria dos metalcólatras, eu conhecia apenas o primeiro cd da banda, Dragonslayer, cd este que eu pretendia postar aqui, mas agora perdeu algumas posições na fila.
Eu li a resenha de meus camaradas metalcolatras e concordo com muita coisa, porém algo que eu achei e que não li em outras resenhas foi sobre algumas partes meio pops do cd. Refrões como o da música See the Light são bem pops para o meu gosto, mas mesmo assim o cd mantém um padrão Heavy Metal Melódico/Clássico bastante aceitável.
Um ponto que me chamou a atenção é como cada música me relembrava algo, como as letras de Manowar, algumas melodias de Helloween, a música The Ballad possui um humor típico digno de Edguy, sem falar na ABSURDA semelhança com o som do Judas Priest. A voz de Nick Night durante a música Bang Your Head é praticamente uma cópia da voz do Metalgod, impressionante.
Alguns pontos que eu gostaria de destacar deste cd:
- O gemido de Nick Night aos 4:35 da música Immortal. Malditos sejam os vocalistas gemedores, uma pena que até o mestre Hetfield adotou essa postura na fase pop do Metallica (impossível contar a quantidade de gemidos no DVD S&M);
- Ninguém aqui é exigente no âmbito literário das músicas, afinal ouvimos metal e não MPB, porém ouvir “I am Immortal, I cannot die” é digno de pensar “Poutz...”. Pode acontecer com qualquer um que se arrisque no campo do Power Metal. Prêmio “O que é imortal, não morre no final” para a banda;
- A música Frostbite possui algo que me faz gostar muito de uma música. Ouvir o bridge/chorus/refrão/raioqueoparta/etc... aos 0:32 e depois lá para o final da música ouvir ele aos 2:56 com uma “parte adicional” é algo muito legal. Eu não sei explicar o motivo de isso chamar minha atenção, mas acontece. 2 músicas que me vem a cabeça agora que eu lembro disso é Best of You (Foo Fighters) e Locust (Machine Head).
Top 3: Bang Your Head, Frostbite e In the Fires of the Sun. Shame Pit: Mean Machine.
Nota: \m/\m/\m/.

domingo, 1 de abril de 2012

Def Leppard - Pyromania


O álbum Pyromania lançado em 1983 pela banda Def Leppard, foi escolhido para...




... "a análise de 1º de abril".

Phantom Lord

Sempre ouvi dizer que Def Leppard era uma das três bandas principais da NWOFBM e nunca entendi direito o motivo, então vamos a análise deste clássico do “new wave of britsh metal”:

Pyromania é o álbum com o maior número de músicas do Def Leppard conhecidas por mim... e de acordo com inúmeros sites e revistas é um dos maiores clássicos da banda.


Rock Till You Drop começa o album com uma inspiração em AC DC... talvez seja um bom rock ou hard rock...
Photograph é um hit bastante tocado nas rádios... Aparentemente um rock (bem) comercial.
Stagefright possuí velocidade superior nas guitarras, até aproxima-se de um “heavy metal”, mas a produção (e/ou distorção usada em certos instrumentos), o estilo dos vocais e dos suavíssimos “back-vocals” puxam para uma vertente mais popular do rock.
Too Late é mais lenta com as mesmas características “pop”... o que resulta num rock farofão!
Die Hard the Hunter é mais uma música com alguns elementos próximos do heavy metal... Mas não difere muito do restante das músicas... Até que achei esta música boa.
Foolin é mais um “hit” próximo do rock mais popular / farofa, um tanto fácil de memorizar (ou de grudar no cérebro).
Rock of Ages tem um estilo popular talvez mais próximo do “Disco”, o que faz com que eu ache esta música um pop-rock bem brega. Como se não bastasse o próprio estilo da música... o teclado obviamente cafonão também aparece na música.
Come Under Fire e Action! Not Words são “genéricas” do Def… com a mesma produção e estilo, mostram-se comerciais e nada velozes ou pesadas.
Billy Got A Gun, começa num estilo meio “Holy Diver”, porém mais lenta e mais pop.... e o fim desta música...


não sei, não me perguntem!

Indo ao "x da questão":


Já citei que ao procurar informações sobre a banda ou o álbum, encontrei várias vezes a classificação Heavy Metal (ou New Wave of British Metal)... Ao meu ver tudo isso é mentira!
Possivelmente a banda só foi classificada como "metal" por causa do local e época em que começou lançar álbuns... ou porque até o início do anos 80 ninguém diferenciava os gêneros do rock pelas suas características sonoras... Para mim, o heavy metal é uma vertente do rock com sons mais graves e/ou mais velocidade / agressividade e distorções.
Também ouvi o primeiro álbum do Def Leppard e achei a sonoridade bem suave (só que este mostrou uma produção claramente mais rústica)...


