domingo, 15 de maio de 2011

Metallica - Metallica

O "Black Album" lançado em 1991 pela banda Metallica foi um dos discos mais votados pelos metalcólatras.

Phantom Lord
Metallica, ou "Black Album" é sem dúvida o trabalho mais popular da banda Metallica: um grande sucesso comercial que demarcou o início da discórdia entre os fãs da banda. As músicas de trabalho do Black Album foram tocadas até a exaustão nas rádios, e muitos fãs da banda conheceram a banda através das músicas deste álbum. Deixando de lado a produção e o conteúdo das músicas (letras), o que pode-se notar de diferente no estilo musical da banda é uma suave perda de velocidade no ritmo. Ainda assim há faixas mais aceleradas no disco: Through the Never, Holier than You e Struggle Whithin são exemplos disto. Em sua essencia, o Black Album ainda é composto basicamente de heavy metal, o que faz dos fãs reclamões ou revoltados com este disco, um bando de chongos-mongos (como citei em Megadeth - Countdown to Extinction). A mudança na sonoridade da banda não é drástica nem repentina: Kill em All foi o mais "thrash metal", Ride The Lightning um meio termo entre o 1º e o 3º disco (thrash/heavy metal); Master of Puppets mantém boa dose do ritmo acelerado dos álbuns anteriores, mas com uma complexibilidade maior; ...And Justice desacelera um pouco, mas ainda retendo características do seu antecessor; Finalmente o Black Album apresenta mais músicas "desaceleradas", mais "baladas", mas também possuí melodias de "peso". Para ressaltar isto basta mais uma comparação: Veja as diferenças entre os discos Load e Black Album... Load apresenta musicas mais "moderninhas", algumas mais pop, outras mais caipiras (ou southern rock) e algumas que até lembram trilhas sonoras fajutas...
Concluo que o Black Album foi o último grande trabalho do Metallica mesmo sem atingir o nível dos 4 primeiros discos deles e apesar de já estar cansado de escutá-lo, o álbum é consistente, sem altos e baixos, ou seja, praticamente sem pontos fracos.
Minhas favoritas são Sad But True, Enter Sandman, Through the Never, Holier Than You e Of The Wolf and Man. As menos interessantes (que não considero ruins) são The God That Failed e My Friend of Misery.
Nota: 8,4.





Maurock

O post dessa semana provavelmente já era aguardado por todos os Metalcolatras. Por ser o grandioso "Álbum Negro".


Já reparou que "todo mundo" que decide falar de Heavy Metal e de música boa acaba sempre falando do Metallica? Também não é pra menos. O albúm mais pop da banda ainda criou um "Divisor de águas" no cenário Heavy Metal.


Metallica dispensa elogios e dispensa qualquer comentário quando se trata de Rock Pesado! Se formos falar nos dias de hoje talvez não, mas creio que depois desse álbum a banda nunca mais foi a mesma. Outro dia assisti uma entrevista com Lars Ulrich que dizia que as fotos de mulheres nuas espalhadas por todo o estúdio serviam de inspiração para a banda. Será que essas fotos foram queimadas?!?


De fato mesmo é que o álbum é um dos melhores.


Destaques para as faixas: "Enter Sandman", "Sad But True", "Wherever I May Roam" e "Of Wolf And Man".


Nota: 8,5




O PENTELHO
Não vou aqui gastar linhas e linhas para demonstrar o minha opinião sobre o atual álbum.


Metallica por si só já é uma banda repleta de bons ábuns, boas músicas e bons shows.


Mas já que estamos aqui pra falar então vamos lá: Black albúm foi votado por mim como o número 1 da minha lista de álbuns. Posso citar aqui três bons motivos pra isso.
1º - Nothing Else Matters
2º - Enter Sandman
3º - Sad But True
E esses são meus três motivos...se me pedissem quatro motivos eu colocaria mais uma música da lista, se me pedissem cinco, mais uma música e assim iria até completar as doze do álbum.
Não há muito o que dizer sobre ele e, na minha opinião, é o melhor albúm de metal que existe e sim eu acho Metallica a melhor banda que existe e ponto.
Nota 1000

The Trooper
3
Acho que já contei em algum dos posts anteriores, que ouvi esse álbum aos 14 anos e foi a primeira coisa que ouvi na vida e fiquei boquiaberto (What the fuck is this? deveria ser a expressão utilizada), nunca tinha ouvido nada tão pesado e com consistência, não é um simples punhado de riffs de guitarra jogados com uma distorção pesada. 

