domingo, 17 de janeiro de 2016

Motorhead - Bad Magic

O álbum Bad Magic lançado pela banda Motorhead em 2015, foi escolhido para análise.


Phantom Lord
O último lançamento da banda de quase meio século (40 anos?), Motorhead, segue bastante seus "padrões" conhecidos: os onipresentes vocais roucos do frontman, ritmo acelerado num geral e predominantemente "rudimentar". É um estilo simples que flutua entre o rock e o thrash metal que em minha opinião poderia ser um pouco mais explorado ao longo da carreira da banda, apresentando um pouco mais de inovação. 
Mas apesar de possíveis limitações, o Motorhead trabalhou muito bem dentro de seu estilo em Bad Magic. Além das características básicas, pode-se notar em alguns trechos que Lemmy estava bastante baqueado, apesar de sempre apresentar um vocal rouco, desta vez ele pareceu meio esganado e cansado, naturalmente devido a idade e as condições de saúde... Ainda assim as músicas continuam com a marca registrada do Motorhead e o álbum pode ser um prato cheio para os fãs. 

Destaco as músicas Victory or Die, Evil Eye e Tell me Who To Kill com trechos que lembram vagamente No Remorse do Metallica e com um baixo marcante num estilo rock n roll escrachado. 

No fim das contas Bad Magic até me surpreendeu positivamente. Acredito que para os fãs, o Motorhead encerrou a carreira com chave de ouro (ou de prata ao menos) e para aqueles que não são muito chegados no estilo desta banda, ainda pode ser um disco bacana que vale a pena possuir! 

"Victory or Die" 7,7 
"Thunder & Lightning" 7
"Fire Storm Hotel" 6,9
"Shoot Out All of Your Lights" 7 
"The Devil" 6,9 
"Electricity" 6,2 
"Evil Eye" 7,6 
"Teach Them How to Bleed" 7,2 
"Till the End" 7 
"Tell Me Who to Kill" 8 
"Choking on Your Screams" 7,1
"When the Sky Comes Looking for You" 7,6

"Sympathy for the Devil" (The Rolling Stones cover) - 

Nota Final: 7,3

Hellraiser
3 Taí uma banda que apesar de gostar muito, acho bem difícil de comentar sobre. 
O Motorhead segue (seguia) 40 anos fazendo o mesmo tipo de som que os fizeram conhecidos mundialmente, desde seu álbum de estréia até seu último trabalho, o aqui comentado ¨Bad Magic¨. 
Aquela velha mistura de Rock n Roll com Punk Rock, com aquela boa velocidade e agressividade que deu origem ao estilo Thrash Metal. 
A banda foi influência para uma infinidade de outras bandas, e até estilos mais extremos. 
Porém voltando aos dizeres do primeiro parágrafo, os discos do Motorhead ao meu ver, são divididos entre os que tem aquelas músicas que te chamam muito a atenção, ou aqueles que soam apenas (muito mais ) repetitivos e acabam sem dar aquele ¨tcham¨. 
É inegável que Lemmy e o Motorhead escreveram seus nomes no mais alto patamar da história do Rock e do Metal, porém tanto aqui neste último registro do Motorzão, quanto no anterior ¨Aftershock¨, Lemmy e cia. conseguiram encerrar a carreira com chave de ouro. 
Um bom disco do Motorhead para fechar seu ciclo.

R.I.P. Lemmy 

Destaques : Victory or Die 
Shoot Out All of Your Lights 

Nota: 6,5

The Magician
Missão cumprida. 

Não são muitos que podem terminar a viagem por esse globo azul miserável e encher a boca pra dizer "missão cumprida". Foram 22 discos de estúdio lançados no decorrer de 38 anos (primeiro em 1977 - último 2015), o que dá a incrível média de um lançamento a cada 20 meses, ou um disco a cada 1,7 anos, lembrando que estamos falando de um grupo com aproximadamente 40 anos de carreira em estúdios - muitas bandas no auge não possuem fôlego para manter este padrão de obstinação e comprometimento.

Mais de 15 milhões de exemplares vendidos, casas lotadas por onde passaram, reconhecimento quanto à participação na consolidação do gênero de música pesada, citação recorrente como grande influência do Thrash Metal, recordes, e muita, muita história mesmo pra contar. A banda inglesa que encerra sua participação no Rock'n Roll devido o falecimento de seu líder pode ter uma certeza: cumpriu sua missão.

Desses 22 capítulos de sua história musical, foi escolhido o último deles pelo colega "Phantom Lord" para celebrar a despedida da super banda - Bad Magic.

Dentre os "lingotes" que saem dessa fornalha do Motorhead, alguns estão lá para honrar a história da banda e o compromisso de fidelidade com os fãs; riffs fortes conduzindo os versos viciados que são interpretados pela voz oxidada de Kilmister em velocidade quase constante de 120 a 140bpm. Mas o legal é que mesmo sem a necessidade de entregar algo novo e diferente, em alguns momentos de Bad Magic percebe-se que a banda se arrisca em campos menos "ortodoxos" no seu estilo de tocar. Seja nas variações de tons em "Shoot Out All Of Your Lights", na cadência quebrada de "The Devil", na reinvenção dos vocais graves de Lemmy em "Evil Eye" e em "Choking On Your Screams", ou ainda na bela balada melódica "Till The End" (na minha humilde opinião, a melhor balada ja feita pelo Motor), os caras conseguiram ir um pouco além do básico e apresentar agradáveis surpresas.

Não é preciso falar sobre consistência nos discos dos ingleses, mas Campbell e principalmente M.Dee não só mantiveram a transmissão da corrente que sustenta esse motor funcionando, como em alguns momentos forneceram belas "descargas elétricas" que levaram a musicalidade a picos de potência. 

Confesso que quando li 11 títulos de sons no disco em questão, fiquei receoso. Mas o fato de nenhuma dessas músicas ultrapassar 4:05 de duração transformou a audição do trabalho em uma agradável revisita aos grandes momentos dos caras.

Por fim, se pudesse dizer algo ao Sir Ian Kilmister diria que foi uma bela escolha para selar o fim de uma obra. "Bad Magic" entrega exatamente o que foi a música do Motorhead ao longo de sua bela carreira compilando 40 anos em 38 minutos... nada mais Motorhead que isso. 

