terça-feira, 16 de agosto de 2016

Slash - Slash

O álbum Slash, lançado em 2010 pelo próprio, foi escolhido para análise por The Trooper.

Faixas: 1 - Ghost; 2 - Crucify the Dead; 3 - Beautiful Dangerous; 4 - Back from Cali; 5 - Promise; 6 - By the Sword; 7 - Gotten; 8 - Doctor Alibi; 9 - Watch This Dave; 10 - I Hold On; 11 - Nothing to Say; 12 - Starlight; 13 - Saint Is a Sinner Too; 14 - We're All Gonna Die.



The Trooper
3
A decadência avança sobre o blog, será que os metalcólatras conseguirão postar pelo menos um álbum por mês?

Não sei responder, mas como bom morto-vivo eu não desisto e continuo me arrastando por aqui.

E já que tudo está muito parado, resolvi chutar o pau da barraca e postar um álbum para ser xingado por aqueles que vivem reclamando "mas isso não é metal!". E não é mesmo, mas como ninguém está postando nada, o primeiro que reclamar receberá um xingamento de volta via comentários.

Bem, é muito óbvio dizer que o heavy metal é um derivado do rock, e às vezes, se você fica muito bitolado em uma coisa você começa a ficar pinel ... cuidado aí.

Brincadeiras esdrúxulas à parte, gosto de ouvir um rock'n'roll de vez em quando, e acho que esse álbum do Slash fez uma bela mistureba que agrada os ouvidos. Tudo bem que às vezes fica lento demais, mas ainda dá pra curtir.

Desnecessário sair enumerando as participações especiais, Lemmy, Ozzy, etc. Acho que é mais divertido você ouvir e ficar tentando adivinhar quem é.

Destaque pessoal para as músicas mais porradas: a da Fergie (!), "Beautiful Dangerous"; "Nothing to Say"; e "Crucify the Dead" (tá, não é muito porrada, mas não tem muita porrada nesse cd).

Nota: \m/\m/\m/\m/


Phantom Lord
Minhas férias de tempo indeterminado foi interrompida para isso? Eu achei que minha sugestão de férias coletivas seria o golpe de misericórdia neste espaço decrépito dos Metalcólatras... 

Eu já tinha escutado este álbum do Slash uma ou duas vezes, que diga-se de passagem parece um pouco melhor do que a bagaceira "São 5 horas no relógio" do "Buraco de cobra do Slash". É um álbum relativamente simples com uns rocks genéricos e uns pós-grunge-hard-rocks-não-farofa (desglamorificado) que também apresenta uma grande fossa da faixa 4 (ou 3) até a ruim e deprê faixa 6 (Goten). 
O álbum como um todo não é nada insuportavelmente horrível mas está muuiiito longe de me agradar. 
Apesar de diferente, este trabalho do Slash deve entrar na categoria de "discos ganha pão duma baita galera", como foi o caso do "sei lá do Black" gravado pelo Black Label Society. 
Este disco TALVEZ sirva para substituir aquela hora que a estação de rádio começa a tocar lixo ou repetir músicas até teu cérebro derreter... Claro, isso SE você ouve rádio... Portanto em último caso, para quem tolera versões mais atuais e populares do rock, dá pra deixar escondido no PC para que um dia toque 1d4 músicas espalhadas pelo "random". 
Enfim, não há porque minha resenha ser mais longa do que a do pinel Trooper: é um disco bastante moderninho com participação duns tiozões do rock e longos momentos depressivos e/ou entediantes. 

Ghost 6 
Crucify the Dead 6,3 
Beautiful Dangerous 6 
Back from Cali 5,6 
Promise 5,4
By the Sword 5,4 
Goten 4,7
Doctor Allibi 6,8 
Watch this Dave 7 
I Hold On 5,2
Nothing to Say 7
Starlight 5,2
Saint is a Sinner Too 5 
We`re all Gonna Die 6 

 Nota Final: \m/ \m/ \m/ (5,7)

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Helloween - The Dark Ride

O álbum The Dark Ride lançado em 2000 pela banda Helloween foi escolhido para análise por Phantom Lord.


Phantom Lord
Próximo do 6º aniversário deste blog, o ritmo de postagem dos metalcólatras está diminuindo... Novamente. As razões são diversas e por isso decidi escolher um álbum que foi consideravelmente emblemático para os Metalcólatras. The Dark Ride poderia ser considerado mais do mesmo só que não é. Em nenhum sentido. É metal-melô / power metal e qualquer coisa próxima dos espadinhas, sunguinhas etc, sim! Mas musicalmente apresenta um experimentalismo significante depois de 2 ou 3 álbuns lançados entre 1995 e 1999 na zona de conforto do Helloween. 
Quem acompanhou o blog viu que 2 álbuns desta banda já passaram por aqui: o clássico (ou quase isso) Keeper of 7 Keys - part 2 e o diversificado-aleatório Chameleon. Diferente do clássico e do exageradamente diversificado, o disco The Dark Ride traz a proposta de tornar o som da banda um pouco mais sombrio, e consequentemente pesado. Do visual da capa, passando por alguns temas até a sonoridade com destaque às distorções temos um conjunto de características que gera uma ambientação mais soturna do que os típicos álbuns do Helloween. Além do diferencial, TDR mostra que a banda ainda tinha criatividade e competência para entregar um álbum atraente. 
Mr Torture e If I Could Fly são excelentes músicas que se tornaram algumas de minhas favoritas desde a primeira vez que ouví-las. Além destas duas faixas temos uma série de músicas bem trabalhadas: Mirrior, Mirrior, The Departed e I Live for Your Pain são ao menos mais 3 faixas que merecem destaque. 
Eu pensei em postar algo mais velhaco como o debut dos caras, mas gosto é gosto. Em minha opinião The Dark Ride não deve absolutamente nada para os clássicos do Helloween e só não digo que os clássicos são inferiores ao The Dark Ride porque considero o Keeper 2, um clássico, e o melhor disco desta banda. Por fim, este álbum só tem 1, talvez 2, pontos fracos, o restante é excelente. 
 Em relação ao álbum ser emblemático para os metalcólatras... Provavelmente não é o MAIS emblemático, mas parece ser um ponto de concórdia entre o fugido Mercante e seus supostos rivais Trooper-Magician-e-talvez-até-Eu. Um tipo incomum de disco. 