É mais simples do que Master of Puppets e And Justice For All? Sim. É mais lento do que os 4 álbuns anteriores? Sim. É menos pesado? Não. Alguma comparação com Load? Não. Quem comparar esse álbum com o Load merece uma bifa na orelha, pode até citar algum indício do caminho a ser tomado usando como exemplo Sad But True, mas não há comparação, porque poucas faixas se salvam em Load de serem um rock medíocre, ao contrário desta obra-prima em questão.

Os principais pontos positivos na minha opinião, são os seguintes: este álbum contém os solos de guitarra mais memoráveis da carreira do Metallica (e quando uso memorável, não me refiro somente à qualidade, mas também à facilidade de se lembrar de um deles); este foi o melhor trabalho de Hetfield como vocalista na carreira (se não me engano, ele arrebentou as cordas vocais de vez na turnê deste trabalho); Master of Puppets pode ser o mais perfeito, And Justice (acho que somente na minha opinião, mas pode usar outro álbum anterior no lugar dele se isso te revolta) o mais pancada, mas Metallica (ou "black album") é o mais balanceado, as músicas alternam velocidade e peso, todos os instrumentos aparecem nitidamente, o vocal é o mais maduro, enfim, a "peteca não cai", pode ser por causa desse equilíbrio que Metallica causa reação até mesmo entre os seres com a alma corrompida (aqueles que gostam de pagode, axé e lixo em geral), lembro que alguns colegas de escola, mesmo com a mente nublada pelo lixo midiático se interessavam por algumas faixas desse álbum.

Com isso dito, devo tentar encontrar algum destaque no meio de músicas absurdas, claro que por ser exposto em demasia às faixas mais famosas, acabarei escolhendo algumas menos famosas: top 3 para Holier Than Thou, Through The Never e Of Wolf And Man. Uma ressalva para Sad But True, a música lenta mais pesada que já ouvi (se o Sabbath pode, o Metallica também pode), e uma nota no peso de The God That Failed - que atribuo à atuação do sr. Jason Newsted. Não há faixas fracas nesse álbum, mas posso dizer que The Struggle Within está para Escape, como Metallica está para Ride The Lightning.

Nota: \m/\m/\m/\m/\m/


Metal Mercante


O Black Album do Metallica remete ao máximo da minha infância que consigo me lembrar em termos musicais. Eu tinha este álbum gravado em uma daquelas fitas da Basf da etiqueta laranja, mas só no final de 1993 que o Metal Kilo me presenteou com uma Fita original do Black Album do Metallica (a fita era transparente, podia ser preta!).

Na mesma linha dos comentários que fizemos no “Countdown To Extinction” do Megadeth“ o Black Album apontou a banda em outra direção musical, uma bem mais comercial do que era no passado. A impressão que eu tenho é que ambos os discos foram criados com a intenção de simplificar musicalmente e, é claro, atingir um público maior.

No geral eu gosto bastante desse álbum , não chega nem perto dos antigos do Metallica, mas mesmo assim é bom.

Nota: Para manter a consistência = Countdown to Extinction – 1



Treebeard
Hail Metal Nation, estou aqui de volta para comentar sobre este album que gerou polemica e dividiu fãs do Metallica.


Em minha humilde opinião, Black Album tem suas músicas valiosas, porém está longe de ser o melhor CD do Metallica e tão pouco o CD da década ou da história do Metal! Devo admitir que este album foi o que realmente tornou o Metallica uma banda tão popular e grandiosa no Mundo, porém ao mesmo tempo foi um album que gerou muita polemica entre os fãs antigos, TRUE e Headbanger e a legião de fãs novos que vinham do embalo dos Guns N' Roses da época e etc! Pode ter certeza que aqueles que começaram ouvindo Metallica pelo Black ALbum, com certeza gostam de Nirvana, Foo Fighters e afins, apesar de eu particularmente gostar de algumas coisas do Foo Fighters, mas isso já é outra história.