Vale citar o verso sincero retirado da letra de "Till The end" e da cabeça de Lemmy:

"There ain't no rules to follow
You can't predict tomorrow,
I know just who my friends are
The rest can turn to stone ..."

Pode cravar na lápide do homem.

Uma bela dose de Whiskey sem gelo, uma boa mão no poker, 38 minutos de Motorzão na caixinha..., ou  40 anos de carreira.... 

É um piscar de olhos negada, tudo passa. 

Cheers Mr. Ian (brinde com Jack Daniel's). Nota 7,5 ou \m/\m/\m/\m/.


The Trooper
3
Eu pensei em postar o Bad Magic aqui na data de falecimento do Lemmy, mas acabei desistindo ... eu iria fazer inevitáveis comparações com o álbum Inferno, o que iria diminuir a importância do Bad Magic e minar qualquer tipo de homenagem.

Bem, muito tempo depois, posso escrever mais tranquilo sobre este álbum...

É besteira querer fazer homenagem com um álbum perfeito, aposto que o Lemmy era o cara que mais cagava para essa merda de perfeição ... ele fazia o que gostava e foda-se o resultado.

E o resultado taí, não é o melhor álbum dos caras, mas é bom, pesado, bacana e variado.

Eu não me reconheço como fã do Motorhead, aliás já critiquei com conhecimento raso a discografia dos caras por achar "tudo igual". Uma vez uma banda cover entrou no "palco" pra tocar Motorhead no Manifesto e eu não lembro se consegui reconhecer alguma faixa.

Contudo ... tudo que foi postado dos caras aqui no blog eu curti, e curti bastante. Bad Magic incluído.

Destaque para Shoot Out All of Your Lights ...

E boa jornada pelo cosmos, Lemmy ... ficamos agradecidos pelo legado.

Nota: \m/\m/\m/\m/


sábado, 26 de dezembro de 2015

Savatage - Sirens

O álbum Sirens lançado em 1983 pela banda Savatage foi escolhido para análise por Phantom Lord.


Phantom Lord
Após ouvir algumas músicas boas e escutar comentários elogiosos sobre o Savatage ao longo de anos, decidi buscar uns trabalhos desta banda... Então neste ano de 2015 voltei a "investigar" um pouco da discografia do Savatage. Acabei encontrando e ouvindo o debut dos caras: Sirens. 
Algumas músicas me impressionaram logo de primeira. Dentro de um estilo "tradicional" de heavy metal, quase sem mudanças de ritmos repentinas (utilizadas em discos posteriores como Edge of Thorns e Wake of Magelan), a banda mostrou muita criatividade e técnica com um pouco de virtuosidade também. 
Ao meu ver, embora não seja um amontoado de obras primas, o disco tem muitos pontos altos sem nenhuma música ruim. 
A produção ainda é meio rústica mas é compensada pela combinação peso + criatividade, enfim um álbum essencial em listas e sites/blogs de heavy metal e digno de admiração!

Sirens 7,3 
Holocaust 7,8 
I Believe 7,1 
Rage 7,0 
On the Run 7,3 
Twisted Little Sister 6,7 
Living for the Night 7,8 
Scream Murder 7,7 
Out on the Streets 6,9 

Obs.: Não considerei as faixas-bônus Lady in Disguise e The Message nesta "avaliação".

Modificadores:





Nota Final: \m/ \m/ \m/ 

The Magician

Como qualquer outro debut, com algumas raras exceções, há de se ter cuidado com a análise, pois nessa fase da banda já é esperado certa inibição e insegurança por parte dos membros, que às vezes acaba modificando o caminho que as composições assumem quando gravadas em suas versões definitivas.

No caso do álbum de estreia do Savatage - "Sirens" - pode-se notar as abordagens pragmáticas sobre os versos, pontes e refrãos na maioria das músicas, sem muitos interlúdios diferenciados, sem progressões ou experimentações em excesso, coisa que se tornaria bastante comum posteriormente na carreira dos americanos mas que obviamente ainda morava no subconsciente dos jovens músicos nessa época. As estruturas são aliás, em alguns casos, surpreendentemente simples, se olharmos o grupo como uma super banda progressiva-melódica; é bem mais aceitável que aqui em Sirens a vibe dos caras estava mais para um Heavy Metal básico com pitadas de HardRock virtuoso.

A primeira parte do álbum traz um Metal seco e direto, que inclusive limita as aventuras do vocalista sobre muitas passagens diferentes, o contendo em uma região curta de tons, quando na maioria das vezes percebe-se que Jon poderia oferecer muito mais. Nas 3 primeiras faixas ("Sirens", "Holocaust" e "I Believe") os refrãos são claramente delimitados pelo groove quebrado das guitarras que se comportam como cabrestos para os vocais. O punch de Metalzão básico é evidenciado principalmente nas faixas "Rage" (uma paulada daquelas que corre na maioria do tempo em 150bpm) e "Twisted Little Sister", que podem lembrar até por alguns momentos sequências de thrash clássicas se você ignorar os vocais oscilantes do Savatage. Nenhuma dessas estruturas mais simples, no entanto, impedem os acessos super-técnicos dos irmão Oliva (já naquela fase tão tenra); seja com as guitarras malucas, talentosas e mirabolantes de Criss ou com as imersões à lá Dio e Halford de Jon Oliva.
A parte mais interessante do disco fica porém guardada na segunda metade, quando a partir de "Living for the Night" faixas parecem começar a se soltar das amarras que deixavam o disco caminhar previamente para uma possível mesmisse. É possível também que nessa segunda metade alguns entendam certas faixas como hard-rock bombadinho, mas acho que aqui a banda começava a esboçar aquelas que seriam suas principais características por mais de 3 décadas, com especial menção a "Scream Murder", a melhor criação do disco, e aqui sim: Savatage direto na nata!

Um bom debut afinal, com temperos que atiçam o ouvinte a escutar trabalhos mais maduros e completos da banda, que nos anos seguintes seria responsável por imprimir alguns dos mais belos clássicos do Metal Melódico. 
   
Nota 6,9 ou \m/\m/\m/.

Ah sim! Já ficava claro a afinidade da banda com baladas marcantes, com esse belo projeto de quase-balada que é "Out on the Streets", belo som. 


