quarta-feira, 20 de março de 2013

Blind Guardian - Somewhere Far Beyond

O álbum Somewhere Far Beyond lançado em 1992 pelo Blind Guardian foi escolhido para análise por Phantom lord.


Phantom Lord

Até uns dias atrás, se alguém dependeu deste blog para conhecer Blind Guardian, acabou achando que esta banda sempre foi cheio de firulas e com tendências ao metal progressivo. Vamos corrigir isto: estou postando um clássico álbum sóbrio da banda, o mais próximo do heavy metal “básico”, feito pelo Blind Guardian. Somewhere Far Beyond segue uma fórmula semelhante ao seu antecessor, Tales From Twilight World, com praticamente a mesma criatividade, porém com um pouco mais de variedade em suas melodias. Em outras palavras, creio que este disco contém músicas um pouco menos rústicas do que seu antecessor e estas músicas ajudaram o Blind Guardian a consolidar sua identidade. Eu digo “ajudaram” porque a banda já nasceu com um elemento que marca muito bem a identidade da banda: os vocais peculiares de Hansi. 
As guitarras e a bateria são típicas do Speed Metal, mas também são marcantes e passaram por suaves mudanças ao longo da discografia da banda. Na verdade não gosto de usar os termos Speed Metal nem Power Metal, pois creio que são duas espécies do “metal” com características semelhantes. Tanto é, que ao longo de décadas, cansei de ouvir as pessoas dizendo que músicas destas duas “espécies de metal” são Metal Melódico ou simplesmente Heavy Metal. 

 As primeiras faixas do Somewhere Far Beyond são duas ótimas porradas e em minha opinião estão entre as melhores músicas do Blind Guardian. Outro destaque é The Bards Song (in the forest) que se tornou um hino da banda. A única faixa desnecessária deste álbum é Black Chamber, que não se encaixa em lugar algum... Mas esta música é tão breve que não interfere na qualidade do disco e nem chega a incomodar. 

 Time What is Time 9,2 
Journey Through the Dark 10,0 
Black Chamber - 
Theatre of Pain 7,3 
The Quest of Tanelorn 8,0 
Ashes to Ashes 8,4 
The Bards Song (In The Forest) 9,0 
The Bards Song (The Hobbit) 7,8 
Somewhere Far Beyond 7,9 

 Concluindo: Este disco pode não ser “épico” como o Nightfall, nem pesado como o Imaginations, nem veloz como os seus antecessores, mas é o melhor de toda discografia do Blind Guardian.

Modificadores:

Nota final: 8,6

The Magician
Dias de trevas se passaram nos domínios dos Metalcolatras. Foram semanas de tormentas entoadas por urros e gritos demoníacos, abafados às vezes por raros e rápidos resquícios de Heavy Metal criativo e bem tocado.
Eis que convocado novamente de outra dimensão pelos sons bardísticos emerge novamente o Guardião Cego.
Foi um alívio me deparar com este álbum, que é eleito dentre os meus favoritos nos pedestais sagrados da história do Heavy Metal mundial. Um desse nível (ou próximo a este nível) não aparecia aqui no site desde outubro de 2012...
O Blind Guardian é aliás um curioso caso de banda que se consagrou para aqueles que a conhece, lembrado pela sua qualidade e por possuir características ultra peculiares sem equivalência dentro do gênero mas que infelizmente está fadado à marginalidade provavelmente devido ao caminho lírico que a banda escolheu.
Tomando o Conselho dos Metalcólatras como uma amostra ou um micro-universo projetado dos metaleiros, podemos perceber a força e influencia dos alemães para o cenário. Aqui no blog está entre as bandas favoritas de grande parte dos membros (Eu, Phantom, Trooper, Merchant, Metal-Kilo, Barbarian e Treebeard se incluem nesse grupo) e com esta postagem, se iguala ao seleto grupo de gigantes da casa com 3 ou + obras disponibilizadas para análise: Megadeth, Metallica, Iron Maiden e Manowar. Posso pensar rapidamente em mais 4 metaleiros que conheci que se separaram do nosso grupo por motivo ou outro que idolatram o grupo de "bard-metal".
Na linha de criação de mais de 20 anos do Blind, particularmente acredito que "Somewhere Far Beyond" seja seu ponto de maior destaque. Embora o reconhecimento da mídia especializada esteja concentrado quase que totalmente no grandioso álbum "Nightfall on the Middle-Earth" de 1998 com compreensível viés extra-musical, é neste presente álbum que o produto mais essencialmente qualificado como metal bruto, medular, isento de externalidades ou anexos e ainda por cima maduro e surpreendentemente coeso, se apresenta. 
Ou seja, acho que aqui o trabalho do Blind Guardian se sustenta sozinho sem a necessidade de conhecimento de background do grupo ou quaisquer outro tipo de artifício introdutório.   
Por fim, re-escutar esta obra depois de anos (sim, anos) foi de arrepiar, e rodando o álbum sob o ponto de vista de análise do conteúdo acabou por valorizar ainda mais algumas passagens que já considerava irretocáveis.
Hansi desfrutava do auge de sua técnica e saúde vocal (ainda não estava no auge criativo do uso dos vocais, esse sim, somente atingido em NFotM), e sem a necessidade da multiplicação de inúmeras respostas de canais na voz, como nos outros trabalhos posteriores, já conseguiu um ótimo resultado no que diz respeito à interpretação. Seus colegas Marcus Siepen e Andre Olbrich conseguiram registrar com certeza seus melhores riffs e linhas solistas, só que sem tantos adereços sonoros, optando muito mais pela interação tradicional de guitarras base (esmagadora) x guitarras solos (ágeis e melódicas), e às vezes protagonizando belos duetos cantados sobre os subsídios do Contra-baixo.
Nunca o Achievement do Phantom Lord - "Fist Attack is Deadly" - foi tão bem aplicado aqui no blog como neste caso, e a cacetada na zuréba "Time What is Time" que considero a melhor e mais completa música do disco, é a grande responsável por este fato; não obstante em seguida é apresentada "Journey Through the Dark" que acaba de nocautear o ouvinte.
Conforme também comentado pelo Phantom, este álbum é incrivelmente sólido sem pontos fracos; pois após a introdução avassaladora das duas primeiras faixas e interlúdio reflexivo ("Black Chamber"), surge a atmosférica e épica "Theatre of Pain", um oásis temporário para o ouvinte que será novamente arremessado para o olho do furacão nas tempestuosas "The Quest for Tanelorn" e "Ashes to Ashes". 
Somente então, depois de desfilar todo esse repertório esplendido, na sétima faixa, o material atinge sua apoteose com "The Bard's Song: The Forest e The Hobbit". Musicas pendulares não somente no disco, mas em toda discografia e carreira dos germânicos, determinantes na expressão e personificação do que a banda de fato é e foi no cenário metaleiro.
A faixa título fecha magistralmente o álbum antes dos ótimos covers "Trial by Fire" e "Spread your Wings", com quase oito minutos de requintes de sofisticação entre peso descomunal e contundência melódica.
O quarto álbum de 1992, que revelou definitivamente a banda alemã para o mundo, é na minha opinião a sua mais emérita e insigne obra prima. Após o salto que foi "Tales from the Twillight World" na qualidade do som do Blind Guardian, foi exatamente aqui neste trabalho que afiaram de forma agregadora, todo o  direcionamento musical traçado nas obras precursoras, e antes que trilhassem um caminho mais progressivo (Imaginations from the Other side) ou opulento (Nightfall in the Middle-Earth), criaram um disco "autossuficiente", sem a necessidade de que para sua apreciação, tenha-se o conhecimento prévio de que o grupo faça parte ou não de um nicho ou movimento criativo, seja ele aclamado, tachado, rejeitado, respeitado, proscrito, etc...

Nota 9,6 ou \m/\m/\m/\m/\m/.            

