sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Megadeth - Rust in Peace

Rust in Peace lançado em 1990 pela banda Megadeth, está entre os álbuns mais votados pelos metalcólatras.




Phantom Lord
Apesar de conhecer os trabalhos do Megadeth desde o final dos anos 90, passei a me interessar mais pelas músicas desta banda depois de “re-ouvir” alguns álbuns em 2004. Daí para frente ouvi praticamente todos discos de estúdio lançados até então, o que me permite fazer algumas comparações entre os álbuns. Após ouvir várias vezes Cryptic Writings e Countdown to Extinction, decidi procurar discos mais velhos da banda, então escolhi (quase aleatoriamente) o Rust in Peace. Após escuta-lo, automaticamente passei a considera-lo o melhor trabalho da banda, e o Megadeth passou a ser uma das minhas bandas favoritas. Levemente mais “rústico” do que os cds posteriores, e muito mais “pauleira”, Rust in Peace é uma obra-prima do Heavy Metal (ou do Thrash). A velocidade e agressividade estão presentes de modo similar aos álbuns anteriores (Killing is My Business, Peace Sells, So Far, So Good...), porém o Rust in Peace parece muito mais inspirado e trabalhado.
O álbum começa com um hino avassalador do heavy metal: Holy Wars (The Punishment Due), aparentemente uma crítica as guerras santas... e assim o álbum continua com outros temas, debulhantemente avassalador (Hangar 18, Take no Prisioners... até a última faixa Rust in Peace... Polaris), sem pausas, sem músicas calmas ou meigas. Rust in Peace é a maior prova de que é possível fazer um ótimo álbum veloz e pesado sem calmaria e sem firulas. Nota 9,5.


The Trooper
3
4° álbum de uma banda de heavy metal extremamente talentosa, cuja mente por trás, as vezes deixa de reconhecer sua própria grandiosidade. 

David Mustaine É o Megadeth, logo após sair da clínica de reabilitação, com uma nova formação da banda (vale citar o nome Marty Friedman), e um produtor que pela primeira vez dura do início ao fim, lança um álbum excepcional, não só ele mesmo, como boa parte dos fãs do Megadeth consideram esse o melhor álbum da banda. 

Para mim, entretanto Rust In Peace está para Ride the Lightning como Countdown To Extinction está para Master of Puppets. 

Mas vamos nos ater a este trabalho: o álbum inteiro é bom, mas as faixas Hangar 18, Holy Wars e Tornado of Souls estão em outro patamar, sendo que as duas últimas são obras-primas, e a crítica na letra de Holy Wars é uma questão pungente até hoje, embora Dave tenha escrito após refletir sobre o I.R.A., a música sempre me lembra o filme Munique, e evoca o derramamento de sangue desnecessário que parece que vai nos acompanhar pela eternidade. 

Ótimo álbum, não pode faltar no seu hd.

Metal Kilo
Como fazer alguma crítica sobre uma obra de arte desta magnetude? Nada que eu for escrever aqui consegue traduzir esta obra prima do Metal! Bom vamos por partes... A parte instrumental é absurda! Em minha humilde opinião Marty Friedman é um dos guitarrista mais talentosos que já pisou a face da terra (ao lado de Randy Rhoads) e neste album ele estava extremamente inspirado. Dave Mustaine escreveu a todas as musicas deste album.... ele tambêm esta muito inspirado. Todas as músicas são empolgantes e extremamente pesadas. Assim como meu amigo The Trooper tenho que destacar as músicas Holy Wars, Hangar 18 e Tornado of Souls, apesar de todas as músicas serem ótimas, estas estão realmente em outro patamar.
Eu realmente não gostaria de citar Metallica em um post sobre o Megadeth, pois sempre existe aquela velha e chata discussão sobre qual é melhor, qual é pior e quem é o traidor da história, mas na realidade eu preciso agradecer ao pessoal do Metallica por ter dado um chute na bunda do Mustaine. Se isso não tivesse acontecido provavelmente não teríamos hoje este que eu considero o melhor album de Heavy F*cking Metal de todos os tempos. Mas infelizmente assim como o Metallica o Megadeth lançou vários albuns excelentes para depois se perderem no meio da estrada. E até hoje estão tentando se encontrar.... Infelizmente ainda não conseguiram.


Metal Mercante

* - com medo de represálias do Bloglord e do grupo “senãoéMetallicanãoébom” vou escrever meus comentários sobre este cd do Megadeth deixando os adjetivos em branco para os leitores utilizarem sua imaginação
Megadeth sempre foi uma banda ________, comecei ouvindo “Countdown to Extinction” e “Youthnasia” e só depois de algum tempo fui descobrir “Rust in Peace”, que é simplesmente uma ________.
“Rust in Peace” é o quarto álbum da banda e uma ________ em relação a fase que vou chamar de “alcoólica” da banda onde os trabalhos eram menos ________ e muito mais ________. “Rust in Peace” certamente foi um hit entre os fãs e aclamado pela crítica, eu acho que essas pessoas estão ________, pois de fato este foi o ________ álbum da carreira da banda.
Para quem gosta de citar prêmios, nominações e outros dados ________ que se encontra nas ________ revistas especializadas de Metal. Em 1991 e 1992 o Megadeth chegou até ser nominado ao Grammy, mas não levou. Baseado em outras nominações como Korn(1997) e Slipknot(2001) e prêmio como St. Anger(2004) e Slipknot(2006) dá pra perceber que o pessoal do Grammy ________ ________ ________ de Metal.
Em ________ ao Metal Kilo, digo:
Megadeth é ________ que Metallica...E ________ -se todo mundo!

The Magician

Depois de Grave Digger, Metallica, Manowar, Blind Guardian e Iron Maiden, agora é a vez da banda americana “peso-pesado” Megadeth dar o ar da graça em nosso blog-metal!
Sua colocação entre os álbuns mais votados por nosso quorum me permite pela primeira vez comentar o método mais eficaz e eficiente de formações dentro desse tipo de musica: o desmembramento das bandas.
Metallica
Megadeth (Mustaine)
Black Sabbath
Ozzy Osbourne (Ozzy)
Black Label Society (Zack W.)
DIO (Ronnie J. Dio)
Iron Maiden
Bruce Dickson
Blaze
Viper
Angra (A. Mattos)
Shaman (Mattos/Mariuti/Confessori)
Blind Guardian
Savage Circus
Helloween
Gamma ray (Kai Hansen)
Independente dos comentários e comparações oriundas desse tipo de nascimento de bandas, acredito que seja saudável para o gênero como um todo, principalmente quando a banda originária continua na estrada.
Megadeth é uma ramificação “Metallicana” que lapidou e apurou sua sonoridade de forma exímia até seu quarto trabalho de estúdio, o Rust in Piece.
Álbum que pode ser considerado um dos mais “porrada” do meio Metal, iniciando sua frenética demonstração de guitarras fritadas em “Holy Wars” e terminando apenas na última faixa “Rust in Piece... Polaris”.
O CD Rust in Piece é marcado principalmente pela velocidade em que Nick Menza conduz a bateria, dando abertura aos velozes guitarristas que exibem riffs e licks extremamente técnicos a torto e a direito. O trabalho pra mim apresenta uma das melhores combinações já escutadas do que é o conjunto de dois guitarristas solistas intercalando as bases e os solos. Tamanho virtuosismo e exibicionismo, parte herdada pelo estilo emblemático de Friedman em Cacophony e parte fornecida pela mais inspirada fase de guitarrista de Mustaine, acaba quase oprimindo o baixo de Ellefson.
A voz “gnomica” de Dave acaba por completar com bastante competência a sonoridade provocativa de Rust in Peace, que como em outros trabalhos ataca os “espólios” do sistema.
Os raros pontos fracos do CD ficam por conta das faixas “Five Magics” e “Dawn Patrol”, onde o baixo é o maior responsável por ditar o compasso das músicas. Como destaque e carros-chefe estão a óbvia “Holy Wars”, “Lucretia” e (a melhor de todas) “Tornado of Souls”.
Rust in Peace pode ser definida como uma rara jóia musical, talvez a mais valiosa delas quando o objetivo a ser encontrado é a mais verdadeira expressão da execução extremada e do papel das guitarras dentro do Heavy Metal.


