terça-feira, 21 de abril de 2015

Unisonic - Light of Dawn

O álbum "Light of Dawn" da banda Unisonic, lançado em 2014, foi escolhido por The Magician para análise dos Metalcólatras.



Faixas: 1-Venite 2.0; 2-Your Time Has Come; 3-Exceptional; 4-For the Kingdom; 5-Not Gonna Take Anymore; 6-Night of the Long Knives; 7-Find Shelter; 8-Blood; 9-When the Deeds is Done; 10-Throne of the Down; 11-Manhunter; 12-You and I.

The Magician
Uma das manifestações mais importantes no cenário Rock/Metal de 2000 pra cá é o fenômeno dos chamados "super grupos", que são no geral, bandas que se reinventaram a partir de desmanches de outras bandas (já comentei o tema parcialmente nos posts do Megadeth e Dio), mas que adicionalmente procuraram se mesclar com ex-formações de outros grupos já consagrados perante o grande público.

Esse conceito gerou recentemente a formação de bandas como Symfonia (Matos, Tolki & Cia.), Winery Dogs (Portnoy, Kotzen & Cia.) Big Noize (S. Bach, Vinny Appice & Cia.) e Chikenfoot (S. Hagar, Satriani & Cia.), e antes disso a ideia já começava a crescer no cenário alternativo com bandas como Velvet Revolver, Audioslave, Alterbridge e Them Crooked Vultures.

Não dá pra saber se esse movimento é mais um suspiro derradeiro do gênero como um todo, ou apenas representa o reflexo da liberdade oferecida pela tecnologia no âmbito da música, que viria a permitir reuniões e gravações mais descompromissadas sem a interferência de grandes estúdios e técnicos de som.

De qualquer modo, um dos trunfos dessa tendência foi a auspiciosa reunião originada do "berço dourado" do Metal alemão oitentista, a tão sonhada aliança de Kiske e Herr Kai!

A união de duas mentes desse calibre (ou somente da guitarra de um e voz de outro) não poderia dar errado, e não deu, mas preferi escolher o segundo trabalho frente ao primeiro (que tinha um perfil muito mais Hard Rock). Quanto as atuações desses membros sêniors, são firmes como rocha, de uma sobriedade assombrosa na escolha de timbres e tons. Nada foi jogado à toa nas músicas.  

O disco "Light of Down" é equilibrado e atua em um nível bastante alto de qualidade (gostaria de sublinhar as melodias muito boas que são performadas com estruturas convincentes), além de que, o trabalho se mostra bastante inspirado sempre importando os pontos altos da longa carreira do Gamma Ray, Helloween e Iron Savior.  O core do CD é sem dúvidas Heavy Metal, com exceção apenas para as faixas "Manhunter", "Not Gonna Take Anymore" e "When the Deed is Done" que são interpretadas em pautas um pouco mais "Hard roqueiras"; e posso afirmar que fora esses momentos o trabalho inteiro é uma saborosa regressão nostálgica aos gloriosos momentos áureos do Power/Speed Metal germânico. 

Nesses memoráveis flashbacks oferecidos pelo grupo em "Light of Dawn" fui realmente cativado por todas as faixas, mas me rendi de fato à qualidade do trabalho e ao talento dos músicos quando fui atordoado pelas músicas "Night of the Long Knives" (que refrão f$%d@!!!) e "Find Shelter". Adicionalmente destaco as 4 primeiras faixas (com menção especial para "For the Kingdom", que em alguns momentos me lembrou a super épica faixa "Streets of Fire" do Place Vendome).

 Longa vida aos super grupos, principalmente quando se originarem do núcleo do Heavy Metal Germânico.

Nota 7,9 ou \m/\m/\m/\m/.

p.s: qualquer trouxa vê que o primeiro álbum dos caras é bem mais pop/hard rock: 

"...It should be noted for the record that while this is much more of a power metal album than its predecessor,..." (Metal Archives)

"...para o primeiro lançamento era bem grande [...] onde a sonoridade pendia mais para o Hard Rock do que para o Metal propriamente dito..."
"...Ao começar a audição de "Light Of Dawn" fica logo evidenciado que se trata de um registro de Power Metal..." (Wiplash)


Phantom Lord
Seguindo a linha de trabalhos do Helloween (e talvez Gamma Ray) surge Unisonic com seu segundo disco: 
 Light of Dawn traz bastante do Power metal, metal melado ou qualquer outro nome que identifique (ou tente identificar) este gênero musical... 
Mas é só isso? Com certeza não! 

O figura do Kyske após se cansar de experimentar do hard rock meloso e chorão, veio trazendo alguns de seus elementos de encontro ao heavy metal, e é claro, ao subgênero praticamente fundado pelo Helloween: o tal do power metal. Estes estilos musicais estão presentes no Unisonic, e embora eu não goste da definição "power metal", utilizo-a para evitar atritos com grande parte do povo metalhead, que num geral tende a ser cabeça dura. 
Desta união ou mescla de estilos utilizada no álbum Light of Dawn, surgem diversas músicas boas que demonstram não apenas qualidade (instrumental/vocal) como também mostram inspiração. 

Este é um ponto ainda não tocado pelos metalcólatras, talvez por ser subjetivo e altamente complexo de se interpretar. Ao meu ver, a inspiração é uma coisa QUASE aleatória de se obter, mas tem seus pré-requisitos para ser alcançada. 

 Vejamos, alguns casos onde a inspiração foi mínima ou inexistente: Como citado por Venâncio em Black Label Society - Order of the Black, é possível perceber que muitos músicos e artistas em geral, fazem seu trabalho por necessidade (ou "fazem por fazer"). A chance de um trabalho artístico ser bom quando feito por mera necessidade, é minúscula, na verdade quase inexistente, pois pelo menos um indivíduo da banda deveria ter inspiração enquanto compõe a música. Order of the Black foi criticado e tido como um álbum medíocre aqui entre os Metalcólatras, apesar de ser uma banda liderada por um ótimo guitarrista (Zakk Wylde). 
Há 2 ou 3 anos atrás, percebi uma falta de criatividade no álbum 7 Sinners do Helloween: Bons trechos de músicas, gravados individualmente, mas como um todo, não passou de um amontoado de fragmentos mal costurados, ou seja mais um frankstein da indústria da música (neste caso, um frankstein do heavy metal e seus sub gêneros). Talvez os casos mais óbvios (de inspiração mínima ou inexistente) sejam de bandas com muitos anos de estrada, que acabam lançando discos apenas para cumprir contratos... 