Hellraiser
3 Olá Metalcolatras ! 
Depois de um breve hiato, eis que me encontro de volta ao blog para pôr ordem nesses novos álbuns postados quase esquecidos, rsrs 
E então, nada melhor que ao menos, recomeçar com um belo clássico do Heavy Metal. 
E a bola da vez, é o debut do Savatage intitulado, Sirens 
A banda que é conhecida mundialmente pelo seu Prog Metal, aqui em seu álbum de estréia, executa apenas o bom, velho e simples Heavy Metal. 
Nota-se fácil a qualidade dos membros da banda, e em especial da dupla Criss e Jon Oliva. 
Mesmo com a produção tosca da época, o álbum empolga, e se ouve bem a maioria dos detalhes da gravação, e em especial, todas as linhas de baixo. 
Temos aqui um álbum simples, sem as viagens que tanto fizeram a banda ser conhecida, mas ao mesmo tempo, um álbum que agrada aos ouvintes do Metal tradicional. 
Ao contrário do Magician, minha preferência se prende a primeira parte do trabalho, onde os riffs parecem ser mais potentes e pesados como nas músicas ¨Holocaust¨, ¨I Believe¨, ¨Rage¨e a própria faixa título de abertura do álbum, porém mesmo na segunda parte do disco, ao meu ver, não existe uma mudança mais brusca na sonoridade, continuando a empolgar também. 
Dois pontos que considero positivos neste trabalho: 
1 – A ainda ausência dos teclados de Jon 
2 – A pouca freqüência dos gritinhos chatos de Jon. ( Ahhh, .....Ahhh, ....Ahhh ) 
Nota: 6,5 

 
The Trooper
3
Foi preciso paciência e insistência para poder prestar atenção em Sirens, atribuo isso à uma dependência desenvolvida por mim em relação à uma boa produção.

O disco possui uma produção tosca, que eu, que nada entendo do assunto, achei que alguns trechos foram gravados todos em um mesmo canal (volto afirmar: nada entendo do assunto).

Na wikipedia consta que Jon Oliva afirmou que Sirens e o ep Dungeons are Calling foram gravados e mixados em apenas um dia, que era o que a banda podia pagar. Bem, apenas isso já coloca esses caras como deuses do metal, já que os supostos deuses do metal que usam tangas e passam óleo no corpo demoraram uma semana para fazer Hail to England e ficou uma bosta.

É uma pena que esses deuses do metal tenham optado por assumir como área de influência o prog metal, porque o trabalho deles com o heavy metal basicão é muito bom. Imaginar esse som naquela época é muito interessante, embora os caras possam lembrar ligeiramente uma mistura de Judas e Maiden, o som deles tem uma pegada bastante única.

É bom lembrar que o primeiro álbum dos caras tinha apenas um guitarrista (e com esse apelão retardado do Criss Oliva precisa de mais um?), e o baixista assume a bronca de maneira magnânima. Enfim, o trabalho instrumental é muito acima da média, e o vocal (o outro irmão Oliva) também manda muito bem.

Para encerrar, recomendo mexer na equalização e aumentar bastante o volume para poder lapidar essa joia bruta que é Sirens.

Destaque para Holocaust e Scream Murder (músicas realmente acima da média alta do álbum)

Nota: \m/\m/\m/\m/


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Fight - War of Words

O álbum War of Words lançado em 1993 pela banda Fight foi escolhido por Hellraiser para análise.





  1. "Into The Pit" - 4:13
  2. "Nailed To The Gun" - 3:38
  3. "Life In Black"- 4:34
  4. "Immortal Sin" - 4:39
  5. "War Of Words" - 4:29
  6. "Laid To Rest" - 4:40
  7. "For All Eternity" - 4:42
  8. "Little Crazy" - 3:49
  9. "Contortion" - 4:35
  10. "Kill It" - 3:30
  11. "Vicious" - 3:11
  12. "Reality, a New Beginning" - 13:18
  13. "Jesus Saves" - faixa escondida, inicio aos 9:43
Phantom Lord
Fight é "quase" uma novidade para mim. Não por ser "a banda de Rob Halford", mas porque eu já tinha escutado uma ou duas músicas desta banda. 

A sonoridade do War of Words parece menos centrada na velocidade e no virtuosismo de guitarras se comparado ao Painkiller, mas obviamente, ainda lembra Judas Priest, afinal Halford até então, tinha sido front man dos "sacerdotes" por cerca de 20 anos. 
As letras se afastam dos clichês do heavy metal (leather, thunder, steel etc) super utilizados na carreira do Judas e entram em temas pessoais e "sociais". 

Ao ouvir a primeira metade do disco achei que se tratava de um meio termo de Judas com UDO, porém Halford e sua cambada se aventuram além do Heavy Metal Arroz-e-Feijão, o que pode ser facilmente perceptível nas faixas Little Crazy, Contortion e Vicious. Além destas faixas citadas, "Kill it" vai se transformando num "metal" similar ao feito pelo Sepultura... 
Nestes casos, eu não estou criticando o "arroz-e-feijão" do heavy metal, pois na verdade acho que eu gostei mais das 5 primeiras faixas. 

O vocal de Halford também alterna mais entre graves e agudos se comparado com as músicas gravadas durante a sua carreira no Judas Priest e isto pode ser um fator que aumenta a diversidade e a criatividade musical do álbum... E falando em vocal, nos últimos segundos da faixa War of Words podemos entender onde o Massacration se inspirou. 

Into the Pit 7,7 
Nailed to the Gun 8,0
Life in Black 7,1 
Immortal Sin 7,1 
War of Words 7,3 
 Laid to Rest 6,7 
For All Eternity 6,8 
Little Crazy 6,8 
Contortion 7,1 
Kill it 6,9 
Vicious 6,0 
Reality, A New Begginning 6,8 
Jesus Saves 6,1 

Seria Nailed to the Gun uma crítica à indústria de armas e também aos adoradores de armas, geralmente "haters" da sociedade? 




Nota Final: \m/ \m/ \m/ 



Hellraiser
3Saudações headbangers, metalcolatras e simpatizantes. 

Eis que nos encontramos novamente aqui para falarmos de mais um album poderosíssimo. 

Agora a bola da vez é o debut da banda Fight, liderada e criada por nada menos, o Sr. Careca Metal God, Rob Halford. 

