segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Grave Digger - The Grave Digger

O álbum The Grave Digger lançado pela banda Grave Digger em 2001, foi escolhido por Phantom Lord para avaliação.


Phantom Lord
Trago-vos o álbum que abandona a sequência de trabalhos "temáticos-históricos" dos coveiros: The Grave Digger. 
Grave Digger é uma das bandas jogadas no vale do "Power Metal" que não tem vocais melódicos, nem trechos de músicas saltitantes e felizes. O que em minha opinião, se não serve para desmontar a mania compulsiva de rotular os "sub gêneros" do metal, ao menos serve para dar aquela pancada que racha todo o exagero em volta destas ideias. 

Praticamente pesado do começo ao fim (com apenas uma "balada"), sem gritinhos agudos e/ou muito afinados, pois a voz de troglodita de Chris cabe muito bem neste álbum, e com ritmos que alternam entre o acelerado e o cadenciado, The Grave Digger é uma sequência de sopapos sombrios no ouvinte e uma das maiores provas do grande potencial desta banda. 
Eu ouvi outros discos do Grave Digger que não possuem a o formato "temático histórico": Heavy Metal Breakdown (1984), The Reaper (1993) e Heart of Darkness (1995)... Mas nenhum me chamou a atenção como The Grave Digger. 
The Grave Digger mostra a banda mais experiente e com uma boa produção, o que talvez seja uma boa herança da sequência Tunes of War, Knights of the Cross e Excalibur. 
Ideal para se ouvir em volumes estrondosos com ou sem biritas, este álbum poder correr um pequeno risco de parecer cansativo, mas a verdade é que ele possuí um número considerável de músicas pesadas. Destaco as faixas The Grave Digger, Scythe of Time e Spirits of the Dead. 

 Son of Evil 7,0 
The Grave Digger 8,8 
Raven 7,9 
Scythe of Time 8,5 
Spirits of the Dead 8,4 
The House 7,1 
King Pest 7,2 
Sacred Fire 7,4 
Funeral Procession 7,7 
Haunted Palace 7,7 
Silence 7,1 
Black Cat 7,1

 Enfim, The Grave Digger talvez não figure entre os favoritos dos fãs da banda, nem chame atenção de fãs dos outros pseudo gêneros de metal, mas é um grande álbum de heavy metal. 
 Sim, é Heavy metal. 
 Ou algum figura, perdido entre simbolismos e alegorias, vai me dizer que isto é "power metal"? 

Modificadores:  


 Nota Final: 7,8 


The Magician
"This is the darkest album Grave Digger has done"

Essa afirmação na sinopse inglesa da Wikpédia resume o trabalho, sem sombra de dúvidas.

Me parece, desde de que os primeiros acordes do álbum são disparados, que isso é influência direta do guitarrista Manni Schimidt, então estreante da banda. Como em diversos outros exemplos do mundo Metal, um novo guitarrista costuma injetar sangue novo no trabalho, mesmo quando esta talvez não precise exatamente disso. Muitos poderiam afirmar que se um elemento do Digger sempre foi impecável, este elemento é a linha de guitarra, portanto uma renovação nesse quesito poderia ser perigosamente arriscado para a consistência que a banda apresentava na gravação de sua trilogia da idade média.



Porém não dá pra negar o salto de peso que foi dado em "The Grave Digger", acho que consigo dizer que nunca vi trabalho tão 'sem pudor' ao distorcer uma guitarra descaradamente. Tal noção é percebida em diversos trechos do disco, mas é realmente notória no solo da faixa título, onde de maneira até engraçada o solo é simplesmente abafado pela execução da base (lembrando que o coveiro trabalha somente com um guitarrista...). 



Mas se o leitor fã da trilogia não conhece este trabalho e está receosos quanto ao resultado, digo para não se preocupar; o espírito do Digger continua nas porradarias espalhadas na obra como em "King Pest" (2:22 da música é "paudurescência") e "Spirits of Dead", aquelas pedradas de colocar a casa abaixo. Fora isso, a sintonia da banda não foi prejudicada com a modificação da interpretação guitarrística, e arrisco dizer que até é melhor de que em Excalibur (e muito, mas muito melhor mesmo do que em "The Knights of Cross") com a bateria mais intensa do que nunca e com a voz furiosa de Chris infalível como sempre.