Por um outro lado, se buscarmos álbuns aparentemente cheios de inspiração poderíamos citar vários dos "debuts" como "Black Sabbath" de 1970, "Sirens" do Savatage (1984), "Kill em All" do Metallica (1983), "Apetitte for Destruction" do Guns n Roses (1988)... E saindo dos debuts das bandas que se tornaram famosas, temos o projeto de Tobias Sammet e seu "super grupo" Avantasia - The Metal Opera (2001), também temos o genial e atemporal "Blood of the Nations" lançado pelo Accept (em 2010) depois de uma "pausa" de 13 anos! Enfim, juntando estas peças, talvez seja possível compreender a importância (e a raridade) da inspiração em trabalhos musicais. 

Música, assim como pintura, ilustração, escultura, dança, teatro, cinema etc é arte. Não há nada de errado em querer seu ganha pão, ou bofunfa, com isso, mas todas as artes requerem inspiração e trabalho. O trabalho serve para aprimorar, refinar a execução da arte e sua qualidade. E a inspiração seria a essência, o lado mais intuitivo e ainda assim obrigatório para se "criar arte", pois se não houvesse inspiração haveria apenas o trabalho e todos sabemos que trabalho não é arte, é uma necessidade (ou um porre). 

Light of Dawn não é um debut nem um trabalho lançado após anos de inatividade da banda. Ao meu ver, a inspiração deste álbum surgiu de uma maneira mais rara, como a ideia de unir elementos que combinam entre si. Os elementos utilizados pelos integrantes do Unisonic são frutos de suas experiências musicais ao longo de suas respectivas carreiras: são os elementos do hard rock, do heavy metal e de seu sub gênero (power metal). 

Ainda que o álbum Light of Dawn possa apresentar alguns altos e baixos, o segredo de sua qualidade e inspiração foi a ideia de unir estes gêneros musicais de maneira harmoniosa, se desprendendo um pouco de rótulos únicos e de "trabalhos enlatados". A união de elementos e gêneros pode não ser presente em todas músicas, mas se mostra como uma arma secreta para se fazer músicas memoráveis e até certo ponto inovadoras. 
(É claro que se o ouvinte não gosta da maioria dos estilos musicais abordados pela banda, ele simplesmente achará o trabalho uma merda) 

1."Venite 2.0" /2."Your Time Has Come" 7,2 
3."Exceptional" 8,0
4."For the Kingdom" 7,0 
5."Not Gonna Take Anymore" 7,6 
6."Night of the Long Knives" 8,1
7."Find Shelter" 7,5
8."Blood" 6,9 
9."When the Deed Is Done" 6,7 
10."Throne of the Dawn" 8,8
11."Manhunter" 7,9 
12."You and I" 6,4 

 Nota Final: 7,6

The Trooper
3
Belíssima pedida do Magician, já tinha ouvido esse álbum uma vez mas passou batido, ter que ouvir mais uma vez foi muito bom para prestar atenção nos detalhes desse grande álbum que é 'Light of Dawn'.

Ele começa numa pegada meio 'Place Vendome' na faixa 'Your Time is Come', o que causou um certo desânimo e temor de que o trabalho viesse a descambar para a veia pop do vocalista. Mas nada disso senhores, logo em seguida vem a excepcional 'Exceptional' (desculpa, não deu pra segurar), com uma linha de baixo fantástica, esta é a melhor faixa do álbum, obra-prima.

Temos muitas músicas boas na sequência até chegar no segundo melhor ponto do cd, 'Find Shelter' (talvez a música mais 'Helloween' do álbum), e não é só, o que vem depois dela? Uma balada ... baladaaaaa? blargh ... no, no, no, essa balada deu gosto, bateu bem na parte saudosista e fez lembrar as baladas fodas do 'Helloween', como 'Why?' ou 'In the Middle of a Heartbeat', deu até vontade de levantar da cadeira no final dela e bater palmas.

'When the deed is done' deixa a peteca cair ligeiramente embora ainda seja boa, mas beleza, 'Throne Of the Dawn' dá um up novamente (esse comecinho parece que saiu da era Load do Metallica, mas acalme-se, tudo vai ficar bem).

'Manhunter' e 'You and I' fecham o álbum com uma boa qualidade mesmo sem se destacarem muito.

Considerações finais: O Helloween voltou pra valer! OK, não é Helloween, lembra bastante mas tem uma identidade própria bem forte, de qualquer maneira, obrigado ao Kiske e ao Kai Hansen por se moverem do hard rock do primeiro álbum para o metal melódico de Light of Dawn, deram uma revivida nesse estilo tão controverso e cheio de chatices e me lembraram que há muitas coisas boas nesse gênero.

Destaque para 'Exceptional', 'Find Shelter' e 'Blood'.

p.s.: Quem é o baixista? O cara tava entre duas lendas do metal e não fez feio, pelo contrário, até chamou mais a atenção que os caras várias vezes.
p.p.s.: O Kiske é um baita de um cantor, mas as vezes ele me enche o saco e eu não sei bem ao certo porquê. Mas o importante é que neste trabalho ele agradou muito mais do que me perturbou.

Nota: \m/\m/\m/\m/


segunda-feira, 6 de abril de 2015

Saxon - Inner Sanctum

O álbum The Inner Sanctum, lançado pelo Saxon em 2007, foi escolhido por The Trooper para análise.

Faixas: 01-State of Grace; 02-Need for Speed; 03-Let me Feel Your Power; 04-Red Star Falling; 05-I've Got to Rock; 06-If I was You; 07-Going Nowhere Fast; 08-Ashes to Ashes; 09-Empire Rising; 10-Atila the Hun.


Phantom Lord
Depois de anos, Saxon volta ao blog com um de seus discos mais acelerados e pesados. 
 Se analisarmos a discografia do Saxon, veremos que esta banda passou por 3 fases durante sua extensa carreira: A 1ª fase era constituída por um hard rock rústico vagamente "metalizado", talvez flutuando entre Motorhead e Iron Maiden; A 2ª fase era predominantemente farofa: Hard/Glam rock que durou do meio dos anos 80 até o início dos anos 90; Por fim, na 3ª fase o Saxon foi gradualmente adentrando o heavy metal. Desta fase, não ouvi os discos pós Inner Sanctum, mas imagino que eles tenham continuado no estilo "heavy". 
Conheci o Inner Sanctum por volta de 2008, enquanto vasculhava a discografia do Saxon e confesso que eu estava exausto por causa do elevado número de álbuns e por causa da rara inovação existente nas músicas desta banda britânica. Mas o Inner Sanctum foi uma boa surpresa: Possivelmente o melhor álbum da banda depois do Dogs of War. Em Inner Sanctum a banda se mostrou focada no heavy metal (talvez exceto pela faixa 5 - I`ve Got to Rock, que pende para o Rock n Roll/Hard Rock), refinando sutilmente suas músicas em relação aos seus álbuns anteriores, como Metalhead, Lionheart e alguns outros... 