E pra esse petardo, Halford recrutou na bateria, um nome de peso para acampanha-lo em sua nova empreitada, Scott Travis, que sem duvida nenhuma foi melhor baterista que já passou pelo Judas Priest. 

Halford carregou Travis junto com ele, e recrutou outros membros menos conhecido no mundo metálico, porem ambos com certo talento e com muita sede de brutalidade. 

Por falar em Judas Priest, não hesito em afirmar que este álbum do Fight, poderia muito bem ser o sucessor do magnífico Painkiller, pois cairia muito bem na discografia do Judas Priest, e digo mais, este é o melhor trabalho de tudo o que foi feito por Rob Halford depois do Painkiller. ( seguido de perto pelo Resurrection ). 

Quanto ao disco, encontramos Halford no topo de sua boa forma, alcançando notas onde poucos se arriscariam, e à frente de uma banda super afiada, esbanjando peso e exalando brutalidade com muito feeling e criatividade. 

Heavy Metal poderosíssimo, com pequenas pitadas de modernidade, mas que não prejudicam em nada a obra num todo. 

Encontramos Scott Travis bem mais ´´manso´´ aqui, porem nem assim não tem como não se encantar com suas batidas, viradas e bumbos duplos cheios de técnicas e peso. 

O álbum é perfeito do seu inicio até o fim, começando pela excelente paulada e rápida Into the Pit, seguida por Nailed to the Gun que não deixa a peteca cair de maneira nenhuma. 

Life in Black e Immortal Sin são bem mais cadenciadas, porem são magníficas. 

Não tem como não guarda-las no fundo da mente. 

Temos outra paulada, a faixa titulo War of Words, seguida de Laid to Rest ( uma das mais simples ). 

Com For all Eternity temos a balada do disco, bem a cara de Halford, musica bonita, ...mas ao meu ver chega a ser até desnecessária, tamanho o peso em que o álbum vinha seguindo. 

Little Crazy foi a musica de trabalho, chegou a tocar insistentemente em várias rádios na época. 

Ai vem minha trinca preferida, com Contortion, Kill It e Vicious. Tres sons maravilhosos e pegajosos. 

E pra fechar com chave de ouro, mais um grande hino do álbum, Reality, a New Beginning. Excelente musica. 

Ainda temos uma faixa escondida, chamada Jesus Saves pra dar mais um UPzinho no que já esta ótimo. 

Nota 8,1

The Magician
Antes de qualquer comentário sobre o trabalho gostaria de ressaltar a importância de Mr. Halford para esta singela comunidade conhecida como Heavy Metal. Ao meu ver Rob está entre os 3 maiores vocalistas de sua geração, não somente pelos seus atributos técnicos (nem vou gastar lápis pra falar sobre isso), mas principalmente devido sua ampla influência promovida pelo seu estilo de cantar. 

O vocalista inglês nunca poupou os ouvintes para se adequar ao "establishment" da música de sua época, e para isso cravou na história seus falsetes super agudos e exagerados como uma marca registrada que ecoa até hoje sobre os estilos mais melódicos de Metal. Acima de tudo Rob H. foi e ainda é um defensor declarado do Metal, não optando por nenhuma outra abordagem ou mudança de estilo ao longo de sua longa carreira (só 46 aninhos, já beneficiário da previdência social), tal como uma porrada de outros tiozões que se desviaram para diferentes rumos. Enfim, o cara já tem seu busto em ouro garantido no salão de Valhalla...

Como link para a própria resenha do disco "War of Words" (ou WoW), posso afirmar que toda essa experiência e competência do grão-mestre vocalista inglês garante, no mínimo, que nenhum de seus trabalhos se tornem fiascos. 

Aqui no álbum proposto isso é bem óbvio, já que se por um lado o resultado final pode decepcionar muitos ouvintes no quesito "impacto", a banda é categórica em traçar uma sonoridade sólida e firme sem deslizes na proposta de sonoridade "mega pesada". Fica claro durante seu decorrer que "WoW" prioriza a cadência arrastada dos tempos, costurada entre as distorções brutais das guitarras, ao invés de ataques rápidos e ininterruptos de riffs fraseados. 

Em outras palavras, Halford e sua banda troca a agressividade virtuosa registrada em "Painkiller" (já que não tem como não citar o trabalho prévio) para adentrar quase que exclusivamente em um estilo muito mais pesado e soturno de Heavy Metal, preenchido integralmente pelos acordes super cheios, pelos timbres "gordássos" das guitarras, pelos tons ultra graves e também pelos ranges mais curtos executados nas bases (talvez a única exceção seja a mais animadinha do conjunto - "Nailed to the Gun").

Nesse sentido, o álbum se torna infalivelmente contundente e direto, mas também mais difícil de se manter interessante por muito tempo, já que após algumas audições fica grudado aquele "bate-estacas" dentro de sua cabeça, realizando um incansável looping que gera fadiga como se fosse uma espécie de "ressaca musical". Um outro ponto fraco é que a versatilidade do careca é automaticamente inibida pelas já citadas balizas dos tempos cadenciados e por grande parte dos riffs claustrofóbicos do disco (ainda assim, mesmo com as estruturas limitadas, ele consegue tirar vários coelhos da cartola).

Com essa proposta exposta pode-se dizer que a nata do disco está entre as faixas 2 e 6 ("Nail to the Gun" até "Laid to Rest"); todas essas tem peso com qualidade e não soam como clichês do gênero. Ainda dou maior ênfase para "Imortal Sin" e "War of Words", faixas marcantes do disco, e ainda vale citar "For All Eternity" e "Little Crazy" como músicas, no mínimo, interessantes.

Sobre tudo isso, fica ainda registrada a acidez das composições de Rob quanto suas letras, críticas escancaradas que estapeiam a cara de nossa sociedade suja de hoje, ainda que tenham sido escritas lá atrás em 1993.

Nota 7 ou \m/\m/\m/\m/. 


The Trooper
3
Tenho que começar discordando levemente com Hellraiser, embora ele seja claramente mais gabaritado para falar sobre Judas Priest, eu insisto na subjetividade da visão do meu mundinho: não acho que War of Words seria naturalmente o sucessor de Painkiller, embora eu ache (e presumo que Hellraiser discordaria dessa minha opinião) que o álbum lembre um pouquinho o Jugulator; também discordo que seja a melhor coisa que Halford fez desde Painkiller, o próprio Angel of Retribution é melhor).