Beyond The Portal/Mr Torture 9,5 
All Over the Nations 6,0 
Escalation 666 7,6 
Mirror Mirror 8,2 
If I Could Fly 9,1 
Salvation 7,9 
The Departed (The Sun is Goig Down) 8,8 
I Live for Your Pain 8,0 
We Damn the Night 7,6
 Immortal 7,4 
The Dark Ride 7,0 

Modificadores: First Strike is Deadly +0,1 



\m/ \m/ \m/ \m/ Nota Final: 8


The Trooper
3
Tá, chamar The Dark Ride de melhor álbum do Helloween talvez seja forçar um pouco a barra, mas vou explicar meus motivos:

- Mr. Torture. Logo na porta de entrada já dá pra vislumbrar a mágica que os fdps conseguiram fazer nesse cd. A faixa vem com uma base distorcida até o inferno e quando chega no refrão fica melódico, tudo isso sem cagar a música! E aqui eu já dou uma resumida de todos os motivos no meu principal motivo: os caras conseguiram unir duas das coisas que eu mais gosto no heavy metal: distorção e melodia;

- Mirror, Mirror e If I Could Fly. Essas porras são simplesmente duas das melhores músicas do heavy metal. Tinha amigo meu que nem ouvia o cd inteiro quando saiu, ficava só no repeat dessas faixas;

- Força individual dos álbuns do Helloween. O Helloween fez uma tonelada de músicas fodásticas, mas com exceção do 'classiquíssimo' Keys II, os álbuns em si não tinham um impacto tão gigantesco como algumas músicas;

- Gosto pessoal. Sobram assim, Keys II e Dark Ride para eu escolher, e embora seja páreo duríssimo, DR tem aquela magia pilantra que uniu coisas impossíveis, daí meu gosto escolhe este.

Enfim, MELHOR cd da porra do Helloween!

Destaque pra porra do cd inteiro, mas tenho que admitir que 'Mr. Torture', 'Mirror, Mirror' e 'If I Could Fly' estão acima do que já está lá em cima.

Nota: \m/\m/\m/\m/\m/

P.S.: Quando quebrei o nariz numa roda do show dos Inocentes lá pelos idos de 99 e fui ao hospital 1 semana depois, os médicos perguntaram se eu conhecia Helloween e eu disse que não, eles então disseram com toda arrogância justificada de um metaleiro mais velho: "Esses moleques de hoje em dia não sabem de porra nenhuma."


The Magician
O disco “The Dark Ride” (TDR) é exímio.

Nada muito além dessa definição pode ser escrito, ao bem da verdade. Se você não é fã do estilo e toca a reclamar quando o escuta: “músiquinhas felizes com guitarras pesadas”, “cara que hora canta fininho e depois nervosinho”, “música de viagem na batata”, “letras de babaca”, “chato bagarai” .... não importa; diga o que você quiser e esse vai continuar sendo disco exímio. E se você é fã do Helloween, mas daqueles chatos diehards/turma do amendoim: “traíram o movimento”, “quiseram ser pesadões”, “não é Kiske”, “Não é Kai Hansen”, “não é Keepers”... também não importa; continuará sendo um trabalho exímio. Eu poderia acabar aqui com minha consciência tranquila, mas vou adicionar alguns comentários à esta resenha.

Embora este álbum guarde certa polêmica no meio do Metal por se tratar de uma produção que prenunciou uma nova ruptura na banda (partida de Grapow e Uli), e para muitos uma ruptura também na sonoridade do Helloween (inclusive para o próprio Weikath), eu o entendo como uma continuação lógica do álbum anterior “Better Than Raw” (BTR), compondo uma das partes da segunda fase da banda alemã com Deris. Essa fase é com certeza definida pela mudança do timbre vocal de Deris que a partir de BTR passa a atuar com tons mais graves e nasalados, um subterfúgio do vocalista para lidar com seu desgaste natural, e com essa mudança, toda a sonoridade do resto do grupo ingressou junto se apresentando de forma mais direta e pesada.

Talvez o fato que mais contribuiu para essa característica aqui em TDR seja a quantidade de músicas que o vocalista compôs nesse trabalho – 5 de 11 – e provavelmente por causa disso as passagens possuem versos mais curtos e refrões mais diretos do que em outros discos mais festejados do Helloween. Consequentemente as longas sustentações de agudos melódicos de Deris são rareadas nesse trabalho dando espaço muitas vezes aos seus ganidos raivosos (no limite que ‘um Helloween’ permite é claro). Ainda assim, todos os registros de Andi Deris são impecáveis nesse trabalho, o homem soube usar os recursos que tinha na ocasião como poucos fariam, e foi muito além ao compor faixas inesquecíveis para a infindável carreira dos cabeças-de-abóbora (nada menos que “If I Could Fly”, “Mirror Mirror”, “I Live For Your Pain”, “We Damn The Night” e “Immortal (Stars)” são creditadas à mente criativa desse maluco).

O que os demais membros fizeram por sua vez, foi magistral. Cada faixa tem uma assinatura própria, retocada e inconfundível, mesmo sendo elas juntas responsáveis por oferecer uma sonoridade de certa forma soturna e insólita, que é diluída uniformemente pelas faixas do disco moldando uma personalidade genuína e única para o TDR. O nível de imersão do disco é espantoso, toma-se como exemplo a espetacular “The Departed” inaugurada por guitarras com distorções oníricas que quando mescladas com as camadas dos teclados transformam o locutor Deris em uma espécie de bruxo amaldiçoando seus inimigos em seu momento derradeiro..

Mas os momentos orgásmicos estão em toda parte, nos refrões imponentes de “I Live For Your Pain” e “Immortal”, nos riffs atordoantes de boas vindas de “Mr. Torture” (murro na boca do estômago!), na esplêndida atmosfera de “Departed” e “The Dark Ride” e é claro: em cada mísero segundo da obra prima chamada “If I Could Fly”.

Vale rasgar um parágrafo para esta música, que em minha opinião é a melhor do Helloween; o sincretismo das marteladas suaves no piano com a distorção desgraçadamente pesada que irrompe de repente das guitarras de Grapow/Weikath (0:13s) reforçadas pelo tom sombrio do contrabaixo serve como uma explosão, uma verdadeira granada estourando nos nossos ouvidos, e dão simultaneamente uma experiência atmosférica incrível. Um efeito parecido acontece quando se apresentam as linhas vocais de Deris - melódicas e seguras (e até certo ponto chorosas) que culminam no refrão gritado que continua totalmente fluído sobre a pontuação intensa da bateria incessante (o safado do vocalista não demonstra NENHUM esforço para manter o tempo da melodia!). O melhor ainda está por se apresentar; justamente quando a canção toda recua e se silencia para um grito órfão de Deris ecoar (aos 2:22) introduzindo o solo simples e meticuloso que R.Grapow criou para preencher as paredes super distorcidas de Weikath, que se inicia com um double-stop bend marcante de meio tom  é seguido de sequências de vibratos e slides descendentes que terminam em um ágil cromatismo conclusivo; além de ser uma ótima melodia, essa sua interpretação solista serviu para encorpar o belo timbre que escolheu. Nas bases de Weikath são destiladas lindas distorções super carregadas, que passam por efeitos como Hall e Flangers, mas a cereja do bolo da música é na verdade a sequência final onde os overdubs de Deris protagonizam diferentes interpretações para o refrão épico da sonzeira fechar a obra prima.