The Trooper
3Blind Guardian é uma banda única, acho que já escrevi isso anteriormente, e este trabalho demonstra isso na sua estrutura musical. Há algumas quebras de ritmo em algumas músicas, lembrando metal progressivo, mas o peso das distorções, somados a complexidade dos riffs e solos de guitarra e os vocais contundentes de Hansi dão a característica única da banda, que acaba me forçando a não encaixá-los em nenhum subtipo de heavy metal.
O álbum foi o primeiro lançado pela Virgin Records, mas o segundo a seguir esse estilo especial após se distanciarem do speed/trash, e responsável por nos fornecer verdadeiras obras-primas como Journey Through the Dark, Ashes to Ashes e Somewhere Far Beyond. Os dois próximos álbuns, entretanto, produzidos pelo lendário Fleming Rasmussen, elevariam o nível do muito bom para o extremamente épico, na minha opinião.
Não há pontos fracos neste trabalho, o teclado em Theatre of Pain irrita um pouco meus ouvidos e The Bards Song - The Hobbit fica um pouco abaixo do nível máximo de excelência do restante do álbum, mas isso não impede que este álbum receba a nota \m/\m/\m/\m/\m/.
Para quem deseja saber mais sobre as sempre interessantes letras desse álbum, segue trecho copiado da wikipedia abaixo:

terça-feira, 5 de março de 2013

Sabaton - Carolus Rex

O álbum Carolus Rex, lançado em 2012 pela banda Sabaton, foi escolhido por Mercante para análise.


1. Dominium Maris Baltici - 0:29
2. The Lion From the North - 4:43
3. Gott mit uns ("God With Us") - 3:16
4. A Lifetime of War - 5:45
5. 1 6 4 8 - 3:55
6. The Carolean's Prayer - 6:14
7. Carolus Rex ("King Charles") - 4:54
8. Killing Ground - 4:25
9. Poltava - 4:04
10. Long Live the King - 4:10
11. Ruina Imperii - 3:24

Phantom Lord

Aqui estou a ouvir o Carolus Rex do Sabaton, graças ao retorno do Metal Mercante ao blog. A verdade é que ouvi este disco antes do que eu esperava, para não morrer de tédio em meu "novo ambiente de trabalho" monótono e sem ar-condicionado. Copiei o álbum do "dropbox metalcólatra" em meu horário de almoço e lá fui eu. 
Horas depois, chegando em meu covil, com sombra e água fresca, ouvi novamente este histórico trabalho musical sueco.
Rapidamente percebi que o trabalho (o álbum, não a m%$#@ do meu emprego) se trata de um speed e/ou power metal com pitadas do ar épico ou pseudo-épico. Ou eu posso chamar de metal "melódico"? Não sei e não importa o nome do rótulo mesmo... 

 The Lion of north não me impressionou, mas não é ruim. A faixa 3, de nome incógnito (sueco?) é mais interessante do que a anterior. A Life Time of War é mais lenta e melancólica, porém isso não a torna pior que as demais músicas, pelo contrário, em minha opinião esta música é melhor do que as primeiras... 1648... pelos meus cálculos os dois números intermediários desta data constituem a nota desta música quando separados por uma vírgula. Então temos uma mescla do power metal com uma oração nórdica medieval... legal... seguida pela faixa título... legal... Killing Ground começa bem, porém passa por um momento "sou igual as outras faixas" retornando com um solo de guitarra atraente. Poltava... interessante, talvez uma das melhores deste disco. Long Live the King merece uma nota um pouco superior ao álbum de mesmo nome que passou por aqui há meses... Runa Imperii segue o padrão da maioria das músicas do álbum. 

 Ok, após avaliar as faixas individualmente, vamos analisar o todo: o bateria está consideravelmente redundante (as vezes isso não interfere tanto, como aconteceu em Louder Than Hell do Manowar), porém temos mais um probleminha aqui: o vocalista não é ruim... nem bom. Não atinge agudos, não puxa pro "melódico" nem grita ou força a voz para se aproximar de um "power" mais Virgin steele ou Manowar... 
As músicas também contam com corais que tentam gerar ambientes supostamente épicos e ocasionais sons similares a teclados discretos (similar, ou o próprio teclado, tanto faz). Essas características estão fiéis a um gênero (ou subgênero, que seja...) musical, mas estão todas enlatadas (ou engessadas como diria o Magician), fazendo com que no final das contas, tudo soe bem Genérico. Seria comum na escandinávia o "Power Metal Genérico"? 
Obviamente os fãs da espécie de metal abordado pelo Sabaton devem gostar bastante deste álbum. Mas eu devo ser aquele stubborn-old-school-metal, ranzinza e saudosista né... 

 Dominium.../The Lion of the North 6,9 
Gott Mit Uns 7,0 
A Life Time of War 7,5 
1648 6,4 
The Carolean`s Prayer 6,2 
Carolus Rex 6,3 
Killing Ground 7,2 
Poltava 7,4 
Long Live the King 6,4 
Ruina Imperii 6,5 

 A faixa-bônus In the Army Now, ficou interessante, apesar de que eu nem me lembro de quem é a versão original. 
Enfim, nenhuma faixa chega a ser medíocre ("notas 5"), porém muitas são apenas razoáveis, os destaques do álbum ficam por conta de A Life Time of War, Killing Ground e Poltava. 
 Modificadores: - 
 Nota: 6,7 

The Trooper
3 Cá estou eu mais uma vez me preparando para escrever uma resenha para o Metalcólatras e lamentando a perda de tempo que isto é quando tenho que “resenhar” um cd tão...tão....tão porra nenhuma... Do mesmo jeito que esse cd é uma mistureba de tudo que é razoavelmente bom no metal hoje em dia, eu pensei em pegar pedaços de resenhas minhas antigas, amarrar daqui, costurar dalí e voilá, uma resenha digna desse cd. Convenhamos, Carolus Rex da banda Sabaton é um bom álbum no geral, mas é igual a tudo o que eu já ouvi por aí, não adiciona nada, absolutamente nada de novo, nada de espetacular ou chocante...nada. No limite, a música “Poltava” é a única que me chamou a atenção. De resto, a mesma fórmula de sempre, refrãos até que “relembráveis”, riffzinhos de guitarra bacanas e só. Esse álbum foi uma grande perda de espaço aqui no blog, pois não é bom o suficiente para justificar sua presença e também não ruim ou polêmico suficiente para valer a pena escrever algo sobre ele.

p.s.: OK, foi picuinha, mas é bem por aí, além dos vocais graves nas partes lentas das músicas, não há nada de inovador nesse trabalho. A banda abusa dos tecladinhos e corinhos em uma tentativa fracassada de transmitir algum epicismo.

p.p.s.: Aí Magician, fica a dica do que escolher para usar como cover na faixa bônus de um álbum: é só escolher uma música bem bundona, que não tem como não melhorar (como "In The Army Now").

nota: \m/\m/\m/


  Metal Mercante

As vezes eu cismo com um álbum.

Conheci Sabaton através do ótimo “The Art of War” e só depois fui tomar conhecimento que a banda já havia sido premiada várias vezes, apareceu na Billboard americana, top 20 na Alemanha e recebeu duas nomeações ao Grammy Sueco, o que é equivalente a vencer uma partida classificatória no campeonato da Mooca de Futebol de botão, mas já é alguma coisa, convenhamos…
 
O mais importante do álbum é o conceito, realmente fazia um bom tempo que eu não via um lançamento de álbum desse tipo e com essa qualidade. Até aqui dentro do Metalcólatras o pessoal parece apreciar os álbuns que contam uma boa história, como  Nightfall in Middle Earth, Tunes of War e Avantasia, mas desde 2011 não aparece nada desse tipo por aqui, não que Carolus Rex seja comparável a essas obras primas, mas certamente é um bom álbum para se ouvir e provavelmente um dos melhores lançamentos de 2012.

