segunda-feira, 22 de junho de 2015

Almah - Fragile Equality

O álbum Fragile Equality lançado pela banda Almah em 2008, foi escolhido por The Magician para a análise dos Metalcólatras.


1- Birds of Pray; 2- Beyond Tomorrow; 3- Magic Flame; 4- All I Am; 5- You'll Understand; 6- Invisible Cage; 7- Fragile Equality; 8- Torn; 9- Shade of My Soul; 10- Meaningless World.

The Magician
Eis mais um grande trabalho do Heavy Metal brazuca.

"Fragile Equility" da banda Almah - do controverso Edu Falaschi - tem sonoridade complexa e pouco acessível, e demanda sim por uma certa paciência do ouvinte. Em outras palavras, é um disco que precisa ser digerido pelo metaleiro para sua completa apreciação.

Se isso acontecer (e cá entre nós, provavelmente só acontecerá com o cujo que gosta ou já gostou de algum trabalho do Angra), o banger será surpreendido e presenteado pelas inúmeras qualidades do ótimo trabalho da banda.

A obra, no entanto, não deixa dúvida quanto ao gênero que pertence: com certeza Metal Melódico dos mais destilados que se pode encontrar. Ostensivo ao extremo, com camadas e mais camadas uma por sobre a outra; de teclados sobre guitarras, de guitarras solo sobre vocais, de guitarras em duetos, de coros sobre lead vocal, de vocais sobre mais todo resto, e por aí vai...

Mas as melodias são coesas e seguem linhas mestras que conduzem suas estruturas principais, por causa disso elas fogem daquele conhecido arcabouço progressivo do Metal (em que às vezes o Angra se arrisca), ao tempo que oferecem aderência com partes bastante "grudentas" e bem destacadas (menção especial para a faixa "Torn", nesse sentido).

A dupla de guitarristas fez a festa nesse material. Para os aficcionados nesse instrumento, o disco se mostra como um repertório inacabável de arpegios, tappings, saltos absurdos de cordas e fritação desenfreada, isso sem contar os riffs nervosos com palhetadas alternadas. Uma observação particular sobre este tema é que o falecido Paulo Schroeber escreveu um dos solos mais impactantes que já escutei; a faixa "Magic Flame" traz um solo-petardo de aproximadamente 1 minuto que começa em 1:56, arrancando sons extremamente malucos e aparentemente inexplicáveis da guitarra aos exatos 2:16 e 2:18 da música, que eu só posso associar a alguma modulagem customizada pelo músico.

O bumbo duplo de M. Moreira e o baixo de F.Andreoli são os grandes responsáveis por dar peso às músicas, e posso afirmar com segurança que nesse quesito a banda de Edu entrega um trabalho muito mais denso do que faz o Angra, na ocasião, sua outra carametade. Por vezes (mais perceptível nas faixas "Fragile Equality" e "Torn") essa interpretação da bateria e do contra baixo criou uma parede de sons que pega carona no estilo black metal, que posteriormente foi mais aprofundado na discografia do grupo (especificamente, no CD Unfold de 2013).

Mas é claro que Edu é o protagonista na parada. A banda é dele, é o dono da bola... se não jogar, ninguém joga! Essa afirmação reflete o trabalho, e muito.
             
Havia dois anos Edu tinha gravado com o Angra o fraquissímo "Aurora Consurgens", para aqui desfilar uma bela dose de criatividade por todo o álbum. Parecia claro para aonde a cabeça do cara começava a apontar, e aonde estava também sua vontade de trabalhar. Uma outra coisa que começava a ficar claro é o desgaste de suas cordas vocais, notado claramente no segundo tom do refrão da faixa "All I Am", quando o vocalista parece falsear sua voz para alcançar a nota da melodia. Toda essa história culminaria no fiasco do Rock in Rio 2011, naquela triste performance do Angra, e no desligamento de Edu do grupo. Afinal, era natural que Edu procurasse um estilo ao qual sua voz se encaixasse melhor em tempo integral.

De qualquer modo, o que se percebe aqui é que o cara ainda tinha relação mais próxima ao "estilo Angra de ser", e que ainda podia dar conta do recado em linhas mais melódicas. Nesse contexto, entregou um bom trabalho técnico e um ótimo trabalho de composição e criatividade, a ponto de escrever um "mangá" contextualizado no conceito de "Fragile Equality" (imagino eu , que nunca lançado).

Quanto às letras, é aquela velha história sobre o existencialismo - coletivo e pessoal - em quase todas as faixas, com alto grau de subjetividade e abstração. Por mim podia ter aberto mais o leque de abordagens, mas não dá pra negar a fina sintonia dessas letras com a sonoridade geral. Alias, por causa disso, o grande destaque do trabalho é a balada "Shade of My Soul", um puta som; fazia realmente muito tempo que não escutava uma balada tão contundente a ponto de ser o carro chefe de um disco, desde Dragonforce, eu acho... (essa música do Almah, inclusive seria uma bela trilha sonora de Anime!).

Para uma analise conclusiva desse disco: Consistência com competência técnica, porém a onipresente inspiração dos compositores, às vezes, é encoberta pela pretensiosa sofisticação da produção sonora.

Eu sei que é cansativo ficar comparando bandas, mas dada as condições sobre os membros do grupo, e sobre a época em que foi lançado este álbum, não dá para não fazer referência ao Angra. E dá pra dizer que depois do "Temple of Shadows", esse aqui é um dos melhores discos criados pelo reduzido contingente do Metal Nacional.

Nota 7.7 ou \m/\m/\m/\m/.

Ah sim! depois de escutar esse disco aqui, dá pra entender um pouco a revolta do Edu. Pra neguinho achar CD do "Pyramaze", "Amorphis" e outras psicodelias fajutas melhor que "Fragile Equality"... tem que ser chupa p@&¨% de gringo mesmo!       
   
Phantom Lord
Do Almah eu conhecia apenas o álbum Motion de 2011, um trabalho que se arrisca além das vertentes melódicas/power/speed, chegando a se aproximar um pouco do death. 

Fragile Equality traz um "metal" das vertentes melódicas de qualidade, porém correndo o risco de sempre: ao explorar os gêneros surrados, este álbum do Almah traz momentos aparentemente não inovadores. Apesar destes momentos, a virtuosa banda consegue criar músicas boas que ocasionalmente chamam a atenção de quem gosta das vertentes "metálicas" que citei anteriormente. 
Existem algumas grandes mudanças de ritmos em determinadas músicas, mas muito bem feitas e/ou sutis. Isto é mais um ponto positivo, pois não faz com que a música pareça um monte de retalhos mal costurados. 
 Os destaques (como indico abaixo) ficam por conta das porradas Beyond Tomorrow e You`ll Understand. 
Enfim, Fragile Equality é um bom álbum que não deve quase nada para a maioria dos trabalhos do Angra. 