Não precisava ter escrito nada disso para que o álbum continuasse sendo exímio... mas tá aí. 

Ah, pra concluir posso assegurar que não tem música fraca, ou nada nem perto disso, mas as mais chatinhas em minha opinião são aquelas que mais se aproximaram do “tradicional” do Helloween – “All Over The Nation” e “Salvation” -, não por coincidência, as duas únicas compostas pelo líder Michael Weikath em TDR... é, ele estava meio fora de sintonia nesse disco.

Ah! E anota aí no seu caderninho: mais uns pontinhos para o melhor produtor do Heavy Metal de todos os tempos: Roy Z.

 Nota 8,9 ou \m/\m/\m/\m/.

Ainda bem que dessa briga aqui saiu um pusta de um CD... e não um Chameleon! UFA!


Hellraiser
3Saudações, Metalcólatras. 

Lembro que havia escutado esse registro do Helloween ha um bom tempo atrás, e este, não havia me chamado a atenção, visto que, eu estava bem acostumado com pérolas como ``Wall of Jerichó`` e os dois ´´Keepers..´´. 

Porém, após meu amigo Phantom trazer este disco à tona, e eu voltar a escutá-lo algumas vezes, agora com muito mais atenção, minha opinião é a seguinte: 

Continuo achando um disco bem mediano, ...na verdade diria, ´´meio sem graça´´ mesmo. Acho até um grande exagero dizerem que se trata de não só um dos melhores, como o melhor (??) disco da banda. 
Mas entendo que assim como eu, o gosto particular de cada um prevalece muito em cima de cada resenha dada. 
Ainda mais, levando em conta os primeiros álbuns de cada banda que cada um escutou, pois aí, sempre acaba permanecendo um carinho diferente pelo trabalho em si, tipo, ´´aquele álbum que te apresentou a banda´´. 

Não me importo se não é Hansen, ou Kiske que estão cantando, pois nunca me importei com troca de membros nas bandas, mas em muitos casos, as trocas acabam fazendo com que certas bandas caiam de nível bruscamente em suas criações. Helloween acredito ser um caso, assim como Iron Maiden, Sepultura, entre outros... 
Só pra citar alguns casos contrários, ....não é o que aconteceu com o Accept, AC/DC, entre outros também. 

Mas voltando ao Helloween, quando li alguns comentários com as palavras ´´guitarras distorcidas´´, ´´peso´´, etc. acabei até achando que eu não tinha escutado direito esse disco na época, mas infelizmente, sem querer soar ´´do contra´´, meu conceito de ´´peso´´ e ´´guitarras distorcidas´´ é muito, mas muito diferente dos meus amigos metalcólatras, rsrs. 

Enfim, sem querer se alongar muito, ..ainda mais sendo uma critica, acho um disco mediano, ..com alguns bons momentos, e vários outros que não empolgam, com uma banda bem afiada, que executa com maestria o que se propôs a fazer, mas que ao meu ver, fica extremamente longe dos verdadeiros clássicos da banda. 

Um tipo de Metal, bem ´´quebrável´´, muito fino, mas que até passa batido no meio de um pen drive de 1500 musicas rolando num churrasco com 100 pessoas bebendo a vontade. 

Nota 6,5

sábado, 4 de junho de 2016

Sinister Realm - World of Evil

O álbum "World of Evil" da banda Sinister Realm, lançado em 2013, foi escolhido por Hellraiser para análise dos Metalcólatras.




Faixas :

1 - Dark Angel of Fate
2 - Bell Strikes Fear
3 - World of Evil
4 - The Ghosts of Nevermore
5 - Prophets of War
6 - Cyber Villain
7 - The Forest of Souls
8 - Four Black Witches






Hellraiser
3E aqui estou eu novamente, apresentando algumas bandas de Heavy Metal tradicional aos meus amigos Metalcolatras, já que minha jornada na apresentação de bandas Thrash não agradaram muito, rsrs. 

E a bola da vez é o terceiro álbum da banda norte americana Sinister Realm, que conheci justamente em 2013, por este álbum. 

Os caras já tem no currículo 3 fulls, porém este último (até agora) é o que mais me agrada (e muito). 

A banda apresenta um Heavy Metal tradicional, muito bem feito, com melodias na medida certa, refrões grudentos com uma pequenina dose de Epic Metal e as vezes beirando um US Power Metal. 

O disco é curto, apenas 8 faixas, como tem que ser, onde o ouvinte se delicía por ótimas composições que não soam em momento algum forçadas ou sem graça. 

Muito pelo contrario, a banda separou 8 excelentes petardos para entreter o ouvinte até o fim do álbum e ainda ficar com uma sensação de quero mais. 

Ótimos riffs, solos muito bem encaixados, uma cozinha muito bem encaixada, e um vocal que não quer se aparecer mas que executa muito bem seu papel, transformam este disco numa audição muito agradável. 

Musicas simples e gostosas, sem firulas, onde o predomínio são de faixas mais cadenciadas e carregadas. 

Meus destaques maiores vão para as maravilhosas 5 primeiras faixas, mas isso não quer dizer que as outras 3 restantes sejam inferiores, é apenas uma questão de gosto pessoal. 

Nota 7,00 

Phantom Lord
World of Evil da banda Sinister Realm traz um heavy metal tradicional com pitadas de "power metal" e alguns pontos altos de criatividade e qualidade. 


Logo na primeira audição duas faixas deste disco me surpreenderam: Dark Angel of Fate e a faixa título World of Evil. A primeira faixa me lembrou um pouco de Angel Dust porém mais sóbria e simples, próximo de um metal tradicional, talvez no estilo de Dio. 

Como um todo, o World of Evil não é um álbum com músicas mirabolantes ou super inovadoras, mas é um bom trabalho... feito com competência e que deve agradar quem curte heavy metal. 

Enfim não há muito o que discursar... Vale a pena ouvir. 