Terminadas as discordâncias é hora das concordâncias, e a principal é: esse álbum é bom. O Fight emprega estilos variados na construção do War of Words, mas é heavy metal, e é tudo pesado, ou é raivoso ou é melancólico. Embora mais simples do que Judas, é tão pesado quanto (claramente MAIS pesado do que os álbuns mais pops) e mantém a qualidade durante todo o trabalho.

Outro ponto forte são as letras (em oposição às letras do Angel supracitado, que o Phantom resmungou sobre os chavões), como afirmou o Magician, um cuspe ácido na cara da sociedade, mas não só isso, embora eu não seja muito fã na maior parte do tempo, as letras das músicas mais lentas e melosas também são bacanas (algumas são meio cor sim, cor não, se é que você me entende, como Immortal Sin e Laid to Rest - parecem ter como inspiração antigos namorados cretinos - mas For All Eternity é bem legal - inspirada em alguém da família?).

Embora a nota pudesse ser maior se o álbum fosse um pouco mais acelerado, a peteca não cai justamente porque a banda varia bastante o estilo, lembrando um heavy metal mais clássico no início (e acelerado, como Judas), passando por uma fase mais Sabbath/Ozzy lentona e terminando num estilo mais doidão.

Recomendado.

Nota: \m/\m/\m/\m/

P.S.:  Into the Pit parece que foi escrita pro Temer.


sábado, 21 de novembro de 2015

Jag Panzer - Mechanized Warfare

O álbum Mechanized Warfare lançado em 2001 pela banda Jag Panzer foi escolhido por The Magician para análise. 


1 - Take to the Sky; 2 - Frozen in Fear; 3 - Unworthy; 4 - The Silent; 5 - The Scarlet Letter; 6 - Choir of Tears; 7 - Cold is the Blade; 8 - Hidden in My Eyes; 9 - Power Surge; 10 - All things Renewed;

The Magician
Saudações queridos leitores do Metalcólatras! Eis que trago mais uma banda de respeito do lado B do Metal.

Jag Panzer tem muitos anos de estrada, mas infelizmente não angariou uma quantidade copiosa de fãs que o sustentasse na parte de cima das mais famosas listas Metaleiras. Vêm dos EUA, justamente do celeiro dourado oitentista, e tinha tudo pra dar certo e explodir... em minha opinião somente uma coisa pode ter sido a "pedra no sapato" dos caras: ter sido rotulada como "Power Metal". Já citei inúmeras vezes aqui no blog como essas bandas foram vítimas de um esforço mercadológico orquestrado pelos produtores americanos, que fuzilavam todos aqueles que ousassem escolher o caminho que Mestre Dio um dia desbravou.

Tomei conhecimento da banda há muitos anos atrás através de um amigo, que a citou como se fosse uma daquelas "bandas relíquias", que forjaram grandiosas obras para depois desaparecer na névoa misteriosa que envolve os debuts promissores. Mas a verdade é que os anos se passaram, e o grupo se mantém até hoje com uma longa e interessante discografia. Discografia essa que só vim a estudar nesse ano passando por "Ample Destruction" e "Age of Mastery"; dois trabalhos bem diferentes em minha opinião (até por causa do longo intervalo de anos entre as obras) mas que deixavam uma assinatura genuína do Jag Panzer, o que me motivou para insistir um pouco mais sobre seus discos.

"Mechanized Warfare" (ou MW) revela uma proposta muito mais ousada do que nos CDs citados acima, tangendo os limites do Power com o progressivo em um trabalho que converge de forma surpreendente os aspectos líricos e sonoros. Ao iniciar o disco com a ótima "Take to the Sky", você logo se coloca dentro de um exoesqueleto voador de combate ao lado de um grupo robótico de elite, impulsionado pelas descargas trovejantes despejadas pelas guitarras. E essa sintonia é a tônica de todo o trabalho, quando não ao compor uma parede sonora bruta para ilustrar um apocalipse tecnológico, dá cores sombrias sobre qualquer outro conto que passe pelas estrofes do álbum.

No geral duas características se sobressaem, que inclusive podem incomodar aqueles que preferem um estilo mais direto e menos alegórico: as passagens que lembram cantos eclesiásticos ou sacros, e os grooves rachados em distorções ultra pesadas que evocam um estilo mais moderno do Metal. Essas abordagens já estavam lá antes (nos discos anteriores) mas estão muito mais evidentes aqui, e levam MW para um lado mais "lustroso" do Heavy Metal que me lembrou trabalhos como "Border of Reality" e "Crows Fly Black" (podem me acusar de estar pendendo para um subgênero, eu não ligo, ainda sou o mais moderado do blog).    

Tecnicamente o disco é ainda mais audacioso do que se mostra em sua leitura estrutural. As inversões e mudanças de tempo estão por todas as partes, dando a impressão que as faixas irão se perder em algum momento, mas ao invés disso elas voltam ao eixo principal para continuar no percurso inicial. Para tudo isso acontecer o baterista Rikard S. trabalha pra casseta. E sobre o empenho nas guitarras posso afirmar que elas são excelentes no sentido de oferecer a atmosfera apocalíptica/tecnológica para das canções, se utilizando de riffs circulares de pontuações bem marcadas e viciadas ("Cold is The Blade" é um ótimo exemplo), bends cabulosos de 1 tom nos bordões ("Hidden in my Eyes") e os massacrantes padrões digitados em palm nos versos das músicas (p.e. "Power Surge"), e embora se mostre muitas vezes inspirados acho que às vezes existe certo exagero nos timbres dos solos - vezes embolados e vezes super destacados - de C.Broderick, ante as bases super densas de M.Briody.

Como análise final, a obra me agradou bastante mas não é unanimidade, o "calcanhar de Aquiles" é sua longevidade, que passa do ponto de saturação uma vez que os vocais de H.Conklin e alguns devaneios instrumentais cansam ao longo do tempo, e podem apunhalar o trabalho elaborado com notória dedicação.      

O Jag Panzer ta aí pra provar que tem muita, mas muita coisa boa mesmo, esquecida pela maioria dos Metaleiros e Metalcólatras de plantão.

Nota 7,3 ou \m/\m/\m/\m/.