Enfim, não existem muitos altos e baixos neste álbum, embora State of Grace e a introdução de Atila the Hun sejam chamativas... 
... Deixarei esta avaliação assim: 

 "State of Grace" 7,6 
 "Need for Speed" 7,2 
"Let Me Feel Your Power" 8,0 
"Red Star Falling" 6,8 
"I've Got to Rock (To Stay Alive)" 7,0 
"If I Was You" (Album Version) 7,4 
"Going Nowhere Fast" 7,8 
"Ashes to Ashes" 6,9 
"Empire Rising / "Atila The Hun" 7,2 

Modificador:




 Nota Final: 7,5

The Trooper
3Para fechar minhas postagens regulares com chave de ouro, 'Inner Sanctum' é uma boa pedida.

O álbum abre com 'State of Grace', que não é a música mais pesada do universo, nem a mais rápida, mas é muito boa mesmo. E os caras não perdem a pegada, continuam em uma sequência de músicas muito boas, até as mais lentas chamam a atenção pela melodia.

'Inner Sanctum' é mais pesado do que 'Dogs of War', e provavelmente este seja o motivo de eu ter gostado mais deste álbum do que o anterior, mas ele ainda mantém uma pegada hard rock que é mais clara em algumas faixas (como 'I've Got to Rock').

Enfim, é um trabalho muito equilibrado que mantém o nível alto durante toda a sua execução e fecha de maneira fenomenal com a estupenda 'Atila the Hun'.

Destaque para 'State of Grace', 'Need for Speed' e 'Atila the Hun'.

Nota: \m/\m/\m/\m/



Hellraiser
3O Saxon foi uma das primeiras bandas a eu ter um LP, nesse caso o fabuloso Crusader, e também a ver um vídeo clipe na TV, da musica Power and Glory,..... agora, como o Phantom citou, ...o Saxon de fato tem 3 fases na extensa carreira, .... a primeira que é a clássica, onde faziam o clássico Heavy Metal comum em varias outras bandas da NWOBHM, depois caiu pra Hard Rock ( o qual não me interesso ) e depois retornou com um Heavy Metal mais pesado e um pouco mais moderno. 
Eu sinceramente tenho o Crusader e o Dogs of War como meus álbuns preferidos, porem adoro os 03 ultimos álbuns ( Into the Labyrinth, Call to Arms e Sacrifice ), gosto dos primeiros albuns da banda, e gosto muito também deste álbum em questão. 
Já de volta na linha do Heavy Metal o Inner Sanctum tem composições bem legais como Need for Speed, Let me Feel Your Power, e a excelente Atila the Hun, porem o restante das faixas mantem um certo nível, sem deixar a peteca cair, mas  também sem outro ponto mais alto, ...acho um album bem reto, sem muitos altos e baixos, o que as vezes acaba não chamando tanto a atenção.
Destaque tambem para a mais Rock n Roll do álbum, a Ive Got to Rock. 
Sem muitas delongas afirmo se tratar de um bom álbum da banda na minha opinião. 
E sendo assim escolho a Nota 6,9 para classifica-lo.

The Magician
Me surpreendeu a terceira postagem do Saxon em nosso blog Metaleiro, que dentre outras idiotices tem a mania de tachar algumas bandas como "genéricas" e que injustamente acabou anteriormente apontando o Saxon (eu sei... #vergonha alheia) como um desses grupos.

As bandas que tiveram 3 postagens ou mais aqui no blog são reconhecidamente grupos de relativa influência e quase total unanimidade entre os bangers comuns (Metallica, Manowar, Maiden, Megadeth, Sabbath, Judas e Blind são exemplos), e acho bastante justa a "promoção" do Saxon para esse seleto time. Isso sem falar naqueles elogios de sempre que devem ser citados, como: a importância da banda na influência pro cenário como um todo, o seu tempo de estrada de mais de 35 anos, o vigor dos caras que lançam álbuns ano sim/ano não..... e ainda por cima o do fato do vocalista Peter Byford parecer um personagem "pressão" de mangá (lembra o Sephiroth/FFVII e Magus/Chrono Trigger).

Fora esta resenha introdutória sobre a banda clássica inglesa e sobre um breve histórico das postagens dos Metalcólatras, sobra a análise do muito bom e surpreendente "Inner Sanctum".

Surpreendente por causa que eu particularmente tinha uma expectativa mais baixa para a sonoridade geral, que apresenta maior intensidade do que (por exemplo) "Metalhead" durante todo seu decorrer. Aliás uma intensidade constante e bem diluída que não deixa margem para minha famosa reclamação sobre o "miolo de pão" que grandes bandas costumam colocar nos seus materiais mais recentes (i.e. músicas e sons reciclados de sua longa carreira, sem liga ou simples em demasia, que servem apenas pra preencher alguns espaços dos discos).

O CD avança do degrau "bom" para o "muito bom" na medida que entrega construções de estruturas sonoras cativantes, sem grande virtuosismos é verdade, mas muito inteligentes e arrebatadoras. Dessas criativas criações dos músicos do Saxon posso citar várias partes: a melodia principal de "Red Star Falling" com sua interpretação atmosférica e refrão memorável, o ótimo solo/base de solo de "If I Was You", as "grudentas" guitarras de verso de "State of Grace" que desembocam em um bridge empolgante e em seguida num refrão seco e direto, a porradaria que cerca o bridge/refrão melódico de "Let Me Feel Your Power" e seu ótimo interlúdio ou a intensidade integral de "Atila de Hun".

Em suma, o trabalho dos caras em "The Inner Sanctum" mais do que apenas me convenceu, por vezes me empolgou a ponto de matar minha sede de escutar um ótimo disco de Heavy Metal básico, sem a contaminação de nenhum sub gênero. Foi uma grande satisfação.

Destaque para "State of Grace", "Let Me Feel Your Power", "Ashes to Ashes" e para a excelente "Red Star Falling"; 
nota 7,4 ou \m/\m/\m/\m/. 

Ah... e sim, esse disco é melhor que "Dogs of War"!


quarta-feira, 1 de abril de 2015

Pantera - Power Metal

O álbum Power Metal lançado pelo Pantera em 1988 foi escolhido como postagem do dia da mentira.


Phantom Lord
Aqui está mais um caso das mentiras que orbitam o heavy metal. 
Ao bater o olho na capa do disco Power Metal do Pantera, a primeira coisa que qualquer headbanger vai pensar é: Isso não é power metal... é Glam! Soma-se a esta capa patética, os boatos sobre os trabalhos pré-Cowboys From Hell do Pantera, e qualquer "roqueiro ou metaleiro" vai esperar só farofa deste disco. 

Porém a realidade não é bem assim: 
A produção ainda é consideravelmente oitentista, o que pode remeter ao Hard / Glam Rock de tal época, mas a sonoridade das músicas em geral é em sua maioria composta por porradas do Heavy Metal. Não faltam bons riffs e solos de heavy metal pelo álbum Power Metal, então o que este trabalho tem de Hard e/ou Glam? Talvez o visual da banda, da capa do disco... e algumas letras. Só. 
O resto é puro heavy metal, mas mesmo assim este álbum faz parte do suposto "passado vergonhoso" do Pantera... 