 Dark Angel of Fate 8,1
Bell Strikes Fear 7,2 
World of Evil 7,5
The Ghost of Nevermore 7,4
Prophets of War 6,8 
Cyber Villian 6,9 
The Forest of Souls/Four Black Witches 6,4 

Nota Final: \m/ \m/ \m/ (7,2)


The Magician
Embora tenha sido lançado em 2013 pelos americanos do "Sinister Realm", o álbum "World of Evil" tem aquele 'quê' de disco velho de Heavy Metal.

Os membros do grupo claramente atuam numa base mais Old School do gênero, com grooves e arranjos que foram feitos para atender a este público específico. As interpretações, distorções e estruturas dos sons também seguem nessa mesma linha, e em alguns casos são até nostálgicas, com os clássicos refrões irrompendo diretamente dos versos extremamente repetitivos, sem o uso de bridges - ao melhor estilo KISS.

As letras estão dentro do velho clichê "dark/soturno" (também, com esse nome de banda não teria como ser diferente, né? ¬¬') e até existe razoável nível de ambientação para o pano de fundo sugerido (pode-se escutar teclados, sinos, uivos, sons de chuva, e talz...), mas nada tão imersivo assim, até porque a escolha pelo Metal tradicional e básico reprime um pouco o uso de elementos mais "sofisticados".

Por causa desse fatores descritos acima confesso que fiquei tentado a vir aqui no blog, escrever que esse é um belo CDzinho chinfrim de boteco metaleiro, apertar Enter, e simplesmente sair fora. Mas embora ele seja mesmo um belo de um CDzin de boteco (como tantos outros aqui postados: Phantom, Overlorde,  Katana, etc..), se não logo de cara, ele se torna bem bacana de se escutar ao longo do tempo. Para falar a verdade, esse é o efeito mais comum do Heavy Metal tradicional no meu Music Player; começa sem graça e cada vez que o repeat trabalha o disco ganha força.. cada vez que aumento o volume da caixa os sons se tornam mais legais.., sempre é uma questão de digestão mesmo.

Em outras palavras, como já afirmado anteriormente no Metalcólatras por alguns críticos e por mim, se optar pelo velho e bom Heavy Metal tradicional a banda não vai cagar no trabalho, ainda que não venha a oferecer nada inesquecível ou memorável.

Sobre a performance dos músicos, achei suficiente, com um vocalista total café com leite e com um baixista que faz um pouco mais do que apenas participar.

No geral as músicas do inicio do álbum tiveram mais sucesso em me cativar, com destaque para "The Ghost of  Nevermore", "Bell Strikes Fear" e "Prophets of War".

Nota 6,999, ou \m/\m/\m/\m/\m/\m/.

The Trooper
3
World of Evil me passou uma impressão muito boa logo no começo do álbum, principalmente por causa do vocalista, que nas primeiras faixas parece extremamente competente.

Som pesado, rápido, bem construído. Infelizmente, a partir da terceira faixa, World of Evil, tudo começa a ficar lento, muito lento, e sonífero. Bem, tem quem goste, eu não sou um, se é pra ser lento, tem que ser muito pesado, as faixas tem que alternarem a velocidade, tudo tem que ser muito bem construído e inspirado, e aqui o Sinister Realm não dá conta de me satisfazer.

Quando uma banda se autointitula como de epic metal, o alerta amarelo logo é acionado. As duas primeiras faixas dissiparam esse temor, mas logo em seguida a peteca cai completamente. Não dá pra dizer que é um trabalho ruim. Se você gosta dos trabalhos mais recentes do Dio, talvez goste deste. Eu não gosto, Dio pra mim é Holy Diver e Last In Line, épicos, destruidores, magníficos, o restante é o que esta obra se assemelha: médio.

Destaque para Bell Strikes Fear.

Nota \m/\m/\m/



domingo, 8 de maio de 2016

Katana - Heads Will Roll

O álbum "Heads Will Roll" da banda Katana, lançado em 2011, foi escolhido por The Magician para análise dos Metalcólatras.


 Faixas: 1-Livin' Without Fear; 2-Blade of Katana; 3-Phoenix On Fire; 4-Neverending World; 5-Heart of Tokyo; 6-Asia In Sight; 7-Across The Stars; 8-Rebel Ride; 9-Quest For Hades.


The Magician
Ta aí uma banda nova pro blog, mas com certeza sem nenhuma novidade. 

Aliás, antes de qualquer comentário é importante dizer que a última das minhas intenções é inovar com essa postagem.

A banda toca um Hard Rock pesado beirando o Heavy Metal, e que se assemelha com tudo que já escutamos das bandas clássicas - que vai de Iron Maiden e Judas  Priest ao Whitesnake e WASP - sem que nada de fato pareça novo ou surpreendente, e algumas vezes chega até a dar impressão que algumas partes são excessivamente surradas. O pragmatismo é preponderante, saudosista, enfim... nostálgico.

Mas atenção: tudo isso aí é feito com muito cuidado pelos caras, ou seja, já que vai fazer algo manjadão, faz direito casseta; A banda Katana é mais uma das 250.687.338 bandas suecas que se entregam com afinco à qualidade de mixagem do material compilado, além de destilar técnica razoável sobre as pautas. 

A cozinha (baixo+baquetas) particularmente, tem bastante qualidade, e pontua cada estrofe do CD com cadência pra lá de coerente. Por causa disso, não é somente uma música que pode ser chamada de "grudenta" ou viciante, os caras tem "as manha" nesse quesito; "Phoenix On Fire", "Heart of Tokyo" e "Neverending World" ecoarão em sua memória por alguns dias após a audição desse disco, em especial a última delas, que de tão grudenta, quase se torna um Axé!

As guitarras figuram como bastante competentes, e colocam expressão significativa em partes que poderiam ser somente "ventadas" nos ouvidos dos bangers. Três exemplos: Aos 3:21 de "Neverending..." com o inicio da base do solo de guitarra (que também é muito bom) alternando sequências de fusas entre os tons do riff principal da música; Aos 3:24 com os harmônicos artificiais simulando "falas" na guitarra em um solo que estranhamente começa para encerrar a música 15 segundos mais tarde (acabou o espaço na prensagem do material???); e aos 4:34 de "Quest For Hades" quando na parte mais fanfarrona de todo o disco o narrador da história manda "... and so she says..." e dá-lhe um lickzinho farofístico e non sense de guitarra, que mais uma vez perfura a mente do ouvinte.

O vocalista tem seu valor, não falha miseravelmente em nenhum trecho gravado e chama atenção ao soluçar suas eloquentes narrações nas faixas mais paradonas do álbum.

Por fim, vale a pena escutar sem marra, para se divertir escutando HR/HM saudosista e descaradamente reciclado, sem grandes pretensões, e nem por isso sem valor.

É ordinário? É. É legal? Com certeza.... nota 7 pra ele, ou \m/\m/\m/\m/.