Enfim, em minha opinião o álbum Pyromania não é ruim mas... Enquadrando-se numa vertente popular do rock dos anos 80, com produção comercial e uma minúscula “pitada” de heavy metal, Pyromania está mais para um álbum de Glam Rock ou Pop Rock do que para Heavy Metal.


E já que eu ouvi o álbum: Nota 6,0.


The Trooper
3Estou escrevendo essa resenha mais de 2 anos depois da postagem do Phantom porque ... ah, porque eu preciso testar um novo template. Bem, Pyromania é um trabalho de puro hard rock, (bem produzido e bem tocado, diga-se de passagem) e esse foi o motivo que o Phantom achou para inventar um post do dia da mentira (só uma desculpa para postar um álbum a mais do que era permitido a ele na época. Mas graças à minha atitude rebelde de não fazer a resenha, seguida pelos outros metalcolatras-marias-vao-com-as-outras, Phantom acabou sozinho e triste, tanto que nunca mais inventou um post de dia da mentira). 

Def Leppard possuía na época do Pyromania músicos competentes, os guitarristas Steve Clark e Phil Collen (não confunda com o Phil Collins do Genesis) são o destaque, e vale citar que o baterista, Rick Allen, ainda não havia sofrido o acidente de carro que o fez perder um braço. 

Eu conhecia mesmo, somente a manjadíssima Photograph (talvez sem saber quem a tocava) e Foolin', mas quando parei para ouvir o álbum como um trabalho de rock, até que tive uma agradável surpresa, é claro que você tem que estar com um espírito saudosista dos anos 80. 

Meu destaque vai para Photograph (a mais Van Halen das faixas), Stagefright (a mais metal) e Foolin' (a mais foda). 

p.s.: Billy's Got a Gun é a mais chata do álbum.
p.p.s.: Por admirar o trabalho de Vivian Campbell com o Dio (ele entra no lugar de Steve Clark no DL em 1992), eu prometo tentar ouvir um álbum mais novo do Def Leppard (embora eu saiba que alguns deles estavam bem mais farofentos).

Nota: \m/\m/\m/\m/

quarta-feira, 21 de março de 2012

Deep Purple - Machine Head

Escolhido por Phantom Lord o álbum Machine head lançado em 1972 pelo Deep Purple.





Phantom Lord


Demorou mas apareceu: Deep Purple chegou atrasado aqui no blog, por causa da falta de bom senso de certos metalcólatras que votaram contra o álbum Machine Head há meses atrás (em um dos duelos de álbuns).

Obviamente o disco não é de “heavy metal”, mas é um clássico que contém alguns (ou ao menos um) dos melhores “rock-pauleira” dos anos 70...

Highway Star abre o disco Machine Head de modo revolucionário... esta música é o rock mais "pauleira" do disco e ao lado de algumas outras do Black Sabbath e do Led, deve ter servido de inspiração para uma infinidade de bandas mais novas.
Maybe I Am a Leo é um classic rock de qualidade... Pictures of Home recupera um pouco de velocidade e Never Before fecha esta “trinca de músicas lado-B” do Machine Head.
Smoke on the Water é um clássico eternizado nas rádios-rock... Tocado até a exaustão, mas com certa razão, pois os caras do Deep Purple deviam estar muito inspirados não só quando criaram esta música, mas ao criar quase todas músicas deste álbum.
Lazy é mais longa do disco e se aproxima de um blues, mas aqui, esta faixa ajuda a reforçar a variedade de melodia e/ou ritmos do Machine Head.
Space Truckin é mais uma boa música que eu já conhecia por escutá-la nas estações de rádio.

Como um todo, acho que Machine Head é um ótimo álbum de rock, inspirado e estável como nenhum outro dos anos 70! (mesmo se comparado com os demais trabalhos feitos anteriormente pela própia banda...)
Após 1972, eu acho que o Deep Purple demorou muito para lançar um álbum que se aproximasse da qualidade do Machine Head, apesar que podemos dar “um desconto” pois a banda foi desfeita por volta de 1976 e só retornou em 1984... E em minha opinião, foi exatamente em 1984 que a banda conseguiu lançar outro ótimo disco, mas isso já é história para uma outra postagem...

Highway Star 10,0
Maybe I'm a Leo 7,5
Pictures Of Home 8,4
Never Before 7,0
Smoke On The Water 8,8
Lazy 8,0
Space Truckin' 8,2

Modificadores de Nota:

Nota final: 8,6

The Trooper
3
Minha banda jurássica preferida, aqui se encontra um dos principais pilares do heavy metal. Esse trabalho, com uma formação absurda, é com certeza um dos maiores clássicos do rock/heavy metal, até tenho uma preferência por álbuns posteriores da banda, mas algumas músicas desse álbum são a epítome do rock'n'roll, clássicos como Smoke On The Water e Highway Star falam por si só, é muito improvável que QUALQUER metaleiro que se preze não as conheça.
Meu destaque vai principalmente para Jon Lord, o cara é um mito, isso que ele faz no Purple tem o som verdadeiro de rock muito foda, é uma pena que hoje em dia a maioria dos tecladistas gostam de usar uns efeitinhos chinfrins que deveriam ficar limitados à música pop, muito menos ousam criar uns solos absurdos como mr. Lord, talvez a explicação seja que em bandas de 2 guitarristas não haja mais espaço para esse tipo de som, eu discordo, afinal se o Iron Maiden pode ter 3 guitarristas...
As melhores músicas do Machine Head são as duas óbvias citadas acima + Space Truckin' e Pictures of Home (que aliás, estou chegando à conclusão que é A melhor do álbum). Never Before (lembra um pouquinho Beatles) e Lazy ficam atrás por bem pouco, e a mais fraquinha é Maybe I'm a Leo, mas nada que comprometa o todo.
Álbum para ser ouvido por inteiro e em alto volume.
Nota: 8,0.


Metal Mercante


Escolha sólida para o Blog…

O que seria do Metal sem os clássicos? E o que seria dos clássicos sem o poderosíssimo “Machine Head” do “Deep Purple”? Quantas vezes você já ouviu “Smoke on the Water”? E “Highway Star”? É impossível não me emocionar cada vez que escuto esse álbum, é a mesma coisa que ver o nascimento de um bezerro que cai no chão e logo já começa a andar, engorda e vira um delicioso churrasco que é a mais porca analogia para a criação do Heavy Metal que consegui criar…

E o principal, já reclamei várias vezes aqui no blog e provavelmente os outros Metalcólatras compartilham minha frustração com a inconsistência dos álbuns antigos que possuíam 3 ou 4 músicas muito boas e um monte de porcarias psicodélicas e/ou músicas para tapar buraco no disco e “Machine Head” não sofre desse problema, é um álbum muito, mas muito sólido, realmente vale a pena ouvir esta obra prima na íntegra…

Nota: 9.0


The Magician
Na epopeia do Heavy Metal, nas antigas inscrições, é contada a historia de 3 majestosos reinos com seu poderosos reis-arcanos que criavam magias terríveis ou maravilhosas com seus cajados encantados .... ou guitarras-elétricas, tanto faz.
O primeiro reino representava todo o bem e os céus, era o esplendoroso "Led Zeppelin", reinado pelo sábio e justo Rei Jimmy Page, e sua maior e mais poderosa magia criada se chamava "Starway to Heaven".
O Segundo Reino era o mal, o Inferno na Terra, seus domínios eram conhecidos como o profano nome "Black Sabbath" e em seu trono se sentava o cruel tirano Anthony Iommi que com seu cajado tomado a força do próprio demônio escreveu a terrível magia "N.I.B".
E havia um terceiro Reino, entre os dois, representava apenas o caos e a liberdade do arbítrio. "Deep Purple" tinha uma coroa e estava na cabeça de um homem chamado "BlackMore" o louco, que escreveu um códice mágico que liberaria todos os monstros das masmorras dos 3 castelos, guardadas pelos 3 reis desses 3 incríveis reinados.... o tomo se chamava "Machine Head".
Ok, caros leitores e colegas Metalcolatras, a verdadeira história foi contada.
Esse manuscrito de Blackmore trouxe especificamente três poderosas magias que transcendem a história: Smoke on the Water (com influencia indireta do bruxo Frank Zappa), Space Truckin' e Highway Star. 
Foram 3 obras suficientes para suportar o conteúdo de Machine Head e transformá-lo em um verdadeiro clássico referencial de décadas atras. Os três sons possuem diferentes características e dão um aspecto dinâmico ao álbum, marca que inclusive é bem comum nos trabalhos do Purple, provavelmente pela polivalência dos super-técnicos membros da banda com suas diferentes assinaturas nas pautas musicais.
Destaco as contínuas e ininterruptas batidas de Glover/Blackmore nos tons em "Highway Star" em compassos de colcheias. A marcação constante foi, e ainda é um dos principais artifícios do metal moderno, roubado dessa obra por quase-todas-bandas-de-metal.
Enquanto o bem e o mal lutavam entre si, o insano Blackmore estourou as antigas masmorras, libertando todos os monstros e magos perigosos que vivem até hoje nos nossos reinos do Metal.
Nota 7, ou \m/\m/\m/\m/