Observação: Não podia faltar um maracatu Holy Landense no álbum né? Ainda assim, Invisible Cage não é mais fraca deste disco.

 "Birds of Prey" 7,4 
"Beyond Tomorrow" 8,0 
"Magic Flame" 7,0 
 "All I Am" 7,1 
"You'll Understand" 8,3 
"Invisible Cage" 7,2 
"Fragile Equality" 7,0 
"Torn" 7,4 
 "Shade of My Soul" 6,9 
"Meaningless World" 7,5 

 Média final: 7,4


The Trooper
3
Eu cheguei a pensar em xingar o Edu Falaschi por quebrar minha regra de máximo de baladas em um álbum, mas não pude porque o cara fez um trabalho EXCELENTE em Fragile Equality.
Esse é aquele tipo de álbum que você ouve pela primeira vez e pensa "opa, esse é bacana, hein?", e lá pela sexta ou sétima vez eu já to quase chorando "caralho, que álbum foda!".
Se você não gosta de metal melódico/power metal, provavelmente não vai gostar deste trabalho, mas se você é fã de prog metal talvez goste, Fragile Equality está no limiar das duas esferas, muito bom para mim, que gosto exatamente desse limiar.
Criatividade aparece por todo o trabalho, os instrumentistas são MUITO bons, destaque para os guitarristas e seus solos que parecem uma mistura de Dragonforce com Megaman X. Eu nunca critiquei o Falaschi por seus trabalhos de estúdio, muito pelo contrário, acho o cara muito bom (embora na velha discussão polêmica EduxAndré eu prefira o segundo), e aqui ele desfila sua criatividade, voz e habilidade de intérprete, a maioria das letras não chega a me chamar a atenção, mas o encaixe delas com a melodia é perfeito.
Algumas faixas puxam mais para o metal melódico/power metal, como Magic Flame e Meaningless World, mas a maioria se encontra naquele limiar que citei antes. A faixa título é a mais 'perdida' do álbum, lembrando muito nu metal, mas mesmo assim é muito boa. As baladas são muito boas, lembrando que eu ando de saco cheio de ouvir balada, hein?
Enfim, vale a pena ter esse álbum na sua coleção ... não sai mais do meu hd! Valeu Falaschi \m/

Destaque: Muito difícil, eu teria que escolher umas 5 faixas ou mais.

Nota: \m/\m/\m/\m/


sábado, 6 de junho de 2015

Rage - Trapped!

O álbum Trapped! lançado pela banda Rage em 1992, foi escolhido para análise por Phantom Lord.




Phantom Lord
Há muito tempo atrás, provavelmente na época em que postei o disco Blood of the Nations do Accept aqui no blog, eu encontrei (na internet) e ouvi um álbum chamado Perfect Man da banda Rage... Ouvi uma vez e tentei ouvir mais depois... porém não consegui; Assim como fiquei deslumbrado pela criatividade e poder do trabalho instrumental eu estava nauseado com os vocais. Já faz muito tempo e por isso não lembro com precisão, mas creio que eu tenha achado o vocal extremamente desafinado e perdido. 
 Mais ou menos 4 anos depois, criei coragem e busquei mais trabalhos desta banda na internet... Comecei com o Execution Guaranteed de 1987, um disco com boa criatividade e idéias, mas que soa muito rústico, provavelmente devido a produção simplória e aos vocais medianos que esboçava pouca agressividade e pouquíssima "melodia".
 Então, buscando algo mais trabalhado, encontrei o álbum Trapped! que segue com parte do grande trabalho instrumental de discos anteriores como o Perfect Man, e apresenta vocais um pouco diferenciados em relação a este álbum. Ainda que pareça que Peavy Wagner não determinou um estilo fixo para "cantar em "Trapped!", ele já soa mais maduro e/ou mais afinado dentro do estilo musical proposto pela banda.
 Apesar de existir uma certa dose de experimentalismo em Trapped!, eu chamaria a sonoridade deste álbum simplesmente de Heavy Metal, mas para os mais xaropes (exigentes) podemos dizer que alterna do power ao speed, passando pelo heavy tradicional com uma insignificante pitada do hard rock. Mesmo com o experimentalismo presente em algumas músicas, inevitavelmente o álbum apresenta seus momentos de "instrumentais/vocais simples" e tropeça no arroz-feijão do metal. Afinal como eu já citei anteriormente, o difícil é inovar dentro de gêneros musicais que já estão surrados há anos.
 Após ouvir o Rage e tomar conhecimento de sua "idade", mesmo conhecendo pouco sobre a banda, eu já imagino que suas músicas tenham servido como uma fonte valiosa de inspiração para diversas bandas de heavy metal (e seus subgêneros) da Alemanha. 

 "Shame on You" 7,4 
"Solitary Man" 7,0 
"Enough Is Enough" 7,7 
"Medicine" 7,2 
"Questions" 7,1 
"Take Me to the Water" 6,8 
"Power and Greed" 7,4 
"The Body Talks" 7,3 
"Not Forever" 6,9 
"Beyond the Wall of Sleep" 6,9 

 Nota Final: 7,2 

The Magician
Que sonzeira!

Não há profusão de camadas, não tem agudos penetrantes, muito menos progressão ou elementos suntuosos com timbres transparentes; falta (?) esmero para criação de atmosfera e trabalho sobre profundidade lírica com fidelidade à algum conceito...

E o que tem aí nesse álbum?

Nego cacetando o tambor, eletricidade cortando seus ouvidos em tempo integral, solos inspirados, voz rasgada que nem unha na lousa, porradaria transbordando as beiradas... enfim old school na veia!!!

O mais curioso é que como toda outra obra que deu certo nesse nicho, há técnica e cuidado com a melodia, independente dos caras meterem frescura no som ou não. É a criatividade de novo, sobre um estilo que tem fama de ser naturalmente um fator limitador.

E com relação a isso, a primeira coisa que veio a cabeça quando o Phantom postou esse álbum foi uma frase de uma entrevista que li do batera virtuose Mike Terrana (ex-Rage) que afirmava: "Saí do Rage porque eles queriam fazer a mesma coisa sempre, o tempo todo".