Escuta, e depois pode encostar. Sem remorso.      


Phantom Lord
Heads will Roll é mais um álbum de heavy metal tradicional que mostra o quão comum é a aproximação deste gênero musical do Hard Rock. 

O Magician fez um resumo razoável do que se trata o álbum... Um reciclado bem trabalhado e bem produzido. Mesmo Heads will Roll sendo um "reciclado", não chega a ser cansativo pois é um álbum curto que apesar de não ter nada incrível, não apresenta pontos fracos... Talvez só o vocal seja meio tosco em certos trechos de música, mas nada que que realmente incomode. 

Ao contrário da teoria de ouvir uma vez e abandonar o álbum... Creio que seja útil manter Heads will Roll nem que seja para ocasionalmente ouvir algumas de suas músicas numa lista aleatória, vulgo Random. 

Eu pensei em comentar mais alguns detalhes do álbum... Mas seria chover no molhado.

Nota Final: 7,1


The Trooper
3
Seguindo no ritmo de saldão de fim de ano, faço essa postagem ouvindo o álbum apenas uma vez ... isso mesmo, apenas uma vez, achou ruim, 'pega eu'.

Tirando a influência óbvia de Iron Maiden neste trabalho (em alguns trechos chega a parecer cópia descarada), principalmente no trabalho do baixista (que aliás, agradou-me bastante), havia algo de familiar no timbre desse vocalista (que aliás, não me agradou muito), e ao descobrir que a banda era sueca, lembrei-me de uma postagem do Mercante, de outra banda sueca.

Fui, afoito, atrás da formação das bandas, mas infelizmente minhas suspeitas não se confirmaram, Johan Bernspang nunca cantou no Lost Horizon, embora tenha um timbre idêntico ao de Daniel Heiman.

É uma pena senhores, eu gostaria muito de tirar sarro do Magician e do Mercante, principalmente porque o Magician desceu a lenha em Awaken the World, dizendo que se tratava de uma postagem desnecessária (mesmo termo que o Mercante costuma usar nas postagens alheias), e eu creio que se usarmos os mesmos padrões de avaliação dos dois fanfarrões, o mesmo seria válido aqui.

Heads Will Roll lembra muito Awaken the World, principalmente por causa do vocalista que cansa os ouvidos, e do estilo musical manjado que só vai se destacar de verdade se for realmente épico (claro que a opinião do que é épico do Mercante não conta).

Não, o trabalho aqui não é mais um power metal fanfarrão (e também não é hard rock não, Magician músico de araque), é heavy metal básico, competente, mas não épico (ou, se você preferir, memorável, já que épico sempre vai lembrar temas dignos do metal espadinha).

Enfim, é necessária? Acho que sim ... é melhor do que postar álbum ruim.

Destaque para Quest For Hades.

Nota: \m/\m/\m/


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Guadaña - El Grito del Silêncio

O álbum El Grito del Silêncio lançado pela banda Guadaña em 2012 foi escolhido para análise por Phantom Lord.


Phantom Lord
Há uns anos atrás ouvi este disco de heavy metal cantado em castelhano e achei interessante, mas praticamente o deixei "no congelador". Agora, quase cansado de heavy metal, mas sem interesse em qualquer novidade de qualquer estilo musical, trago esta joça a este blog. Uma joça bem trabalhada, com uma dose perceptível de criatividade espalhada pelas músicas que apresentam um heavy metal tradicional de qualidade, com suaves aproximações de outros subgêneros deste "ramo" musical (thrash, prog, death etc). 
Como o gênero predominante em El Grito del Silêncio é o heavy metal, nota-se que o objetivo da banda não é fazer o ouvinte viajar apesar de existirem algumas quebras de ritmo e solos "esmerilhantes"... Inclusive creio que o ideal seja ouvir este álbum em um volume alto, como tantos outros trabalhos de heavy e/ou thrash que passaram pelos metalcólatras, não por ser bom ou ruim, mais pela (suposta?) proposta do disco de fazer o ouvinte "banguear". 
A vocalista alterna entre vocais médios, semi-grunhidos e mais rasgados/gritados aparentemente sem mergulhar em estilos extremos. Num primeiro momento pensei que o vocal em castelhano soaria mais bizarro, mas para quem já ouviu criaturas cantando em japônes, chinês e russo, o idioma ibérico já não incomoda tanto. 
O interessante é que depois de uns 2 anos, eu passei a gostar mais deste álbum só em minha quinta audição (a "audição" para postar a resenha aqui neste dia 11/04/2016), pois apesar de alguns momentos de sonoridade bate-estacas, percebi melhor as "nuances" das faixas 4, 6, 7/8 e 11. Nuances que vão desde as suaves aproximações de subgêneros que eu citei no começo desta resenha até as aparentes influências da banda (Judas, Metallica, Blind, Purple e outras?) Ah sim, também passei a dar um pouquinho mais de crédito à produção do disco, mas só um POUQUINHO. 
Conclusão: É um bom álbum de "heavy metal pedrada da zoreba com qualidade técnica". 

Sin rostro 7 
Secreto confesional 6,9 
Tras el cristal 6,8 
Innombrable 7,5 
Heavy Metal 7,6 
El grito del silencio 7,5 
Éxodo (intro) - En la brecha 7,7 
Impulsos 6,9 
Tu propio final 7,2 
Ya no son los mismos 7,8 
Reencarnación 7,6 

Nota Final: \m/ \m/ \m/ (7,3)


The Magician
Tá aí... banda espanhola no blog é nova...

Bom, se eu deixar de lado meu preconceito com o idioma derivado do latino no Heavy Metal (e no caso do espanhol, fora do Metal também..) o som no geral, até que agrada bastante.

O que mais chamou a atenção é a consistência das composições mesmo atuando em abordagens bem diferentes nas diversas faixas. Ou seja, a banda experimenta bastante durante o decorrer do disco, mas quando muda o estilo não faz feio em nenhum deles, e posso exemplificar: "Tras el Cristal" utiliza as profundas imersões do bumbo duplo para explorar uma composição que em alguns momentos lembra até Death Metal, já em "Innonbrable" o grupo desvia o percurso para um estilo quase Power Metal que se perde nos desafiadores solos de guitarras de Jacob García, para na sequência pegarem pesado no estilo pragmático do Heavy Metal clássico (na faixa homônima do gênero), e enfim, surpreenderem no estilo Nu Metal em "Impulsos".