Hellraiser
3O que pode ser dito sobre (talvez) o melhor trabalho, de uma banda considerada como um dos 3 pilares do mundo da musica pesada ? 
Uma banda que em 1972 estava no auge de sua criatividade, e que trazia no seu line-up músicos de extrema qualidade e técnica invejável. 
Blackmore, Gillan, Paice, Lord e Glover são considerados, sem sombra de duvidas, mestres no que faziam !! 
E quanto as musicas deste álbum, .....apenas duas delas já valeriam o disco, a rápida ``Highway Star``, e a talvez, a musica com riff mais tocado do mundo, a hiper mega conhecida de todos seres humanos, e principalmente dos guitarristas de todo o mundo, a simples ``Smoke on the Water`` que nasceu de um festival em Mountreax que acabou com um incêndio no prédio onde se hospedava a banda e outros artistas. Porem ainda temos a ``Lazy`` para provar que John Lord era um musico altamente competente e um dos melhores do mundo no seu intrumento. 
E a fantástica ``Space Truckin`` ? Sonzeira excepcional !! 
Sem desmerecer as outras 3 faixas, principalmente a ``Pictures of Home`` que são ótimas também, .....porem acabam sendo um pouco ofuscadas pelo alto brilho das outras já citadas ! 
Banda excelente, músicos excelentes, álbum excelente ! 
Nota 8,9

quarta-feira, 7 de março de 2012

Mastodon - Crack The Skye

O álbum Crack the Skye lançado pela banda Mastodon em 2009, foi escolhido por Pirikitus Infernalis para análise.













The Trooper
3


Mais uma viagem no blog, Crack the Skye tem uma influência fortíssima de rock progressivo, embora o peso o torne indiscutivelmente um álbum de heavy metal. Logo, a classificação que se vê por aí, "progressive metal", se encaixa bem neste trabalho.


Algumas observações são pertinentes entretanto: os vocais lembram rock alternativo, espalham melancolia pelo álbum todo, com trechos gritados adicionados acertadamente nos momentos em que agressividade se faz mais necessária; as mudanças de ritmo, são no geral, mais fluídas do que, por exemplo, as apresentadas pelo Fates Warning em Awake the Guardian.


A arte da capa e as letras são bem interessantes, embora na minha humilde opinião, o compositor exagere em sua veia poética e as letras se tornem bastante caóticas.


Meu destaque vai para as faixas Oblivion, Divination e The Czar (a parte rápida é muito boa, embora a parte lenta se estenda demais).


Dentro do seu próprio nicho, Mastodon criou um trabalho sólido de alto nível, claro que, como dissemos várias vezes, nossas notas são baseadas em gosto pessoal e eu prefiro ouvir algo mais "porrada", mas colocar esse álbum de fundo cria um ambiente "viajante" ideal.


Nota: 6,7.




Phantom Lord


Depois de ouvir apenas possíveis citações sobre o Mastodon em programas do tipo “backstage”, finalmente escutei um trabalho desta banda.
O vocal parece típico das bandas que surgiram do meio pro fim dos anos 90 e ocasionalmente muda para um estilo mais peculiar (lembrando vagamente Ozzy... ). A parte instrumental que está um tanto embolada e chiada, também possuí características das bandas que surgiram na época...

As músicas não são ruins, mas obviamente se afastam bastante do heavy metal tradicional em rumo ao sabe-se-lá-qual-metal. Na última faixa (possivelmente uma das mais longas do disco) tanto o vocal, como o som obscuro dos instrumentos, já me pareceram bastante cansativos e/ou entediantes.

Falando em obscuro, o tema abordado não me pareceu claro: entre czares, barões, mortes e outras dimensões, foi possível entender uma coisa ou outra. Enfim, cada banda aborda o assunto que gosta, da maneira que acha melhor e por isso creio que tais características não interferem diretamente na qualidade do álbum.
Crack the Skye não é um álbum ruim, pode e deve atrair legiões de fãs (provavelmente mais jovens do que eu, em sua maioria), porém continuarei por um período indeterminado com meu gosto e preferências musicais “limitadas”.

Oblivion 7
Divinations 6,6
Quintessence 6,0
The Czar 6,3
Ghost of Karelia 6
Crack the Skye 5,6
The Last Baron 6

Nota final: 6,1


The Magician 3
Dos trabalhos da "Nova Onda de Metal Americano" que escutei "Crack the Skye" foi de longe o mais interessante deles.

É um tipo de som bem atípico que não escutamos com frequencia nas midias pricipais do gênero, embora a banda ja tenha obtido o respeito da critica em geral. No estilo sonoro adotado pelo Mastodon acredito que a banda que mais se destacou até hoje seja o System of a Down, guardada algumas diferenças nas suas composições.

Nascidos e batizados na casa do NWOAHM, entendo que o Mastodon consegue se destacar por dois fatores principais, o afastamento do vocal HC e a adoção de criações mais progressivas. São pontos determinantes para que dentro dessa escola o trabalho não se torne a porcaria de sempre.

Mais do que óbviamente a banda gira em torno da bateria, com participação efetiva do baixo nas viradas e retornos. O estilo de tocar do bateirista Brann Dailor é reconhecidamente cheio de firulas, com exagero nos revezamentos de tons e nos pedais duplos, mas eu particularmente gosto bastante do estilo e acho até que sob certos limites, isso é o Heavy Metal: tocar os instrumentos e interpretar de forma bem mais intensa o Rock.