Daria destaque para algumas músicas que são fantásticas neste CD: "Enter Sandman", "The Unforgiven", "Nothing Else Matters" e "Of Wolf and Man". Estas são as músicas mais fodas do CD e com certeza as que mais marcaram e se destacaram. Os solos, as letras, o arranjo, enfim, no contexto geral, estas músicas são absurdas!


Por outro lado, classificaria como as mais "ruinzinhas": "Holier Than Thou", "Through the Never" e "My Friend of Misery" (apesar dela ter aquela intro MUITO FODA do baixo).


As demais músicas classificaria como normais, são boas, porém é aquelas que você até pode deixar de Background enquanto faz alguma coisa.


No geral, o Black Album não é um CD do tipo que você pode jogar numa fogueira e ver aquela porra queimar, mas sim um CD que enfeita bem a prateleira e que pode ser tirado pra escutar uma vez ou outra quando der uma vontade de ouvir os grandes clássicos gravados nele.


\m/ Cheers Mates!


The Magician

Embora menosprezado por alguns aqui no site, o Black Álbum é um marco histórico.


Em 1991 divulgou o Heavy Metal para os ouvidos comuns, elevou o status do Metallica para uma das grandes bandas de rock e em minha opinião foi um dos trabalhos que remodelou a grande parte da indústria do Rock pesado em geral (como afirmou Maurock).


O quinto trabalho do Metallica que vendeu 22 milhões de cópias ao redor do mundo foi a porta de entrada para 9 em cada 10 metaleiros da minha faixa etária, e se anualizado, esse cálculo de vendas aproxima bastante este título do Metallica do álbum mais vendido da história do Rock – Back in Black do AC/DC.


Ainda segundo a Billboard este é o álbum mais vendido da última década em todo o planeta, e no meio desta mesma década foi divulgada uma lista das bandas mais ricas do planeta onde o Metallica marcava presença na 4ª colocação (!) abaixo apenas dos Beattles, Rolling Stones e U2.


Dentro das premiações “estadounidenses” de sempre, lá está o álbum preto: “1001 álbuns para escutar entes de morrer”, Grammy, “250 obras definitivas do Rock”, Hall of fame, etc. e tal...


Se o Metal é uma religião, com certeza o Black Álbum é o novo testamento (e o blog dos Metalcólatras o Conclave!).


Mas como um verdadeiro terremoto, as perdas só podem ser contabilizadas após o choque passar, e depois de duas décadas as cicatrizes que este disco deixou no mercado e no cenário parecem claras pra mim.


Barbarian falou em seu post do Sepultura sobre o “divisor de águas” do Metallica, Julião afirmou mais de uma vez que o Black álbum não se trata de um trabalho da mesma banda que fez os quatro primeiros CD’s e Treebeard dissera que quem gosta deste álbum mereceria um “carpano”, e todos nós (talvez com exceção do Pentelho) somos unanimes quanto ao resto da discografia dos americanos depois da 5ª obra: patética. O fato é que é fácil dimensionar o impacto deste lançamento para a banda; o Metallica olhando para trás e enxergando cinco lançamentos de sucesso, a consolidação da banda e a aprovação da crítica e do público em geral, vendo os bolsos cheio de dinheiro, pensaram: provar mais o que para quem? Ficaram sem motivação e desencanaram caindo em uma crise de personalidade que só acabaria em 2010 com o lançamento de Death Magnetic, que não é lá essas coisas, mas pelo menos volta a ser Heavy Metal.


A questão principal são os efeitos para o cenário do metal, principalmente norte americano.


O CD levou mais de 1 ano para ser gravado e acumulou o custo de mais de US 1.000.000,00; isso adicionado à contratação de Bob Rock fez com que este álbum especificamente fosse um verdadeiro estudo de Engenharia Musical (há de se dizer que ele substituiu o genial dinamarquês Flemming Rassmussen que além de produzir a discografia de Killem All até And Justice for All, foi posteriormente o responsável por produzir “Imaginations from the Other Side” e “Nightfall on MiddleEarth” do Blind Guardian). Afinal o HM não era e nunca tinha sido comercial, e sua forma mais comercial era apresentada como a então onda do momento o Hard Rock. Por isso a contratação de um cara desse meio (Bob trabalhava com bandas como Bon Jovi e Motley Crue).