Essa variação toda de estilos dentro de um mesmo álbum se tornou ainda mais interessante pelo motivo de a banda possuir dois vocalistas atuando - um homem e uma mulher - que se revezam nas diversas passagens em momentos bastante oportunos das canções. A voz de Salvador Sanchéz cansa um pouco mais, pois insiste no estilo rasgado e agressivo mesmo quando tem que preencher riffs mais melódicos. 

Sobre os instrumentistas não há o que reclamar. Passam o tempo todo sendo simplesmente competentes, e quando são um pouco mais exigidos com certeza dão conta do recado. O guitarra manda bem nas bases e confesso que me surpreendeu em alguns solos; o baterista é um pusta de um pedrerão ignorante (no bom sentido, está no estilo certo), e o baixista dá o ar da graça em algumas músicas. Logo há qualidade de fácil reconhecimento nas músicas.

O que prejudicou um pouco foi a longevidade do CD (com menção especial a exageradíssima faixa "Ya No Son Los Mismos" com seus 14:39 minutos de duração, pra que isso véio????) que desgasta um pouco o material, e o já citado idioma dos gatidanos. No resto, bom trabalho.

Nota 6,9, ou \m/\m/\m/.


The Trooper
3
Demorei bastante para conseguir resenhar este álbum, talvez porque a primeira impressão foi péssima. Não, o trabalho não é ruim, a impressão nem foi em relação à primeira audição, mas à primeira faixa. Lá pelos 3 minutos, a banda usa um estilo cadenciado, lento, que faz minha mente se lembrar de algumas bandas underground modernas que fazem um som muito bom, mas estragam a música com essas paradas lentonas que eu não sei se vieram do new metal ou do death.

É gosto pessoal mesmo, não consigo ouvir isso sem ficar desmotivado ou com raiva, estraga tudo quanto é riff bom que possa existir na música. Enfim, isso não é a característica dominante no álbum, mas ela se repete, lá pelos 5 min. de 'En La Brecha', lá pelos 3 min. de 'Impulsos' e logo de cara em 'Tu Propio Final'.

Relevando essas características de som pesado, lento e cadenciado, dá pra constatar que os caras são competentes e criativos (que é a parte mais difícil), principalmente os instrumentistas. Os vocalistas seguem um estilo que não me agrada muito. Eu confesso que não sei diferenciar quando é o rapaz ou quando é a moça cantando, exceto quando o vocal limpo é utilizado em momentos mais lentos, aí eu posso afirmar que eu prefiro a moça (Gloria Romero). Se a moça canta apenas esses trechos lentos, ela canta muito pouco, deveria predominar. Se ela canta junto com o rapaz (Salva Sánchez), então ela tem a proeza de desaparecer, mas creio que minha primeira hipótese é a verdadeira.

O estilo, como Magician afirmou, varia bastante, 'En La Brecha', por exemplo, lembra Metallica nos trechos distorcidos, e Iron Maiden nos trechos lentos, 'Impulsos' consegue lembrar Sepultura e Dream Theater na mesma música ... O.o ... 'Ya No Son Los Mismos', Sabbath e Purple. Mas tudo isso sem parecer cópia.

A temática parece interessante, mas como meus conhecimentos do idioma são parcos, não posso afirmar com certeza. Além disso, o preconceito com a língua, como diz o Magician, também me afeta, certos sotaques e linguagens soam engraçadas ou estranhas aos meus ouvidos.

Enfim, é um trabalho interessante, no mínimo para se conhecer. E o talento dos caras (e mina) também deve ser reconhecido, mas se vai continuar na minha coleção eu já não sei.

Destaque para a faixa-título.

Nota: \m/\m/\m/


quinta-feira, 24 de março de 2016

Hellhound - Metal Fire from Hell

O álbum Metal Fire from Hell, lançado em 2008 pela banda japonesa Hellhound, foi escolhido por Hellraiser para análise dos Metalcólatras.



1. Metal Fire from Hell 03:46
2. Headcrusher 03:42
3. Heavy Metal Highway 03:57
4. Heavy Metal Education 03:28
5. Metal Psycho 04:36
6. Change the World 04:57
7. Too Wild to Tame 04:43
8. Warriors of Rising Sun 05:42

Phantom Lord
Com uma ideia similar a da banda Dream Evil, o Hellhound juntou vários ingredientes do heavy metal e misturou em um caldeirão. Com conhecimento e/ou técnica o resultado ficou sólido (em minha opinião, o único ponto fraco é a faixa título) e apresentou um nível até que razoável de criatividade. 
Pode-se notar inspiração em diversas bandas: Judas, Manowar, Iron até um pouco de Motorhead. 
Porém o vocal mostrou-se limitado e bastante escrachado... Notoriamente similar ao Detonator do Massacration. 
Não sei se os caras do Hellhound levam a sério um estilo de vida "metal" como figurões do Manowar ou se estão apenas fazendo piada como os caras do Massacration, mas de qualquer maneira, propositalmente ou acidentalmente, eles encontraram um meio para o rústico e caricato vocal não se tornar muito irritante: Gravar um disco breve (bem curto, pouco mais de meia hora). 
Enfim, como a parte instrumental é boa "tecnicamente e criativamente" posso afirmar que é um bom álbum e obviamente poderia ser melhor se o vocal fosse menos limitado e avacalhado. 

Metal Fire from Hell 5,9 
Headcrusher 7,4
Heavy Metal Highway 6,9 
Heavy Metal Education 7,2 
Metal Psycho 6,8 
Change the World 6,7 
Too Wild to Tame 6,7 
Warriors of Rising Sun 7,3 

Nota Final: \m/ \m/ \m/

Hellraiser
3Olá pessoal. 
Trazendo aqui aos Metalcólatras a banda nipônica Hellhound que executa um excelente Heavy Metal flertando muito com o Thrash. 

Não tem como dizer que a galera oriental aqui não tem talento. 

Os riffs, os solos e as próprias musicas em si são muito bem feitas, e entram fácil fácil na cabeça de qualquer banger. 

Mas não se engane ! 

Pelo teor das letras o ouvinte já nota que tem pegadinha do Malandro ai !! 

É que na verdade, a galera do Hellhound manda um Thrash/Heavy muito competente, porém totalmente calcado na gozação e bom humor, apenas flertando com o estilo True Metal de ser. 

Aqui temos uma banda que faz na ´´gozação´´ Heavy Metal melhor que muita banda séria das antigas em atividade até hoje. 

Claro, os caras carregam aquela temática do ´´TRUE HEAVY METAL´´, mas sinceramente, todo esse ambiente criado está mais pra uma ´´zueira´´ do que um estilo de vida. 

 O ponto onde mais se nota tal ´´desleixo´´ é justamente nas linhas vocais do guitarrista/vocalista, que se auto intitula ´´Crossfire``. (sic.)