A história do cd fala sobre a “Stormaktstiden” que se não me engano tem a ver com a independência da Suécia e começa com “Gustavus Adolphus” que era o “Lion from the North” que é uma ótima música, passa pela Guerra dos trinta anos “1648” e “A Lifetime of War”, depois muda o foco para a ascensão da próxima linhagem real os “Caroleans” que eram a unidade de elite de Karl XI e Karl XII onde a ótima “The Carolean’s Prayer” dá o tom para uma das melhores músicas do álbum “Carolus Rex” a qual sempre que no meu player obrigatoriamente é repetida pelo menos 3x, pena que ele morre algumas músicas depois…

Olha só que belo trabalho os fãs da banda fizeram com a música “Carolus Rex”…
http://www.youtube.com/watch?v=WnAvNdVyJB0

Além dessas, a música “Gott Mit Uns” e “Poltava” merecem destaque, provavelmente é uma boa ouvir esse álbum juntamente com as letras ou o Google/Wikipedia para tentar compreende-lo mais a fundo…



…Ou você pode escutar os conselhos dos sapientes Phantom e Trooper e simplesmente ignorar qualquer álbum lançado depois de 1990, afinal, demorou 23 anos para eles decorarem todas as letras do “Master of Puppets”, seria um desperdício não cantar o mais alto possível enquanto toma banho…aos sábados…

The Magician
Carolus Rex tem tudo para ser um ótimo trabalho, mas não é. Tem músicos competentes, vocalista com uma assinatura bem peculiar e interessante, temas produtivos para o Power Metal, produção muito boa e boas variações entre as faixas. O trabalho é indiscutivelmente bem sólido, a banda percorre as trilhas mais seguras do metal, como os coros graves e contundentes, cavalgadas distorcidas e bumbos bem trabalhados, e com certeza não oferece nenhuma cagada para o ouvinte. 
Mas se você cavucar e cavucar mais, não encontrará nenhuma grande melodia, daquelas realmente marcantes que crava o CD no seu playlist, ou que pelo menos faça você se lembrar depois de alguns meses da banda. O que é uma pena, pois pelas qualidades supracitadas da banda, havia uma grande chance de um ou outro super hit surgir no repertório. 
Depois de uma semana e meia escutando, consegui no máximo solfejar a música "In the Army Now", com mais aderência que as demais composições, só que infelizmente é na verdade um cover (da banda Status Quo), esmaecendo de vez a obra em questão.
Trabalho razoável, mas que deixa um sabor muito forte de "quero mais". Nota 6 ou \m/\m/\m/.

Bem, devido à síntese sucinta do álbum, gostaria de aproveitar para discutir alguns pontos polêmicos do metal aqui no blog, e levantar novamente a bola sobre a nacionalidade e regionalismo do nosso amado cenário musical "Heavy".

Não pude ignorar o fato de que novamente temos uma banda nórdica sob análise dos Metalcólatras, mais especificamente uma banda sueca, o que me fez executar um levantamento sobre a nacionalidade das bandas que "emprestaram" seus materiais para nossas resenhas. A lista completa está disponível na página "Futilidades", mas resumido na sequencia informativa abaixo:


O panorama acima demonstra o histórico completo de bandas que tiveram títulos postados em nosso site metaleiro, racionalizando essa amostra por país-origem de cada grupo, e quando em carreira solo, a nacionalidade do artista principal. Mas mais do que isso, esse informativo toma novamente nossos críticos e nossas sugestões de postagem como um microuniverso projetado do grande cenário Heavy Metal, e não falha em mostrar onde se encontram os grandes centros de geração e sustentação desse nicho.
Minha interpretação sobre os dados acima, é de que obviamente os países mais ricos e desenvolvidos culturalmente subsidiam mais diretamente a formação de bandas metaleiras, e particularmente eu colocaria de forma igualitária os 3 países da foto desse pódio acima (EUA, Inglaterra e Alemanha), já que nossas opções e gostos particulares podem ter desviado um pouco a diferença de postagens internas entre essas bandeiras.
Sobre o Brasil na quinta colocação, eu atribuiria ao fato do blog ser brasileiro, e que apenas por causa disso, existe um maior acesso às bandas nacionais por parte dos críticos.
Mas o curioso é verificar que os países nórdicos fornecem uma quantidade espantosa de artistas do gênero, sendo que se somarmos a Finlândia e a Noruega (Mercyful Fate), a região empataria em postagens oferecidas com a Meca do Metal moderno - a Alemanha.
Poxa, mas porquê isso???? por que essa quantidade absurda, incentivo apenas do público, como diria o visionário vocalista Edu Falaschi, afinal como ele disse, a Suécia é um * (c...), porque afinal?? qual o motivo?
A imagem que coloquei acima quer dizer apenas que o brasileiro é um povo boq....?



Edu não falou uma completa besteira... mas acho que não foi no ponto exato do problema. Para ajudar o querido colega leitor metaleiro, e ao próprio Edu a expandir sua percepção vou contar uma rápida história.

Ao terminar o ensino equivalente ao médio local, um jovem desinteressado pelo mercado de trabalho e aos fluxos sociais ocasionais, não sabia bem o que fazer, mas já saiu do colégio profissionalizante com um emprego garantido, por isso aceitou. O emprego era como auxiliar químico em um laboratório local que pagava o suficiente ao jovem para que ele sustentasse a si próprio em uma moradia própria. Mas o jovem após anos nesse cargo continuava desinteressado, e com influência das amizades, dos locais que frequentava e dos ídolos artistas que escutava, o jovem "se arriscou a mudar de vida" abandonando seu emprego para assumir um posto de artísta freelancer. Quando assumiu essa posição o jovem foi considerado um artista desempregado pelo governo de onde vivia, e passou a receber uma "ajuda de custo" equivalente a =~ 
U$ 1.500 mensalmente, até que conseguisse ingressar em uma banda e se emancipar dessa fatia social.....
Sim, o cara recebia mil e quinhentos dólares por mês devido ser um artista desempregado. 

O ídolo era Alice Cooper, o país a Noruega e o jovem era Kim Bendix ou King Diamond.

Moral da história: Não acho que a cultura do país é descartável na hora de reconhecer ou não o talento de seus artistas; mas acho que como sempre e em qualquer segmento social, o dinheiro sempre fala mais alto. E o motivo de nossas dificuldades aqui no Brasil (e sim, em qualquer outro segmento, não apenas no artístico) é a ganância daqueles que detém o poder e renda contributiva, retroalimentando uma impermeável classe de sanguessugas vis e opressoras. 



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Avatar - Avatar

O álbum "Avatar", lançado em 2009 pela banda Avatar foi escolhido por Pirika para análise dos Metalcólatras.


Faixas: 1. Queen of Blades, 2. The Great Pretender, 3. Shattered Wings, 4. Reload, 5. Out of Our Minds, 6. Deeper Down, 7. Revolution of Two, 8. Roadkill, 9. Pigfucker, 10.Lullaby (Death All Over) .

 Phantom Lord
 Eu já devo ter afirmado que não acompanho trabalhos de bandas de death metal e estilos similares a este, mas vamos lá mais uma vez: Nossa amiga wikipédia em inglês classifica a banda como "Death Metal Melódico". Bom... já passou uma banda com este rótulo por aqui né, os tais Filhos do Bodom, seja lá quem for esse figurão. Daí me lembrei que nosso vaporizado amigo Julião, também postou umas coisas próximas do death metal por aqui... Porque? Seria o death metal tão emblemático? Popular? Hipnótico? Não em minha opinião. Pois já dei minha opinião, que os vocais extremos e/ou guturais são extremamente limitados e irritantes a longo prazo. Então o que mais eu posso afirmar? 
Vamos falar da parte instrumental então: bom trabalho. Nada impressionante, mas até que é inovador com uns momentos inspirados. Porém a banda dá muito espaço ao vocal "death" (era de se esperar) ofuscando consideravelmente o trabalho instrumental. As vezes, ao decorrer do álbum as músicas soam como um estilo bem atual... Mais "moderninho" do que eu posso apreciar. 
 Alguns "back-vocals" também seguem essa linha, aproximando-se de um rock mais atual. Sim rock, pois quando o vocal sai do gutural as músicas do Avatar perdem MUITO peso... ...Mas talvez as músicas ficassem melhores se não fossem "death". Vai saber. 
 Pois é... Para tal álbum receber uma avaliação positiva, talvez eu teria de ser um fã dessas “vertentes-death e /ou pós-2000” do metal. 
 Não farei a avaliação música a música, nem pretendo ouvir este disco uma segunda vez, devo estar muito velho para ampliar meu gosto musical. 
 Nota: 4,0