O que me faz pensar, o Metal é uma fase da carreira de músicos que evoluem musicalmente e buscam outras vertentes? Seria o Metal simples em demasia, e essa é sua verdadeira essência?

Talvez seja, toma-se por exemplo o próprio Mike Terrana que em sua busca pela pedra filosofal da música perfeita dentro do gênero tocou com Malmsteen, Tarja, Masterplan, Loureiro, e enfim, se transformou em um mercenário avulso e em looping no próprio Heavy Metal. Pode ser que existe um pico na carreira de cada banda e que é nesse momento em que os grandes trabalhos nascem, para que fatalmente os trabalhos futuros morram sob suas sombras.

Bem, o Rage fez o que tinha que fazer, fiéis ou não a um tipo de som clichêzão, defasado, ultrapassado, maçante ou sei lá o quê mais.

Conclusão: Dez músicas, dez pedradas, sem baladas, sem frescuras, direto ao ponto, de cara limpa e peito aberto. Qué Metal? Tó Metal, carái! 

Destaque para "Shame On You" e "Take Me to The Water".

Nota 7,3 ou \m/\m/\m/\m/.

p.s.: resenha simples pra Cd simples. Simples e bom.





Hellraiser
3Ola Metalcolatras ! 

Desculpem minha demora, mas as coisas estão meio complicadas por aqui, rsrsrs 
Mas ainda assim estou por aqui pra falar um pouco desse album simples, porem MARAVILHOSO ! 

Na verdade vou entrar no mesmo argumento do meu amigo Magician, um texto simples para um album simples, e, ainda concordando com ele, um album simples, porem muito bom, sem frescuras, sem baladinhas e uma banda se preocupando apenas com otimas melodias. 
Melodias essas, que grudam na sua cabeça e que faz você lembrar dos refrões por todo o resto da sua vida. 

Na verdade não conheço todos os albuns do Rage, mas dos que eu conheço, esse Trapped! sempre foi o que mais gostei. 

Faixas como Shame on You, Solitary Man, Medicine, Questions e mais TODAS as outras faixas, são excelentes, porem não podemos esquecer do (fiel) cover do MAIOR hino do Accept, uma das musicas mais rapidas da sua época, a épica Fast as a Shark, que ficou simplesmente perfeita. 

Taí um dos grandes acertos da banda, e um dos grandes acertos do Phantom Lord aqui desde a minha chegada aqui, pois acredito que esse album será unanimidade quanto aos elogios. 

Nota 7,7
 
The Trooper
3
Temos aqui, novamente, uma banda cujo dono é baixista, mas dessa vez não consegui adivinhar isso pelo som da banda, o que pode indicar que Peavy Wagner não é estrelinha, pelo menos não com o baixo, ou pelo menos não nessa fase da carreira. É aqui que a primeira dificuldade de resenhar este álbum aparece: como escrever algo de uma banda que lançou 22 álbuns e você não conhecia nem um até o momento?

Por isso tenho que focar no trabalho em questão: Trapped abre muito bem com 'Shame on You', e fecha muito bem com 'Beyond the Wall of Sleep', mas o ponto forte do trabalho está em uma tríade de faixas bem no meio do álbum: 'Questions', 'Take me to the Water' (a melhor) e 'Power and Greed'. Essas faixas combinam a criatividade instrumental da banda com o peso do heavy metal e uma capacidade de 'fechar' bem uma música com riffs, batidas e letras bacanas.

Isso não acontece o tempo todo no álbum, principalmente nas 2 faixas mais fracas: 'Enough is Enough' e 'Medicine', cujo principal defeito eu atribuo ao dono da banda: ele não soube encaixar bem os vocais com os instrumentos ou encaixar a temática com as notas 'felizes' utilizadas.

Eu costumo atrelar esses erros à bandas de características progressivas, e daí é importante perguntar: Rage é prog metal? Não, acho que não, aliás é difícil engolir um desses rótulos atribuídos à banda, principalmente conhecendo apenas esse trabalho. Aqui o Rage apresentou criatividade instrumental compartimentalizada, ou seja alguns riffs e solos de guitarra muito bem elaborados, mas sem emendar uma sequência monstruosa em uma música ou viajar loucamente e sem compromisso como algumas bandas prog fazem, e apresentou também peso suficiente para ser chamado de heavy metal.

Resumindo: Trapped me lembrou Queensryche ou Dr. Sin, mas mais pesado que ambos. Tenho que dar o braço a torcer ao Mercante aqui, ele me disse em 'off' que a melhor música do cd era 'Take me to the Water' e também me disse que 'Carved in Stone' era um álbum melhor do que 'Trapped', e ele estava certo em ambas as afirmações.

P.S.: Não sei se este álbum foi escrito em uma fase que o Peavy Wagner foi tomar Santo Daime ou fumar o cachimbo da paz com alguma tribo, mas o álbum parece ter alguma influência indígena tanto instrumentalmente como liricamente. Aliás, não são todas as letras, mas boa parte delas são bem bacanas.

Nota: \m/\m/\m/\m/


quinta-feira, 21 de maio de 2015

Overlorde - Return of the Snow Giant

O álbum "Return of the Snow Giant" da banda Overlorde, lançado em 2004, foi escolhido por Hellraiser para análise dos Metalcólatras


Faixas:

1. And the Battle Begins...  
2. Snow Giant 
3. Hell Hath No Fury
4. Starcastle 
5. When He Comes 
6. Metallic Madness 
7. Blackness
8. Ogre Wizard
9. Mark of the Wolf
10. My Disease 
11. Trapped by Magic 
12. Colossus (Island of the Cyclops)
13. Overlorde