E a pergunta que fica voando aqui no blog há muito tempo: O QUE É COMERCIAL???


Eu ia escrever minha tese sobre isso no post do Countdown to Extinction, que sob muitos aspectos lembra o Black Album (como Mercante lembrou), e ainda escreverei na página de “futilidades” um artigo gigante sobre isso. A verdade que o comercial é o vendável, o acessível, o aderente, e aquele que encontrar a verdadeira fórmula do que é comercial fica rico; e essa fórmula – como todas outras que trabalham com a variável do índice beta – é mutante ou inexistente, como preferir... (alguém também pode consultar o falecido Michael Jackson para saber essa fórmula mágica).


Mas podemos cercar o tema com alguns itens “comerciais”, e ainda usar o Disco Metallica como objeto de estudo:


- Os riffs mais lentos com timbres e distorções mais cheias e contínuas, dão maior ênfase ao peso, e vinculam o som à imagem do “Heavy”. Quanto mais veloz menos distorcido, do contrário as linhas embolam;


- Músicas mais curtas. O formato de programação de rádio financiado por propagandas não consegue incluir músicas muito longas de sucesso na programação;


- Para conseguir aderência a estrutura da música deve ser repetitiva, quanto mais complexa e progressiva, mais difícil a memorização. Vide “Enter Sandman”: Verso – Bridge – refrão – verso – bridge – refrão – solo – bridge 2 – refrão (2x);


- Ainda sobre embolo. As linhas de cada instrumento devem ser muito bem destacadas. Diferente dos dois trabalhos anteriores a voz de Hetfield não atua em uma freqüência parecida com a guitarra base, e sim em uma freqüência muito mais alta, que às vezes até oscila lembrando vibratos.


- A mensagem deve ser simples e direta. Assim sendo, existe necessidade de maior atuação dos vocais, que neste álbum preenche quase todos os riffs e poupam somente os solos. Não existem mais músicas instrumentais e é difícil achar riffs protagonistas que duram muito tempo (e que sobram nos outros álbuns). O disco preto é mais objetivo; e direto, quando:


Critica a Religião (lembrando uma citação de Nietzsche):
- “Broken promises, betrayal, the healing hand held back the deepest nail … Follow the God that fail!”
Critica a política:
- “So be it, treaten no more, the secure peace is to prepare to war”.
Todos esses pontos considerados comerciais foram levados ao extremo anos depois, e esse estilo foi definido como o Nu Metal, que matou o HM americano e enfraqueceu o metal tradicional.


O disco preto do Metallica redefiniu os axiomas do gênero, favoreceu o acesso no mercado de bandas menos técnicas com um estilo de metal muito mais simples, e incentivou versos quebrados como os de Rap...., mas em sua essência é uma grande obra como todos os trabalhos anteriores da banda.


E no fim acho até poético que em seu ultimo ato o Metallica, a banda que praticamente criou o estilo trash americano, foi também responsável por acabar com seu legado.


Em tempo: “Of Wolf and Man”, que traz a melhor ambientação do game Werewolf: The Apocalipse, é a melhor música do CD.





Julião
Me desculpem aqueles que desqualificam esse album por considerar que seja comercial. Será que o Metallica seria metade do que é hoje se esse album não tivesse existido ? Será que os álbuns que vieram antes do famoso "Black album" teriam sido descobertos sem a existencia deste?
Grande parte dos fãs de Metallica adoram dizer que bons são os albuns que vieram antes do preto. Eu digo que este album em questão é um divisor de águas, ou melhor ainda o "Grand Finalle". Nele o Metallica terminou de perder o peso que já vinha perdendo no "And Justice for All", porém atingiu fãs em todos os cantos e se tornou um monstro no cenário do Heavy Metal. (Sei que os fã boys de Metallica vão dizer que Metallica já era grande, mas não era nada comparado ao que se tornou pós black album).
Diferente dos trabalhos pós black, esse album ainda tem identidade. Existem músicas espetaculares aqui, tais como: "Enter Sandman", "Sad but true", "The Unforgiven", "Whenever I may roam", "Nothing Else Matters", entre outras.
Algo que admiro muito no Metallica é o respeito pelos fãs. Eles sabem que perderam o peso neste album, mas sabem que boa parte de seus fãs vê esse como sua maior criação então nos shows, pelo menos 3, 4 músicas virão desse album. A diferença é que eles adicionam peso a essas músicas ao vivo. Resultado: agradam tanto os fãs de antes como os fãs pós black album.
Dizer que esse album mudou minha vida ? Não..... mas uma das músicas marcou muito.
10/11/2007... um sábado de sol... festa do meu casamento.. e a pedido dos amigos, Treebeard, Pentelho e Maigician pegam os instrumentos da bandinha que tocava, para tocar a primeira música de verdade da tarde : "Nothing Else Matters"