Joe The Barbarian

Contrariando o que todos pensam eu acredito que Megadeath e Metallica possuem apenas uma coisa em comum - Dave Mustaine - e só! Não é possível dizer que uma banda "nasceu" da outra. Isso é ridículo, porque o Megadeath foi formado em 1983 e o Metallica tinha gravado um único disco até então (kill'em All), ou seja, foi o começo de tudo praticamente. Sempre tentei defender que esse negócio de bandas rivais só existe na cabeça de metaleiro mongolóide, eu já fui um e assumo, mas hoje com tanta coisa para se ouvir e consumir, é pura bobagem dizer que Metallica é melhor que Megadeath, ou vice-versa, uma vez que são bandas diferentes tocando músicas próprias. Volto a insistir, se todos tocassem a mesma música daí teríamos como avaliar, bandas tão importantes no cenário do Heavy Metal.
Eu particularmente escutei mais Metallica do que Megadeath, mas pelo simples motivo que na minha época não haviam MP3 ou players portáteis que permitissem ouvir muito mais que uma ou duas bandas frenéticamente. Enfim, hoje é claro podemos consumir metal do mundo inteiro, em qualquer lugar e a qualquer hora e isso facilita conhecer coisas novas, sem deixar de ouvir os clássicos.
Agora mais precisamente sobre o Megadeath, é uma banda maravilhosa! Com som de qualidade e pesado, muito pesado, aliás não tem como falar em Megadeath sem lembrar dos personagens Beavis 'n Butthead (MTV), que cantavam o riff de Symphony of Destruction... que saudades.
Megadeath faz um som simples e pesado sem maiores firulas, como disse Phantom Lord, mas com requintes de boas construções harmônicas, creio eu que seja legado de Marty F. e sua experiência com Jason Becker (Cacophony), já que Marty F. entrou para o Megadeath neste álbum e seguiu daí para frente contribuindo com o melhor e "pior" das escalas menor melódica e menor harmônica em Em7-, a mesma vaga que teria sido oferecida para Dimebag Darrell Abbott (Pantera), não pode ser preenchida, pois o guitarrista não entraria em outra banda sem o seu irmão o baterista Vinnie Paul Abbott, essa história, inclusive, ajudou a promover o Pantera que era totalmente underground na época.
Rust in Piece não é meu álbum predileto do Megadeath, mas com certeza é um dos melhores álbuns de metal de todos os tempos!
Destaque para as faixas Holy Wars.. TPD, Rust In Piece, Hangar 18 e Lucretia.

NOTA: 9,8

Kill, Crush n' Destroy...


Treebeard
Que poético!

"The end is near, it's crystal clear
Part of the master plan
Don't look now to Israel
It might be your homeland."

Hail Metal Nation! Já começamos este post assim, sem frescura, sem vaselina! "Holly Wars... Punishment Due!", dá início ao CD com um PUTA COICE! Um instrumental sem noção, bem trabalhado e alucinante! Esta música é responsável por uma das maiores rodas de Headbanger que já vi em minha vida! O Credicard Hall ficou minúsculo e virou um grande campo de batalha! Tive a felicidade de presenciar este fato 2 vezes, antes de começarem com a "papagaiada" de Pista VIP em casas de shows ridículas e minúsculas. Sou totalmente contra este tipo de atitude abusiva! Posso até concordar em ter uma área VIP em show de Estádio, mas em casinhas assim, acho um absurdo e uma falta de respeito!

Bem, não irei destrinchar o CD faixa por faixa, vou seguir com a idéia de comentar apenas as musicas que me marcaram mais! Logo na sequência de Holly Wars, temos "Hangar 18", que vem na pegada firme e forte, com uma letra um tanto quanto interessante, que fala sobre a Área 51 e os mistérios que rondam por lá! Tenho medo até de pensar no que se passa naquele lugar tão isolado e protegido no meio do deserto de Nevada, nos USA! Acredito que se algum ser humano normal descobre e passa isso ao mundo todo, acho que toda a raça humana entra em parafuso, pois acho que devem acontecer coisas bizarras por lá, não só envolvendo alienigenas, mas também seres humanos. Não me surpreenderia se daqui algum tempo em alguma guerra surgissem seres mutantes ou até mesmo super soldados como vemos nos filmes, gibis, video game e etc. Espero estar vivo até lá para poder dizer que eu ja sabia. Pode até parecer loucura minha ou teoria da conspiração, mas tratando-se de USA, guerras e imperialismo, não devemos duvidar de nada que possa ser criado pela terra do Tio Sam.

"Tornado of Souls", uma excelentissima musica, também muito pedida e ovacionada nos shows do Megadeth! Esta musica possui um instrumental muito louco, solos insanos e riffs pesados com bastante pegada! Sem duvidas, uma das melhores musicas do CD!

"Lucretia" também é uma musica que gostei muito! O estilo dela, a pegada e os solinhos também são muito bom!

E fechando "Rust in Peace...Polaris" que começa com um solinho de bateria muito louco e logo na sequencia vem os riffs de guitarra acompanhando! A musica depois entra na pegada Thrash, com riffs rapidos, pesados e consistentes!

Concluindo minha resenha, acho que este CD é um dos mais épicos do Megadeth! Dave Mustaine definitivamente é um gênio e acho que ele é um grande contribuinte pela ascenção da sua ex banda arqui-inimiga, o Metallica. James e Lars devem muito ao Mustaine, que foi um dos criadores dos grandes Hits do Metallica. E digo mais, digo também que atualmente no cenário do Thrash Metal, Megadeth é a MELHOR banda! Até hoje Dave consegue escrever musicas absurdas e compor riffs destruidores, bem como seus solos que também são debulhantes! E tenho dito!

\m/ Cheers Mates!


Venâncio
Não sei o que acontece, não tenho motivos pra não gostar de dessa banda, mas quanto mais escuto, mais percebo que somente aprecio Symphony of Destruction e as demais não possuem nada que me chame atenção de forma positiva ou negativa.

O que dizer quando não gosta de uma banda sem motivos especificos?

Ao contrario do que apontei no Persuader, o Megadeth não sofre da sindrome Cavaleiros do Zodiaco, a quimica da banda é boa, tudo se encaixa, mas pra mim num rola...

Vai ficar na média. 5 pitus.


 Hellraiser
3Com certeza o melhor e mais criativo trabalho do Megadeth 

A banda com uma formação de dar inveja a todas outras, e no auge de sua criatividade e competência. 

Não existe necessidade de se falar muito deste álbum..... 

Apenas ouça ``Holy Wars ...`` e tente não balançar sua cabeça ! 

Apenas se deslumbre com os solos de ``Hangar 18``! 

Apenas curta esse álbum !! 

Nota 9,5

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Iron Maiden - The Number of the Beast

O álbum The Number of the Beast, lançado em 1982 pela banda Iron Maiden, é o 9º lugar das "eleições metalcólatras" empatado com alguns álbuns de outras bandas.





Phantom Lord
The Number of the Beast é o primeiro álbum com Bruce Dickinson no vocal e sem dúvida, o melhor trabalho de estúdio do Iron Maiden na minha opinião. Além de conter muitos “hits” ou “clássicos” da banda, gosto muito das músicas “lado B” deste álbum. Ao meu ver, neste disco, a banda começa definir sua forte identidade com as clássicas "cavalgadas" e vocais mais melódicos.
Invaders começa como um belo sopapo na orelha. Children of the Danmed tem um trabalho instrumental impressionante. The Prisioner e 22 Acadia Avenue mantém o elevado nível das músicas. A faixa título é épica (apesar de ter tocado exaustivamente nas rádios-rock há anos atrás). Run to the Hills é minha música favorita neste disco, Gangland mantém o bom ritmo acelerado da maioria das músicas e Total Eclipse é a mais diferenciada do álbum (porém, é a música que menos aprecio em The Number of the Beast). Hallowed Be Thy Name é mais um clássico do maiden que marca presença neste álbum. Como um todo, considero The Number of the Beast um dos melhores álbuns de heavy metal... praticamente viciante. Nota 9,6


Metal Kilo
Iron Maiden... O que posso falar desta banda tão amada e tão odiada por mim.... A primeira "fita" que ganhei na minha vida foi The seventh son of the seventh son, o primeiro "CD" que comprei foi The X Factor..... Tenho certeza que sou o único dos metalcolatras que tem por fase favorita do Maiden a fase Paul Di'Anno, e que enterrei de vez o maiden quando foi anunciada a volta de Bruce Dickinson para o mesmo... portanto o último album de inéditas que escutei do Iron Maiden foi Virtual XI. Antes que o The Magician pergunte eu já respondo! "NÃO EU NÃO ESCUTEI A BRAVE NEW WORLD". Bom mas o assunto é "The Number of the Beast". Fazia tranquilamente mais de oito anos que não escutava na íntegra este album. Realmente o álbum é um clássico! Mantêm o bom nível ao longo de todas as músicas e recheado de clássicos ao vivo do Maiden. Mas tenho que destacar o "miolo" do album... Começando com uma das músicas mais legais desta banda que é "The Prisioner", passando por 22 Acacia Avenue, The number of the beast e Run to the Hills.... quatro petardos em seguida. Até hoje uma das melhores lembranças que tenho de shows foi na Chemical Wedding Tour quando o show foi encerrado com The Flight of Icarus e Run to the Hills! Épico! O Album termina com Hallowed by thy Name.... Outro clássico. Em minha opinião, este é o album mais consistente da era Dickinson. Todas as músicas são de alto nível, ao contrário da maioria dos albuns que viriam em seguida, que possuem duas ou três músicas realmente boas e o resto abaixo da média...