Phantom Lord
Com características do power e do "prog" metal, o álbum Metalized Warfare do Jag Panzer mostra uma sonoridade diferenciada... Ao menos diferente do que a maioria dos álbuns que passaram aqui pelos Metalcólatras. 
Apesar do disco apresentar umas ideias aparentemente boas e inovadoras, existem elementos que não me agradaram logo na primeira audição: bruscas quebras de ritmos e semelhança entre as faixas do álbum
O vocal é mediano, até que é afinado, mas "grita" quase sempre no mesmo tom. As guitarras virtuosas, ocasionalmente ganham muito espaço e... torram minha paciência. Por fim, faltam uns momentos de mais agressividade e velocidade, pois as músicas de um modo geral são bem "paradas"... 
Apesar dos defeitos do Mechanized Warfare, consegui perceber algumas músicas interessantes que se destacam em minha opinião: Frozen Fear e The Scarlet Letter. 
As letras / composições trazem algumas críticas (às guerras, violência e religião) com pouco espaço para clichês do heavy metal. Uma pena que a sonoridade lenta-virtuosa cheia de back-vocals em coro (tipo igreja) me deixou empapuçado durante boa parte da audição. 

Take to the Sky 6,0 
Frozen Fear 7,7 
Unworthy 6,4 
The Silent 6,2 
The Scarlet Letter 7,4 
Choir of Tears 5,9 
Cold is the Blade 6,1 
Hidden in my Eyes 6,2 
Power Surge 6,8 
All Things Renewed 5,8 

 Nota Final: 6,5


The Trooper
3
Mechanized Warfare é uma grande ilusão.

O álbum começa mostrando guitarras com distorção pesada, vocais muito bons, algo que lembra levemente Demons & Wizards ou Iced Earth. Mesmo com o tipo de sonoridade que o Magician classifica de moderna aparecendo lá pelos 2 minutos da primeira faixa, você ainda pensa, "ei, isso parece ser bom".

Vem Frozen In Fear e daí você pensa "é bom, mesmo!". Ledo engano, mortal. Duas faixas lentas logo depois e você começa a hesitar. Então chega The Scarlet Letter e você leva um susto: "Ué, faixa repetida?". À partir daí tudo parece repeteco de alguma coisa, com palhetadas cadenciadas nas guitarras de distorção pesada, bateria que acelera e desacelera, solos parecidos, vocais que parecem se repetir e repetir...

Enfim, eu ouvi esse álbum diversas vezes e até agora não consigo diferenciar as faixas!

Destaque para Frozen In Fear.

Nota: \m/\m/\m/

P.S.: Que tristeza, esse trabalho poderia ter sido épico.


Hellraiser
3 O Jag Panzer é uma banda que oras me anima, oras me desanima, e as vezes até demais. Porém admito que sou muito mais ¨chegado¨ nesse tipo de som do US Power Metal do que no ultra-melódico, cansativo, repetitivo e alegre Power Metal Europeu. 
O Jag Panzer já tem boa bagagem, ótimos álbuns na carreira, e mesmo sempre vivendo à beira do underground, já teve ótimos músicos em seu line-up. 
No caso deste trabalho em questão, os caras contavam com o virtuoso Chris Broderick na guitarra principal. 
Um disco bem audacioso, repleto de viagens como trocas bruscas de andamento, cantos a La ¨gregorianos¨, solos técnicos e virtuais, mas tudo em cima de musicas muito bem trabalhadas e compostas, dando espaço para a voz de Harry Cookin, que apesar de não querer se aparecer muito, não compromete o trabalho e acaba executando com muita competência o que lhe foi dado a fazer. 
No final de tudo, você fica com aquela sensação de que temos aqui, no mínimo um álbum interessante. 
As faixas passeiam entre o Heavy Metal, o Power e o Prog Metal, as vezes você sente algo mais moderno fluindo também, mas apesar das misturas e trocas de andamentos, o álbum não soa esquisito, e acaba até empolgando. 
Porém temos aqui um disco para se escutar com a mente aberta, prestando atenção nos detalhes e nos instrumentos, mas nunca para animar uma festa de rockeiros regada à cerveja. 
Não destaquei nenhuma faixa em especial, pois acho que as musicas no geral meio que se parecem muito, e o álbum parece mostrar que cada faixa posterior é um complemento da anterior, como se fosse um álbum conceitual. 

Nota: 6,9

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Armored Saint - Raising Fear

O álbum Raising Fear lançado pela banda Armored Saint em 1987 foi escolhido por Phantom lord para análise.




Phantom Lord
Até o ano de 2013 ou 2014, a única coisa que eu sabia sobre o Armored Saint era uma fofoca, onde supostamente em seu inicio de carreira, Mustaine (Megadeth) quebrou a perna de um dos integrantes desta banda. 

Após buscar trabalhos da suposta vítima de Mustaine, ouvi o primeiro álbum do Armored Saint: March of the Saints me pareceu um álbum híbrido de heavy metal tradicional com hard farofa e uma pitada thrash metal. Um álbum que mostrava o potencial da banda apesar de algumas músicas "passa-batido". 

Uns meses depois, ouvi o Raising Fear e percebi uma evolução. A banda foca em um heavy tradicional com boa dose de criatividade, sendo que o vocal varia vagamente entre um timbre mediano e um mais rasgado (seria chamado de barking em inglês?)... 

Embora Raising Fear não seja um tesouro escondido e/ou esquecido (tem uma ou duas faixas que talvez se enquadrem na categoria "passa-batido"), é um álbum com alguns destaques como a faixa-título, Chemical Euphoria e Terror... até mesmo o cover de Saturday Night Especial ficou legalzinho. 
Enfim, eu não tenho a mínima ideia do que adicionar nesta resenha, então fica por isso mesmo. 

Raising Fear 8,0 
Saturday Night Special - 
Out on a Limb 6,8 
Isolation 6,9 
Chemical Euphoria 8,4 
Crisis of Life 7,2 
Frozen Will/ Legacy 7,0 
Human Vulture 7,1 
Book of Blood 7,5 
Terror 8,0 
Underdogs 7,0 

Nota Final: 7,4

Hellraiser
3Taí mais um bom álbum de Heavy Metal aqui no blog. 

As coisas estão andando de vento em popa ultimamente, com algumas bandas com sonoridades mais ´´clássicas´´ passando por aqui (rsrs). 