Hellraiser
3Trago aqui, aos meus amigos metalcolatras um álbum e banda que conheci somente em meados do ano passado, embora esta obra seja de 2004, só tive acesso a isso depois de 10 anos de seu lançamento. 
É uma pena a banda ter tido tão pouco tempo de existência, e ter apenas esse registro, pois logo de cara esse álbum me ganhou, e acabei até por comprar o material físico, tamanho a minha satisfação em escuta-lo. 
Confesso que no meio de tantas bandas por ai, novas e classicas, as vezes vemos que o Metal já esta muito saturado com bandas de sonoridades muito parecidas, ou até com aquelas mais modernas que querem experimentar de tudo. 
No caso deste aqui, claro que encontramos vários clichês do mundo metálico, tanto nas letras, quanto na sonoridade, mas apesar disso, achei uma banda com musicas e músicos acima da média e com uma sonoridade muito cativante. 
O álbum tem grandes variações nas musicas, não soando repetitivo ou chato, apesar de longo ( 12 faixas ).
 O ótimo vocalista Bobby Lucas, que hoje esta a frente do Attacker, faz com maestria seu papel, porem na minha opinião exagera um pouco na quantidade de gritos. 
A banda executa um Heavy Metal direto, forte e pesado, sem firulas, com as vezes beirando o Power Metal, porem nada melódico. ( ainda bem ) 
Não vou escrever muito sobre isso aqui, porque eu simplesmente gosto disso ! 
Um dos álbuns que conheci ultimamente que mais gostei, então deixo aos meus colegas Metalcolatras, que estão a muito mais tempo que eu aqui, e que já são profissionais na arte de destrinchar e comentar os álbuns, darem suas reais opiniões sobre este trabalho fonográfico de musica pesada, rsrsrs. 
Pra mim, apenas um álbum simples de Heavy Metal, direto, sem invencionices, sem músicos querendo se aparecer mais que o outro, porem gostoso de se ouvir. 
Meus destaques deste álbum são Starcastle ( adoro este som, essa levada ), Blackness, Colossus ( otimo instrumental ), Hell Hath no Fury, e My Disease. 
Nota 7,5 


Phantom Lord
Decaindo ao nível da maioria dos metalcólatras, aqui estou eu, postando resenhas atrasadas por causa de uma rotina de semi-servidão que me toma 2 horas por dia de locomoção pela merdalópole e mais 9 horas por dia de tarefas que dão lucro às pessoas que mal conheço. Na verdade meus colegas atrasam suas resenhas por motivos variados, mas esses são os básicos... 

Falando do álbum ao invés dos porquês das demoras das resenhas... Hellraiser nos traz um disco de heavy tradicional vagamente próximo aos gêneros powers / melosos. Achei interessante o vocal e parte do instrumental que se aproximam duns astros manjados do metal... 
Também há um pouco de rusticidade (ou simplicidade) na produção do som... As vezes pode parecer um pouco brega, mas creio que esta simplicidade seja um efeito proposital para "Return of Snow Giant" se parecer com trabalhos "oitentistas"... 

 Em alguns trechos como na faixa Snow Giant podemos notar um amplo espaço concedido ao vocalista (quando os instrumentos ficam repetitivos em poucas notas), para que este cante, berre etc. A falha deste tipo de estrutura musical é que ela não vinga bem quando o vocalista é de qualidade mediana ou inferior. Sim, o vocal não consegue esticar demais muito menos alcançar grandes agudos sem ramelar, então posso classificá-lo como mediano. Mas ao menos quando o cara não força ele canta bem afinado. 
A faixa 5 tem uma intro que se destaca por se aproximar mais da sonoridade "black sabbathica", pois a maioria das faixas do RotSG parece inspirada em bandas como Iron Maiden Queenscryche Helloween. 
De resto... O RotSG é um álbum que fica entre o razoável e o bom, que possivelmente receberia a classificação de "Heavy Metal Genérico" pelos esnobes do metal.

 1. And the Battle Begins / 2. Snow Giant 7,1 
3. Hell Hath No Fury 7,7 
4. Starcastle 7,3 
5. When He Comes 7,0 
6. Metallic Madness 7,1 
7. Blackness 7,1 
8. Ogre Wizard 7,2 
9. Mark of the Wolf 7,2 
10. My Disease 7,0 
11. Trapped by Magic 6,1 
12. Colossus (Island of the Cyclops) 6,4
13. Overlorde 6,3

 Nota Final: 7,0


The Magician
Esse álbum tem uma relação muito forte com alguns outros trabalhos que passaram aqui no blog, como o da banda Phantom (em “Cyber Christ”) e Crystal Eyes (em “Killer”); não por causa da semelhança na sonoridade, propriamente dita, mas sim devido essas bandas em seus respectivos trabalhos se manterem em uma restrita zona de segurança na qual não arriscam nadinha de nada, novo.

Comparações desse tipo normalmente são injustas, quando não descabidas, ainda mais quando existe um intervalo de tempo considerável entre os trabalhos; mas o fato é que se quisermos adequar o trabalho prensado nesse álbum a um micro ambiente contextual do blog, esses outros álbuns citados são seus “primos” naturais.

Inclusive, segundo nosso amigo Mercante o “método Metalcólatra” de classificação dos álbuns segue um padrão duvidoso onde o parecer do crítico sobre o trabalho é feito a partir de uma comparação com uma “obra referencial” ou um “trabalho modelo”. 

Fazer o quê... é o que é, o dia em que existir um método científico para qualificar arte - mais especificamente o Heavy Metal - fundamentado no empirismo positivista e no axioma da “tabula rasa” (John Locke), nós Metalcólatras nos comprometemos à utilizá-lo, Ok?

De qualquer modo, a pergunta é: seria um problema a banda adotar um perfil conservador e pragmático no seu jeito de tocar? É um erro apostar no metalzão básico com set de produção apenas suficiente? Não, no caso do Crystal Eyes, que na ocasião do lançamento do trabalho citado me parece ter mais “material humano”, tal como mais empenho no trabalho de composição. Já os outros dois trabalhos...

O Disco “The Return of the Snow Giant”, não é ruim, muito menos um incomodo para ouvidos metaleiros; mas passa a impressão de atuar em uma baliza criada pela limitação técnica de alguns membros da banda. E aqui posso dizer sem medo que o guitarrista puxa a banda pra baixo, pois embora por raros momentos esboce alguma criatividade, por causa de seus frequentes riffs simplórios e de seus solos super-enlatados, deixa muita responsabilidade a cargo do vocalista, que embora tente, não segura a bronca.

Gostei do desempenho do contra baixo e da bateria, mas não precisa nem dizer que essa é a cozinha e que não consegue assumir o protagonismo a ponto de elevar o trabalho pra outro patamar.
No fim, todas essas observações e impressões direcionam o disco do Overlorde para aquele famoso entreposto do “deixa o som rolar, não que eu esteja prestando atenção nele”, ideal para: reuniões de bangers, bebedeira desenfreada ou porque não pra uma sessãozinha de RPG... já que os temas das músicas são tão familiares à este meio.

Nota 6,2 ou \m/\m/\m/.


P.S: Você pode ter pensado em algum momento escutando esse trabalho que o som nos remete ao Metal oitentista feijão com arroz. E essa conclusão faz sentido, dado que embora o disco tenha sido lançado em meados de 2000, os caras são na verdade tiozões daquela época.