As composições mais longas possuem uma boa dosagem de abordagens progressivas, com conduções lentas e retomadas mais velozes, enquanto naquelas mais curtas os refrãos são os pontos chave entre os versos e solos, dando solidez e amarrando muito bem as partes em cada música. Aliás cada música possui suas particularidades, mas quando se olha o álbum de forma mais ampla podemos fácilmente analisá-lo em um só contexto, em que induz o ouvinte metaleiro à uma viagem em sons propositalmente embolados e super distorcidos (é aí onde as guitarras e os vocais entram) que de forma estranha e peculiar "se arrasta" até os riffs e partes de ataques explosivos.

O ponto contra deste CD é que a temática esotérica invoca um tipo de som que se assemelha à um padrão hipnótico, se escutado repetidamente o material fatalmente se desgasta, como se cada loop no repeat do MP tomasse um efeito corrosivo e cumulativo... mas no geral aprovo o disco.

Nota: 6,9 ou \m/\m/\m/.


Pirikitus Infernalis

10Quando essa banda me foi apresentada, comecei por este cd. De começo me pareceu tudo muito estranho, as vezes parecia que pegaram 3 musicas e picotaram e embaralharam as mesmas, um som complexo de d+ de se apreciar. Resolvi ir atrás dessa banda e vi esse bendito cd em tudo quanto era lista de melhores CDs do ano. Resolvi na base da força, deixei esse cd pra tocar e fui ouvindo uma, duas, três vezes até que as musicas começaram a me parecer familiar. A partir daí eu comecei a achar uma legal, e depois outra e por aí foi até eu parar e pensar: “Esse cd é realmente muito bom”.

Estava em dúvida entre esse cd e o Leviathan, mas creio que Mastodon por si só já foge do gosto musical de muitos metalcólatras então optei pelo bom, porém meio maluco, Crack the Skye já que aqui a banda pende um pouco mais pro lado progressivo da coisa, deixando um pouco do Jazz e Hardcore nos álbuns anteriores. Como curiosidade, cada cd anterior da banda simbolizava um elemento (Leviathan – Água, Blood Mountain – Terra e Remission – Fogo), e o elemento apresentado nesse cd é o Éter.

O cd já começa mostrando o que a banda tem de melhor, sua alternância e fusão de ritmos, sua combinação de vocais e seu baterista. Assistir o Brann Dailor tocando é realmente impressionante, uma constante mudança de ritmo e pegada sem se perder no meio do caminho. Me recordo do DVD The Workhorse Chronicles que, enquanto a banda apresentava Aqua Dementia (acho), o câmera focou apenas no Brann praticamente a musica inteira, ele é um insano.

Roda o disco e logo de cara já vem na sequencia Oblivion, Divinations e Quintessence.

As duas músicas mais longas, The Czar e Last Baron, possuem alternância constante de ritmos porém sempre mantendo um nível adequado ao cd, sem ser desinteressante.

Top 3: Ghost of Karelya, Oblivion e Quintessence ou Crack the Skye. - Shame pit: Esse cd não possui uma única música desinteressante.

Nota: 8

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Helloween - Chameleon


O álbum "Chameleon" lançado em 1993 pela banda Helloween foi escolhido pelo Metalmercante para a análise.










Phantom Lord


Há muito tempo, o Helloween deu as caras aqui neste blog com um de seus grandes clássicos: Keeper of the Seven Keys Part 2. Meses depois o álbum The Dark Ride com suas distorções teoricamente mais pesadas tentou conquistar seu espaço aqui (via duelo), mas perdeu para o Megadeth.
Agora Metal Mercante nos trouxe o tão mal-falado Chameleon de uma fase, digamos, obscura do Helloween. Confesso que tentei ouvir este álbum uma vez em 2011... mas não consegui... Bom, lá vamos nós de novo, talvez a intenção de Mercante seja dar uma cornetada neste blog que anda meio morto.

First Time começa razoavelmente... o refrão tem um ritmo meio bobo-alegre, mas como um todo a música não é ruim. Nota 7.
When The Sinner...
...

... Lembrei de um fato: Uma vez ouvi The Trooper lamentando com Pirikitus Infernalis porque Michael Kiske gravara um álbum tão “Pop-Meloso”... Não me lembro do nome do álbum, deve ser bem recente, mas lembro que tive a infelicidade de ouvir tal trabalho. Bem... Aqui em Chameleon, reside uma possível explicação... When The Sinner deve ser um tipo de música que esse figura do Kiske realmente gosta. Se é heavy metal? Só se for na p$#@ que pariu... Nota 5,4.
I Don`t Wanna Cry No More... mas deu vontade de chorar de desgosto com esta panguice pop. Nota 5,0.
Crazy Cat mostra bem qual é a do disco: não é. Não há foco algum, apenas músicas aleatórias nesta m%$#@ de álbum. Nota 5.4.
A faixa 5, Giants, é a única que entrou na minha lista de músicas quando tentei ouvir este álbum no ano passado. Nada espetacular, mas um bom heavy (ou Power) metal. Nota 7,8.
Windmill é uma canção de ninar? Nota 4,8.
Revolution Now... É só impressão minha ou há uma forte “pegada” de Rock Alternativo e/ou Grunge nesta música? Se essa era realmente a intenção da banda, esta faixa deveria ser mais curta. Nota 6.
In The Night? Music? p$#@ que pariu... Notas: 4,5 e 5,0.
Step Out Hell tem uma pitada daquele estilo anos 80 (seria o Glam?), mas é razoável. Nota 6,8.
I Believe é bem parada, mas ao menos não é mais uma canção pop. O vocal de Kiske ajuda a salvar esta música. Nota 6.
Longing é quase pior do que “curtir” uma ressaca de pinga com uísque. Nota 4,0.