Aqui temos o terceiro álbum da banda, onde, diferente dos dois anteriores, os caras apresentam um pouco mais de experimentalismo, flertando o seu Heavy Metal estado-unidense com algumas poucas pitadas de Hard Rock, soando assim, digamos, um pouco meio ´´swingado´´. 

Um dos meus álbuns preferidos do Armored Saint. 

É fato que o destaque do, até então quarteto, fica a cargo do excelente vocalista John Bush. O mesmo John Bush que teve a infelicidade de assumir os vocais no Anthrax. Seu timbre vocal não combinou com a pegada Thrash da banda, porem no Armored Saint ele é o cara ! 

O álbum apresenta uma certa simplicidade, sem momentos de algum ``BOOM``, porem sem cair na chatice. 

Destaco a faixa titulo, o bom cover de ``Saturday Night Special``, a excelente ´´Crisis of Life``, e a ``Human Vulture``. 

Pegando a ´´deixa´´ do meu amigo Phantom Lord, acabei me dando conta que também não tenho muito o que falar deste trabalho dos caras, apenas curti-lo mais essa vez. 

Nota 7,1

The Magician
Tomando como base a localidade de onde a banda vem e a época na qual foi criada, o Armored Saint podia ter nos oferecido um pouco mais de qualidade...

Embora não seja um trabalho ruim, é extremamente ordinário e perceptivelmente limitado no âmbito de criação.

As faixas que percorrem os longos 51 minutos não oferecem nada mais nada menos que um Heavy Metal básico fortemente ligado às referências mais tradicionais do gênero, que nos levam aos heróis de sempre - Dio, Judas e outros ícones do NWOBHM - só que sem o mesmo ímpeto que esses grandes nomes tiveram para cravar seu nome na história.

Enquanto as músicas vão trespassando a proposta de "Raising Fear", a expectativa do ouvinte cresce na medida em que as ideias da banda são transmitidas com clareza e objetividade. Algumas progressões reforçam a impressão de que o disco uma hora vai vingar, mas fora uma ou outra passagem de instrumentos muito bem sincronizados, nada de impressionante acontece.

No geral, os andamentos denotam uma sequência viciante por todo o álbum e apoiam as estruturas conservadoras das canções durante os riffs seguros de D.Prichard. O baixo se destaca em muitas partes, isso se dá tanto pelo estilo "saidinho" de Joey Vera quanto pela orfandade recorrente proporcionada pelas aventuras dissonantes da guitarra nos solos das músicas. Os vocais de J.Bush merecem destaque pela energia que emprega no core da música, mas falha em segurar a paciência do ouvinte pelas mais de 10 faixas.

Não se pode criticar a técnica dos músicos, e a verdade é que a produção, pela época em que foi lançado, é bastante aceitável (ainda que eu ache que muitos dos sintetizadores usados poderiam ser trocados por timbres genuínos de Od's dos amps). Logo o que fica sugerido pelo resultado final do disco é que os músicos optaram por fazer algo pragmático para se manter naquele famoso vácuo criado pelo mercado de música pesada da época, que permitia que o cara da banda sem esforço, conseguisse seu jabá e ainda uns trocos pra sua ervinha (cenário melhor exposto na minha resenha do Testament).

Nada mal, mas nada de tão bom: nota 6,5 ou \m/\m/\m/.

Essa zona de conforto também reflete o ânimo e o gosto dos Metalcólatras que sobraram no blog e andam dominando a parada por aqui ...... "Metal simples para banger simples".


The Trooper
3
Este é mais um trabalho que depende de um aparelho de som que reproduza muito bem os sons graves, o que quer dizer que o álbum se apoia fortemente no baixo, com exceção dos solos de guitarra firulentos, nada dos guitarristas se destaca. Os riffs são repetidos incessantemente sem evoluir muito dentro da música, talvez seja o que o Magician cita como estrutura viciada.

Isso faz a afirmação do Phantom de que se trata de um trabalho com criatividade ser questionável. Tudo bem, os caras não são totalmente previsíveis (acho que principalmente, graças ao baixista), mas o trabalho apresentado em Raising Fear categoriza a banda, para mim, naquele bolo mediano gigantesco que existe no heavy metal/rock n' roll.

Enfim, trata-se de um trabalho mediano de heavy metal flertando com hard rock (os trechos mais Def Leppard, logo, entediantes. Aqui eu terei que expandir o conteúdo dos parênteses: se eu estou ouvindo um álbum de heavy metal e entra um hard rock acelerado, tudo bem - como em Wicked Maiden - , mas se eu estou ouvindo heavy metal e entra um hard farofa, dá vontade de mandar tomar no $#).

Destaque para Crisis of Life, e olhe lá.

Nota: \m/\m/\m/


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Tank - War Nation

O álbum "War Nation" lançado em 2012 pela banda Tank foi selecionado por Hellraiser para análise.



Faixas :
1
6:10
2
5:06
3
4:54
4
4:53
5
4:54
6
5:25
7
4:16
8
5:32
9   State of the Union
3:59
10
3:52



Hellraiser
3Apresento a todos Metalcolatras, mais um álbum que adoro. 

Tradicional banda da NWOBHM que lançou varios classicos na decada de 80 e que esta na ativa até hoje. 

O Tank acabou se dividindo em duas bandas com o mesmo nome, por motivos de brigas entre seus membros, e este trabalho que trago aqui é o segundo após esta divisão, sendo que faz parte do Tank com Mick Tucker, Cliff Evans e do grande vocalista Doogie White ( o qual já fez vocal de apoio para o Iron Maiden e para a banda de Blaze Bayley, o Wolfsbane. 

A banda apresenta aqui, o mesmo tipo de som que apresentou ao mundo no inicio de sua carreira, um Heavy Metal totalmente tradicional, com muita melodia, recheado de musicas simples com a cara bem oitentista da banda. 

Não espere nada muito pesado aqui, pois não vai encontrar nada de bumbos duplos, guitarras dobradas, gritos e alta velocidade. 
Apenas musicas simples gostosas de se ouvir, com refrões empolgantes e de fácil aceitação. 

Os riffs simples de guitarra fazem este trabalho acontecer naturalmente. 
As musicas vem e vão com muito bom gosto e simplicidade, o que acaba tornando este álbum, apenas um ótimo e simples trabalho direto de Heavy Metal. 