The Trooper
3
Ufa, nada como ouvir uma obra-prima logo após um álbum entediante, como consequência haverá mais elogios que o normal nesta resenha. Quando comecei a ouvir Iron Maiden na sexta série, demorei um pouco para me acostumar aos vocais agudos de Bruce Dickinson, hoje em dia porém, não tenho o que falar desse vocalista fabuloso, de sua interpretação, etc. Por isso vou resumir a participação dele nesse álbum dizendo que ele conseguiu deixar Invaders boa, mesmo com tons felizes ao cantar sobre pilhagem e estupro de vikings contra saxões e encaixando frases gigantes nos versos de maneira caótica, a música é muito boa. Boa parte das melhores músicas do Iron Maiden, na minha opinião, estão neste álbum, o solo de guitarra em The Prisioner, que começa por volta dos 3:45 com uma distorção "alienígena" é fabuloso; Children of the Damned é excepcional; em 22 Acacia Avenue (se Bruce fosse brasileiro, acho que ele iria competir com Mc Serginho em letras porn) há até uma crítica social (e porque não dizer, romantismo? Esta música deveria assumir o lugar da música do Roy Orbison naquele filme da Julia Roberts, hehehe); Gangland tem um ritmo muito bom; The Number é uma música fantástica, que aborda satanistas sem ser ridícula, estilo filme de terror; Total Eclipse é a música que menos parece Iron Maiden, com um riff de guitarra no refrão que lembra músicas mais recentes, mudanças bruscas no ritmo, mas ainda sim, bem estruturada; por fim, Run to The Hills, uma das melhores músicas do Iron Maiden, letra, bateria, baixo, enfim, tudo extraordinário (aliás, uma das características marcantes de Iron Maiden, é que as distorções da guitarra não encobrem o baixo, e bateria+baixo+guitarras formam uma combinação fantástica aqui - estou dizendo isso, mesmo sendo hiper-fã de "And Justice For All...", ok, podem me chamar de eclético). Deixei Hallowed Be Thy Name de fora, justamente porque ela merece estar de fora, é fora do comum, trandescendente (acho que supera até mesmo Afraid to Shoot Strangers), todo show deveria acabar com ela, tudo deveria acabar com ela, The Magician citou uma música do Manowar como a trilha sonora de sua morte, bem, com certeza eu escolheria Hallowed Be Thy Name.

Joe The Barbarian

Um clássico! Na minha opinião o melhor álbum da banda, devido a reunião de músicas que levam qualquer metaleiro a loucura.




Há muito tempo atrás eu era fã incondicional do Metallica, que até certo ponto era uma banda rival do Iron Maiden, pois disputava a unha os metaleiros, e me lembro de discussões calorosas dessa rivalidade, alimentada pela mente deturpada de alguns Head Bangers, enfim, por isso, quando me lembro dessa época, The Number Of The Beast vem a minha mente e torna claro que Iron Maiden merece respeito e muito! Esse álbum é maravilhoso, Bruce D. está perfeito, Dave Murray já carregava Adrian S. nas costas, mas tudo bem faz parte.

Impressões marcantes no álbum: velocidade, ritmo, harmonia, composições sólidas e a voz que conquistou o mundo do Heavy Metal... Sir Bruce D.!

/bow

Nota: 10

Kill, Crush n' Destroy...



Pirikitus Infernalis


Queridos companheiros de heavy metal, tentando (e conseguindo) ser o mais idiota possível, o que temos em discussão é indiscutível. The Number of the Beast é uma obra de arte não só pela sua qualidade, mas também pela importância dessa preciosidade.

Na minha opinião, esse é o cd onde o Iron Maiden que conhecemos hoje iniciou sua lapidação. A chegada de Bruce se fez necessária e ele provou a que veio, mesmo não tendo escrito nenhuma música nesse cd, e deu o empurrãozinho para iniciar a MaidenMania

Musicalmente o cd é praticamente impecável, o único ponto fraco pra mim é Invaders, de resto é tudo perfeito. Repito, de Children of the Damned até Hallowed be thy Name o cd é PERFEITO! Indiscutivelmente o melhor cd do Maiden, ouça sem moderação.

"When you know that your time is close at hand
Maybe then you'll begin to understand
Life down there is just a strange illusion"




Treebeard
Hail fellas! O assunto agora é Iron Maiden, pela segunda vez no Blog. O album desta vez é o clássico e épico "The Number of the Beast".

Iniciemos então! Falar de Iron Maiden, pelo menos para mim, é algo muito complicado, pois gosto MUITO desta banda! Acho que é uma das bandas mais bem sucedidas e confesso que eles também tem seus podres e tal, mas os admiro muito por estarem firmes e fortes, mesmo que fazendo alguns Cds meia boca nos ultimos tempos. Também acredito que o Maiden seja uma banda de Heavymetal que possui dos mais fiéis fãs da história! Mesmo quem mais ama Iron Maiden, também consegue odia-los, mas sem deixa-los de lado ou esquece-los.

Passado o momento "encheção de linguiça", este album do Maiden é definitivamente uma obra-prima! Ele já com a musica "Invaders", que acho boa, porém não é uma daquelas q me faz ouvir repetidamente como outros clássicos do Maiden. "Children of the Damned" é um absurdo de bom! Tive o prazer de poder ouvir os caras tocando esta ao vivo no ultimo show do Maiden. É uma verdadeira obra de arte, que inclusive foi até regravada por diversas outras bandas, entre elas, Skid Row! "The Prisioner" é outra excelentissima música! E um refrão que fiz questão de cantarolar quando deixei um dos meus ultimos empregos que era totalmente extressante, para os que não conhecem, ai vai a parte que mais recitava "Not a Prisioner, I'm a Freeman and my blood is my own now. Don't care where the past was, I know where I'm going."

"22 Acacia Avenue", o endereço que você deve ir quando se sentir deprimido e solitário, pois lá você irá se sentir quente e aconchegante! Esta musica pode também representar a nossa queridíssima Rua Augusta aqui de SP. E a Donzela de Ferro escreveu esta musica para dar continuação à saga da Charlote de Harlot. Ótima musica também! Enfim, chegamos na musica tema do CD, "The Number of the Beast", que na época foi muito criticada pela suas letras satânicas. Muitos LP's na época foram incendiados por idiotas fanáticos religiosos, que hoje em dia devem estar em Estado Mental Semi-Vegetativo de tanta porcaria que a religião enfia na cabeça destas pessoas incultas e totalmente manipuladas.

"Run to the Hills", acho que não preciso comentar sobre esta musica, né? Ela é simplesmente um dos maiores hits do Iron Maiden e também foi regravada por diversas bandas. O Metallica até tentou fazer uma zuera tocando esta musica em um show ao vivo e no estudio, porém, Kirk e Lars ainda tem muito que aprender! Não digo tanto o Kirk, que me parece ou parecia ser um guitarrista competente, mas o Sr. Lars é realmente uma lástima na cozinha da banda. Claro que esta parte da minha resenha, foi apenas para dar uma cornetada.

Dando continuidade no CD, temos a musica "Gangland", que na minha opinião se mantém em um nível razoável perto das outras. Assim como Invaders, não é daquelas músicas que eu escuto repetidamente. É uma boa porrada de musica, mas acho que as outras músicas deixam ela meio ofuscada.

E para encerrarmos esta minha análise, com vocês "Hallowed Be Thy Name", que é uma das musicas mais fodas já composta pelo Iron Maiden. Não vou nem falar nada sobre a parte instrumental impecável desta música.

Meus amigos, este CD do Maiden é realmente de tirar o fôlego de qualquer Headbanger. O Iron poderia facilmente fazer uma Tour só deste CD, mesmo que o show durasse 50 minutos, seria a coisa mais épica da história, com certeza! Assim como Megadeth fez na Tour do Rust in Peace, que para aqueles que foram, se tornou um dos shows mais memoraveis da história da banda.

Os musicos da Donzela fizeram uma verdadeira Masterpiece do Metal que JAMAIS será esquecida no tempo!

\m/ Cheers Mates!




The Magician

Foi em 1982 que o terceiro álbum dos ingleses do Iron Maiden foi lançado com sua marcante capa e polemico título: “The Number of the Beast”, possivelmente o mais popular CD da história do Metal.

Diversos pontos devem ser mensurados nesta resenha devido à qualidade, importância e abrangência desta obra em todos os sentidos, a qual melhor define o que é o Iron Maiden.

A Primazia!