Metal Mercante


Tem vezes que a arrogância que vejo nesse blog chega a níveis tão altos que tenho vontade de pegar meu teclado e bater com ele de lado na mesa, pois pouca coisa é mais tranquilizante do que o som de teclas voando pela sala…


Pois bem, o post dessa rodada do Phantom quase estourou uma bola do meu saco…Ao invés do pseudo entendedor de Heavy Metal fazer uma análise digna de um cd como o Avatar ele escuta uma vez só, rotula como “death metal” e nunca mais volta para ouvi-lo, isso é uma pena, se é para escrever qualquer coisa aleatória sobre 40-60 minutos desperdiçados da sua vida é melhor criar uma conta no Twitter e escrever coisas como “porque eu odeio o mundo”, “fodam-se os vegetarianos”, “a sociedade é podre” e por aí vai…


Por outro lado, pra quem vem a esse site para pegar algumas recomendações de cds, apesar da dificuldade de se encontrar esse cd do Avatar, já que o safado nem nome de álbum tem, só Avatar pode se preparar para uma bela surpresa…


Sim, estamos falando de um cd de Death Metal, os vocais são guturais, mas diferente da média, os vocais são claros, a dicção é perfeita e é possível entender perfeitamente as letras das músicas e os vocais alternam entre momentos guturais e mais claros varias vezes nas músicas o que as torna bem bacanas. “Remember me” e “out of our minds” são dois exemplos fáceis.


Esse preconceito com o Death Metal teria me afetado se não fosse por um ponto muito importante, logo que saiu o jogo Starcraft II eu estava todo motivado assistindo os vídeos dos campeonatos na coreia, nos EUA, visitando fóruns, lendo guias e tudo mais, até que um dia em algum fórum acabei encontrando o clipe de “Queen of Blades”, que no começo só chamou a atenção por conta do jogo, mas ouvi uma, duas, três vezes e me senti na obrigação de encontrar esse álbum que acabou tornando-se uma das minhas melhores descobertas de 2010.


As Músicas “Queen of Blades”, “The Great Pretender”, “Reload” e “Lullaby” são extremamente recomendadas para qualquer um que gosta de heavy metal independente dos seus preconceitos anteriores, você só precisa dar a esse álbum uma chance…


…depois de escutar algumas vezes, se não gostar eu te libero para escrever asneira na internet…



The Trooper
3Sou obrigado a concordar com os dois malas que escreveram acima, como? Simples, a nota dada pelo Phantom foi demasiadamente baixa, mas a maior parte das coisas que ele falou fizeram sentido, e pelo menos seguiram alguma lógica, ao contrário da falta de lógica normalmente presente nas resenhas do nosso contraditório Mercante (coisas como "essa banda é muito boa" - nota 6, etc.). Com o Mercante, apesar do ser citar sua irritabilidade com arrogância (quem leu suas resenhas de Slipknot, Avenged Sevenfold, Sepultura, etc, deve estar confuso), eu concordo que esse álbum precisa de atenção mesmo, o instrumental é muito bem trabalhado, embora o estilo varia, na minha opinião, entre power metal, new metal e death metal.
Sobre o método de avaliação, cada um tem o seu, só porque você não gosta da análise feita não quer dizer que isso aconteceu devido à falha do cara que escreveu em seguir seu método de análise (no caso, ouvir 500x o álbum antes de escrever). O Phantom podia ouvir 1000x esse álbum e escreveria a mesma coisa, cada álbum é um caso, cada pessoa tem seu próprio jeito. Eu cheguei à conclusão que gostei desse álbum na primeira vez que eu ouvi, isso até facilitou para ouví-lo mais vezes.
Sobre o trabalho em si, já disse antes que, se é pra gritar, grita como urso, os tons médios me irritaram sempre que apareceram, e os graves são "meh" (como diria o Mercante), esse vocalista fica no chinelo perto de Corey, Derek, Cavalera, etc. Tanto que às vezes me irrito com o vocalista com mais intensidade porque ele acaba atrapalhando músicas muito boas. Quando ele começou a cantar, parecia que deixou o lábio inferior preso nos dentes de cima para abafar o som (como eu faço quando quero imitar um velinho), isso, seguindo a analogia do Mercante, foi a primeira pedra na vidraça, mas ao contrário dele, eu não lanço pedras nas vidraças porque algum idiota lançou a primeira.
A primeira faixa dá uma amostra do que vem pela frente, bem trabalhada, mas a coisa ainda vai melhorar, The Great Pretender sobe o nível, que continua subindo até atingir o ápice do álbum na quarta faixa - Reload. Na quinta faixa o nível cai um pouco, Out of Our Minds tem uma pegada claramente new metal, com pausas e troca de estilos de vocais, a quinta faixa, Deeper Down, tem uma violinha bem legal, o nível continua até a sexta faixa - Revolution of Two = AVENGED SEVENFOLD. Então Roadkill dá uma retomada no nível e Pigfucker uma boa acelerada, lembram que eu critiquei as bandas chinfrins pela bateção contínua na caixa? Bem, se o álbum inteiro fosse igual à esta faixa, seria um porre, mas uma faixa só nesse estilo encaixou bem, fora que o batera manda muito bem, e usa bastante sua criatividade.
O álbum termina com Lullaby, que para mim, não adicionou nada, poderia ter terminado uma faixa antes. A impressão que fica é de um trabalho muito bem feito, que ganharia uma nota maior se o vocalista fosse melhorzinho.

Nota: \m/\m/\m/

The Magician
Avatar é mais um espólio do super movimentado cenário metaleiro sueco. Conforme já comentado na única postagem do Lost Horizon o grande número de bandas suecas pode favorecer a promoção de grupos de qualidade questionável ou de características bem genéricas. Rapidamente consigo contar mais 4 bandas da Suécia que passearam pelo blog (com destaque para o Hammerfall).
De qualquer forma no que diz respeito apenas ao trabalho presente, pode-se perceber um bom discernimento no quesito musical. Existem passagens interessantes principalmente nas interações entre as guitarras e boas construções dos versos principais das musicas. As faixas são bem originais com características que não se repetem muitas vezes dentro do álbum, o que dá certo fôlego ao material como um todo.
Além da criatividade e da estruturação das músicas também há a técnica dos instrumentistas e a produção é mais do que suficiente. Acho que inclusive há de se destacar a capacidade do vocalista de alternar seus 3 tipos de interpretação, gutural grave, médio e seu canto mais moderno.
Pelo resumo da obra, caso você seja adepto aos estilos de vocais que flertam com o blackmetal  moderno, pode considerar o disco como uma boa pedida...
Contudo, para mim, o estilo rasgado dos guturais médios compromete todo o trabalho. Isso talvez possa ser entendido como um preconceito de meu discurso crítico, entretanto não consigo ser tolerante a dissonância desse estilo de canto e nem relaciona-lo à nenhuma característica óbvia do Heavy Metal.
É uma tentativa bisonha de dar uma coloração assustadora/bizarra para a música que acaba por resultar em uma modalidade um tanto engraçada e infantil.
Sei que com este parágrafo acima acabo descartando praticamente todos os trabalhos deste subgen por antecipação... mas fazer o que... é o que é.

Nota 6, ou \m/\m/\m/.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Carina Alfie - Aislamiento

O álbum Aislamiento lançado em 1997 por Carina Alfie foi escolhido para a análise por Venâncio.


Faixas: 1-Civilizaciones en guerra; 2-Vinka; 3-Ozono; 4-Aislamiento; 5-Liberación; 6-Lágrimas de marfil; 7-Mujer mecánica; 8-El ángel (dedicado a Steve Vai); 9-Llueve e 10-Nacimiento



Venâncio Carina Alfie foi escolhida por mim por dois motivos principais: queria por um álbum instrumental no blog e um comentário do Magician sobre mulheres e guitarras...