The Trooper
3
A primeira conclusão que eu tirei ao ouvir 'Return of the Snow Giant' foi que o dono da banda é o baixista, e que esse baixista é fã de Iron Maiden.

A influência de Iron Maiden aqui é bem óbvia, eu posso até afirmar que Overlorde é constituída por 4 partes de Iron Maiden e 1 parte de Black Sabbath com uma ligeira contaminação de Manowar.

A banda faz um heavy metal legalzinho com o baixo puxando quase todas as faixas. Algumas vezes o álbum se torna um pouco repetitivo, mas há algumas faixas que se destacam demonstrando criatividade.

Enfim, não é um primor ou uma obra-prima, mas é bacana o suficiente para levar um 7 (raspando). Lembra bastante o álbum CyberChrist, do Phantom, embora o Phantom tenha sido um pouco mais criativo.

Destaque para Starcastle (a melhor), Ogre Wizard (a mais loucona) e Hell Hath No Fury.

Nota: \m/\m/\m/\m/


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Amorphis - Skyforger

O álbum "Skyforger " da banda Amorphis, lançado em 2009, foi escolhido por MetalMercante para análise dos Metalcólatras.


Faixas:
1. "Sampo"
2. "Silver Bride"
3. "From the Heaven of My Heart"
4. "Sky Is Mine"
5. "Majestic Beast"
6. "My Sun"
7. "Highest Star"
8. "Skyforger"
9. "Course of Fate"
10. "From Earth I Rose"

The Magician
Death Metal, Folk, Progressive, Melódico, Doom, Power, Rock Moderno, Gothic Metal.....

A Wikipédia em suas versões em Inglês e Português atribui inúmeras rotulações à banda finlandesa, e logicamente não ajuda em nada ao leitor numa primeira identificação ou na tarefa de situar a banda dentro de um suposto mapa sonoro no vasto campo do Heavy Metal.

Mas não é culpa dos colaboradores da Wiki, e desta vez também não é somente culpa da comunidade de metaleiros sem noção que cagaram esses inúmeros sub-gêneros das suas mentes férteis, o fato é que os grupos de músicos também não ajudam abusando da mescla de suas influências quando compilam o material.

Ou seja, pra nós pseudo-críticos, sobra uma bela bomba nas mãos (e as vezes nos ouvidos!) já que temos que tentar traduzir para o sempre curioso leitor do que se trata o trabalho postado.

Do meu primeiro parágrafo dessa resenha, posso confirmar que todas aquelas abordagens estão sim registradas em "Skyforger", mas com mais ênfase no último gênero - Gothic Metal - em minha opinião. É muito fácil para um fã da banda que acompanha a carreira desde o primeiro lançamento do grupo em 1996 discordar dessa minha análise, isso porquê seus ouvidos naturalmente assimilaram as passagens desse disco de acordo com as composições anteriores dos caras, e consequentemente ganham uma espécie de leitura evolutiva completa do som deles. Porém isolando dos demais esse trabalho para pesquisa em meu "laboratório" auditivo, não há dúvidas sobre o diagnóstico que revela o principal sintoma do conjunto da obra: alto nível de goticismo com taxas preocupantes de vocal gutural em um quadro recorrente de Metal Melódico e suave Power Metal...

Pode apenas parecer uma piada bem sem graça essa do histórico médico acima, mas ela acaba fazendo sentido na resenha desse álbum, pois novamente (pqparola...), se pontuarmos suas características sonoras principais, acabaremos de novo imersos naquela espécie de "Power Metal hipocondríaco" (resenhas de Tarot, Kamelot, Pyramaze e Nightmare); com a diferença que os vocais guturais-urso-mau-humorado estão presentes aqui, o que aproxima a obra de trabalhos como Haggard - Eppur si Muove, sem tantas orquestrações e com mais progressões no entanto.

As evidências? Os onipresentes tons amplos do teclado, as camadas etéreas das guitarras e teclados (na abertura e no solo que se inicia aos 2:37 da faixa "Sky Is Mine" isso fica tão evidente que as frases chegam a lembrar os momentos mais psicodélicos e viajantes das trilhas sonoras em games do NES/SNES), os vocais limpos, soturnos e suaves (... e as vezes meio eminhos... é verdade) sobre bases super gordas, e a constatação do uso insistente dos intervalos menores que em todas as faixas reafirmam a fisionomia melancólica do trabalho.    

Esse comportamento sonoro que incorpora o semblante gótico e sombrio se reflete em algumas letras, onde a temática revisa a filosofia da introspecção pagã (homem corpóreo uno com a natureza universal), e em outras vezes discorre sobre os contos das epopeias nórdicas. É bem surradão, e também uma viagem do cacete, mas bem melhor do que aquele papinho repetido dos escandinavos metaleiros sobre falso messias sofrendo na cruz...

Minha opinião não foge muito das resenhas dos trabalhos que seguem essa linha e que citei aqui: se a banda não faz algo muito bizarro que coloca em xeque todo o trabalho, e se estiver com paciência, sou bastante receptivo a este estilo de música (ainda que cada vez mais eles incorporem características alienígenas de todos os lados...).

Nota 6,9, ou \m/\m/\m/.
     
Phantom Lord
Ritmo moderado com diversos trechos lentos, vagamente similares ao "stoner" do Grand Magus? Vocais de tom médio, como Sabaton, Tyr e quem sabe Mastodon? Mudanças de ritmo até que sutis, ocasionais pianos, guitarras virtuosas e... é claro o maligno vocal bugbear com náuseas. Esta série de elementos diversificados marcam o álbum Skyforger da banda Amorphis, que tem tudo para formar um grande trabalho... E talvez seja... Dependendo do gosto do ouvinte. 
Não há longas insistências dos vocais mais rústicos nas músicas (ainda bem), nem experiências bizarras com famílias musicais distantes do rock/metal... Mas o trabalho se mostra entre os estilos power metal/ stoner e progressive metal. Em minha opinião uma mescla que dificilmente resultou em trabalhos grandiosos... na verdade, há uma grande tendência destes álbuns soarem entediantes. 
As faixas 5,6 e 7 não me despertaram uma gota de interesse, sendo a 5 (Majesticly Besta) muito gorfada e as duas seguintes... um bocado sonolentas. A criatividade começa a ressurgir nas faixas 8 a 10, mas infelizmente esta última (From Earth I Rose) tem uma considerável dose de regurgitação. 
Apesar de eu não ser apreciador do progmetal e geralmente nem de suas combinações com o power ou com o stoner, devo admitir que este álbum destroça o Wintersun, também trazido a este blog, pelo velho perdido Mercante. 
Talvez, como o Mercante afirmou "offblogged", Skyforger seja um álbum "lindo". Mas álbuns lindos não ganham grandes notas aqui, vide o disco Mother Earth da banda Within Tempation. 