Steve Harris forjou a banda a ferro, fogo e aos detalhes. Embora o Maiden não tenha sua proposta apoiada em melodias e composições exatamente técnicas, suas apresentações e seus trabalhos de estúdio sempre prezaram pela qualidade harmônica, e pela equalização e compilação do conjunto instrumental. Alem disso o nível de profissionalismo da banda sempre chamou a atenção da crítica e do público.

O alto padrão de exigência do líder do Iron resultou na demissão de nada menos do que quatro integrantes até a chegada de seu terceiro álbum. As vitimas foram exiladas por motivos em comum: a falta de identificação com a banda, a falta de compromisso ou o fraco desempenho como musico ou compositor.

Demitido!

Paul Di’Anno juntou quase todos os elementos do parágrafo anterior. Sua falta de identificação com seu estilo rebelde (de agir e de cantar) fizeram com que parte da mídia inglesa da época classificasse o Iron Maiden como banda punk. As atitudes e declarações desmedidas (reclamações de salários baixos, Negar-se a cantar e atacar algumas outras bandas) começaram a desmantelar o compromisso que tinha com o quinteto. E por fim o uso de drogas vinha a interferir com seu desempenho. Olho da rua...

Contratado!

Paul Bruce Dickinson dispensa comentários. Veio da banda inglesa da mesma época “Sansom” (engraçado saber que o Maiden já havia aberto alguns shows para eles) e virou de ponta-cabeça a melodia vocal do grupo. O estilo melódico e potente da voz de Dickinson só seria substituído 10 anos mais tarde.

O número da besta.

O terceiro álbum apresenta duas principais características novas na sonoridade, uma óbvia, a nova linha de voz e outra mais discreta, a participação de Smith nas composições. O guitarrista, amigo de infância de Dave Murray, embora presente no trabalho de Killers de 1981 teve sua primeira chance de escrever em The Number of the Beast.

Ainda assim, todos os compassos e tempos são marcados em função do baixo de Harris, o “maestro” da banda.

Polemica sempre foi marca registrada do Iron Maiden desde seus primórdios, seu primeiro single trazia a então primeira ministra britânica Margaret Thatcher assassinada pela mascote “Eddie”. Contudo com a fama que já tinha o Maiden em 1982 na Inglaterra, o título foi a gota de nitroglicerina que faltava para a explosão de polemica em torno da banda e de sua imagem. Garotos de 14 e 15 anos gritando o nome do disco e balançando a cabeça assustou muita gente naquela época. ...Alem de tudo Harris é um puta de um marketeiro!

Destaco no conteúdo: “Invaders”, “Children of the Damned”, “The Prisioner”, “Run to the Hills”, “The Number of the Beast” (na introdução da faixa titulo pode-se escutar a melhor utilização do efeito de flanger da história – em minha opinião - , o som serve para ambientar o clima insólito do sonho de Harris que se transformou nessa música) e por fim a melhor música do Iron Maiden daqui para o sempre: “Halloweed Be Thy Name”!

Quanto à profecia apocalíptica digo que o número não foi gravado na testa ou na mão direita dos homens como fora escrito, mas sim na mente de muitos metaleiros de todas as gerações!

AOS INQUISIDORES DO BLOG

Fui acusado de mentiroso e “inventor” de histórias por alguns de meus companheiros metalcólatras. Em resposta à este pequeno grupo coloco abaixo as fontes de meus comentários:

“Sua falta de identificação com seu estilo rebelde (de agir e de cantar) fizeram com que parte da mídia inglesa da época classificasse o Iron Maiden como banda punk...”
Fonte: Roadie Crew edição especial - dez/2010

“O guitarrista, amigo de infância de Dave Murray, embora presente no trabalho de Killers de 1981 teve sua primeira chance de escrever em The Number of the Beast...”
Fonte: site oficial do Iron Maiden

“Paul Bruce Dickinson dispensa comentários. Veio da banda inglesa da mesma época Sansom (engraçado saber que o Maiden já havia aberto alguns shows para eles)...”
Fonte: Wikipédia a enciclopédia livre

“...foi gravado na testa ou na mão direita dos homens como fora escrito...”
Fonte: 27º livro do novo testamento "O Apocalipse" – Cânon Bíblico
Autor: Apóstolo João, filho de Zebedeu



Venâncio
Mais um complicado.

Vi neste álbum minha clara tendência "comercial" do metal, i.e., meu gosto se aproxima da mídia, afinal quantos que gostam de metal seriam contra Iron, principalmente em um álbum clássico como esse? Citarei 4 pontos altos da obra e 3 estão no Best of the Beast, que faz juz ao nome.

Por este motivo a criação deste blog se torna importante para mim, com o objetivo de me desvincular da mídia com a oportunidade de conhecer o que não toca nas rádios (que nossa são tantas agora...), agora vejo utilizando meu tempo livre na busca de bandas de Rock/Metal na maioria em outros idiomas como Armênio e Russo (que é bem difícil achar uma vez que num manjo de nenhum desses idiomas), se alguém puder sugestionar algo fico agradecido.

Sendo, como se chama mesmo... ah..., totalmente lado A temos os seguintes pontos altos: Invaders, The Number of the Beast, Run to the Hills e Hallowed Be Thy Name.

8 pitus e um cálice de Sangue de Boi.

Sacred Steel - Iron Blessings

O álbum Iron Blessings lançado em 2004 pela banda Sacred Steel, foi escolhido para análise por Julião.



Phantom Lord
Ai está uma banda que eu conhecia pouco ou nada a respeito. O trabalho instrumental das músicas é razoável, nada muito criativo, mas não é ruim e mantém um padrão “veloz” de ritmo durante boa parte do álbum. Apesar das músicas terem sua estrutura no heavy metal, elas possuem (principalmente no vocal e letras) “pitadas” de death ou black... O vocal alterna entre um super-grave-estremecido (que lembra uma criatura regurgitando) e um vocal nem grave nem agudo levemente anasalado. Talvez a intenção do vocal mais grave seja dar uma atmosfera sombria e “evil” ao álbum, porém a “voz não grave” é fraca, e às vezes feliz demais para um suposto álbum “heavy” ou sombrio. Este contraste entre os dois tipos de vocais tornam ambos sem expressão, ou seja, as músicas não transmitem coisa alguma (ao contrário do que vemos em Demons & Wizards por exemplo).
O resultado dos dois tipos de vocais (nulo e grave) em um álbum mediano de heavy metal é catastroficamente patético, pois pela considerável falta de criatividade das músicas somada aos urros enjoados ao longo de quase todo o disco, conclue-se que Iron Blessings é escutável... apenas uma vez... A menos que o ouvinte seja um apreciador de um novo sub-gênero (na verdade, corruptela) de Heavy Metal: o regurgitated-boring metal.
Em meio a tantas músicas semelhantes umas às outras, a "melhor" faixa é a inexpressiva Screams of the Tortured, (todas outras estão no vermelho)... sendo a mais lentinha (The Chains of the Nazarene), a mais deformada e insignificante.
Eis o fim das tais notas carnavalescas; Nota 3,0


Metal Kilo
Eu realmente nunca tinha escutado nenhum album desta banda, na verdade eu nunca tinha ouvido falar nela... Depois que escutei o CD entendi o motivo... O cd inicia com uma pegada extremamente pesada. Eu logo pensei "Legal". Não deu nem tempo de terminar de falar legal e veio o vocal..... Não é que o vocal seja ruim... mas alguma coisa não estava certa. De alguma forma não estava certo.... o vocal Gutural é bacana, mas o vocal que tenta ser mais melódico..... Realmente não faz sentido no contexto. Próxima faixa, mais uma vez peso!!! E o maldito vocal tosco..... caramba..... será que ninguém percebeu que ficaria melhor só com o segundo vocal??? E assim se mantêm o album inteiro. A parte instrumental é até que legal, pesado, mas nada de mais. Nada muito elaborado. Mas o vocal está errado..... No fim das contas não me atraiu muito.... Na verdade foi difícil escutar até o fim. Se fosse apenas o vocal Gutural, seria mais bem vindo, apesar de não ser fã de death metal nem nada parecido....


The Trooper
3
Triste... Julião mal posta no blog, e quando sugere um álbum, sugere isso... por isso é um HALFling e DEMIbard. Brincadeiras a parte, não achei esse troço tão ruim quanto esperava (sou pessimista - digo, realista - por natureza), pelo que Metal Kilo e Phantom disseram, eu esperava algo pior, mas na verdade, a mediocridade dessa banda quase a iguala a Persuader, só não iguala por um agravante, perto do final este álbum já está um "saco" de ouvir. Pontos positivos: distorção e alguns riffs de guitarra. Pontos negativos: vocalista - bem limitado, quando arrisca um agudo, passa vergonha, a voz de troll parece de um troll regenerando os intestinos, sem força suficiente pra cantar, se é pra gritar, grita direito (por isso eu gosto de Sepultura), o rapaz me lembra o vocalista do Sonata (embora o último deva conseguir alcançar mais notas); ritmo - a parte acelerada chega a ser legal, mas quando fica lento, que é quando a criatividade deve imperar, fica monótono, parece uma batida rap, e o vocal entra pausado como um rapper mesmo, para completar as mudanças de ritmo são bruscas (o que decididamente me desagrada, como pôde ser visto em diversas outras resenhas); letras - achei somente metade na internet (e não tive ânimo de procurar o resto), nada fantástico, pelo contrário, redundante, e a banda parece ter uma queda pelo distorcido (vide a letra de Crucified in Heaven, sobre as hordas do inferno e a vitória vindoura sobre "Deus e seu filho bastardo" ¬¬').
Enfim, talvez UMA música desse cd, jogada numa pasta "diversos" com outras 200, tocando em modo aleatório, possa ser interessante.