Pirikitus Infernalis
Esse cd foi o divisor total de águas, uma coisa nunca vista na história do metal. O Metallica estava conquistando o mundo headbanger com seu som pesado desde o primeiro cd e Jason, o novo baixista (o lendário Cliff Burton faleceu em 09/86), já estava completamente adaptado a banda, pelo menos aos olhos externos. Eu sempre disse que Lars Ulrich foi/é o câncer dessa banda, porém apequenar a sua importância para o sucesso comercial seria uma mera idiotice. Ulrich, que foi o maior peso na balança para tornar o som da banda comercial e ganhar mais dinheiro, viu em Bob Rock a chance de ouro. Com esse cd o Metallica deixou de ser o queridinho dos headbangers para se tornar o queridinho dos rockeiros em geral.

Por um lado isso pode ser visto como uma coisa boa, já que nenhum outro cd conseguiu igualar com tamanha perfeição a divisão entre o pesado aceito pelos metaleiros e o pesado aceito pelos outros. Por outro lado, esse cd culminou com o início da decadência fétida que transformou o Metallica em uma das piores desilusões do metal, chegando ao fundo do poço com um cd chamado “St. Anger”. A banda percebeu que com o “Black Album” poderia sempre lotar estádios facilmente tocando sozinha, até então na maioria era apenas em festivais, e assim foi transformando em algo pop, o que outrora foi considerado um metal glorioso.

Vamos ser justos aqui. Hetfield é um compositor de primeira, influenciado no começo por Cliff Burton, o melhor baixista da história. Kirk querendo ou não fritava muito bem a guitarra, com solos que passavam sentimentos, seja em Fade to Black ou Metal Militia. Era uma banda tão boa, que até hoje vivem 90%(só?) do seus 5 primeiros álbuns e irão fazer isso pro resto de suas carreiras.

O Metallica foi meu maior fanatismo e ódio dentro do heavy metal, em especial graças a esse cd...

Deixando o desabafo de lado...Como já disse, mesmo com um som um tanto quanto diferente dos CDs anteriores, o Metallica continuou a surpreender. Pouco tenho a acrescentar devido ao que já foi falado por meus amigos, e também pelo fato de que quase todo metaleiro iniciou a sua jornada com esse cd. James continua provando que é um dos melhores compositores do mundo (letras e riffs), Kirk continua com seus solos wah-wah impressionantes e grudentos, Jason foi limitado dentro da banda (uma pena) e Lars Ulrich achou o som ideal para a sua habilidade como baterista....o arroz com feijão que ele sabe fazer como ninguém.

As músicas são de uma qualidade e bom gosto indiscutível. Muitas delas, os metalcólatras cansaram de ouvir nas noitadas da 13 de maio. Me lembro quando conheci Enter Sandman, Sad But True e Of Wolf and Man, essas músicas ficavam facilmente durante horas e horas no repeat.

Melancolicamente indispensável...




Venâncio
Então, Metallica novamente, com seu segundo melhor álbum em minha opinião... temos aqui a demonstração de busca do Metallica "Through The Never" para se tornar "Holier Than Thou" numa questão de "Of Wolf and Man" que apesar de ser "Sad but True" colocando "The Struggle Within" da banda.

Assim apesar de que nos anos seguintes eles tenham sido "The Unforgiven" o começo pesado mas marcante de "Enter Sandman" já coloca esse álbum acima de seus sucessores, mais parecidos com "My Friend Of Misery" passando por fim a mensagem: "Wherever I May Roam", "Don't Tread On Me" por que para "The God That Failed", "Nothing Else Matters".

8 pitus e um "whiskey in the jar".

Hellraiser
3Ultimo álbum relevante do finado Metallica. 