Enfim, Chameleon não chega a ser ruim e deve ser um prato cheio para aqueles que não gostam especificamente de Heavy Metal e seus subgêneros. Por ser bem experimental e pop ao mesmo tempo, Chameleon deve ser aquele tipo de álbum que o metaleiro apresenta pra esposa ou namorada que acha que heavy metal é muita barulheira...
Nota final: 5,5


The Trooper
3Você gosta de álbuns acústicos? Pop music? Metais (não, não heavy metal, mas aqueles instrumentos de fanfarra)? Se sim, talvez goste de algo neste trabalho, mas se você gosta de heavy metal já adianto que deve passar longe, mas bem longe deste álbum.

O Helloween levou adiante as experimentações feitas em seu álbum anterior, Pink Bubbles Go Ape (o primeiro após a saída de Kai Hansen), digo isso com base em muita coisa que li por aí, porque não tive coragem para ouvir o álbum, e depois dessa tortura chamada Chameleon minha covardia se consolidou. Tais experimentações resultaram em um álbum em que a banda "atira para todo lado" (se não me engano, o Mercante criticou o álbum Brutal do Dr. Sin por causa desse mesmo motivo), criando assim um trabalho que é classificado por aí como "sem gênero".

OK, parabéns para os caras, por inovarem, pela coragem ... peraí, parabéns o cacete, imaginem os headbangers da época sem internet indo comprar essa coisa na loja, isto deveria vir com um selo dizendo "Não é metal".

Não posso destacar faixa alguma, pois 2 ou 3 faixas que chegam perto de ser heavy metal ainda decepcionam profundamente, talvez algum solo de guitarra consiga um trecho de destaque, mas nem os vocais do sr. do pop, Michael Kiske salvam algo, pelo contrário, a voz dele "deu no saco" antes da metade do cd.

Nota: 3,5 (isso aqui é um site de heavy metal, vá reclamar para a sua avó).

P.s.: Quem viu o discurso do Mercante no post de fim de ano torcendo para que postassem coisas melhores nesse ano pode chegar a conclusão de que ou ele é um fanfarrão ou o Mestre da Contradição.


Metal Mercante

Depois de 3 álbuns que mudaram o mundo do Metal para sempre aconteceu com o Helloween algo que para mim foi uma das melhores coisas que poderia ter acontecido. A saída do Kai Hansen do Helloween, não só porque ele fundou o Gamma Ray e apesar de um começo um tanto quando fraco engatou e começou a produzir ótimos álbuns de metal, mas também porque o Helloween encontrou um substituto e continuou com a sua carreira...ou quase...

O Helloween nunca foi uma banda que escreveu letras muito sérias para suas músicas, suas letras sempre estiveram mais para o lado “descontraído” do que para o sério, como por exemplo Dr. Stein e Gorgar (fala sério, quem é que escreve uma música para uma máquina de Pinball?) e com a saída do Kai Hansen eles tentaram ir ainda mais nessa linha e acabaram lançando o “Pink Bubbles Go Ape” que não tinha absolutamente nada a ver com os três trabalhos anteriores da banda a não ser a música “Heavy Metal Hamsters” que chegava perto daquele Metal “descontraído” da banda, os fãs odiaram e as vendas foram fracas.

Dois anos depois a banda aparece com Chameleon que era mais “estranho” ainda que seu predecessor, a ênfase nas músicas “descontraídas” continuou como por exemplo em “Crazy Cat”, os fãs odiaram mais ainda, não tinha nada mesmo a ver com o que eles esperavam de uma banda como o Helloween, em primeiro lugar a capa branca com 4 “pinceladas” e o nome da banda e do álbum, em segundo as músicas, os fãs tiveram dificuldades de classifica-las, não é Metal, isso é evidente, mas não Hard Rock também, ou algumas delas talvez. E a balada “Windmill“, é balada, mas é metal? Tem alguma balada que é metal? Ninguém entendeu nada e o resultado se deu nas vendas, péssimas vendas que levaram até a saída de Michael Kiske da banda.

E agora, quase 20 anos depois do lançamento deste álbum?