Julião
“Open Wide The Gate!!!”
Abra bem os portões mesmo. Prepare-se para algo diferente do tradicional. É assim que a primeira música do CD começa. Eu pego essa frase como um resumo do album, pois você precisa se desprender do tradicional para apreciar o que o Sacred Steel faz. Concordo com o que postaram acima: o vocal da banda é fraco, mas nem sempre precisamos de vocais de qualidade (podemos pegar como exemplo ninguém menos do que Ozzy no começo da carreira. Ele era BASTANTE desafinado e ele é o OZZY!!!) Então passemos por cima do vocal para chegar até as letras: os caras são TRUE “A cult in steel reborn - Thou mus
t hail”. Músicas medievais do tipo que te faz voltar algumas incarnações no tempo e se imaginar nos campos de batalha. Junte isso a pegada forte dos instrumentos e você sentirá a proposta do Sacred Steel.
Para aqueles que criticaram a banda sem ouvir com calma, em volume alto, eu deixo a seguinte frase também da primeira música do album para que isso fique em sua cabeça quando tiver que ouvir o CD novamente (em algum churrasco na minha casa): “This is what shall come to be \Torment! Suffering!”
Mas voltando ao album......
Continuando o CD, ouvimos algumas músicas que não chamam tanta atenção, até chegar em “At The Sabbat Of The Possessed (The Witches Ride Again)”, talvez uma das músicas mais chamativas, não pelo peso nem pela letra, mas pela quant
idade de frases repetidas no refrão. Formula essa que faz a música ficar na cabeça.
Na sequência vem “Beneath The Iron Hand” que é a música que nos leva diretamente para os campos de batalha. Mas talvez esta seja uma das poucas músicas que mostra o lado negro de quem conquista algo a força :” It's your fate, now pay the prize the conquered pay - Alone you stand / There's no choice as to the victor go the spoils - And you are damned / It's your fate, now you must swallow all dismay - We rule the land / And you must bow beneath the iron hand”
Para não escrever um livro sobre o album, vou parar de comentar música por música.
Mas fica aqui um pedido para que os membros desse forum prestem mais atenção nesse CD, pois ele tem muito a nos mostrar, desde que nos desprendamos do
tradicional Metal com vocal bonitinho. Sei que muitos vao chiar e falar “Mas eu escuto Motorhead, os primeiros CDs do Metallica e eles não tem vocal bonitinho”. Então vá um pouco além e você será surpreendido por passagens do tipo:


“I created heaven then I gave you Hell
Don't care about your pleas as long as you fools serve me well
I gave you pain but you won't see that my love is a lie
I rule in heaven while you long in vain for paradise”

Agora para não terminar meu post no vazio, deixo a letra da últi
ma música na íntegra pois não dá pra tirar nem adicionar nada ali.

“Heavy as fuck indeed - We're metal to the bone
Scourge of you hypocrites - United we stand strong
To tell you once again - Our spite you'll get for this
We are your hell on earth - Repay the Judas kiss

Don't you know what waits for you
The mirror shows the final truth

We die!
But we die fighting
We die!
But we die fighting
We die!
But we die fighting
We die! We fight and die!
But we die fighting

Your lies we shall deface - We'll show the world you're wrong
We'll face you once again in battle - Come along
And if we die, we know we fought for our belief
It is now all for one - In victory or defeat!

Don't you know what waits for you
The mirror shows the final truth

We die!
But we die fighting
We die!
But we die fighting
We die!
But we die fighting
We die! We fight and die!
We die fighting

In death you'll find the truth! In death you'll find the truth!

The end is drawing near - Our call to arms be heard
We'll stand and fight for truth - In heaven, Hell, on earth
Our weapon : sacred steel - Now taste the bloodred sword
Crushed by the battle axes - Blessed by the lords!

Don't you know what waits for you
The mirror shows the final truth

We die!
But we die fighting
We die!
But we die fighting
We die!
We die fighting
We die! We fight and die!
We die fighting! We die fighting! Die!!”


The Magician

Iron Blessings é o quinto álbum da banda alemã Sacred Steel, nascida em 1997, época em que borbulhava o cenário “underground” do Metal.

A proposta musical se apóia nos estilos de trash-speed. Com marcação em bumbo duplo durante quase toda a execução do CD, o contexto gira em torno de versos profanos, violência e batalhas épicas e é recitado por cantos um tanto peculiares (a já comentada pelos outros membros, “esquizofrenia vocal” do intérprete Gerrit Mutz). Por fim as guitarras oferecem riffs de peso com boa qualidade, entretanto pecam nas pausas e quebras do som, justamente onde dentro de uma obra true/trash as guitarras devem se destacar.

A sugestão deste álbum por parte de Julião, nosso querido membro-ausente do blog, nos permite pela primeira vez adentrar os gêneros realmente alternativos do Metal, o limite radicalizado onde as grandes bandas pioneiras conseguiram permear suas influencias.

Esse cenário é um subproduto da mainstream do Heavy Metal, uma caricatura, que às vezes corre o risco de ser bastante retorcida. Bandas como essas são tratadas como deuses nos festivais como Wacken e seus sons são exaustivamente reproduzidos nos Mini-Systems das lojas mais empoeiradas da galeria do rock. Para a maioria que se declara “metaleiro” este é o verdadeiro universo do HM, e não as bandas mais divulgadas e familiarizadas com a mídia. Esse é o “Status quo” metal.

Esse mote é um dos mais polêmicos dilemas do Heavy Metal, o Metal para vender e divulgar - e assim conquistar mais e mais fãs (ou o mundo ???!!!), idéia defendida por caras como Lemmy, Ozzy, Hetfield e Harris; ou o Metal para satisfação pessoal - enclausurado, para poucos “privilegiados”, elitizado, marginal, como os sons de caras como King Diamond (embora este já esteve até na billboard), Peter Steele ou Danzig.

Sou indiferente a qualquer uma dessas correntes, contanto que uma coisa não seja sacrificada: a música. Ela deve ser o foco SEMPRE.

O problema dos auto-intitulados puristas ou truthfully-true-metal é que perderam este foco, preferem cultivar a barba mais grotesca, a calça de couro mais apertada e quem dorme mais sujo, e se empenham em criar a cada dia uma ramificação de subgênero diferente até que estas subclassificações sejam mais numerosas que propriamente a quantidade de bandas existentes. Provavelmente por que precisam se especializar em alguma coisa, e essa é a única coisa que conseguem.

Vou tentar exemplificar com o objeto fornecido pelo Julião:

Nesta primeira foto da banda Sacred Steel os membros aparentam ser tipo gente-boa e até bonachões, reparem até no cara da esquerda, tipo membro de “boy-band-bonitinho” apontando o dedo.


Após reavaliação de sua imagem e alguns lançamentos, o Sacred Steel percebeu que na verdade era uma banda “evil”, e se sujeitaram a isso:

O cara da direita é Oliver Großans, guitarrista, o “boyband” da outra foto lembram? Com um pouco mais de tinta vermelha do Paint brush ele está bem mais mau!!!


Tsc tsc,…………………..

Mr. Alice Cooper já dizia:
“ -... quando encontro esses caras de bandas satanistas que queimam cruzes no palco andando no Shoping Center eles vem correndo pedir autógrafo.... – “sr. Cooper! Sr. Cooper! por favor!, é pra minha mãe, você sabe como é...............”

Metal Mercante
Um cd simples para gente simples, Sacred Steel – Iron Blessings não passa de uma tentativa fracassada de se passar por algo que nem mesmo os integrantes da banda sabem o que é.

Por outro lado, os comentários dos outros Metalcólatras sobre o CD dando ênfase nas letras das músicas ou no “estilo” da banda, as discussões com o sábio Phantom Lord sobre as notas que devem ser dadas aos CDs e por fim ao meu post sobre o CD Master of Puppets do Metallica me deram uma idéia para esboçar um modelo teórico de “qualidade do Metal”.