Mas apesar de todo esse desleixo e bom humor que acerca o disco todo, não da pra negar a qualidade  sonora deste trabalho e não curtir as musicas. 

Vale ainda ressaltar os trabalhos das capas de seus discos, sempre fazendo menção bem humorada a alguma banda que os influenciou, neste caso aqui, o Breaker do Accept. 

Nota 7,00 (por ser muito melhor que muita banda séria)

 
The Trooper
3
Minha primeira impressão sobre Hellhound foi a de uma cópia japonesa de Massacration que ao invés de copiar mais Helloween e Judas, copiava Metallica e Iron Maiden.

Essa primeira impressão foi reforçada pela resenha do Hellraiser, o que me trouxe um grande estranhamento, afinal a afirmação dele ao lado da nota ("7 - por ser melhor que muita banda séria"), é exatamente o veredito que a maioria dos metalcólatras deu na resenha do álbum do Massacration aqui no blog, sendo que Hellraiser parece sentir grande repulsa aos comediantes brazucas (para corroborar com essa hipótese há um fato: ele não resenhou Gates of Metal Fries Chicken of Death), enfim, isso é bom, a gente precisava de alguém contraditório para substituir o mestre da contradição: Metal Mercante.

Entretanto, a primeira impressão não foi a que ficou, Hellhound não é uma banda formada por comediantes (logo, um híbrido músico/comediante, como a gente discutiu lá na resenha do Massacration), é formada por músicos (pelo menos é o que parece, se alguém mora no Japão, conta aí pra gente qual é a dos caras), os caras sabem o que estão fazendo.

A veia comediante da banda puxa muito mais para a postura do Dream Evil em In the Night, ou Helloween, Ed Guy e Manowar (esses são uma comédia sem querer), e não é um senso de humor escrachado, está mais para uma paródia light.

Como fazer música boa não é mais do que a obrigação para músicos profissionais, o impacto da qualidade das músicas é menor do que Massacration. Mas como a gente sabe que muito músico não cumpre com sua obrigação, é de se louvar o trabalho dos japas. Os caras tem potencial para serem muito mais do que são se saírem dessa pegada paródia e focarem na criatividade.

O destaque aqui vai para as guitarras, aliás, o Crossfire também parece cantar bem, o cara podia arriscar um projeto paralelo com a banda, como eu afirmei, há potencial. Como música, o destaque vai para Change the World, onde a banda parece ter um estilo próprio, com aquelas guitarras japonesas características (que podem lembrar a trilha sonora de Megaman X), e uma letra menos palhacitos.

Enfim, bacana. Decepciona um pouco porque deixa a impressão de que poderia ser muito melhor se não quisessem encaixar o trabalho no nicho paródia-metal.

Nota: \m/\m/\m/\m/

P.S. Não confundam a banda japonesa com a americana (links para quem tem facebook).


domingo, 13 de março de 2016

Megadeth - Dystopia

O álbum Dystopia de 2016, lançado pela banda americana Megadeth, foi escolhido por The Magician para análise dos Metalcólatras.


1."The Threat Is Real",2."Dystopia",3."Fatal Illusion",4."Death from Within",5."Bullet to the Brain",6."Post-American World",7."Poisonous Shadows",8."Conquer... or Die!",9."Lying in State"10."The Emperor",11."Foreign Policy,"12."Melt The Ice Away".

The Magician
Megadeth de volta ao blog.

Dizer que o Megadeth é a banda consagrada que mais se entregou ao trabalho sério sobre o Heavy Metal com foco apenas na música nesses últimos 10 anos, é apenas constatação dos fatos. Ainda que Mustaine mais uma vez não tenha conseguido segurar um line-up fixo por mais de 3 álbuns, é indiscutível sua disposição para manter a sonoridade da banda em alto nível e ao mesmo tempo em linha ao que produziram durante os anos áureos de estrada do Megadeth.

Para mim, “Dystopia” é o quarto trabalho consecutivo em que, se não se entrega “exatamente” o que o fã espera, pelo menos se apresenta um material plausível no sentido de consistência e fidelidade ao gênero Heavy Metal. E para essa estratégia de continuidade na pancadaria sonora o Coach Dave M. não apostou no velho jargão “em time que está ganhando não se mexe”: saem Broderick e Drover, entram Loureiro e Adler.

Definitivamente não achei que estas modificações “fraturaram” a sonoridade do Megadeth em uma nova e impactante etapa, embora algumas das novas abordagens musicais possam ser percebidas. Se de fato algo mudou desse disco para o anterior foi simplesmente porque o próprio Mustaine conduziu as estruturas dos sons para outro caminho, e não por causa da influência de um dos novos membros do grupo.

Ao escutar o release pela primeira vez já pude perceber que a agressividade é muito mais presente do que, por exemplo, em “Super Colider”, sendo que nas audições que se sucederam ficou claro pra mim que as guitarras passam mais tempo fritando ou repetindo os bordões do que criando riffs melódicos; Essa característica somada às interpretações monotônicas e mais graves do que o de costume dos vocais, fizeram boa parte da mídia especializada vincular Dystopia às joias thrash do MD nos anos 80’s e 90’s. Mas em minha opinião esse álbum tem uma relação mais próxima ao “Endgame” de 2009, só que com menos progressões.

Essa agressividade toda tinha mesmo de ser evidente, já que é consoante à temática do disco que volta a ser usada como uma metralhadora de Mustaine contra a política internacional e militar estadunidense, em um momento em que os líderes da nação parecem bastante interessados em uma Guerra Fria 2.0.

No fim, o disco agrega partes musicais pesadas e super diretas definitivamente convincentes a um material lírico de alta qualidade, o que é na verdade o resumo da banda de 33 anos; que assim como seu líder, ano após ano parece se revigorar. Como destaque um pouco acima das demais eu escolho “The Threat Is Real”, “Bullet to the Brain” e a faixa título “Dystopia”, que mais se distancia do estilo agressivo do restante do álbum.

Quem diria que o impulsivo cachorro-louco dos anos 80 - D.Mustaine - seria o mais consistente e paciente musico de Thrash Metal?? Levando a sua banda e sua carreira ao auge dos 33 anos tocando o fino do Heavy Metal e atingindo enfim o maldito reconhecimento da crítica especializada...

Mustaine hoje é “o cara” do momento no Heavy Metal, o único, o melhor, o maior!

Vai que é sua Mustaine!!!!!!