 "Sampo" 7,2 
"Silver Bride" 7,0 
"From the Heaven of My Heart" 6,2 
"Sky is Mine" 6,9 "Majestic Beast" 5,0 
"My Sun" 5,2 
"Highest Star" 5,5 
"Skyforger" 6,2 .
"Course of Fate" 6,3
 "From Earth I Rose" 6,2 

 Nota Final: 6,1

Metal Mercante

Como eu já havia postulado anteriormente todos os álbuns aqui no metalcólatras começam com uma nota 10 e vão sendo deduzidos pontos até chegar na sua nota final. Algo mais ou menos dessa forma:



Nota Inicial: +10.0
- Vocal gritadinho: -0.4
- Vocal Emo: -1,5
- Tecladinhos: -0.5
- Não é Metallica: -2.0
- Diversos gêneros que não são Trash: -0.1 x #Gêneros
Nota Final: +5.0

Esse método nunca foi escrito, discutido ou planejado. Ele simplesmente aconteceu. É o melhor método? Sei lá...Ele só é...

O problema é que as vezes esse método conflita quando a “experiência” foge um pouco da norma, que é o caso deste álbum. Skyforger do Amorphis é sem dúvida nenhuma um álbum único o qual, na sua essência é um álbum do bom e velho metal onde os camaradas jogam alguns elementos de outros gêneros, mas sua maioria em segundo plano, sem incomodar o ouvinte mais tradicionalista.

Meus colegas de blog citaram os grunhidos, os sintetizadores e os vocais guturais, mas essas coisas só servem para gerar uma atmosfera e não são temas dominantes no álbum (como os crucificados Crimson Shadows e Wintersun) ou pelo menos esses temas passam desapercebidos, talvez por isso a dificuldade do nosso colega Magician em rotular a banda (convenhamos, ele exagerou dessa vez...Seu tempo podia ter sido melhor gasto simplesmente ouvindo o álbum e aproveitando a viagem)

...Pelo menos até a música 05 (Majestic Beast)...Aí não tem como escapar (vamos pular essa...)

Nota: 7.4

PS: Eu ia terminar a resenha no parágrafo anterior, mas aí não sei porque me lembrei da pobre Eugênia

"Ideias claras, maneiras chãs, certa graça natural, um ar de senhora e não sei se alguma outra coisa; a boca exatamente a da mãe" (cap. 32). Há, era coxa!”

Faz uns 15 anos que li Memórias Póstumas de Bras Cubas e a única coisa que me lembro da pobre Eugênia era o fato dela ser manca apesar de tantos outros adjetivos pintarem sua imagem. Será que é essa imagem que estamos pintando deste álbum?

Será, colegas Metalcólatras?

Hellraiser
3Primeiramente, antes de mais nada, quero enaltecer aqui que Hellraiser não tem nada contra o Mercante, isso é fato ! 
Deixando isso BEM CLARO, está mais que provado que os gostos de ambos não se cruzam ! 
Mas isso é um problema ??? 
Claro que não ! 
Cada um tem seu gosto e tende para um certo estilo musical. 
E ai, eu por ser da velha guarda, gosto muito do Heavy Metal (ULTRA) tradicional, do Thrash Metal não tão acelerado e dos Hard chamados ¨farofas¨da década de 80. Porem pelo que vejo, o Mercante já curte muito umas bandas de Metal Melódico e algumas outras que tendem ao experimentalismo. 
Na minha época, a ÚNICA banda que abusava dos teclados era o Deep Purple, mas na minha concepção auditiva era muito bem aceito, porem se caso esse álbum aqui em questão fosse lançado naquela época, com todos esses pianos, refrões melódicos, vários momentos de baladas e essa atmosfera meio gótica, a pessoa que ostentasse um álbum desses seria taxada de poser ou algo parecido ( pra não dizer pior ). 
Bem, os tempos mudaram, e hoje em dia, o Metal expandiu por demais suas fronteiras, e muita coisa a que os ¨velhacos da época¨ poderiam chamar de musica pop, se enquadra em algum dos milhares de subgêneros do Metal. 
Infelizmente aqui no blog, por eu não ser um verdadeiro critico musical, e sim, um amante do velho e bom Metal, exponho apenas minha visão, baseada em meu gosto pessoal, o qual é muito diferente da maioria dos Metalcolatras aqui, e assim sendo, esse tipo de musica quase chorada não me agrada em nada. 
Acho esse tipo de som extremamente genérico, e totalmente sem pegada ! Talvez seja por isso que até algumas bandas do cenário europeu de Power Metal não me agradam, pois acho tudo muito repetitivo já a muito tempo, e acho que essas bandas, mesmo não sendo Power, pegaram algumas bases dessa leva Power Germânico pra construir suas obras. 
Porem ..... quando tudo parece estar caminhando num ¨vamos seguir do mesmo jeito que já esta¨ me aparece um vocal meio gutural em Majestic Beast, alternando com um vocal limpo........PUTZZZZ, como eu detesto isso !! Me parece New Metal. 
E em seguida me vem mais musica ¨meio balada, meio chorada¨ com a chatíssima My Sun. Eba, ...acabou, ......não péra !! .... ai ai ai, ....agora tem flautinha tambem, em mais uma baladinha !!! 
Uma pena a musica não ser uma tal de Highway Star !! rsrsrs 
Sinceramente venho pedir desculpas a todos envolvidos aqui, e aos fãs da banda ( caso existam ), mas isso realmente me faz dormir. 
Eu botei pra rolar este trabalho algumas vezes, sendo que a ultima ( hoje ), eu estava sob efeito de algumas cervejas, e achei que isso poderia ser um baita benefício, ...... porem não foi o que aconteceu ! 
Infelizmente, o álbum inteiro, apesar de alguns trechos mais rápidos, e com guitarras um pouco mais distorcidas, me pareceu um amontoado de choradeira desenfreada. 
Como eu disse anteriormente, o Metal já não é mais o mesmo, .... felizmente para uns, infelizmente para mim ! 
Depois da metade do álbum, onde o vocal gutural foi mesclado mais insistentemente, a audição se torna mais sacrificante. 
Nota 4,5 
Me desculpem novamente, mais sou extremamente sincero, inclusive nas notas ! 
Gosto é gosto !  