Durante muito tempo ponderei sobre por uma obra apenas instrumental, afinal de contas o problema não está na qualidade musical, mas no tédio gerado por não ter um vocal... apos muito escutar este álbum descobri que o problema não é o tédio, mas minha ansiedade de escutar uma voz, pois ao contrario da dita musica erudita, no metal se tem a expectativa do vocal como parte integrante de sua magia... e quando ele não aparece surge a sensação de vazio que se repetido por mais de uma faixa torna a obra tediosa...

Posso dizer, seguramente, que não entendo nada de musica e que na maior parte digo apenas que gosto ou não de determinada musica, tecnicamente falando não tenho como avaliar a obra dessa menina... em outras palavras, todas as musicas são boas, mas todas juntas fica realmente ruim de escutar...

Destaques: Civilizaciones en Guerra, Liberacion, Lagrimas de Marfil e Llueve

4 pitus pelo conjunto da obra, individualmente as musicas merecem uma nota maior.




Phantom Lord

Nosso amigo estavelmente insano agora nos traz um disco desenterrado de onde...? Argentina? De uma guitarrista solo? Pois bem, até que tem um pouquinho de lógica, a Argentina é um país "latino" cheio de roqueiros e afins... 
Gostaria de lembrar a todos leitores e administradores deste blog, que há muito tempo atrás, Joe, The Barbarian tentou indicar um disco instrumental (do Steve Vai)... Porém o disco só teve o voto do bárbaro guitarrista e acabou nem aparecendo neste blog... (por que será?) Bom... álbuns instrumentais tendem a ser pouco queridos pela grande massa que gosta (ou diz gostar) de rock e/ou seus subgêneros... Tais fãs de rock devem sentir falta dos vocais diferentemente de mim. Não quero dizer que álbuns instrumentais sejam facilmente equiparáveis com álbuns com vocais, na verdade eu normalmente também me canso de sequências de músicas instrumentais, mas acho que tenho uma tolerância maior a este tipo de música (ao comparar meu gosto com o do "povo" roqueiro). 
 Falando do ábum: Começamos com a música Civilizaciones en Guerra que em minha opinião não é ruim, mas está pendendo um pouco para o tédio virtuoso. 
Vinka apresenta muita fritação na guitarra, mas acredito que esta música é mais interessante que a primeira faixa. 
Ozono segue com looongas fritações desnecessárias e um ocasional teclado brega... 
A faixa-título é meio melancólica e hiper-virtuosa ou talvez o termo mais adequado seja firulenta... O teclado em seu decorrer parece com alguma trilha sonora de video-game... 
Libertacion é um pouco mais acelerada. A "virtuose" continua presente aqui, mas serviu bem nesta música. Acho que em alguns momentos pareceu com alguma música do X-Japan. 
Lagrimas de Marfil... ah piano... instrumento quase majestoso não? Ótimo para trilhas sonoras e... música clássica? Sei lá, não entendo muito nem de um, nem de outro, aonde está o heavy metal? 
Mujer Mecanica surge quebrando o momento praticamente entorpecente... Não é marcada pela velocidade nem por solos infinitos, é uma boa música para variar um pouco (só um pouco) o álbum como um todo. 
El Angel é interessante, apesar de parecer possuir mais sons de um teclado tímido e brega em seu decorrer... Tal teclado pode trazer lembranças de jogos eletrônicos com trilhas sonoras bregas é claro, como Rockman 7 (maldito repertório nerd-fútil...) 
Llueve... é de uma leveza desnecessária em minha opinião. Tsc. 
Nacimento... é... ... ...whatafuck?  

Civilizaciones en Guerra 6,0 
Vinka 6,8 
Ozono 5,1 
Aislamiento 6,5 
 Libertacion 7,4 
Lagrimas de Marfil 6,5 
Mujer Mecanica 7,5 
El Angel 7,0 
Llueve 5,5 
Nacimiento 5,7 

 Ufa... o disco não é ruim, mas uma hora ou outra acaba torrando a paciência! Várias músicas parecem feitas apenas para guitarristas. Se for para ouvir "rock instrumental" recomendo The Extremist do Joe Satriani... ou até o Surfing with the Alien. 
 Modificadores: Nenhum 
 Nota: 6,4

The Trooper
3Obrigado Venâncio, por indicar mais um álbum ruim, afinal, sem álbuns ruins não teríamos como comparar álbuns bons, certo? Não sei, nem tenho interesse em saber. Enfim, vou parar de resmungar e reclamar diretamente sobre o álbum. Nunca fui muito fã de álbuns e/ou artistas que tocam apenas músicas instrumentais, não conheço o suficiente para dizer, porque não ouço muito esses álbuns, e o que eu ouvi, não achei muito bom (inclusive esse que o Barbarian ia indicar). As músicas instrumentais que eu gosto estão em álbuns de bandas como Anthem, Impellitteri, Firewind e Metallica, e o que me atrai nelas é a composição da música em geral, e não a (perdoem-me pelo termo) "punhetação" do guitarrista. E é justamente o que ocorre nesse álbum, a moça se esmera nas firulas e pra piorar as coisas, esse álbum roubou o título de "menos rock'n'roll do blog" do Chameleon.
Quando a primeira faixa começou já bateu um sono, na segunda melhorou um pouquinho, mas daí em diante o sono se confirmou (até o solo de bateria é sonífero), somente a faixa Libertacion se safa, se é pra fazer firula com a guitarra, faça com uma estrutura que combine, que é o que acontece nessa quinta faixa. A seguinte impressiona um pouquinho mesmo sendo só piano, e daí pra frente o álbum afunda em tédio e sono, a música dedicada ao Steve Vai parece que saiu de um álbum da Xuxa (o solinho de baixo é a única coisa que presta nela), e a última faixa parece uma daquelas músicas que vem junto com mp3 players ou celulares chineses.
Enfim, só serviu pra mostrar pro Magician que tem guitarrista mulher firulenta por aí.

Nota: \m/\m/

The Magician
O marrento Venâncio postou este álbum como forma de uma sutil provocação ao meu comentário de 17 de novembro de 2012 na resenha dedicada ao álbum "Hard Way" do Show Ya., sendo que sou citado no primeiro parágrafo de sua análise acima.
Alheio a este fato vou procurar comentar o trabalho de Carina Alfie independentemente de este ser criação feminina ou masculina.
Acho que um trabalho instrumental possui aspectos diferentes daqueles com repertório lírico; trabalham em uma outra esfera já que não podem se comunicar em nível semântico, apenas talvez, em nível emocional com o ouvinte. Mas mesmo não sendo possível contemplar a interação da poesia em consonância atmosférica das partituras, o que ocorre frequentemente no nosso heavy metal tradicional particularmente em bandas com atributos dramáticos mais agudos (como Iron Maiden, Iced Earth, Blind Guardian, etc...), não acho que a música instrumental seja mais "limitada" do que as versões vocalizadas, apenas acho que o artista que escolhe este modo de composição deve compensar este fator com consciência que seus instrumentos musicais serão neste caso os comunicadores 100% do tempo na obra.
Entretanto entendo que para criar músicas instrumentais, especialmente com foco na guitarra, e com qualidade, é necessário um expertise superior ao do membro de banda comum, que tem  alem da segurança de uma estrutura já viciada de versos/bridges/chorus, a interpretação vocal à frente de todos outros componentes (como uma espécie de escudo). É necessário a percepção de que uma estrutura normalmente aceita em músicas comuns não se encaixa - e não se sustenta - em um modelo exclusivamente instrumental, e este é um dos principais equívocos da maioria dos guitarristas virtuosos em suas carreiras solo, o que ocorre também com a moça em questão.
Carina opta por bases e harmonias melodicamente simples e repetitivas para desfilar solos de timbres e distorções pomposas, mas sem muita expressão, e aqui é o ponto falho do disco: o cisto maligno da obra. A guitarrista imersa nos desafios gerados pela teoria musical e nas progressões escalares sofre um tipo de devaneio hipnótico autista, podando a essência da música e seu significado mais disseminado, que é de atingir/tocar de alguma forma o interesse do ouvinte.
Não ouso afirmar que toda base/harmonia teoricamente simples e de estrutura circular, baseada em pautas de músicas populares, fatalmente desembocaria no fracasso de uma música instrumental; pois está aí Joe Satriani para provar o contrário. O "professor" apostou nos modelos de versos repetidos para propagar sua música instrumental, como se fosse uma música estruturalmente pop com sua guitarra solando sobre as bases, mas nesse caso seus solos interpretam cantos extremamente expressivos e melódicos, ao invés de embolos convulsivos de shreds e sweeps contínuos. Toma-se como exemplo as lindas frases desenhadas em sua Ibanez na música "Always with me Always with you" (melhor música existente de um guitarrista solo, na minha humilde opinião) e na música tema de Top Gun, a entonação e a interpretação desses seus solos nessas músicas é o que a escola guitarristica chama de Feeling.  
E embora a guitarrista cite Mr. Satriani em uma de suas músicas, acho que pelo estilo de som, se identifica mais com os trejeitos musicais de Malmsteem. Seu ímpeto acabou se destacando um pouco mais na música "Vinka", que é também o som de base mais sólida e convincente, e acaba sendo o destaque do trabalho, que atua em nível baixo no resto do tempo.
Para concluir quero expor que ao meu ver as musicas instrumentais não deveriam se prender aos modelos limitados determinados às composições populares escritas como suporte à uma melodia vocal, nascida nos anos 40/50 apoiados principalmente nos pilares do R&B e Blues. 
Ao invés disso deveriam ter estruturas expansivas e progressivas, ainda que coerentes, inspiradas em musica erudita isenta de pre-definições estruturais, que permite sem nenhuma indução linguística direta a leitura da obra pelo próprio ouvinte. Uma música instrumental pode sim, manter seu nexo sem a necessidade de repetição continua, e ainda por cima contar uma história sem palavras...
Nada disso é novo no Metal que já criou obras exemplares nesse sentido, só que não foi feito por nenhum guitarrista virtuoso em carreira solo, e sim pelo Metallica em músicas como "Orion" e "The Call of Ctullu".