Admitindo que a dificuldade para se chegar a nota 10 é crescente podemos representar a qualidade do metal através da seguinte função:

f(Metal) = 1 / (1+ e^(-M))*10 , que vai gerar o seguinte gráfico:

onde:

e = número de Euler (~2,72)

M = “Fator Metal” que é dado pela seguinte equação:

M = C + B1*x1 + B2*X2 + B3*x3 + B4*x4...Bk*xk,

Onde C é o intercepto, B1, B2...Bk são os coeficientes da regressão (pesos) e x1, x2...xk são os fatores que compõem um bom CD de Metal

Os fatores que compõem um bom CD de Metal podem ser vários como a qualidade do vocal, das guitarras, das composições, do baixo, da bateria, a “pose” dos integrantes, o conteúdo das letras, a complexidade, repetições e por aí vai...

Já os coeficientes da regressão são os pesos que são atribuídos a cada um desses fatores, ou seja, o que é mais importante, um bom vocalista, riffs de guitarra empolgantes ou um baterista destruidor? (esse é só um modelo teórico, não vou responder essa pergunta)

Olhando agora para esse modelo teórico e tentando encontrar um lugar para o Iron Blessings do Sacred Steel dentro de tudo o que foi dito reforço minha opinião de que este cd é no máximo mediano, pois o único fator que este se destaca (ou pelo menos tenta) é na “pose” e acho que muitos dos Metalcólatras concordam comigo que este é um fator secundário


Joe The Barbarian

Um excelente palestrante me disse uma vez:

"Para ser ouvido, fale alto;

Para ser compreendido, fale claro;

Para ser atendido, fale com objetividade;

Para ser visto, fale em pé e;

Para ser aplaudido, fale pouco!"

Sacred Steel pra mim é uma punhetação barulhenta e sem harmonia.

Nota: 2,5

Kill, Crush n' Destroy...


Pirikitus Infernalis

Chegou a vez do polêmico Sacred Steel try to shake the Metalcólatras down! Julião postou um cd uma banda realmente intrigante, que se tivesse um vocalista com o mínimo de bom senso e vergonha na cara, poderia sair do underground do Heavy Metal.


Iron Blessings não é um cd ruim, repito que o que é ruim nessa banda é o vocal de Gerrit Mutz. Se pelos menos as músicas fossem cantadas no tom semi gutural de Victory of Black Steel, já ganharia um crédito. Discordo completamente do Joe, quando o mesmo fala que Sacred se trata de uma punhetação. Esse termo deve ser direcionado para aquelas bandas que perderam a noção do metal melódico e tudo se transforma em uma nojenta fritação sem sentido. O instrumental do Sacred Steel pode não ser composto de gênios, mas além dos músicos serem competentes, são bem entrosados.


Agora vamos ao ponto mais alto do cd: Lyrics! Para a minha pessoa a letra desempenha um papel importante na composição do álbum como um todo e as letras do Sacred Steel são famintas por destruição e sedentas por sangue. Músicas como Open Wide the Gates, At the Sabbath of the Possessed, Beneath the Iron Hand e We Die Fighting “se tornam melhores” com um encarte em mãos. Como ponto negative eu poderia, além de citar novamente o vocalista, citar as músicas Scream of the Tortured e The Chains of Nazareth.


Um cd para ser ouvido apenas por pura diversão, nada além disso...a não ser que Mutz seja substituído.


"Your lies we shall deface - We'll show the world you're wrong
We'll face you once again in battle - Come along
And if we die, we know we fought for our belief
It is now all for one - In victory or defeat"






Venâncio
Infelizmente essa banda sofre de falta de talento. Álbum escutado e deletado, espero que tenham um trabalho melhor.!

Humpf, e reclamaram do Twisted Sister que é muito mais metal que isso.!

Destaque We Die Fighting onde "Be with us metal lords" seria referencia ao Manowar em um apelo desesperado por aprovação? Nunca serão!!

Uma latinha de breja... sem álcool!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Metallica - Ride The Lightning

O álbum Ride The Lightning lançado pelo Metallica em 1984 foi eleito como um dos melhores álbuns de metal pelos metalcólatras.







Phantom Lord

Ride the Lightning é mais um clássico pesadíssimo do Metallica, uma prévia do Master of Puppets e uma ligeira evolução do Kill em All.
É um álbum que definiu meu gosto pelo Heavy Metal de uma vez por todas, e por isso foi um dos que ouvi até a exaustão no final dos anos 90.
Ainda me lembro de uns metalcólatras (muito jovens na época) reclamarem de músicas como Fight Fire With Fire e Trapped Under Ice: "essa música é muito rápida / ou muito barulhenta". Ainda bem que esses metalcólatras se desenvolveram mentalmente, deixando coisas grotescas (como o pagode) de lado, assumindo uma identidade "roqueira/metaleira", e hoje já podem discutir e apreciar o Heavy Metal através de nosso blog.
Voltando ao álbum... não há muito o que dizer: músicas arrasadoras como Fight Fire with Fire, Ride The Lightning, For Whom the Bell Tolls, Trapped Under Ice e Creeping Death foram feitas para ouvir em volumes estrondosos. The Call of Ktulu é o melhor heavy metal instrumental da história, Fade to Black é um clássico inesquecível e Escape é uma boa música. Nota 9,4.


Metal Kilo

Em minha opinião este é o melhor album do Metallica, não me canso de ouvi-lo. Bom o album começa com a avassaladora fight fire with fire seguida da faixa que dá nome a obra de arte. Baixo, bateria, guitarras e vocais brutais. Excelente! A terceira faixa For whom the bell tolls acredito que seja a faixa mais crua do album. Sem solos virtuosos e rápidos, entretanto uma faixa extremamente empolgante. Fade to black é a balada do album, se é que podemos chama-la de balada... Música obrigatória nos encontros dos "guitarreiros". Em seguida temos a veloz e guitarras insanas de Trapped under ice seguida de Escape. Em minha opinião escape é a música mais fraca do conjunto, entretanto se somarmos os últimos quatro ou cinco últimos albums do metallica não temos uma música do nível de escape. Para fechar a obra de arte temos as melhores músicas do Metallica em minha opinião! Creeping death e The call of Ktulu. Resumindo melhor album do Metallica e certamente um dos melhores albums do metal!..


The Trooper

3
Ganhei esse cd com 18 anos, no amigo secreto de fim de ano dos professores (devo ter sido o único professor a ser presenteado com um cd de heavy metal - por sorte, tinha mais um professor metaleiro infiltrado na escola), recebi uma fita, Best of The Beast do Iron Maiden também, era o único cd que eu não tinha ouvido ainda, estava ansioso, mas confesso que inicialmente gostei mais da fita cassete (ok, é injusto comparar uma coletânea com um álbum padrão), mas não se iludam, mesmo eu achando esse álbum o menos absurdo do Metallica (claro, sem contar os infortúnios de Load, Reload e Saint Anger), ele ainda é melhor que muita discografia inteira de bandas por aí. Ouvindo-o novamente, 13 anos depois, percebo que, isolando as faixas mais rápidas (me lembro de um programa do João Gordo dizendo que não gostava de Metallica porque achava muito lento - com certeza não ouviu Fight Fire With Fire, Ride The Lightning e Trapped Under Ice), eu prefiro Kill' em All, mas, quando entra For Whom The Bell Tolls, eu entendo porque esse álbum é uma evolução, o que este anormal chamado Cliff Burton fez?!?! Pra completar, Fade to Black, Creeping Death e Call of Ktulu (que posteriormente apareceria em versão orquestrada pra transcender seu estado já superior) são extraordinárias. Um adendo: na capa deste álbum está o logo do Metallica mais loko da história ... saudades da minha camiseta (chuif...).


Metal Mercante



Finalmente, depois de ser obrigado a escutar “And Justice for All” e “Master of Puppets” chega a oportunidade de falar um pouco sobre o trabalho que pavimentou o caminho do Metallica para dentro das cabeças de uma paulada de metaleiros no mundo inteiro.
Esse não foi o primeiro álbum do Metallica, mas certamente foi um enorme salto em relação ao seu antecessor “Kill ‘em All” e acredito que boa parte do que escrevi em outubro no meu comentário sobre o CD “The Hunter” da banda “Persuader” se aplica aqui
Nada me agrada mais do que Heavy Metal na sua forma mais pura, sem restrições, sem gravadoras pentelhas, sem Fãs, sem grandes projetos, sem dinheiro, sem medo de errar, sem grandes expectativas e sem nada que possa atrapalhar a verdadeira fonte de criação do Metal que é o coração de cada metaleiro...
“Fade To Black” é um bom exemplo desse poder criativo que só pode vir a tona com a convergência de diversos fatores, entre eles a inexistência de restrições no processo de composição.

“Ride the Lightning” pode não ser o melhor álbum do Metallica na opinião da maioria, mas o que essa maioria falha em enxergar é que esse álbum abriu musicalmente o caminho para os próximos trabalhos do Metallica e com isso remodelaram o Heavy Metal na década de 80...