Nota7,7 ou \m/\m/\m/\m/.
  
p.s: Apenas para não deixar passar a oportunidade, já que sou um grande fã do cara desde suas primeiras gravações no Angra; Kiko Loureiro fez a lição de casa no presente trabalho, sem exageros adequou o seu estilo à uma banda de bases rasgadas de tons quebrados, bem diferentes àquelas usadas pelo Angra. Encurtou as tessituras e economizou nos arpejos e também no estilo “Two-Handed” sobre quase toda escala (à la S. Jordan, que vinha sendo cada vez mais recorrentes em seus trabalhos); mas teve mais tempo de solo do que Broderick em Super Collider, o que mostra a confiança do chefe em seu trabalho. Loureiro é o cara no lugar certo e na hora certa, guiado sem dúvidas pelo seu trabalho duro, vejo um futuro longo do brasileiro junto ao Megadeth caso esteja disposto a “conter” sua técnica para um estilo que necessita muito mais de energia e de criatividade, coisa que para ele, não falta.



Phantom Lord
Megadeth de novo... 
Bom, supondo que o Megadeth pertença ao mainstream, tenho certeza de que, dentro deste "recorte", é a banda mais fiel a musicalidade do "metal". O melhor de tudo é que nem sempre o Megadeth está preso a um subgênero em específico. Aqui em Dystopia, o Megadeth foca mais no heavy / thrash metal, retornando ao tipo de som mais utilizado pela banda em sua carreira (mas não o único tipo de som, claro). 
Particularmente não vejo grande problema nisto, porém acho que é um pouco mais difícil mostrar criatividade e inovação quando o artista foca em um tipo (subgênero) de música. 

O álbum tem alguns pontos interessantes, como a diferenciada faixa-título (Dystopia) e a interpretação em Fatal Illusion, mas de resto, em sua maior parte, é um trabalho que fica entre o bom e o razoável. 

 Em relação ao conteúdo, como Magician citou, Mustaine mostra uma preocupação com a política / economia intervencionista dos EUA. Vinculei economia a política por conta própria mesmo, pois estes temas dificilmente podem ser separados a menos que você seja alienado e não saiba nada (ou só finge saber) sobre tais assuntos. 
De um modo geral as letras não são profundas, nem claras, muito menos diretas, vai ver isto é um "protocolo" do "cenário musical". Acho que se as críticas de Mustaine fossem diretas ele teria de citar nomes de pessoas e instituições envolvidas nas crises sócio econômicas, em atos de violência etc. Supondo que ele não queira se meter em encrenca, sr. Mustaine jamais faria algo assim, afinal poucos músicos/vocalistas fazem. Talvez por isso, a crítica mais nítida seja feita na faixa Foreign Policy mesmo, onde Mustaine bate forte no racismo, na insensibilidade, na paranoia e no ódio de certos "estados-unidenses". 

Concluindo sobre o álbum Dystopia... Em minha opinião algumas das quebras de ritmo e alguns do espaços para solos de guitarra poderiam ser trabalhados de maneira mais interessante... É um álbum bom, mas eu esperava um pouco mais. 

The Threat is Real 7,4 
Dystopia 7,7 
Fatal Illusion 7,6 
Death from Whithin 7,3 
Bullet to the Brain 7,0 
Post American World 7,2
Poisonous Shadow 7,0 
Conquer or Die! / Lying in the State 7,3 
The Emperor 7,5 
Last Dying Wish 7,4
Foreign Police 7,2 

Modificadores: 


Nota Final: \m/ \m/ \m/ (7,4)

Hellraiser
3Eis aqui uma prova que Mr. Mustaine está mais vivo do que nunca. 

Conseguiu montar mais uma formação para sua banda que, até pouco tempo, estava sendo bem questionada. ( Inclusive por este que vos escreve ) 

Confesso que nunca morri de amores pelo Kiko Loureiro, e até estranhei quando imaginei um guitarrista firulento e mega metido, vindo do Power Metal melódico junto de um baterista de Death Metal para se unirem ao bipolar, porém talentoso e um dos criadores do Thrash Metal, Mr. David Mustaine. 

Mas assim que ouvi o álbum pela primeira vez, constatei o seguinte : O melhor disco do Megadeth desde Youthanasia. 

Nunca até hoje, tal reunião de músicos criados em outros estilos, caiu tão bem numa mega banda. 

O disco só tem momentos altos. 

Sinto o Megadeth como a muito tempo não sentia, pois, apesar de sempre virem lançando álbuns bons, esse aqui resgatou completamente a sonoridade que os fizeram tão amados na época do Countdown to Extinction, mesmo soando um pouco mais moderno. ( não daria pra fugir dessa modernidade depois de tantos anos ) 

A nova dupla de pupilos do Mustaine esbanja talento e criatividade, e prova que já em pouco tempo, está afinadíssima. 

Kiko despeja excelentes solos nas canções, que (pasmem) me deixaram de boca aberta !! 
A instrumental ´´Conquer or Die`` é prova disso !

E Chris, esse também mostra que não está para brincadeiras, vide o excelente e incrível bumbo duplo em ``Poisonous Shadows``. 

Junto com o mais novo trabalho do Anthrax, esses dois discos, são até o momento, os dois melhores trabalhos de 2016 na minha opinião. 

Parabéns Mustaine, e parabéns aos recém contratados que fizeram por merecer. 

Nota 8,5 

 

The Trooper
3
A primeira coisa a se dizer sobre esse trabalho é: isso é pesado.

Dystopia despeja um som muito mais pesado e mais pendendo para o thrash metal do que seu antecessor, Super Collider.

Eu cheguei a comentar na resenha que fiz para Super Collider que algumas faixas lembravam trabalhos antigos da banda, aqui a exceção virou a regra, para mim quase todo o álbum lembra a fase anterior ao Rust In Peace (quase, uns 75%?), principalmente por causa das mudanças bruscas de ritmo (e só pra relembrar, eu raramente gosto dessas mudanças, o Rust é uma dessas raras exceções).

Para quem é fã daquele thrashzão agressivo e maluco, esse álbum pode te fornecer o que você quer.

No geral, linhas de baixo muito loucas, distorção pesada na orelha o tempo, bateria cacetando e uns solos de guitarra realmente fudidos.

O que faltou para mim, no entanto, foram algumas faixas que fecham em si como músicas realmente impactantes. Achei que Super Collider entregou mais densidade em alguns picos do que este trabalho que manteve uma qualidade boa mas sem picos.

Destaque para Dystopia, The Emperor e Foreign Policy (quase um punk metal).

Nota: \m/\m/\m/\m/

P.S.:  A intrumental, Conquer or Die, assim como aquela música do Bruce, me lembrou Diablo.

P.P.S.: Pode parecer paranoia minha mas eu senti brevíssimos momentos 'Angra' nesse álbum.