Nota 5 ou \m/\m/\m/. 

    

domingo, 20 de janeiro de 2013

Slayer - Seasons in the Abyss

O álbum Seasons in the Abyss lançado em 1990 pela banda Slayer foi escolhido para a análise por Magician.


Faixas: 1-War Ensemble; 2-Blood Red; 3-Spirit in Black; 4-Expendable Youth; 5-Dead Skin Mask; 6-Hallowed Point; 7-Skeletons of Society; 8-Temptation; 9-Born of Fire; 10-Seasons in the Abyss

Phantom Lord

Chega mais uma banda do tal "Big Four" no blog... Vamos direto ao(s) ponto(s): War Esemble mostra-se agressiva e rústica... Bem rústica... A seguir Blood Red traz uma melodia também simples mas melhor estruturada... porém nem notei a transição para a faixa seguinte: Spirit in Black. 
Até então a simplicidade de todos elementos que compõem as músicas me pareceram características similares a do hard core. 
Expendable Youth é mais uma mais-ou-menos, Dead Skin vai bem, mas seu final é zuado... Então o disco melhora com a sequência Hallowed Point e Skeletons of Society. Porém em Temptation parece que o álbum retorna a um padrão entediante... e segue de maneira um pouco mais tosca e desconexa em Born of Fire. A faixa-título sai da mesmice das melodias e ritmos toscos super explorados pela maior parte do álbum. 
 No final das contas penso: Big Four? Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax? Não... Não acho que trabalho algum do Slayer possa atingir a qualidade dos discos lançados entre 1982 e 1988 pelo Metallica, e também nem se aproxima daqueles lançados pelo Megadeth entre 1990 e 1997. Do Anthrax ouvi um ou dois discos, então deixarei para falar quando alguém indicar tal banda para este blog... 
Interessante como um trabalho de thrash metal mediano como este (Seasons in the Abyss) fez tanto sucesso. Será que o Slayer fez outros discos melhores? Acho que não, mas não faz diferença, afinal este disco deve ser um prato cheio para quem curte o thrash mais rústico similar ao de bandas como Testament etc... 

 War Esemble 5,2 
Blood Red 6 
Spirit in Black 5,5 
Expendable Youth 5,9 
Dead Skin 5,9 
Hallowed Point 6,2 
Skeletons of Society 7 
Temptation 5,7 
Born of Fire 4,5 
Seasons in the Abyss 6,8 


 Nota Final: 5,8

The Trooper
3Slayer, uma banda que nunca me apeteceu, não sei explicar ao certo por que, mas a verdade é que nenhuma música que eu ouvi, me fez ir atrás das outras. Slayer sempre me lembra Sepultura, com a diferença que o Sepultura fez pelo menos dois álbuns fodásticos, e o Slayer eu acho que não. Sobre o Season in the Abyss, o álbum é um pouco maçante, ele não começa muito bem, fazendo um arroz com feijão com tempero fraco, somente quando chega em Skeletons of Society é que algo começa a se destacar acima da média, então vem a melhor faixa rápida do álbum, Temptation, seguida da pior faixa rápida do álbum, Born of Fire, para encerrar com a melhor faixa lenta, e melhor faixa no geral, Seasons in the Abyss, aí sim, parece que Slayer está acima da média de bandas normais que tocam por aí.
É, a diferença de ter alcançado a fama conta muito, que o diga o Metallica com seus álbuns pós Black Album.

Nota:\m/\m/\m/

The Magician
Coube a mim, já que Pirikitus teme retaliações, ter que trazer Slayer para o nosso tribunal Metaleiro, como parte do cumprimento da cartilha interna de que, pelo menos, as mais populares bandas do gênero fossem apresentadas e discutidas no nosso fórum.
Desde a época em que fui batizado para o mundo do Metal, além de saber que seus shows produziam diversos ferimentos e fraturas em fãs incautos nos Moshpits, sempre escutei os mais controversos e variados comentários sobre a banda americana: "satanistas", "criadora do trash", "Sepultura fraquinho", "barulheira sem harmonia", "banda mais foda do mundo", entre outros adjetivos incongruentes... o fato é, quer goste ou não, o Slayer talhou através dos anos seu nome na história do Metal.
Advogar pelo Slayer não será o foco aqui, mas gostaria apenas de colocar o ponto de vista que enquanto o Metallica e Megadeth eram encarregados da grande viga do Trashmetal, o Slayer era um dos principais responsáveis pelos rebites que fixaram esse sub-gen, e arrisco dizer que eles um foram um pouco alem, influenciando indiretamente o Death e o Black Metal. 
Em "Season in the Abyss" as características desses sub-gêneros são acrescidas de uma pitada "punk" oferecida pela voz provocativa e escrachada de Araya, com as guitarras mordendo em tempo integral os tons graves sobre a bateria pulsante e frenética de Lombardo.
O baterista e seu estilo avassalador de atacar as caixas e os bumbos é aliás um dos grandes responsáveis por ser porta voz da sonoridade da banda, sendo que suas investidas malucas sobre a bateria arrastam junto os riffs de guitarras e apresenta na minha opinião o cartão de visitas do grupo. As faixas "War Ensemble", "Hallowed Point", "Born of Fire", "Temptation" e "Spirit In Black" são verdadeiras traduções desse tipo de composição, uma espécie de tempestade infernal canalizada pelos canais dos instrumentos da banda.
O Slayer no entanto, no álbum em questão não desdém totalmente das partes melódicas, e as oferece nas estruturas mais lentas de forma bastante interessante. King e Hanneman criaram riffs de respeito distribuídos por todo o conteúdo, que se destacam no entanto naquelas faixas mais pausadas: "Dead Skin Mask" e "Expendable Youth" demonstram estas abordagens de forma convincente.
O CD pode ser lido como um trabalho de agressividade extrapolada em quesitos sonoros, mas que tem respaldo em seus versos e que se convergem em uma lógica bem clara para o ouvinte.  Esse conceito obviamente arbitra na maioria do trabalho resultando numa pancadaria que às vezes cansa; mas a sintonia entre as partes instrumentais naquelas faixas mais melódicas acabou gerando três músicas que se sobressaem das demais e o coloca no arsenal de bons discos do Trash Metal: "Skeletons of Society", "Seansons in the Abyss" e "Blood Red", a melhor do álbum.