The Magician
Um dos três álbuns conceituais do Metallica (de forma tardia sobre os álbuns já analisados: Master of Puppets – formas de controle; ...And Justice for All – formas de Corrupção) , Ride the Lightning aborda a morte sob vários pontos de vista.

No meu entendimento, como já citado na resenha de And Justice, o segundo trabalho lançado pelo Metallica faz parte da primeira “parte” de sua obra. Entretanto sua proposta é infinitamente mais madura, esqueçam os temas anarquistas de Kill’em All e substitua-os por contos e reflexões filosóficas sobre a morte. O que prende o estilo de Ride the Lightning à sonoridade do primeiro disco é principalmente o vocal distorcido de Hetfield em conjunto com alguns drives utilizados pelas guitarras (agradecimentos ao Mercyful Fate).

O álbum acaba sendo uma foto da mudança de personalidade da banda, refletida por alterações significativas na formação da época.

A primeira grande diferença está no baixo assumido por Cliff Burton que substituiu Ron Mc Govney (ao contrário de que muitos pensam Cliff não assina sua participação em nenhuma musica de Killem All, com excessão de “Pulling Teeth”). Acho que é aqui, e não em Master onde o trabalho do novo baixista mais chama atenção.

Outra mudança importante foi Hammet assumindo o Lead Guitar que era de Mustaine. O frontman do Megadeth, aliás, é o criador do clássico “Spider-Chord” na faixa “Ride the Lightning” e autor da maioria dos solos em “The Call of Ktulu”.

Ride The Lightning é o tiro de largada disparado para a carreira de sucesso que foi a do Metallica, suas composições estão à altura das maiores obras-prima já lançadas pela banda, mas são apresentadas sob uma produção excessivamente simples e despretensiosa.

Dois adendos sobre RtL:

“Creeping Death” só pode ser rivalizada por “One” e “Master of Puppets” quanto à perfeição harmônica e à criatividade musical. Quase me proporcionou um infarto ao abrir o show no Morumbi em 30/01/2010.

“The Call of Ktulu” é o momento mais sublime de todas as obras instrumentais do rock-heavy já criadas na história. O Metallica mesmo com a pobreza na produção já citada, conseguiu fazer com que sua sonoridade baseada em duas guitarras, baixo e bateria, criasse a melhor ambientação de terror da cena. Insuperável, incomparável, imensurável e inigualável master piece do Heavy Metal.

Vale citar que seus criadores tinham na ocasião em que criaram este álbum, entre 20 e 23 anos de idade...


Joe The Barbarian

Ride The Lightning já é conhecido de longa data, principalmente se você é fã do Metallica, ou de heavy Metal em geral, mas como já se falou muito em Metallica e em tudo o que essa banda representa, ou representou, no mundo do Metal eu vou abordar uma característica pouco explorada até o momento no blog. Uma das características marcantes do Heavy Metal é a influência do lado místico e da fantasia, afinal as bandas de metal nascem da reunião de adolescentes, que buscam na fantasia alguma forma de prazer ou entreterimento. Muitas bandas falam de espadas mágicas, dragões, combates medievais, histórias sobre guerreiros, forças do mal e etc... no entanto algumas bandas fogem a essa regra e traduzem em músicas verdadeiros protestos políticos e sociais, nessa linha, este álbum do Metallica, trata em sua faixa título de uma pessoa que enfrenta o corredor da morte e a cadeira elétrica, com certa riqueza de detalhes o que me leva a crer que as palavras não foram simplesmente jogadas dentro da letra, mas que elas foram combinadas de forma muito inteligente, para dar a luz a mais essa obra de arte da banda. Os méritos pelas letras são de James H. e Cliff B. (RIP), que sempre me surpreenderam no quesito composição e, para muitos, revolucionaram o Heavy Metal. Não que o Metallica deixe de usar o lado místico na criação das músicas, afinal algumas músicas falam sobre criaturas místicas e históricas, como lobisomens e faraós, mas acredito que a banda tenha essa característica, um pouco mais séria e pedagógica abordando além dos temas fantasiosos de praxe, coisas do mundo moderno. Falar sobre política, guerra, drogas, crimes, doença mental em plenos anos 80, com inteligência e conteúdo, faz a diferença (pelo menos para alguns) no quesito da formação de valores e personalidade. Isso se deve, ao meu ver, às influências punk da banda, como The Misfits, ANL, Glenn Danzing entre outros.
É óbvio que o punk é bem mais direto e limpo em seus protestos e para uma banda de Heavy Metal colocar essas mensagens sem degradar a idéia, nem o sentido da interpretação, não é trabalho fácil.
Bom, feitas essas considerações, como não poderia deixar de ser, destaco todas as faixas, sem exceção.
Nota: 10
Kill, Crush n' Destroy...



Treebeard
Hail! Hail! Hail! Nação Metalcolatra (sei que estão ai olhando por este blog em algum lugar!)
Ando meio por fora do blog nos ultimos tempo, não porque não tenho tempo, mas sim, porque tenho andado com uma preguiça lascada! PORÉM, prevalece o velho ditado "Antes tarde do que NUNCA!".
Bem, é muito difícil você falar de uma obra prima tão fantástica quanto este album. Todos os Metalcolatras que postaram aqui já disseram tudo que deveria ser dito e acho que ficar procurando pêlo em ovo não vai dar muito certo. Qualquer comentário que eu faça aqui será o mesmo que dizer o que a grande maioria já disse, fica chato comentar o óbvio. Me limitarei a comentar das faixas que mais me marcaram, deixando bem claro que, TODAS as faixas deste CD são absurdas! Gostaria de começar (sem seguir a ordem cornológica do CD) a falar de " Fade to Black ", que é a música que estou ouvindo no momento em que escrevo este Post. Esta musica me remete há alguns anos atrás, diria que até mesmo que mais de meia dúzia de anos atrás, quando eu estava em um estagio de evolução na guitarra e me juntava com os senhores The Magician e Metal-Kilo para fazer o nosso "Metal in Concert". Ora levavamos violões, ora levavamos guitarras e tocavamos diversas musicas (Wasting Love, Nothing Else Matters, Paranoid, etc) entre elas, Fade to Black! Então quando escuto esta musica me lembro daquela época em que só tocar guitarra era o que importava And Nothing Else Matters (trocaralho do cadilho).
Não da pra falar deste album sem comentar de "Creeping Death", um verdadeiro hino que quando tocado ao vivo é cantado em uníssono pela platéia! "Ride in the Lightning", a musica tema do CD que também é absurdamente fantástica! "For whom the bell tolls", a musica que todo baixista que toca Metallica adora tocar, pois tem o solinho de intro que era feito pelo nosso falecido e queridissimo baixista mais foda de todos os tempos, Mr. Cliff Burton e por fim, "The Call of Ktulu" a musica instrumental mais arrepiante, absurda e épica da história do Heavymetal. Os caras com certeza pediram uma ajudinha sobrenatural nesta música, pois é humanamente impossível fazer algo parecido neste nível!!
Como encerramento, digo que este CD é sem dúvidas um dos MELHORES de toda a carreira do Metallica. Diria que se o Metallica tivesse apenas lançado, Kill'em All, Master of Puppets, Ride the Lighning e And Justice for All, eles ja seriam uma banda épica do mesmo jeito que são hoje.

\m/ Cheers Mates!





Venâncio
Ah, Metallica, again, não que não goste, em verdade gosto muito, o que torna minha critica pobre, falar mal é tão mais legal...

Fight Fire with Fire - linda apresentação

Ride the Lightning - percebo que provavelmente Hetfield poderia sofrer de alguma forma de enxaqueca, ele fala muito de brain e mind, relacionado a pain.

For Whom the Bell Tolls - é...num é minha preferida.

Fade to Black - excelente.

Trapped Under Ice - passou batida.

Escape - simples (o que não significa ruim).

Creeping Death - sempre vai me lembrar Creeping Doom...hahahaha... boa magia.

The Call of Ktulu - ta ali com Orion

pra mim não o é melhor do Metallica.

7 pitus.