Até que não é tão ruim quanto os fãs mais fervorosos nos fizeram acreditar, talvez o “choque” de ter uma de suas bandas preferidas mudar seu estilo musical tão radicalmente os fizeram exagerar na sua reação. Coisas como a arte da capa são completamente irrelevantes e uma arte de merda não significa um álbum de merda, da mesma forma que já escutei álbuns com artes maravilhosas que possuíam um som de merda. O “choque” passou, o Metal como era conhecido antigamente morreu – O Metallica terminou de mata-lo em 1996-7, então os fãs estão mais resilientes a decepção.

Já com relação ao álbum em sí, o vocal do Michael Kiske está melhor do que nunca no Chameleon, ele sempre foi um vocalista muito, mas muito bom mesmo. Instrumentalmente os integrantes da banda fazem um bom trabalho, Roland Grapow é um gênio, porém é inegável a falta de “peso” nas composições, no máximo as músicas “First Time”, “Revolution Now” e “Step out of Hell”, mas ainda assim falta alguma coisa.

De qualquer forma, analisando com calma, não é um álbum que vai agradar todos os Metaleiros por aí, talvez agrade mais suas esposas/namoradas do que o contrário, mas é um álbum que tem várias músicas interessantes e que talvez sirva para “converter” novos metaleiros ou simplesmente para escutar para relaxar....ninguém vai bater cabeça com Chameleon do Helloween.


Nota: Fiz uma viagem um tanto quanto longa no carnaval e tive tempo de escutar 4 cds “Best of the 80’s” e notei que várias das músicas que fizeram sucesso nos anos 80 usavam essas !@#$% de cornetinhas/trompetes etc. Então além de gravar um álbum que decepcionou os fãs o Helloween ainda fez uso EXAGERADO das !@#$% de cornetinhas/trompetes etc pelo menos 3 anos DEPOIS da década de 80 ter terminado, provavelmente até as !@#$% de cornetinhas/trompetes etc já estavam fora de moda!


Nota: 6,5



Pirikitus Infernalis
Mais um cd dessa banda nova e...porra, peraí. Isso é Helloween?

O cd começa com First Time que a princípio parece apenas uma música mais ou menos porém chega o refrão e você logo acha a música uma grande perda de tempo, e o problema é que isso se estende pelo resto do álbum. When the Sinner tem uma das estruturas musicais mais engraçadas com os trompetes no refrão, eu comecei a dar risada ouvindo isso, finalizando com um solo que me remete a imagem de um bêbado tocando sozinho em uma rua escura e deserta de Chicago. Como isso pode ser Helloween? E olha que eu nem sou grande fã da banda, muito longe disso.

I Don’t Wanna Cry no More parece um Whitesnake/Mr Big 3 vezes mais brega, horrível. Crazy Cat é legal pois a introdução dela serviria muito bem para abertura de algum anime (de preferência no estilo Cowboy Bebop). Giants é um bom rock e provavelmente a melhor musica do cd, o que me fez pensar que o cd não deveria ser tão ruim assim. Eis que vem a sequencia Windmill, Revolution Now, In the night e Music pra sepultura toda e qualquer chance de eu achar este cd bom. A boa Step Out of Hell funciona como um ultimo suspiro para o cd morrer de vez com as péssimas I Believe e Longing.

Eu sou a favor do experimentalismo, um músico vive da sua inspiração, independente de seu estilo musical. Porém, um experimentalismo deve ser acompanhado de um bom senso de saber que essa mesmíssima banda já gravou uma das maiores obras do Heavy Metal (Keepers pt. 2) e que com esse e outros CDs angariou uma legião de fãs. Bandas quase botaram uma carreira a perder com tentativas pífias de transfigurar o seu som na base do experimentalismo como Bruce Dickinson (Skunkwork), Graver Digger (Stronger Than Ever – mesmo estando sob o nome Digger) e Metallica (St. Anger). Ou você adiciona características dentro do seu som e tenta inovar como banda, ou você faz um outro som como uma outra banda. O exemplo mais claro disso seria o Lulu gravado por Lou Reed + Metallica.

Saber que esse cd pertence a mesma banda que gravou Keepers pt.2 é realmente decepcionante.

Ps: Velho...sério...olha esse trompete no refrão da When the Sinners...

Top 3: Crazy Cat, Giants e Step Out of Hell – Shame pit: Todas as outras.

Nota: 4


The Magician
3
Entre suas diversas borrifadas, cismas, picuinhas, provocações, alfinetadas,... ou qualquer uma de suas rotineiras artimanhas... , Metal Mercante finalmente atingiu o topo da sua parábola de fanfarronice.




O trunfo de sua cornetagem mais aguda foi o álbum “Chamaleon”, de uma das maiores bandas de Heavy Metal de todos os tempos, o Helloween.