Paulada na orelha, esse assusta neguinho frosô: nota 7 ou \m/\m/\m/\m/.        


sábado, 5 de janeiro de 2013

Annihilator - King of the Kill

O álbum King of the Kill lançado em 1994 pela banda Annihilator foi escolhido para análise por The Trooper.

Faixas: 01-The Box; 02-King of the Kill; 03-Hell is a War; 04-Bliss; 05-Second to None; 06-Annihilator; 07-21; 08-In the Blood; 09-Fiasco (The State); 10-Fiasco; 11-Catch the Wind; 12-Speed; 13-Bad Child.


The Trooper
3Por que Annihilator? Bem, andei vasculhando um dos meus estilos preferidos, o thrash metal, e a verdade é que não encontrei nada muito empolgante, sempre que parecia que algo ia se tornar fantástico, algo atrapalhava. Talvez eu não goste de thrash metal de verdade, ou talvez Metallica e Megadeth não sejam thrash? Enfim, fiquei entre Annihilator e Havoc, como a última é bem nova, preferi garantir a presença do Annihilator no blog, e escolhi esse álbum em questão porque eu já conhecia a faixa King of the Kill, e não sabia de onde (e continuo sem saber). Eu havia vasculhado a discografia meio por cima no Youtube e fiquei entre King of the Kill e Remains. Mas esse álbum é meio experimental, tudo bem que a banda tem uma pegada meio prog, mas o fundador da banda, o canadense Jeff Waters estava em um momento "forever alone" e gravou o álbum sozinho (sim, vocais e todos os instrumentos). Gostei dessa fase com o Jeff nos vocais, mas ele viajou demais compondo, as músicas paradonas chegam a me irritar, algumas delas estavam indo bem e de repente vem aquela quebrada de ritmo, e outras são simples demais.
Meu destaque vai para King of the Kill, Second to None e Bad Child. A mais irritante é The Box, com certeza.
Quem gosta mais de um thrashzão mesmo deve ouvir o Alice In Hell, mas achei os vocais bem mequetrefes.

Nota: \m/\m/\m/


Phantom Lord

Annihilator é mais uma banda que finalmente saiu da lista “só ouvi a respeito”. 
 A primeira faixa do disco mostra distorções interessantes no som das guitarras, boa produção, mas... não me chamou muita atenção, talvez pudesse se desenvolver melhor. 
A faixa-título (King of the Kill) traz um pouco de velocidade, muito bom... 
As músicas Second to None, Annihilator e 21 mostram um estilo bem definido e interessante de heavy metal (ou thrash, tanto faz). Para mim esta sequência é a melhor parte do disco. 
 Seja por causa da produção do álbum, ou das distorções do som das guitarras, King of the Kill, me pareceu um pouco com a trilha sonora de Quake 2 em diversos momentos. 
Não encontrei defeitos horrendos neste álbum, muitas músicas se aproximam do meu estilo favorito de música, porém existem alguns momentos de tédio espalhados pelo disco. 
Em minha opinião, as 3 últimas ficam em um nível mais mediano, vagamente acima da música The Box... 

The Box 5,8 
King of the Kill 7,5 
Hell is a War 6,8 
Bliss / Second to None 7,5 
Annihilator 7,3 
21 7,9 
In the Blood 6,3 
Fiasco (The State) / Fiasco 7 
Catch the Wind 6,6 
Speed 6,8 
Bad Child 6 

 Bom álbum... Mas no final poderia ter algumas músicas mais marcantes ou inspiradas. 
 Modificadores: nenhum; 
Nota: 6,9


The Magician
Boa postagem do Trooper, que de tanto insistir achou um bom álbum Trash Metal raiz sem que seja uma das bandas do auto intitulado "quarteto fantástico". O fato de que esse sub-gênero tenha nascido sob a bandeira e o protecionismo norte americano dificulta um pouco a detecção de boas bandas no mercado que não sejam ianques, o que nos sugere que a proximidade geográfica dos canadenses do Annihilator tenha permitido o ingresso deles ao cenário.
Como analogia, é muito mais fácil encontrar bandas razoáveis de speed/power metal, espalhadas pela Europa. 
De qualquer modo, as bandas de Trash Metal costumam começar por grandes guitarristas, sejam virtuosos ou não, esses caras chamam atenção pela sua criatividade e facilidade em ganhar riffs de peso que cativam pelos seus grooves - rachados, britadeiras, cavalgados ou machine-guns. 
Jeff Waters é um desses caras criativos, leva a banda nas costas e é até mais que isso - um bandman - que às vezes grava e cria todas linhas do grupo. 
Nesse trabalho especificamente Jeff conseguiu criar um punhado de sons contundentes, que possuem takes de guitarras bastante sólidos, e que fazem uso da sincronia com o baixo para reforçar as idéias de melodia, gerando algumas vezes resultados realmente muito bons. Percebe-se também uma queda do líder da banda pelas partes que remetem às baladas clássicas do Metal, onde sua desenvoltura acaba garantindo qualidade às canções.
Como um bom exemplo de guitarrista excêntrico de Metal, Waters também se arrisca em experimentações básicas da escola da guitarra - mas sempre com distorção super tunnada - como uma faixa mais Rock n Roll (Speed) e uma viagem bruta em Fuzz (Catch the Wind). 
No fim é um bom trabalho, até certo ponto bastante aderente; como itens falhos apenas o vocal bem mediano, e a estranha sensação que as composições poderiam evoluir um pouco mais dentro de suas estruturas de versos e refrões, ou seja, um capricho maior nos bridges e interlúdios poderiam levar as músicas um pouco mais além do limite em que chegam, mas aqui sim é uma impressão bastante particular minha, que no fim acaba inibindo um tanto da nota final da obra.

Nota 7 ou \m/\m/\m/\m/.    
   

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Van Halen - Van Halen

O álbum Van Halen lançado em 1978 pela band Van Halen foi escolhido para análise por Phantom Lord.




Phantom Lord

Qual é o significado da palavra Heavy Metal? Metal Pesado? Porquê? O som das guitarras é como bigornas caindo do céu ou o que? Bom, já faz muito tempo que ouvi pessoas falando (várias vezes) que o termo surgiu em alguma entrevista com um dos integrantes do Led Zeppelin. Também cansamos de ouvir que o Black Sabbath é o “pai” do Heavy Metal... Mas este gênero musical ganhou força no início dos anos 80, além dessa “força”, a sonoridade foi mudando de tal forma, que surgiram várias espécies, ou vertentes de heavy metal... Eu acredito que a primeira mudança significante na sonoridade do rock pesado (ou heavy metal) “inventado” por bandas como Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple, surgiu no final dos anos 70. E o responsável foi o Van Halen. 
 Essa mudança existiu não só pela técnica ou pelo modo de Ed Van Halen tocar a guitarra, mas também pelo fato que suas músicas soam anos a frente de suas contemporâneas! O álbum Van Halen apresenta um som inigualável nas guitarras e o mais absurdo desta história é que este é o primeiro álbum da banda! Geralmente, os primeiros álbuns das bandas de rock/metal apresentam uma produção e/ou sonoridade mais rústica... Mas com o Van Halen a história foi bem diferente. 
 Este disco abre com a repetitiva, porém marcante Running With the Devil, segue com o épico/distorcido solo de Eruption e o ótimo cover You Really Got Me. Logo em seguida surge, em minha opinião, a melhor música da banda: Ain't Talkin' 'Bout Love. Da faixa 5 em diante, as músicas me chamaram menos atenção, exceto pela última faixa (On Fire) que também merece destaque. 
O álbum foi tão impactante que conseguiu emplacar pelo menos 5 ou 6 hits nas estações de rádio durante décadas. Será que algum outro álbum lançado em 1978 conseguiu esta façanha? Eu não me considero fã do Van Halen, mas o primeiro álbum dos caras é de tirar o chapéu. 