 Assim podemos deduzir que a maioria das pessoas (neste caso, os headbangers) formaram sua opinião através da imagem (visual da banda) e informações rasas e/ou falsas (em geral, fofocas de troozões)... 
 Particularmente gostei do álbum "Power Metal" de um modo geral e achei que os momentos mais hard rock do álbum são sutis e insignificantes... Este caso é o contrário do que aconteceu com o Def Leppard que era classificado de Heavy Metal por alguns críticos nos anos 80... Power metal foi julgado como farofa pelos "headbangers" provavelmente por causa da aparência da banda na época de seu lançamento. 
Na verdade tivemos discos obviamente e notoriamente mais farofas do que este aqui no blog... Basta escutar o Trash do Alice Cooper, ou até mesmo o Show-ya e quem sabe o Chameleon do Helloween... 

 6,9 "Rock the World" 
 7,5 "Power Metal" 
 6,8 "We'll Meet Again" 
 7,2 "Over and Out" 
 7 "Proud to Be Loud" 
 7 "Down Below" 
 7,6 "Death Trap" 
 7 "Hard Ride" 
 7,2 "Burnnn!" 
 6,9 "P*S*T*88" 

 Nota Final: 7,2 


Hellraiser
3Concordo com meu amigo Phantom. 
Esse álbum foi muito bem postado no dia da mentira ! 
E por varias razões : 
1 - Quem conhece apenas a fase Groove ( e mais comercial ) da banda, ao escutar esse álbum pela primeira vez, deve pensar mais ou menos assim : MAS QUE PORRA É ESTA ??? rsrsrs, e é bem capaz de jogar o álbum no meio da rua, 
2 - porem uma grande massa rockeira intitula esta fase da banda como GLAM, o que de fato pode ser até aceito pelo visual oncinha e de cabelos arrepiados e coloridos dos membros da banda, porem com excessão dos trabalhos anteriores, este álbum, o Power Metal, 
3 - ( tai mais uma mentira, ele não tem nada a ver com o gênero musical de mesmo nome ) é bem um álbum de Heavy Metal oitentista, tem alguns excessos mais Hards como as faixas Hard Ride e Well Meet Again, porem no geral é puro Heavy Metal, e as faixas Burnnn, Death Trap, Over and Out e Down Below entre as outras, não deixa duvida nenhuma disso. 
Não nego que sempre preferi a brutalidade vinda de álbuns como Vulgar Display of Power e Far Beyond Driven, mas esse álbum em questão nunca pode ser desprezado por curtidores da musica pesada. 
E nem mesmo ser classificado por sua capa ou por boatos.
Nota 6,5

sábado, 21 de março de 2015

Tarot - Crows Fly Black

O álbum Crows Fly Black lançado pela banda Tarot em 2006 foi escolhido por Phantom Lord para análise.

Phantom Lord
Eu acredito que existe uma capacidade limitada de repertório na mente de cada ser humano e isto vale para praticamente todo assunto, incluindo música. Obviamente a capacidade varia muito entre cada indivíduo mas eu estou "re alcançando" meu limite no quesito música. Existem períodos de expansão da capacidade de absorver conteúdo (musical neste caso), mas após o fim de cada um desses períodos... Voltamos a escutar álbuns velhos! 

"X" meses atrás, Metal Mercante afirmou algo sobre a preferência das pessoas ouvir sons/músicas repetidas... E também disse algo sobre estações de rádio induzirem tal comportamento nas pessoas... Talvez o limite de absorção de informação (cultural, musical etc) esteja interligado com a acomodação... ou a inércia de comportamento. 

 Eu tive 3 períodos principais de expansão de meu "repertório roqueiro-metaleiro": No final dos anos 90, fui bombardeado por colegas (principalmente pelo Mercante) com diversos cds emprestados, em sua maioria dos gêneros melódicos/power metal. Entre 2002 e 2005 expandi meus horizontes em direção às origens do metal, abastecido por programações de rádio e "bares de rock". De 2006 a 2012 foi a vez de caçar discos pela internet, ainda relativamente preso ao tal mainstream do rock/metal... E por fim incrementei um pouco meu repertório com páginas de suposto "metal independente" apresentadas a mim pelo Hellraiser em 2014. 
 Porque toda esta enrolação? Ora bolas, porque estou voltando ao passado e encontrando bons discos dos quais eu mal me lembrava: Se não me engano conheci Crows Fly Black do Tarot, via Julião, há muitos anos atrás em um "programa de índio" no estacionamento de um hiper mercado. "Re-encontrei" este álbum num site indicado pelo Hellraiser há uns meses atrás, então decidi escutá-lo novamente... E achei bom... Melhor do que eu imaginava. 
Aparentemente Crows Fly Black conseguiu se desvincular da maioria dos gêneros do heavy metal conhecidos sendo nitidamente inovador com características próprias marcantes (vocais, teclados, distorções das guitarras, produção, praticamente tudo soa único) Poucas bandas conseguiram forjar uma identidade forte como O Tarot conseguiu neste álbum... É claro talvez eu não conheça o suficiente, talvez existam algumas bandas com características bem similares ao Tarot em seu álbum CFB... Mas o fato é que se passaram quase 10 anos desde que ouvi este álbum pela primeira vez e eu continuo percebendo suas características únicas. 
A qualidade dos vocais e instrumentos são boas e embora eu não tenha encontrado um grande destaque em CFB, também não encontrei pontos fracos. 

1. Crows Fly Back 7 
2. Traitor 7,3 
3. Ashes to the Stars 7,6 
4. Messenger of Gods 7,8 
5. Before the Skies Come Down 7 
6. Tides 6,9 
7. Bleeding Dust 7,8 
8. You 7,8 
9. Howl 6,8 
10. Grey 7,5 

 Nota Final: 7,4


The Magician
Quando olhei para esta capa bibinha e constatei o local de origem da banda (Finlândia) confesso que torci o nariz e fiquei meio preocupado (me veio a mente coisas como Avatar e Wintersun), mas depois disso sabendo que o âncora da banda era Marco Hietala - o mesmo da dupla caipira Marco e Tarja - minha impressão já começava a mudar mesmo sabendo que a banda Tarot já vinha de antes dos anos 90.

Porém quando começou a rolar o som no meu Mídia Player todas as especulações e impressões iniciais ficaram para trás... ainda bem. 

O disco tem aquele tempero de sonoridade "down", quando no recheio de grande parte dos versos ele usa aquela já conhecida fórmula da camada aberta dos teclados que ficam zunindo por trás dos demais instrumentos "pintando" a atmosfera das músicas com cores soturnas. É óbvio que para isso funcionar o som das bobinas elétricas dos captadores são retroalimentados umas 500.000 vezes com distorções ultra pesadas. Além disso o conjunto sonoro conta com um contra baixo saliente e bastante presente que colabora com mais uns 50kg de peso em cada faixa.