Aqui a banda ja começa a dar sinais de uma certa mudança na sonoridade, porem ainda é bem aceito. 

O banda consegue ainda trazer varias composições de grande calibre, como ``Enter Sandman``, ``Sad but True``, ``Wherever I May Roam``, ``Through the Never`` e ``My Friend of Misery`` entre algumas outras. 

O álbum que jogou em definitivo o Metallica no mainstream. 

Porem em minha opinião já é o primeiro álbum da banda com algumas faixas chatas. 

Não se trata de um álbum ruim, mesmo porque a banda não fez nenhuma mudança drástica no som, embora seja bem inferior aos trabalhos anteriores da banda. 

Nota 6,7

21 comentários:

  1. O Black Album se fundiu com o fundo do Blog....

    ResponderExcluir
  2. Tu gosta de citar o óbvio, ou quer que alguém mude a cor de fundo do blog, Treebeard?

    ResponderExcluir
  3. Treebeard, o Black Álbum é preto mesmo...kkkk...Phamtom pinta o album de cinza!...rs
    Na boa o Treebeard não comenta e fica ligando para o designer do blog!

    ResponderExcluir
  4. Alguém sacou um alfinete ai?
    Vamos lá.... Minha "comparação" do Black Album com Load foi feita para ressaltar que mesmo sem atingir a agressividade e a energia dos álbuns anteriores, o Black Album é MUITO melhor do que os 3 discos lançados posteriormente pela banda.
    Enfim, álbuns equilibrados ou que "não deixam a peteca cair" não atraem a atenção dos seres de mente estragada ou não-roqueiros... O que atraí atenção de tais criaturas são músicas COMERCIAIS. Músicas comerciais podem ser boas, mas são aquelas amplamente aceitas pelas estações de rádio, e tocadas até os cerébros dos ouvintes derreterem. Agora, o que define a aceitação das rádios eu não tenho certeza... Deve ser alguma característica "pop"?

    ResponderExcluir
  5. Não "saquei o alfinete" não, mas "se a carapuça serviu"...
    Tava tentando me referir a alguns comentários que li por aí de que Load é a evolução natural do black album ... ¬¬'
    Discordo que álbuns equilibrados e/ou músicas bem-feitas sem ênfase em excesso de peso e/ou velocidade não consigam atingir os "afetados"... já vi vários exemplos dessas pessoas elogiando músicas de heavy metal que ouviram em algum lugar ou que eu apresentei, sem necessariamente, essas músicas terem sido exploradas pela mídia...

    ResponderExcluir
  6. Eu vi pouquíssimos exemplos de não-roqueiros "depois de velhos" se interessarem por rock/metal não-comercial... O único que me lembro era um cara que devia ter 20 anos na época e ficou surpreso com a música Carry On do Angra. Ele falou algo como: "muito loco esse som aí"... Devia ser um super-eclético (é assim que se escreve essa merda de palavra?)

    ResponderExcluir
  7. É sim...a maioria das pessoas são ecléticas, e coincidentemente as experiências que citei acima foram com as bandas Metallica e Angra (ACDC tb)...

    ResponderExcluir
  8. Aaah, o Black Album.
    Foi o cd que começou a fazer os fãs de Metallica torcer um pouco o nariz, pela diferença [pouca, mas perceptível] de sonoridade dos outros álbuns.
    Mas, vamos concordar que, se tratando de Metallica, nenhum álbum se parece com o outro, certo? Concordo muito com o Phantom Lord quando ele classifica a sonoridade dos álbuns anteriores a esse. Mas sabe o que diferencia o Black Album de seu antecessor, ...And Justice For All? Isso, meu amigo, te digo com certeza que é a produção do nosso amigo Bob Rock, que sempre produziu as grandes bandas do hard/glam rock, como o Mötley Crüe. Daí surgiu a veia comercial do álbum. Ouvi rumores de que as demos do Black Album eram muito sujas e mais rápidas, e que o Bob Rock deu uma maquiada comercial nelas.
    Mas, realmente, não há o que reclamar desse cd. Eu acho que eu nunca ouvi uma mixagem de um disco de heavy metal tão perfeita, cara. Olha a bateria do Lars: que som foi esse que eles conseguiram tirar? O som da caixa dele é ABSURDO de bom.
    O timbre das guitarras é MUITO foda, a equalização do álbum tá MUITO boa [dá até pra ouvir o baixo do Jason, olha só, HUAEUHAEHUAE], e o James cantando MUITO. Aliás, GRITANDO muito, pois, sim, Trooper, ele fodeu a voz nessa turnê. Mas também ganhou prêmio de melhor vocalista de hard rock [sim, hard rock. Também não entendi, mas certeza que foi esse premio] no ano que o álbum foi lançado!