 Runnin' With The Devil 7,2 
Eruption 8,8 
You Really Got Me 8,6 
Ain't Talkin' 'Bout Love 9,9 
I`m The One 6,8 
Jamie's Cryin' 7,5 
Atomic Punk 7,0 
Feel Your Love Tonight 6,8 
Little Dreamer 7,6 
Ice Cream Man 7,0 
On Fire 8,4 

 Modificadores: 


 Nota: 8,0

The Trooper
  3


Devo concordar com o Phantom sobre o que ele disse da produção estar muito boa para a época, e principalmente sobre o som feito pelo holandês, Eddie Van Halen, estar anos a frente. Mas paro por aí, não sou um profundo conhecedor de Van Halen, mas até gosto bastante do que conheço, entretanto tirando as músicas mais famosas, esse álbum não impressiona muito, hard rock puxado para o rock clássico, sem nada muito empolgante. Em alguns trechos dá pra ouvir uma pegada heavy metal, e obviamente, os solos do EVH são fodas, mas talvez fosse mais legal analisar o 1984.
Enfim, Ain't Talkin' 'Bout Love é de longe a melhor música do álbum, seguida por Runnin' With the Devil, o cover You Really Got Me e com um leve destaque para I'm the One, Atomic Punk e On Fire.

Nota: \m/\m/\m/





Pirikitus Infernalis
Alguns artistas conseguem realmente fazer coisas absurdas, Van Halen definitivamente é uma dessas bandas. Fico feliz de não ter sido postado o 1984, assim podemos confrontar aqui o melhor que existe nessa banda.

Não vou falar aqui sobre o grande nome da banda pois temos o nosso ilustre guitarrista metalcolatriano Magician para tecer páginas e páginas sobre a habilidade virtuosa de nosso querido(ou não) guitarrista holandês. Basta dizer que ele é foda e nada mais, sem contar que a banda ainda conta com Diamond Dave nos vocais, um dos melhores existentes na minha opinião.

Musicalmente falando, temos neste álbum preciosidades. Pegamos, por exemplo, o “lado A” deste álbum. Temos Runni’ with the Devil, Eruption, You Really Got Me ( Ray Davies agradece), Ain’t Talking About Love e I’m the One. Honestamente, apenas o “lado A” desse cd é melhor do que quase todos os outros CDs lançados na história (se você considerar a quantidade de cd’s lançados...true history).

O grande ponto é que Van Halen vai além e faz de seu “lado B” um verdadeiro lado B, obviamente tirando Feel Your Love Tonight. A ótima e Funkeada Little Dreamer e o rockabilly Ice Cream Man (John Brim também agradece) são o ponto alto dessa experimentada, ainda temos On Fire com uma pegada mais metal.

Agora vem o grande x da questão. Runnin with the Devil ou Jump? Eruption ou 1984? Ain’t Talking About Love ou Panama? Feel Your Love Tonight ou Hot for Teacher? Eu sempre possuí uma tendência a ceder para o lado de 1984, porém, independente de qual seja o seu favorito, quem ganha é você.

Top3: Runnin’ with the Devil, Ain’t Talkin’ ‘bout Love e Feel your Love Tonight. Shame Pit: Atomic Punk .

Nota: 8


Whoo! Bop ba da, shoo-be doo-wah
Bop ba da, shoo-be doo-wah
(Ba dum bum)
Bop ba da, shoo-be do-wah
(shoo-be doo-be doo-be do-whum)
Bop ba da, shoo-be doo-be doo-be do-wah
Bop ba da, shoo-be doo-wah
(Bop ba da, shoo-be doo-be doo-be doo-whum)
Bop ba da, shoo-be doo-wah
(Bop ba da, shoo-be doo-be doo-be doo-whum)
Bop ba da, shoo-be doo-wah
(Ba dum bum)
Bop ba da, shoo-be doo-wah Whoo!
The Magician
O álbum homônimo da banda Van Halen de 1978  apresenta para o mundo o holandês Eddie Van Halen, que na minha opinião se não o mais genial é com certeza o mais completo guitarrista na longa história do Rock n Roll. 
Em 25 de julho de 2011 escrevi sobre esse guitar hero aqui no blog: "Van Halen converge todos os conhecimentos da guitarra rock elétrica para criar o mais emblemático e extremo estilo de tocar influenciando todos adeptos do instrumento de 6 cordas que viriam depois dele".
 Pois bem, Eddie Van Halen (EVH) criou seu estilo sobre o trabalho de caras como Hendrix, Page e principalmente Clapton,  e sobre esse "core" colocou seu talento e transformou as linhas de guitarra que eram até certo ponto colaboradoras em linhas de guitarra definitivamente protagonistas. Por isso nota-se mesmo com o peculiar estilo de Lee Roth preenchendo o álbum, que a "Frankenstrat" (nome da guitarra custom by de EVH - um trocadilho com o nome do monstro e com o modelo Strato) não se retira do foco das 11 músicas de VH(1). Esse despudor no estilo de tocar do instrumentista deu mais do que uma simples ênfase aos guitarristas roqueiros, que já haviam se emancipado na geração anterior. Na implementação estilística vanhaliana a guitarra não somente dá corpo à música mas é propriamente a música, onde arbitra sobre os demais instrumentos, cria a melodia, permite ou não a inserção dos vocais, e em alguns casos determina os tempos e rege a banda conforme sua vontade.
EVH tem performance inquestionável no decorrer de todo disco, em suas bases de distorções extravagantes embala harmonias ousadas de acordes saturados com maestria única, preenchendo os intervalos com riffs abafados e elementos interpretativos correspondentes à sua assinatura característica que é repleta de harmônicos e vibratos. Me surpreende o modo como EVH consegue desmembrar dois ou três acordes em frases consistentes o bastante para sustentar uma música inteira ("Aint Talk About Love" se desenvolve apenas sobre duas notas: Am e G). 
Mas é mais do que óbvio que seu grande triunfo está em seus solos exibicionistas representados pelo mais conhecido de todos - Eruption - que trouxe à tona a técnica de tappings. O método, que implica em usar os dedos da mão direita para martelar a nota sobre a escala/braço da guitarra criando rápidos ligados de grande extensão, deixou os guitarreiros da época de cabelo em pé, e deu o status totêmico ao guitarrista que ganhou o respeito dos críticos e dos "acadêmicos" da área.
Particularmente vejo Eruption como uma propaganda, ou um cartão de visitas de Eddie, mas não sintetiza todo seu repertório de solos; entendo que suas maiores jóias solistas foram escritas em compassos bem menos pretensiosos, como em "Dreams", "I Cant Stop Loving You" e na faixa fodástica presente neste álbum "Aint Talkin Bout Love". 
Vejo Van Halen também como um dos criadores do Hard Rock - coração do Rock n Roll - que explodiu na década posterior, já que sua habilidade e velocidade acabou por evocar outros grandes nomes para o gênero como Gilbert e Timmons que com certeza foram influenciados por sua obra.
Sobre o disco-debut proposto,Van Halen (I) destaco as super clássicas: "Running with the Devil", "You Really Got Me" (Cover), "Ain't Talkin' bout Love" e as ótimas: "Atomic Punk" e "On Fire".
Sobre a importância dos demais membros do grupo no trabalho soma-se apenas as vozes de David, que impregna o trabalho com seus gritinhos histéricos mas que compensa usando seus bons tons médios e graves (se sobressai no estilo bluseiro). O vocalista também colaborava com seu carisma, sendo um contra ponto à altivez do líder da banda.
O estudo da guitarra iniciado no século passado confere ao instrumento um espaço especial reservado entre os músicos, principalmente por guiar a música popular por mais de 50 anos. Sob esta leitura pode-se entendê-lo como o fruto de aprendizado contínuo e possivelmente ininterrupto mas que incontestavelmente teve um divisor de águas que separa toda a cronologia da Guitarra em duas partes: antes de EVH e depois de EVH.
O que o Heavy Metal tem a ver com isso? Pergunte à qualquer guitarrista que em seus solos decide ou decidiu usar tappings... posso citar alguns: Karl Logan (Manowar), Kirk Hammet (Metallica), Stefan Elmgren (Hammerfall), Kiko Loureiro (Angra), Randy Rhoads (Ozzy), Michael Weikath (Helloween) entre outros...             
Nota 7,3 ou \m/\m/\m/\m/.