Apesar das faixas mais intensas do disco manterem o álbum em alta tensão e rechear o material com o mais bruto e qualificado Heavy Metal germânico, o cerne da obra está nas canções mais soturnas ou melancólicas, que na minha opinião são os pontos altos da obra: "The House", "Silence" e "The Grave Digger".

Não é impressão sua que boa parte dos nomes das músicas coincidam com nomes de livros de Alan Poe, pois o disco é uma homenagem ao escritor de mistérios.

E essa foi uma ótima homenagem do Phantom aos alemães e ao verdadeiro Heavy Metal de qualidade que tentava sobreviver em meados de 2000.

Nota 8,1 ou \m/\m/\m/\m/.





The Trooper
3
Tenho que discordar do Phantom sobre a primeira linha de sua resenha, embora não seja "histórico", o álbum não deixa de ser temático, é só conferir suas letras, todas desenvolvem o tema de histórias de terror, algo entre King Diamond e Black Sabbath (muito mais King Diamond).

O trabalho desenvolvido nessa linha de histórias de terror é bom, a começar pela capa do álbum, e claro, o nome, que é o nome da própria da banda. A ambientação é boa, mas não é perfeita, e às vezes a própria melodia descamba (e aí eu já não sei se é culpa de uma ambientação forçada). 

Vou dar exemplos de melodias ousadas que podem impressionar ou descambar: a ponte de Spirits of the Dead é fantástica, e bem ousada, entretanto a banda se arrisca igualmente na ponte de Funeral Procession e o resultado é quase desastroso. O refrão lento de Raven, também quebra uma música que tinha um potencial imenso para ser pesadíssima e rápida. Diferente daquela picuinha do Magician com o Pain Killer, sobre a banda poder ter feito um refrão diferente aqui e uma ponte ali, aqui isto realmente pesa.

A ambientação de Haunted Palace também apresenta problemas com o refrão, que parece feliz, em uma música que tinha potencial para ser mais soturna (estamos falando de espíritos atormentados no palácio).

Entretanto essas pequenas falhas não impedem o álbum The Grave Digger de ser bom, a própria música Haunted Palace é boa (assim como aconteceu com Invaders do Iron Maiden), mas o álbum é bom principalmente pela trinca de músicas mais fortes dele: Scythe of Time, Spirits of the Dead e Silence. As três combinam ambientação e melodia de forma perfeita. O baixo quase contínuo de Scythe of Time é BEM LEGAL, e os caras saem viajando feito loucos no solo de guitarra lá pelos 3:30; Silence é uma puta balada, que ainda surpreende por ficar pesada no final, e Spirits of the Dead é a melhor música do álbum, que também arrisca com um bridge ousado, mas sem derrapar na pista, a ambientação é perfeita e a melodia lembra o melhor cd do Digger (sim, vc já sabe qual é, todo mundo sabe), e ela é uma pedrada nervosa na orelha ... acho que se eu ficar ouvindo muito esta faixa, a nota do álbum vai subir.

Por fim, músicas como The Grave Digger e King Pest trazem o peso necessário para um álbum do Coveiro.

Eu fiquei satisfeito em me forçar a ouvir este álbum mais uma vez, deu para lapidar algumas jóias brutas, como as três faixas que citei como as melhores. Enfim, é um álbum bom, com potencial para ter a nota aumentada conforme o número de repetições.

Nota: \m/\m/\m/\m/


9 comentários:

  1. Ah sim, esqueci: O Schmidt mandou muito bem na guitarra (tirando os bridges que falharam). Chupa Taylor!

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  2. Esse álbum de power Metal (Love u Phantom Lord) tem muitas histórias! Inclusive bizarras kkkk. Em breve farei meu post e falarei mais sobre isso

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    1. Blá Power blá blá metal. É Heavy Metal essa porra! Baita porradaria na orelha, devia até aumentar a nota para ficar na frente de álbuns como o Nightfall do Blind. Mas deixa como está.

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    2. Pára de blasfemar Phantom, seu farofeiro sujo!

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    3. O fanfarrão do Julião não postou porra nenhuma...

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