Tive também a impressão de escutar algumas passagens com uma pegada mais moderna, motivadas seja pelas distorções sintéticas, pelos grooves rachados (bastante perceptível em "howl!") ou por alguns backing vocals mais sincopados; no fim nada que tenha desviado o álbum de suas características principais.

Duas características que em minha opinião mantém esse álbum em um alto nível são as linhas melódicas bastante criativas (sempre a criatividade...) e aderentes, e a atuação dos vocais, que embora não seja o mais técnico que se possa escutar, primam por uma interpretação firme e sem muitos falsetes. Tem um perfil um pouco fanhoso as vezes, é verdade, e acredito que até por isso acaba dando bastante espaço para as guitarras protagonizarem. Em outras palavras, bastante sóbrio o trabalho do vocalista.   

Isso resume minhas boas impressões sobre o trabalho, mas gostaria apenas de adicionar um adendo sobre os comentários de meu amiguinho Phantom que falam sobre a "inovação" e desprendimento aos genêros do Crows Fly Black. 

Isso é Power Metal, e dessa fonte que o Tarot bebeu muitas outras bandas beberam, como Kamelot, Nightmare e Pyramaze, isso só pra citar algumas que desfilaram pelo nosso blog. Particularmente até acho que a presença contínua das linhas disfarçadas dos teclados poderiam contribuir para uma outra nomenclatura desse gênero, algo como "Power Metal Hipocondríaco" talvez... mas ainda Power Metal. Ademais, quando escuto esses trabalhos eles imediatamente remetem ao pesado, nefasto e referencial "The Chemical Wedding" de 98, esse sim Heavy Metal na veia.
  
Destaques para as boas "Crow Fly Black", "Traitor" e "Messenger of Gods" e para a ótima "Ashes to the Stars".

Nota 7,5 ou \m/\m/\m/\m/.

Metal Mercante

Uma surpresa esse álbum aqui no blog, principalmente postado pelo nosso amigo Phantom...

Eu faço meus reviews desordenadamente, mas vale mencionar que (se não me engano) temos 4 bandas diferentes da Finlândia no blog: Tarot, Nightwish, Amorphis e Battle Beast. O que é um belo número considerando que a terra da Nokia tem ¼ da população de São Paulo.

Mais especificamente Tarot é a banda que só apareceu no meu radar por conta do Nightwish que se deu conta lá no começo dos anos 2000 que a galera estava ficando com o saco cheio dessas bandas carregadas com tecladinhos e uma soprano miando no microfone e resolveu dar uma misturada nas coisas lançando o Century Child em 2002 que continha alguns duetos de vozes com Marco Hietala e realmente me surpreendeu. Músicas como Phantom of the Opera estão entre as melhores já gravadas pelo Nightwish.

Aproveitando a inércia do sucesso, Marco que já tinha sua bandinha Tarot lançou em 2006 “Crows fly back” que na época me deixou bem feliz...por algum tempo...E ele foi esquecido...

...Agora, alguns anos depois com o post do Phantom voltei a escutar esse álbum e minha opinião é de que no geral é um álbum “meh!”...Ele não tem defeitos, eu gosto bastante do vocal, mas falha em empolgar...

“Ashes to the Stars” é ponto fora da curva nesse álbum, o resto meio que segue uma fórmula batida e básica demais pro meu gosto...

Nota: 6.5 

The Trooper
3
Chatão ... bem chatão ... se a voz do vocalista condiz com sua personalidade, ele também deve ser um baita de um chato, como seu trabalho.

Dizer que é ruim é forçar a barra, o álbum até engana no começo, você pensa 'ei, riffs pesados e bacanas com uma linha de baixo muito legal, o teclado tá bem discreto, não deve estragar o álbum'. É, ele não chega a estragar, mas o excesso de trechos lentos (e até faixas lentas) estragam.

O vocalista também não ajuda, quando ele canta gritando até que escapa, mas nos trechos lentos ele é quase tão chato quanto o vocalista do Sonata.

Eu ia comparar este trabalho com o Black Halo, mas a verdade é que Crows Fly Black está um pouco abaixo, pois além da falta de mojo do vocalista, tem mais trechos lentos e maçantes.

Meu destaque vai para Traitor, a única música realmente legal.

Nota: \m/\m/\m/


sábado, 7 de março de 2015

Angelus Apatrida - The Call

O álbum The Call lançado em 2012 pela banda Angelus Apatrida foi escolhido por Hellraiser para análise.


Track list :
1. You Are Next
2. At the Gates of Hell
3. Violent Dawn
4. It's Rising!
5. Blood on the Snow
6. Killer Instinct
7. The Hope Is Gone
8. Fresh Pleasure
9. Still Corrupt
10. Reborn  

Hellraiser
3E olha eu de volta aqui ! 
E pra importunar novamente os ouvidos mais sensíveis de alguns amigos metalcolatras !! 
E dessa vez o que trago, depois de vários pedidos da oposição ?? 
Thrash Metal !!!!! 
Porem, ATUAL, NOVO, DA NOVA SAFRA, MODERNO, DOS ANOS 2000 !! 
E logo com uma banda que vem de um país até muito pouco tempo atraz sem muita expressão no mundo do Metal, a Espanha ! 
A banda em si, o Angelus Apatrida, é uma das que mais gosto atualmente. 
A banda destila um Thrash Metal com pegada oitentista, mas com uma certa cara moderna, ...com uma ótima produção e uma qualidade musical incontestavel. 
Um Thrash muito bem trabalhado, alternando velocidade com cadência, e sempre com muito peso. 
Fora os músicos extremamente afiadíssimos, e com destaque para o incansável batera da banda. 
O álbum abre como um álbum de Thrash deve abrir, porrada na orelha, uma verdadeira paulada com You Are Next, uma pancadaria digna de abertura, já mostrando a competência da banda ! 
Segue as pancadas com At the Gates of Hell e Violent Dawn ! 
It´s Rising, a proxima, é um dos destaques do album. 
Mais pancadaria muito bem trabalhada na orelha com Blood on the Snow e Killer Instinct. 
A faixa – The Hope is Gone é uma de minhas favoritas do album, um trabalho maravilhoso de alternância de velocidade e cadência ( o refrão desta musica é maravilhoso ), e da-lhe bumbos !!!! 
Flesh Pleasure na sequência, mantendo o mesmo nivel até agora, talvez a musica que menos chama a atenção, mas sem ser fraca. 
Still Corrupt é outra pancada, ...porem ela é mais legal na versão do disco anterior, o Give Em War. 
Não sei informar porque tinha esta versão neste álbum também, e ainda com outra letra. 
No outro álbum ela se chama Corruption ! 
E pra fechar esse álbum, na minha opinião, talvez a musica mais trabalhada deste álbum. Reborn é uma faixa e tanto, pesada, com linhas de guitarra muito boas, e mais um refrão animal ! 
Meus destaques deste álbum são as faixas The Hope is Gone e Reborn, porem o álbum todo é uma pancadaria com muita qualidade e criatividade. 
Nota 8,5 