Basta dizer que de TODAS (T-O-D-A-S, TODAS!) as postagens do blog, foi este o CD que mais apresentou conteúdo alheio ao Metal tradicional. Em Chamaleon os alemães atiraram para todos os lados e atingiram: blues-pop, grunge, pop rock, hard rock, Country Pop, Lullabies e por duas, somente duas vezes o Heavy Metal melódico. Sendo que o material como um todo é afinal um estudo de eclectismo.


E acho que preciso de apenas um ou dois parágrafos para sintetizar toda a análise do conteúdo musical, que no fim das contas não desprezo por completo; mas sempre resaltando o distanciamento com os predizeres dessa casa (a casa sagrada do Metal).


As faixas “Giants” e “First Time” são Heavy melódicos de primeira qualidade, extremamente competentes, e podem ser consideradas sim entre as grandes musicas da carreira da banda, - sem devaneios ou desvios representam o verdadeiro legado do Helloween. As demais músicas são experimentos de gêneros populares, que se alternam entre grandes saltos e verdadeiros “voos de criatividade” de Kiske e Grapow.


Porém em todo seu percorrer Chamaleon é extremamente bem produzido, com muito trabalho em cima dos detalhes. Kiske aqui atingiu o ápice de seu trabalho, e raros registros de qualquer outra gravação de qualquer outro artista do gênero atinge ou atingirá esse nível de qualidade nos cantos-solos (uma pena que esse talento tenha sido tão desperdiçado aqui). Outro ponto a favor do álbum são os solos de guitarra, que mesmo tendo que se performar dentro de melodias e estruturas totalmente fora de contexto, seguram bem a bronca com boas doses de inspiração e técnica em todas as músicas.


Entender a postagem do álbum por parte do sátiro Merchant é fácil, ele acha que aqui é casa da Mãe-Joana e usou o espaço do site para homenagear sua esposa, ou para provavelmente reatar suas relações conjugais, ou apenas conseguir algum “alvará” inegociável perante a patroa; uma vez que seu perfil de “olheiro do Metal” foi inquestionavelmente combalido pelos fatos de postagens BEM fracas aqui no blog... é mesmo o fundo do poço.


Mas difícil é entender o Helloween e seu lançamento mal sucedido de 1993, que nem mesmo pode ser considerado uma travessura de Halloween, já que foi lançado no mês de junho daquele ano. Nos resta apenas montar as peças e pistas deixadas para trás e deduzir o acontecimento.


- A autoria das composições foi dividida em três terços (Weikath/Kiske/Grapow), sendo que há um abismo entre as criações de Weikath e de seus companheiros: First Time, Giants, Revolution Now e Windmill, sendo que esta ultima é a que mais foge ao seu estilo básico, mas que não é uma genuína novidade no gênero (vide “The Tale that Was’nt Right” – Keepers part I);


- A turnê do disco proporcionou sérios desentendimentos recorrentes entre Kiske e Weikath, que dividiram a banda em dois “grupos”: Weikath e Grapow e Kiske e Ingo. A situação terminaria com a demissão de Kiske e suicídio de Ingo;


- A letra de “Giants” pode ser entendida como um verdadeiro testemunho de como a banda (ou Weikath) se sentia na época com relação à gigante Gravadora EMI que assumiu os contratos do grupo a partir do disco “Pink Bubbles Go Ape”;


- E por fim, em uma entrevista Weikath foi questionado: “... você realmente odeia o trabalho feito em Chamaleon?”, e respondeu:


“ ... quanto aos membros da banda na época e da qualidade do trabalho não me cabe dizer, mas o fato é que este álbum não ajudou o Helloween em nada até hoje...”


Minha impressão é que houveram “influencias” da gravadora e dos produtores sobre o trabalho comercial de Chamaleon após o relativo fracasso do álbum anterior, e que esta intervenção vil tinha o aval de Kiske, que já planejava ingressar em uma carreira solo pop “by MTV”, e sonhava em desfrutar do glamour das paradas de sucesso da Billboard e do mercado americanizado.


No fim seus planos caíram por terra, e após diversos fracassos individuais Kiske 10 anos depois viria a ser acolhido novamente pela comunidade que o revelou e o acolheu no ínicio de tudo... o filho pródigo.


E o Helloween e seu líder Weikath, continuaram em sua carreira como ícones do Metal.


Nota: 5,8 ou \m/\m/\m/.


Como sou profissional, escuto o álbum e dou meu parecer, não gosto de questionar a procedência ou o gênero das postagens. Mas o disco Chamaleon do Helloween é uma espécie de máscara para enrustidos que se dizem metaleiros até o fim, mas que gostam de músicas estilo Tinna Tunner, Elton John ou Phil Collings, esse tipo de postagem realmente dá margem a loops de provocações e rixas entre os membros que não acabarão tão cedo. Mexe com um dos pontos mais temidos e evitados por todos os tipos de metaleiros: “o que você gosta fora do metal?”


Isso é guardado à sete chaves por cada um de nós em seu próprio âmago, pois fora do metal só existe o metal...........................................................................certo?


Aconselho não voltarmos à esses assuntos...