Saxon - Metalhead


O álbum Metalhead, lançado em 1999 pela banda Saxon, foi escolhido por Treebeard para análise.
Phantom Lord
Apesar de conhecer uma quantia razoável de músicas do Saxon, ouvi apenas três trabalhos de estúdio desta banda: Dogs of War, The Inner Sanctum e Metalhead (este último apresentado por Treebeard no blog).
Metalhead não fica muito atrás destes outros dois álbuns, na minha opinião: é um bom álbum, com heavy metal puro, seguindo a linha de outros trabalhos do Saxon. Ao ouvir as faixas Intro/Metalhead e Are We Travellers in Time, comecei achar que seria
um álbum básico de heavy metal, mas as faixas seguintes (Conquistador, What Goes Around, Song of Evil e All Guns Blazing) "botam pra quebrar". O álbum continua com mais 4 faixas: Prisioner, Piss Of, Watching You (para mim, esta é a menos interessante) e Sea of Life. Finalmente, chego a conclusão que Metalhead é definitivamente um bom álbum, apesar de parecer um tanto "arroz-com-feijão" do heavy metal.
Nota 7,1. (reajustada)

The Trooper
3
Concordo com quase tudo que Phantom Lord disse, as duas primeiras músicas possuem essa pegada mais lenta e distorcida porque precisam disso pra casar com as letras sobre alienígenas e viagens no tempo, se eu fosse membro da banda ia votar para deixar essas duas faixas pro final, é meio estranho abrir um álbum de heavy metal desse jeito. "Conquistador" começa a tornar o álbum interessante, mas ainda desacelera na hora da guitarra solar, as próximas 3 faixas são muito boas, são elas que fazem esse álbum valer a pena de ser ouvido. As quatro últimas também caem um pouco, a pegada não é a mesma, mas nada ruim, pelo contrário, dá pra se notar que Saxon não é bandinha lado B, aliás é interessante frisar sobre a personalidade da banda, é bem fácil reconhecê-la nos primeiros acordes e na entrada do vocal. Resumindo, bom álbum, mas ainda estou na dúvida se o deixo na minha hd ou se pego 4 faixas e jogo na pasta "diversos".


Metal Mercante


Saxon é uma daquelas bandas que ficaria muito bem representada em um “Best of”, pois apesar de possuírem duas ou três músicas muito boas, escutar seus CDs completos é no mínimo uma experiência dolorosa.

Em Metalhead os caras do Saxon conseguiram fazer pior ainda, mantendo-se fiéis ao seu estilo, mas sem adicionar NADA minimamente empolgante ou digno de ser lembrado. No máximo eu daria pontos para a música “Conquistador”, mas uma música só faz um single, não um CD inteiro.
No final das contas Metalhead é um CD que possui elementos clássicos do Metal aqui e ali, tem um certo peso, mas nada demais. Eu diria que esse CD é o que mais se aproxima de um CD de Metal Genérico.
Treebeard
All hail Metalcolatras Nation! Falando de Saxon, desta vez, um CD que eu indiquei para o blog.

Bem, serei breve neste post, uma vez que foi uma indicação minha, deve ficar claro que é um album que gostei bastante. Claro que, tem suas musicas tediantes, porém, no geral, acho que é um album de peso com grandes musicas, dando um destaque em especial a musica que todos que até então postaram, comentaram. "Conquistador" é sem duvidas uma das melhores músicas do CD! Uma grande porrada e um refrão de fazer você viajar nas idéias. Também gostei muito da musica tema "Metalhead" achei um puta peso e umas distorções muito loucas.

Resumindo e sendo bem breve, este CD do Saxon pode não ser o melhor de todos ja lançados por estes senhores, porém, diria que é um album que marca e deixa sua caracteristica crua, pesada e sem frescuras!

\m/ Cheers Mates!


Joe The Barbarian



Vou tentar ser o mais construtivo possível: QUE BOSTA!
Ouvi por diversas vezes o álbum inteiro e muitas vezes nem percebi que ele tinha parado de tocar para repetir, tentei ouvir algumas músicas individualmente mais de uma vez e nada. Nenhuma das faixas me chamou a atenção. Com tantos álbuns lançados no mercado, não sei como essa banda sobreviveu... talvez ganhar no volume tenha sido a estratégia, pois é natural que a cada 50 músicas a banda crie alguma realmente boa, como é o caso de Hold On, que nem está nesse álbum, mas enfim. Não tenho muito o que falar sobre Saxon a não ser que no meio do aceano de gravações algumas gotas dágua são refrescantes e boas. Sugiro aos demais Metalcólatras uma seção de exorcisação ou purgação de coisas como essa.
BURN!!! BURN!!! BURN!!!
NOTA: 3,0
Kill, Crush n' Destroy...



The Magician

Longe de ser um álbum ruim Metalhead pode causar estranheza ou decepção quando existe uma grande expectativa por um trabalho impactante.
Eu diria que o resultado final do disco é um tanto modesto. A característica linear de vocais e bateria durante as composições dificultam a exposição dos pontos altos no CD. Ainda assim arrisco dizer que eles estão em “What Goes Around”, “All Guns Blazing” e “Sea of Life” as faixas mais diferenciadas.
Particularmente gosto das guitarras de Paul Quinn que embora não reproduzam criações lá muito virtuosas ou excêntricas são bem definidas e facilmente reconhecidas pelas seqüências de riffs e evolução dentro das melodias. O “básico do metal”, confesso que ouvindo alguns outros guitarristas extremamente técnicos gostaria que, às vezes, tivessem a mesma sensibilidade simplista do lead guitar do Saxon.
As guitarras e o timbre do vocal de Biff Byford são definitivamente as características marcantes dos ingleses. Característica essa que definiu ao lado do Iron Maiden um estilo de Metal que influenciou uma geração.
Alem de reconhecidamente serem declarados como influência para bandas como Megadeth e Running Wild, percebo de forma clara a participação que tiveram sobre a sonoridade de Hammerfall e Stratovarius. É relevante citar no “pleito” dos Metalcólatras a importância dessa banda para o cenário que discutimos em cada resenha.
Pois ao fazermos acusações de cunho preconceituoso ao Saxon esquecemos que eles são fiéis ao estilo que eles próprios criaram e muitos outros copiaram (por vezes, é claro, lapidaram). Dessa forma acho ilógico classificá-los como “HM Genérico”.
Ao adentrar o tema de influencias do Heavy Metal resumo a idéia como uma dicotomia; duas linhas básicas – uma mais melódica e fantasiosa influenciada por bandas como Iron Maiden, Dio e Black Sabbath, onde se encontram a nata do melódico e do Power Metal; e outra mais pesada e realista influenciada por bandas como Metallica, Slayer e Black Sabbath, são as chamadas bandas de New (ou Nu) Metal.
Embora essa minha idéia de evolução do gênero não seja totalmente embasada, disponibilizo aqui a árvore do Heavy Metal, criada por Sam Dunn, antropólogo canadense criador do documentário “Metal - Uma Jornada pelo Mundo do Heavy Metal”.
Para deleite dos Metalcólatras (concordando ou não com o diagrama)...








Pirikitus Infernalis


Eu sempre tento ser o mais leve possível nas críticas e geralmente ouço o cd vezes o suficiente pra acabar me acostumando com algo que anteriormente eu não achava tão legal, mas certas vezes isso é muito difícil. Metalhead é um cd chato que fica na mesma sintonia em quase todas as suas músicas.

Eu confesso que conheço de Saxon o que 90% do mundo conhece: Ride Like the Wind, Hold On e Crusader. Ótimas músicas que me faziam pensar o motivo pelo qual o Saxon não decolaria como uma banda de primeiro escalão, metalhead traz a resposta. A única música que eu achei boa de fato foi Conquistador, as outras são apenas músicas comuns.

A medida que chega What goes around e Song of Evil você ainda presta atenção, mas aquela empolgação de antes já foi embora. All guns blazing me lembrou um Judas Priest piorado e Prisioner foi eleita a pior música. Chega a um pouco interessante Piss Off e parece que eles darão um gás final, Watching You é uma boa música porém Sea of Life sepulta o cd.

Por ser um Heavy tradicional eu tinha expectativa muito acima do que o cd conseguiu proporcionar, infelizmente Metalhead não me deu nenhum motivo para ouvir um outro cd da banda.


"The devil walks beside you
Your souls will burn in hell
Your final retribution
When Satan rings the bell
"




Venâncio
Saxon conheci através do excelente CD Dogs of War.

Metalhead começa com sua faixa titulo, com um batida forte e um vocal singelo.
Are We Travellers Of Time, da continuidade ao vocal mas não a batida...Conquistador me lembra um pouco mais o Saxon que conheço, um pouco mais agressivo em toda a composição desta...What Goes Around é legal pra balada...Song Of Evil não é evil, mas é boa...All Guns Blazing a melhor até agora, muito bom solo, boa batida... Prisoner baladinha, gostei do jeito pronunciar prisoner que sotaque é esse?...Piss Off bem a musica é boa mas algo no vocal não me agradou e não sei dizer o que é...Watching You só o refrão estraga de resto sem reclamações...

Nossa como estou reclamão, mas uma coisa é certa minha falta de conhecimento técnico me traz grande dificuldade nessa analise pseudomusical das obras discutidas no blog... por fim temos Sea Of Life fechando a obra com uma excelente entrada entrando em uma fase reflexiva e voltando na seqüência ao "ritmo normal" do metal, adoro esses altos e baixos numa musica, já disse isso antes em Battle Hymn...

6 pitus e uma coca.