    E, sem evitar comparações, eu acho que, se fosse pra existir uma evolução natural, diria que Death Magnetic faz muito bem a ponte entre Black Album e Load [que não acho um album ruim. Aliás, gosto muito dele].

    Destaques para: Sad But True, Through The Never, Wherever I May Roam, Struggle Within e o solo de Unforgiven, que é maravilhoso!

    ResponderExcluir
  9. Vc colocou uma questão interessante: Bob Rock. Será que como era seu primeiro trabalho com a banda ele tava tímido e tal?...rs...daí ele abriu as asinhas no Load e f*%$% com tudo? Sim, pq o abismo é muito grande, eu tenho q discordar de vc (afinal, gosto é gosto) e dizer que King Nothing, Until It Sleeps, Wasting My Hate e Mama Said (que de forma alguma é heavy metal) são as únicas faixas diferenciadas do Load...o restante parece a trilha sonora do jogo Top Gear 2000 (que diga-se de passagem, foi a decepção da linha Top Gear)...ou seja, um rockzinho bem chinfrim. Mas é bem por aí, SE existisse uma evolução natural, Load, Reload e Saint Anger seriam mutações, enquanto Death Magnetic seria o descendente do black album.

    ResponderExcluir
  10. Phantom Lord me corrigiu: Top Gear 3000 :)
    é...aquele que vc ia disputar corridas de planeta em planeta ¬¬' ...eu preferia a trilha sonora eletrônica do Top Gear 2

    ResponderExcluir
  11. @ Treebeard - eu gostava de Nirvana mesmo, e daí? Vá se f(*#$.

    ResponderExcluir
  12. Auhuahuahuaha! Porra Trooper, soh foi uma referencia, não critico o fato de vc gostar, por exemplo, na minha opinião o Nirvana tem meia duzia NO MAXIMO de músicas bacanas e olha que eu ACHO que to sendo legal com Nirvana... Mas temos de concordar que era a banda da época junto com esse estouro do Black Album e com certeza o Metallica mordeu uma boa parte dos fãs grunges da época... Por que você acha que tem idiota que gosta do Saint Anger?

    ResponderExcluir
  13. Não se pode esperar mais do que 6 músicas boas de bandinhas comuns...estou comprovando isso pesquisando o próximo álbum que vou postar. Mas tenho que agradecer o Nirvana...na minha primeira fita cassete eu tinha gravado Chitãozinho e Chororó, Jimmy Cliff e Engenheiros do Hawai. Daí ouvi Nirvana...apaguei o resto, o restante da sequência eu já contei: Guns -> Iron Maiden -> Metallica.

    ResponderExcluir
  14. Pois é Maurock... tem uma outra história além dessa das fotos,
    que o Bob Rock na época em que a banda gravava o Load quebrou o violãozinho veiaco que era do pai do Hetfield e ele usava para compor desde a época do Killem All.
    Daí ferrou a porcaria toda...

    ResponderExcluir
  15. Putz, o pior é que eu tinha mais umas duas páginas de post sobre esse CD,

    Mas com certeza seria expulso do blog...

    ResponderExcluir
  16. que nada...tem q compensar meus posts "enxutos" =)

    ResponderExcluir
  17. De fato este CD é um fenômeno... Temos ele há menos de 1 mês e ele já o sexto post mais visualizado !

    com 165 exibições!

    ResponderExcluir
  18. ...é Julião
    ... tarde inesquecível para todos nós...

    ResponderExcluir
  19. Caramba hein pessoal !!!
    Notas 8,4, 8,5 para este album do Metallica ???
    Vcs estão me fazendo chorar !!!! rsrsrs

    ResponderExcluir
  20. 6,7?! 6,7?! Pô, isso é que eu chamo de uma sacanagem tardia!

    ResponderExcluir