The Trooper
3
A mente do Mercante é realmente avessa à minha. Dizer que as misturebas da banda nesse álbum servem apenas para criar o ambiente das músicas e que não desvirtua sua essência que é o heavy metal é uma das MAIORES abobrinhas que eu já li.
Onde a essência desse álbum é heavy metal, Mercante? Só se for na Mercadolândia!

Eu desafio os senhores leitores a usarem um metrônomo e computarem qual a porcentagem do álbum que ultrapassa 120 bpm. Duvido que passe de 30%. "Ah, mas Black Sabbath é lento também". Uma pinoia! Duvido que chegue nesse nível, e pra comparar Sabbath com Amorphis você tem que comparar o famigerado ambiente, onde Sabbath é pesado e puxa pro horror, Amorphis é oscilante (distorção - som limpo) e depressivo.

"Ah, mas tem os vocais guturais", bela merda, o urso só aparece do lado do teclado deprê ou do pianinho sonolento. A verdade é que Amorphis é uma mistura de Mastodon com Haggard.

É claro que a banda não é ruim, os caras são bons músicos e bolam umas musiquinhas que podem até agradar, mas aqui a frase do Pentelho se aplica perfeitamente: "...mas não é metal".

Nota: \m/\m/\m/


terça-feira, 21 de abril de 2015

Unisonic - Light of Dawn

O álbum "Light of Dawn" da banda Unisonic, lançado em 2014, foi escolhido por The Magician para análise dos Metalcólatras.



Faixas: 1-Venite 2.0; 2-Your Time Has Come; 3-Exceptional; 4-For the Kingdom; 5-Not Gonna Take Anymore; 6-Night of the Long Knives; 7-Find Shelter; 8-Blood; 9-When the Deeds is Done; 10-Throne of the Down; 11-Manhunter; 12-You and I.

The Magician
Uma das manifestações mais importantes no cenário Rock/Metal de 2000 pra cá é o fenômeno dos chamados "super grupos", que são no geral, bandas que se reinventaram a partir de desmanches de outras bandas (já comentei o tema parcialmente nos posts do Megadeth e Dio), mas que adicionalmente procuraram se mesclar com ex-formações de outros grupos já consagrados perante o grande público.

Esse conceito gerou recentemente a formação de bandas como Symfonia (Matos, Tolki & Cia.), Winery Dogs (Portnoy, Kotzen & Cia.) Big Noize (S. Bach, Vinny Appice & Cia.) e Chikenfoot (S. Hagar, Satriani & Cia.), e antes disso a ideia já começava a crescer no cenário alternativo com bandas como Velvet Revolver, Audioslave, Alterbridge e Them Crooked Vultures.

Não dá pra saber se esse movimento é mais um suspiro derradeiro do gênero como um todo, ou apenas representa o reflexo da liberdade oferecida pela tecnologia no âmbito da música, que viria a permitir reuniões e gravações mais descompromissadas sem a interferência de grandes estúdios e técnicos de som.

De qualquer modo, um dos trunfos dessa tendência foi a auspiciosa reunião originada do "berço dourado" do Metal alemão oitentista, a tão sonhada aliança de Kiske e Herr Kai!

A união de duas mentes desse calibre (ou somente da guitarra de um e voz de outro) não poderia dar errado, e não deu, mas preferi escolher o segundo trabalho frente ao primeiro (que tinha um perfil muito mais Hard Rock). Quanto as atuações desses membros sêniors, são firmes como rocha, de uma sobriedade assombrosa na escolha de timbres e tons. Nada foi jogado à toa nas músicas.  

O disco "Light of Down" é equilibrado e atua em um nível bastante alto de qualidade (gostaria de sublinhar as melodias muito boas que são performadas com estruturas convincentes), além de que, o trabalho se mostra bastante inspirado sempre importando os pontos altos da longa carreira do Gamma Ray, Helloween e Iron Savior.  O core do CD é sem dúvidas Heavy Metal, com exceção apenas para as faixas "Manhunter", "Not Gonna Take Anymore" e "When the Deed is Done" que são interpretadas em pautas um pouco mais "Hard roqueiras"; e posso afirmar que fora esses momentos o trabalho inteiro é uma saborosa regressão nostálgica aos gloriosos momentos áureos do Power/Speed Metal germânico. 

Nesses memoráveis flashbacks oferecidos pelo grupo em "Light of Dawn" fui realmente cativado por todas as faixas, mas me rendi de fato à qualidade do trabalho e ao talento dos músicos quando fui atordoado pelas músicas "Night of the Long Knives" (que refrão f$%d@!!!) e "Find Shelter". Adicionalmente destaco as 4 primeiras faixas (com menção especial para "For the Kingdom", que em alguns momentos me lembrou a super épica faixa "Streets of Fire" do Place Vendome).

 Longa vida aos super grupos, principalmente quando se originarem do núcleo do Heavy Metal Germânico.

Nota 7,9 ou \m/\m/\m/\m/.

p.s: qualquer trouxa vê que o primeiro álbum dos caras é bem mais pop/hard rock: 

"...It should be noted for the record that while this is much more of a power metal album than its predecessor,..." (Metal Archives)

"...para o primeiro lançamento era bem grande [...] onde a sonoridade pendia mais para o Hard Rock do que para o Metal propriamente dito..."
"...Ao começar a audição de "Light Of Dawn" fica logo evidenciado que se trata de um registro de Power Metal..." (Wiplash)


Phantom Lord
Seguindo a linha de trabalhos do Helloween (e talvez Gamma Ray) surge Unisonic com seu segundo disco: 
 Light of Dawn traz bastante do Power metal, metal melado ou qualquer outro nome que identifique (ou tente identificar) este gênero musical... 
Mas é só isso? Com certeza não! 

O figura do Kyske após se cansar de experimentar do hard rock meloso e chorão, veio trazendo alguns de seus elementos de encontro ao heavy metal, e é claro, ao subgênero praticamente fundado pelo Helloween: o tal do power metal. Estes estilos musicais estão presentes no Unisonic, e embora eu não goste da definição "power metal", utilizo-a para evitar atritos com grande parte do povo metalhead, que num geral tende a ser cabeça dura. 
Desta união ou mescla de estilos utilizada no álbum Light of Dawn, surgem diversas músicas boas que demonstram não apenas qualidade (instrumental/vocal) como também mostram inspiração. 