Phantom Lord
Conheci o trabalho da banda Angelus Apatrida numa página da net apresentada por Hellraiser, meses atrás. Embora o trabalho seja predominantemente dominado pelo thrash metal "sobre-acelerado", a banda espanhola criou uma sonoridade "suja" mas de alta qualidade. 
Repleto de pedradas e com algumas doses de virtuosidade, The Call traz poucos momentos para o ouvinte "respirar"... talvez apenas breves momentos desacelarados em Reborn... 
O problema da maioria dos álbuns que se prendem ao sub gênero thrash é que dificilmente eles apresentam inovações nítidas e ainda possuem algumas características limitadas como os vocais, melodia etc. Mas estas características jamais incomodariam fãs do thrash metal e sub gêneros similares... Como meu gênero musical favorito é o heavy metal (tradicional, original, oldschool ou qualquer outra definição inútil), em minha opinião o álbum The Call é muito bom... dentro das limitações criadas ou escolhidas pela própria banda... 

Como observação final... Tive a impressão que este é um daqueles álbuns que ficam mais interessantes quando ouvimos em um volume bem alto e com um pouco de alcóol no sangue... Isto também acontece com várias músicas de bandas que apresentam sonoridade mais simples: Motorhead, Saxon, AC DC etc... 

1. You Are Next 6,1 
2. At the Gates of Hell 7 
3. Violent Dawn 6,6 
4. It's Rising! 7,5 
5. Blood on the Snow 7,3 
6. Killer Instinct 7 
7. The Hope Is Gone 7,1 
8. Fresh Pleasure 6,8 
9. Still Corrupt 7,5 
10. Reborn 7,8 

 Nota Final: 7,1


The Magician
A vibe desse CD é realmente incrível, tem um nível de intensidade muito alto com consistência, o que é surpreendente nos dias atuais.

A proposta é clara, cacetada atrás de cacetada e sem sossego para a criançada. As sequências nervosas destacam principalmente as partes gravadas nas baquetas (e pedais... e que pedais!) e o ótimo entrosamento das guitarras com essa condução maluca. 

Além disso pode-se dizer que os guitarristas trabalharam bem nos duetos e nos riffs de conexão, que chamam bastante atenção nas inversões das músicas, porém os solos não conseguiram me surpreender; são competentes e apresentam algumas características clássicas nas composições de trash (como interpretação em diferentes andamentos e apresentação de compassos "convulsivos") mas se mostram insistentes em atuar numa tessitura limitada.

A produção que compila todo o trabalho é ótima, nada ficou pra trás e acima de tudo ela garantiu as linhas equalizadas de forma coerente em todas as faixas (talvez o baixista tenha sido um pouco ofuscado, mas é normal até certo ponto, principalmente se considerarmos que as guitarras atuam com frases gêmeas quase em tempo integral e com boas doses de distorções pesadas).

O conjunto todo de composições é aderente e firme, normalmente te levam para o clima de um violento moshpit, mas durante toda a execução me deram esperança de encontrar uma sonzeira acima da média, o que infelizmente não aconteceu... 

Os caras estão de parabéns, pois dentro da proposta dada de porradaria consistente eles atingiram o objetivo, pena que no terreno trash seja realmente muito difícil imortalizar um clássico!

Destaque para Blood on the Snow. Não tem música ruim, mas "Reborn" é muito moderninha para o meu gosto.

Nota 7,1 ou \m/\m/\m/\m/.





   
The Trooper
3
Os espanhóis do Angelus Apatrida fizeram um trabalho competente dentro do estilo thrash metal neste álbum, mas nada além disso. O álbum está recheado de riffs com distorção apropriada e até certo grau de criatividade, solos de guitarra bem trabalhados e uma batida bem monstrinha do baterista, entretanto ele falha em entregar uma música marcante. 

Não há uma evolução de riffs que impressione, que marque uma música com uma característica própria, no fim o álbum inteiro parece uma faixa só. Enfim, com este trabalho o Angelus Apatrida aparenta ser uma banda pra se banguear bêbado no show.

A música mais diferente acaba sendo 'Reborn' (a última faixa), e é por causa da sua pegada System of a Down.

É um álbum para deixar fazendo uma barulheira legalzinha enquanto você faz outra coisa. É difícil destacar uma faixa, talvez 'The Hope Is Gone'.

Nota: \m/\m/\m/


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Battle Beast - Unholy Savior


O álbum "Unholy Savior" lançado pela banda Battle Beast em 2015, foi escolhido pelo MetalMercante para análise dos Metalcólatras.



  1. "Lionheart"   4:53
2. "Unholy Savior"   5:36
3. "I Want the World... and Everything in It"   4:37
4. "Madness"   4:01
5. "Sea of Dreams"   5:01
6. "Speed and Danger"   4:38
7. "Touch in the Night"   4:27
8. "The Black Swordsman"   1:15
9. "Hero's Quest"   2:30
10. "Far Far Away"   3:46
11. "Angel Cry"   3:33
12. "Push it to the limit" (bônus)
13. "Wild Child" (bônus)



Phantom Lord
De início o Battle Beast traz um Heavy Metal espadificado, ou seja, com presença de características power metal, porém com vocais femininos. Um fator batido e um detalhe raro ou inovador. Outros elementos perceptíveis nos primeiros momentos foram: O uso dos teclados, backvocals, letras "clichê-like"... ah nada inovador, então vamos às músicas: 
 As faixas 1 e 2 são boas, sendo que a primeira (Lionheart) seria um destaque, ou ao menos, mais interessante, se tivesse teclados mais discretos ou talvez, se não tivesse teclados. Tanto o instrumental como o vocal se mostram muito bons em diversos trechos... 
A faixa 3 que parecia ir bem, descamba para algo meio eletrônico quando surge o vocal grunhido, momentos definitivamente esdrúxulos deste álbum em minha opinião. 
A faixa 4 (Madness) segue numa pegada similar às duas primeiras músicas deste álbum... 
 Sea of Dreams começa como uma trilha sonora de Donkey Kong... Depois assume um estilo mais canção de ninar, e quando as guitarras surgem no ritmo baladinha, já se foi 70% da música... 
Daí vem Speed and Danger mostrando similaridades com Metal Militia e com alguma música do Manowar, mas os vocais e backvocals cagam em determinados trechos novamente "speed an danger, speed and danger"... Pqp... e... o que é esse teclado de festinha no meio de um quase-thrash metal?? Que mistureba é essa, molecada? 
 Aah... e... que porra é essa?? Vocês estão de zueirinha né? Falando em mistureba, surge Touch in the Night, um disco-soundtrack-power-pop-rock. Alguém explica isso ae!! ..
O álbum segue com mais algumas experimentações pós-modernosas repleta de tecladinhos em Hero Quest... 
 Então Far Far Away, surge parecendo 2 Minutes for Midnight e segue num ritmo metal básico comercial, exceto pelos trechos onde soa mais pop... 
 Enfim, Unholy Savior de início pode parecer mais um álbum power metal pós 2000, com vocais e instrumental de qualidade (alto potencial) em diversos trechos, mas a banda experimenta além do necessário bombardeando o ouvinte com meteoritos pops e eletrônicos... Em meio ao caos deste álbum, eu acabei prestando bastante atenção na sonoridade, pois tive dificuldade em cair na sonolência, exceto na última faixa que é "full-ballad"... 