Sem muitas firulas, fritação ou qualquer clichê do estilo. 

As faixas ¨War Nation¨, ¨Song of the Dead¨, ¨Hammer and Nails¨ e ¨Don´t Dream in the Dark¨ são otimas. Acho a ¨Grace of God¨ simplesmente fantastica. 
Temos ainda a bela baladinha ¨Dreamer¨ e voltamos com a ¨Justice for All¨, a otima ¨Wings of Heaven¨, a ¨State of the Union¨, e pra finalizar, a excelente faixa instrumental ¨Hard Road¨ ( que riff foda !! ). 

E acabou ! 
Simples, direto, curto e empolgante. 
Pra mim, um álbum que não tem musica ruim ! 

Nota 7,9  

Phantom Lord
Mais um álbum da "categoria" heavy metal tradicional indicado a este blog pelo Hellraiser. O álbum War Nation da banda Tank traz uma espécie de mescla de trabalhos dos diversos artistas de heavy metal, lembrando um pouco de tudo: Dio, Saxon, Rainbow, Iron Maiden etc. 
Ocasionalmente em trechos mais cadenciados e menos pesados do álbum, as músicas se aproximam vagamente de um hard rock não-romântico, ou não-farofa. Isto poderia ser considerado heavy metal genérico por muitos supostos headbangers, mas a verdade é que este tipo de trabalho sempre agrada os maiores fãs do gênero musical e causa diferente níveis de tédio nos fãs dos demais sub gêneros de metal. Apesar de não se arriscar muito além do heavy metal "básico" ou tradicional, o álbum War Nation do Tank apresenta um destaque: A faixa título. 

Enfim, o War Nation até é um bom álbum para quem curte o velho metal oitentista... Nada incrível mas bom. 

War Nation 7,7
Song of the Dead 7,5
Hammer and Nails 7,0 
Don`t Dream in the Dark 7,0
Grace of God 6,8
Dreamer 6,8
Justice for All 7,0 
Wings of Heaven 7,1 
State of Union 6,5
Hard Road 6,9

Nota Final: 7,0

The Magician
Esse blog após anos, continua me surpreendendo. 


Eis que surge das sombras da morte o lendário vocalista D.White, que é mais rodado que espetinho de frango na farofa; ex-front de alguns mestres jedis-guitarristas como Y.Malmsteen, Blackmore e Schenker, além do mais importante: ser o mitológico "segundo colocado" da histórica audição do Iron Maiden em 1994 (um dos meus factóides favoritos do H.Metal).

Ao escutar "War Nation" fiquei impressionado como o cara ainda estava em forma em pleno ano de 2012, após anos desgastando sua voz na estrada do Metal. E o trabalho não poderia ser melhor para colocar o vocalista em uma prova de fogo! As guitarras que montam riffs simples, um em cima do outro, quase sempre bicordes básicos ou reforçados com ligeiros ligados, enfatizam de forma absurda a potência das cordas vocais de White, e demandam grande performance do cara que já é praticamente um tiozão; fica claro pra mim que o disco estaria fadado à derrota caso essas estruturas fossem entregues a um cantor menos talentoso do gênero.

Essas pautas simplórias e a condução acelerada de alguns sons também delinearam o trabalho de modo bem claro, facilmente entendido como NWOBHM, ainda mais quando fazemos um paralelo com o estilo do Saxon, por exemplo.

Contudo, a simplicidade não sugere falta de criatividade nem, muito menos, mesmisse, na minha opinião. Conforme afirmado pelo Hellraiser anteriormente o álbum é bem agradável, digerido facilmente pelo verdadeiro Headrocker. E se a cozinha é apenas suficiente e as guitarra são contidas nos versos, as seis cordas se exibem pra valer nos solos de Evans, que se não é um gênio como os ex-chefes do vocalista escocês, é muito competente em desfilar suas frases elegantes em padrões de digitação mais do que instigantes (a faixa Hard Road é um belo exemplo).

Soma-se a tudo isso mais 3 sons que são diferenciados: "Don't Dream in Dark", "Grace of God" e "Dreamer", para obtermos afinal um bom e definitivo trabalho de metal inglês. 

Por fim, aprovadíssimo.

Nota 7,3 ou \m/\m/\m/\m/.







The Trooper
3
Sou um ignorante no quesito Tank. Nem sabia que a banda existia, fui obrigado a fazer uma breve pesquisa de baixo nível de confiabilidade, ou seja, wikipedia.
Bem, segundo tal pesquisa não há um membro sequer da formação original que participa de War Nation. Então vamos escrever só sobre o trabalho em questão mesmo.

Embora a banda mostre sua qualidade logo de cara, o ritmo do álbum vai de um cadenciado no início a um levemente acelerado no final, fazendo esse que vos escreve gostar mais do final do álbum. Eu poderia dizer que neste trabalho o Tank lembra um Dio meio de carreira no início, vai para um Whitesnake não-meloso, passa brevemente por um Sabbath era Dio e termina lembrando Saxon, o que significa muita qualidade durante todo o trabalho, mas claro que eu prefiro a fase Sabbath/Saxon.

Depois de deixar bem claro que eu gostei do álbum e gostei muito da segunda metade, resta analisar os pontos mais fortes da banda:

O escocês Doggie White canta muito. Não sei se ouvi alguma música dele no Rainbow, mas acho que eu não o conhecia e tive o prazer de conhecer seu trabalho com essa postagem do Hellraiser (valeu!). Ele lembra um pouquinho o Dio, e seu estilo melódico/agressivo é bem bacana;

Todos os instrumentistas mandam bem neste trabalho, mas os guitarristas Mick Tucker (entrou na banda à partir do 3° álbum) e Cliff Evans (à partir do 4°), que devem ser o núcleo da banda desde sua reconstituição em 96, são os destaques aqui, nas músicas mais rápidas eles mandam riffs muito bons, e distribuem solos legais por todo o álbum.

Enfim, trabalho bacana que fica guardado no acervo. Destaque para Justice For All (tenho a impressão que ouvi essa música antes), Wings of Heaven (tão boa que parece que saiu do Mob Rules) e State of the Union (muito Saxon).

p.s.: War Nation é o 8° álbum da banda (2° após a reconstituição).

Nota: \m/\m/\m/\m/