Este é um ponto ainda não tocado pelos metalcólatras, talvez por ser subjetivo e altamente complexo de se interpretar. Ao meu ver, a inspiração é uma coisa QUASE aleatória de se obter, mas tem seus pré-requisitos para ser alcançada. 

 Vejamos, alguns casos onde a inspiração foi mínima ou inexistente: Como citado por Venâncio em Black Label Society - Order of the Black, é possível perceber que muitos músicos e artistas em geral, fazem seu trabalho por necessidade (ou "fazem por fazer"). A chance de um trabalho artístico ser bom quando feito por mera necessidade, é minúscula, na verdade quase inexistente, pois pelo menos um indivíduo da banda deveria ter inspiração enquanto compõe a música. Order of the Black foi criticado e tido como um álbum medíocre aqui entre os Metalcólatras, apesar de ser uma banda liderada por um ótimo guitarrista (Zakk Wylde). 
Há 2 ou 3 anos atrás, percebi uma falta de criatividade no álbum 7 Sinners do Helloween: Bons trechos de músicas, gravados individualmente, mas como um todo, não passou de um amontoado de fragmentos mal costurados, ou seja mais um frankstein da indústria da música (neste caso, um frankstein do heavy metal e seus sub gêneros). Talvez os casos mais óbvios (de inspiração mínima ou inexistente) sejam de bandas com muitos anos de estrada, que acabam lançando discos apenas para cumprir contratos... 

Por um outro lado, se buscarmos álbuns aparentemente cheios de inspiração poderíamos citar vários dos "debuts" como "Black Sabbath" de 1970, "Sirens" do Savatage (1984), "Kill em All" do Metallica (1983), "Apetitte for Destruction" do Guns n Roses (1988)... E saindo dos debuts das bandas que se tornaram famosas, temos o projeto de Tobias Sammet e seu "super grupo" Avantasia - The Metal Opera (2001), também temos o genial e atemporal "Blood of the Nations" lançado pelo Accept (em 2010) depois de uma "pausa" de 13 anos! Enfim, juntando estas peças, talvez seja possível compreender a importância (e a raridade) da inspiração em trabalhos musicais. 

Música, assim como pintura, ilustração, escultura, dança, teatro, cinema etc é arte. Não há nada de errado em querer seu ganha pão, ou bofunfa, com isso, mas todas as artes requerem inspiração e trabalho. O trabalho serve para aprimorar, refinar a execução da arte e sua qualidade. E a inspiração seria a essência, o lado mais intuitivo e ainda assim obrigatório para se "criar arte", pois se não houvesse inspiração haveria apenas o trabalho e todos sabemos que trabalho não é arte, é uma necessidade (ou um porre). 

Light of Dawn não é um debut nem um trabalho lançado após anos de inatividade da banda. Ao meu ver, a inspiração deste álbum surgiu de uma maneira mais rara, como a ideia de unir elementos que combinam entre si. Os elementos utilizados pelos integrantes do Unisonic são frutos de suas experiências musicais ao longo de suas respectivas carreiras: são os elementos do hard rock, do heavy metal e de seu sub gênero (power metal). 

Ainda que o álbum Light of Dawn possa apresentar alguns altos e baixos, o segredo de sua qualidade e inspiração foi a ideia de unir estes gêneros musicais de maneira harmoniosa, se desprendendo um pouco de rótulos únicos e de "trabalhos enlatados". A união de elementos e gêneros pode não ser presente em todas músicas, mas se mostra como uma arma secreta para se fazer músicas memoráveis e até certo ponto inovadoras. 
(É claro que se o ouvinte não gosta da maioria dos estilos musicais abordados pela banda, ele simplesmente achará o trabalho uma merda) 

1."Venite 2.0" /2."Your Time Has Come" 7,2 
3."Exceptional" 8,0
4."For the Kingdom" 7,0 
5."Not Gonna Take Anymore" 7,6 
6."Night of the Long Knives" 8,1
7."Find Shelter" 7,5
8."Blood" 6,9 
9."When the Deed Is Done" 6,7 
10."Throne of the Dawn" 8,8
11."Manhunter" 7,9 
12."You and I" 6,4 

 Nota Final: 7,6

The Trooper
3
Belíssima pedida do Magician, já tinha ouvido esse álbum uma vez mas passou batido, ter que ouvir mais uma vez foi muito bom para prestar atenção nos detalhes desse grande álbum que é 'Light of Dawn'.

Ele começa numa pegada meio 'Place Vendome' na faixa 'Your Time is Come', o que causou um certo desânimo e temor de que o trabalho viesse a descambar para a veia pop do vocalista. Mas nada disso senhores, logo em seguida vem a excepcional 'Exceptional' (desculpa, não deu pra segurar), com uma linha de baixo fantástica, esta é a melhor faixa do álbum, obra-prima.

Temos muitas músicas boas na sequência até chegar no segundo melhor ponto do cd, 'Find Shelter' (talvez a música mais 'Helloween' do álbum), e não é só, o que vem depois dela? Uma balada ... baladaaaaa? blargh ... no, no, no, essa balada deu gosto, bateu bem na parte saudosista e fez lembrar as baladas fodas do 'Helloween', como 'Why?' ou 'In the Middle of a Heartbeat', deu até vontade de levantar da cadeira no final dela e bater palmas.

'When the deed is done' deixa a peteca cair ligeiramente embora ainda seja boa, mas beleza, 'Throne Of the Dawn' dá um up novamente (esse comecinho parece que saiu da era Load do Metallica, mas acalme-se, tudo vai ficar bem).

'Manhunter' e 'You and I' fecham o álbum com uma boa qualidade mesmo sem se destacarem muito.

Considerações finais: O Helloween voltou pra valer! OK, não é Helloween, lembra bastante mas tem uma identidade própria bem forte, de qualquer maneira, obrigado ao Kiske e ao Kai Hansen por se moverem do hard rock do primeiro álbum para o metal melódico de Light of Dawn, deram uma revivida nesse estilo tão controverso e cheio de chatices e me lembraram que há muitas coisas boas nesse gênero.

Destaque para 'Exceptional', 'Find Shelter' e 'Blood'.

p.s.: Quem é o baixista? O cara tava entre duas lendas do metal e não fez feio, pelo contrário, até chamou mais a atenção que os caras várias vezes.
p.p.s.: O Kiske é um baita de um cantor, mas as vezes ele me enche o saco e eu não sei bem ao certo porquê. Mas o importante é que neste trabalho ele agradou muito mais do que me perturbou.

Nota: \m/\m/\m/\m/