 1. "Lionheart" 7 
2. "Unholy Savior" 6,6 
3. "I Want the World... and Everything in It" 5,7 
4. "Madness" 7 
5. "Sea of Dreams" 5,8 
 6. "Speed and Danger" 5,2 
 7. "Touch in the Night" 3,9 
 8. "The Black Swordsman" / 9. "Hero's Quest" 5,1 
10. "Far Far Away" 6,7 
 11. "Angel Cry" 5,9 . 

 Nota Final: 5,8 

The Magician
Bom, quem leu minha resenha do Elvenking postada no ano passado pode me cobrar coerência sobre a utilização de alguns recursos parecidos nesse curioso álbum do Battle Beast, que foi indicado pelo mesmo crítico "true metal" aqui do nosso blog, nosso querido Metal Mercante.

De fato, o disco em questão carrega algumas daquelas características que impulsionaram minhas críticas quanto ao Heavy Metal de hoje aceitar qualquer tipo de merda sob o disfarce do bumbo duplo, ou principalmente sobre o Metal "agregar" alguns pontos da música pop, particularmente aqueles que fornecem aderência ao trabalho. E neste aspecto, sem dúvidas a banda é muito menos discreta em revelar esse tipo de influência na sua música, a começar pelo seu clipe estilinho "bad dark girl" ( o Heavy Metal contrata coreógrafos, COM URGÊNCIA!!!) com demonstração de corpetes e cinta ligas de sobra, lembrando obviamente a diva do chicotinho (Schicotti!!), Madonna.

A banda perde as estribeiras nesse sentido quando teve "as manha" de gravar "Touch in the Night", que se por um lado pode ser uma homenagem a verdadeira dama do Metal (Rob Halford e sua "Touch of Evil"), por outro lado fez com que a recordação do boom pop nos 80's/90's da MTV representado pela banda Roxette estalasse em minha mente como um verdadeiro flashback!

De qualquer modo Unholy Savior conseguiu me agradar mais do que "The Pagan Manifesto", não pela qualidade consolidada dos dois CDs que quase se equiparam, mas principalmente pela proposta mais clara deste disco que fez no mínimo que esta resenha tivesse um perfil mais positivo de crítica.

Os caras meio que admitem sem problemas essa faceta "cor-de-rosa" da banda, e acrescentam todas influências (de Metallica em "Speed and Danger" a Within Temptation em "Sea of Dreams") sem perder o fio da meada já que duas características principais estão espalhadas por todo o trabalho fornecendo a identidade única da banda - os vocais rasgados de Noora Louhimo e as permanentes linhas de teclados.

Adicionalmente, os músicos são bem competentes sem exceções, com destaques para a expressiva guitarra solo que (mesmo assediado pelas meninas, como podem ver no vídeo acima) se apresenta de forma nada tímida.

Nota 6,9 ou \m/\m/\m/, pela sinceridade da banda em se prostituir. Destaque para "Madness", "Speed and Danger" e, sim... "Touch in the Night", que independente de ser boa ou ruim, é um destaque.

Ah sim pra quem não sabe do que estou falando quando cito Roxette:





Lembra, não lembra?


Metal Mercante
Quando escutei esse álbum pela primeira vez, diversos temas apareceram na minha mente, então acabei postando-o mais para poder explorar esses temas do que como uma forma de recomenda-lo aos meus amigos Metalcólatras...

Vamos aos temas:

1 – Como o Metal se encaixa na atualidade – Battle Beast é a geração Y do Metal, esses caras fizeram a lição de casa, pitadas de elementos de várias bandas aparecem lá e cá – “Speed and Danger” é até mais explícito:
Put your pedal to the metal
It's time to rock and ride!
Keep the engine roaring louder than hell
Machine guns are singing
Can you hear the dying screams?
Better to die with your boots on
Than beg for mercy


Madness pra mim encaixa bem dentro de “Wishmaster” e o cover de Wild Child encaixa perfeitamente nesse álbum...

Mas algumas coisas não são mais as mesmas em 2015 do que eram no passado, o melhor exemplo é o vídeo acima...

Em 1977 o KISS lança o Love Gun, seu sexto álbum, onde a faixa título foi tocada em todas as turnês do KISS até 2014 e foi uma música que o Paul Stanley escreveu como homenagem para o seu pau! Nessa época e nas décadas subsequentes, Metal era testosterona! Era coisa para macho, comedor, ogro, bárbaro, Conan, peludão cabeludo. Exemplos não faltam, nesse mesmo álbum temos o cover de Wild Child do WASP, que era famoso por esse tipo de letra...

Quase 40 anos se passaram, os caras do Battle Beast resolvem publicar um vídeo (bem comportado para nossos padrões carnavalescos) com mulheres e a internet fica doida com isso!!!

Great song, shitty video. First Mastodon, and now Battle Beast uses women as background decoration that have absolutely no relation to the song. The creativity of Metal bands must be rather low if women's sexy bodies are all they can think of for their music videos.”

Esse comentário aparece em primeiro após o vídeo, tem vários likes e comentários. Parece que em 2015 todo mundo esqueceu que Metal é Testosterona!


2 – Índice “I’m too old for this Shit” – O post do Trooper de algumas semanas atrás me fez refletir sobre o posicionamento dos EPs na economia mundial e na forma como nós consumimos músicas.

Convenhamos, se você tem 30 ou mais anos e é metaleiro, você adorava comprar CD, Discos, Fitas e curtia cada minuto de cada uma das obras que consumiu. O problema é que hoje o negócio é diferente, a forma como as pessoas consomem músicas mudou, são poucos os guerreiros que ainda consomem música como era antigamente e as vezes é melhor escutar 3 ou 4 músicas boas do que ter que escutar um álbum se arrastar por uma hora inteira...ninguém tem mais tempo para isso!

Esse álbum do Battle Beast tem momentos fantásticos, mas pecou fortemente por ter mais de 4 músicas, cada música que vinha depois do primeiro terço era como uma cagada nos meus ouvidos!

Por isso eu estava pensando em criar um índice chamado “I’m too old for this Shit”.

Esse índice basicamente compara a variação acumulada em torno da média do próprio álbum para tentar mostrar para o leitor como é que eu me senti ao ouvir esse álbum. Sempre que o valor cai abaixo da linha média é um momento de tristeza, sempre que está acima é um momento de felicidade.

O resultado segue abaixo:




Agora fica fácil ver como é sofrido ouvir esse álbum...

O começo dele é fantástico, até que me aparece a porra do “Sea of Dreams”. Eu estou de saco cheio de bandinhas “Nightwish-to-be” e mesmo com ela cantando mais “nervosa” no final da música essa música é uma decepção. Speed and Danger dá uma segurada, mas aí vem “Touch in the Night”...Isso é lambada!...daí pra frente é ladeira abaixo...até que vem o cover do WASP, mas aí já é tarde demais!

Nota: 6.5

Hellraiser
3Caros amigos, metalcolatras, telespectadores, internautas, rockeiros, noveleiros e afins, eu sinceramente achei que não iria nunca mais precisar escutar isso !! 
Engano meu !! 
baixei na época do lançamento, escutei rapidamente, fui ali vomitar, e por sorte ( ou não ) acabei esquecendo de jogar este arquivo fora ! 
E ai me aparece essa maravilha aqui no blog, por intermédio de meu amigo Mercante, o qual já se tornou meu desafeto musical aqui. ( ainda mais agora ) kkkkkkkk. 
Bom, brincadeiras a parte, vamos ao disco, ...ou melhor , vamos a ISSO !!!! 
Isso antigamente com certeza não era classificado como Metal,.... na minha época, a maioria das musicas deste álbum fariam parte da trilha sonora das novelas das 6, e hoje em dia caberiam fácil nas novelas da Record. 
Eu sinceramente tive uma guerra interna em tentar não comparar isso com coisas a la Bonnie Tyler com seu Total Eclipse of the Heart e Kim Carnes com Betty Davis Eyes, mas foi mais forte do que eu !! 
Os teclados sobressalentes em quase todas as musicas me enjoaram demais, ...lembrei de como passei mal na primeira audição, e corri pra tomar um Plasil e rezar para que tudo acabasse rápido e tranquilo. 
Os refrõeszinhos alegres e fortes, super bem cantados nunca fizeram meu gosto e acho que aqui são extremamente exagerados. 
Até que com muito esforço e paciência, consegui chegar na faixa Sea of Dreams , ...mas.... 
MA QUE PORRA É ESSA ?????? Enya ????? 
O Metal ta ficando muito fresquinho mesmo !!!!! 
Ai vem um baita som com Speed and Danger, ...guitarras pesadas, riffs legais, bumbos dobrados, ...seria uma salvação a este disco ?????? 
Aiiiiiiii...NÃO !!!!...chegou o refrão !!!! Por que ?????? 
Essa musica sem um refrão seria bem interessante !!! 
Touch in the Night, ....PQP !!!!!!!!!! Eletro music, ….Yazoo, Depeche Mode, Pet Shop Boys ?? 
Não !! Muito pior !! 
Acho que voltamos mais forte pra Bonnie Tyler e Kim Carnes. 
Sério que isso hoje em dia é Metal ???? 
Uma baladinha, e ai, .....tome tecladista em cima de um cavalo !! 
Far Far Away, ...mais uma tentativa de salvar o álbum ?? 
Riff legal, mas chegou mais um refrão igual a todos os outros !!...é uma pena !! 
Nossa, ...e por fim, mais uma baladinha sem graça pra fechar com chave de ouro. 
Nem vou comentar muito pra não criar discórdia interna, kkkkkkkk 
Chega, nem me arrisco a continuar nos bônus !
Nota 4,0 
 
The Trooper
3
Nome da banda pressão - Check

Capa Maligna - Check

Nome do álbum clichê - Check

Letras com: Glory, castle, sword, darkness, blazing, death... - Check

Resultado Final: meh

Battle Beast - Unholy Savior engana, engana bem, mas não passa de uma tentativa falha em misturar dois gêneros de música “tão parecidos, mas tão diferentes” ao mesmo tempo.

Deixando a brincadeira com o oscilante Metal Mercante de lado, tenho que recorrer à uma citação feita pelo membro bipolar do blog, The Magician: "Hoje em dia você pode jogar um bumbo duplo em qualquer merda e falar que é Metal.". Dentre seus ataques desprovidos de sentido à alguns álbuns e defesas de bom gosto duvidoso de outros, Magician aqui disse uma verdade que merece ser gravada em uma tabuleta de metal e pendurada em todo estúdio existente.

Battle Beast é mais uma dessas bandas que vieram para confirmar a tese de doutorado do Magician, a banda até se autointitula como banda de heavy metal, mas não ... não engana ninguém (talvez o Mercante durante uns 10 minutos).

De qualquer forma, não é uma banda ruim, longe disso, só pilantra, muito pilantra. Unholy Savior começa numa pegada power metal disfarçada, claramente mostrando sua veia pop enrustida através dos teclados. A banda apela para tudo que fez dinheiro no rock/metal até hoje: bumbos duplos, distorção pesada (aqui foram mais espertos que o Dragonforce), vocalista tesão, solinhos firulentos e rápidos, videoclipes cheio de mulheres gostosas (mesmo que não tenha nada a ver com a letra), letras sem sentido com frases de efeito, letras de acasalamento, etc.

O resultado final até que foi legal, mas extremamente comercial e longe de ser metal de verdade. Como um álbum de heavy metal eu tenho que estender meu repúdio em conjunto com o Hellraiser, mas como um álbum de música eu não achei o trabalho ruim não, você só precisa estar em um dia meio pop para ouví-lo (de preferência com um saudosismo do Roxette).

Destaque para 'I Want The World ... And Everything In It' (a música que mais chegou perto de ser heavy metal), 'Madness' (gruda como chiclete) e 'Speed And Danger' (outra que com letra tosca e rapidez quase chegou a ser metal de verdade).

Nota: \m/\m/\m/

Tenho trocentos post scripts:

p.s.:  Touch In The Night é extremamente pop e só serve para extravasar sentimentos de acasalamento por parte de todos os envolvidos (compositor, intérprete e ouvinte).
p.p.s.: Os riffs iniciais de The Black Swordman e Far, Far Away são um plágio DESCARADO! (não lembro de quem, Hammerfall e Dio talvez?)
p.p.p.s: Hero's Quest é a instrumental que o tecladista estraga e melhora ao mesmo tempo. O primeiro trecho de teclado é ridículo, mas o segundo é muito bom (meio Megaman?), e o terceiro meia-boca.
p.p.p.p.s.: A vocalista as vezes lembra a Doro.
p.p.p.p.p.s.: Como vocês podem descer a lenha no Battle Beast e venerar WASP? Espero que o álbum que vocês postem deles realmente justifique isso.