segunda-feira, 23 de julho de 2012

AC/DC - Back in Black

O álbum Back in Black, lançado pelo AC/DC em 1980 foi escolhido por Phantom Lord para análise.



Phantom Lord
 Aqui está uma banda que supostamente exerceu influência em muitas bandas de rock pesado (vulgo heavy metal). 
Lançado um ano após o Highway to Hell, o álbum Back in Black surge com Brian Johnson substituindo o falecido Bon Scott nos vocais, porém o que mudou nas músicas da banda? Bom, eu não sou um maníaco por AC/DC, mas ouvi uns 5 álbuns de estúdio desta banda mais um monte de músicas dos demais discos... O disco TNT mostrava músicas mais próximas do Rock and Roll (ou classic-rock) e do Blues-rock, já o Highway to Hell apresentava um Hard Rock com características marcantes e bem conhecidas do AC/DC. 
...Apesar da mudança do vocalista, o Back in Black surgiu com um vocal muito semelhante ao de seus trabalhos antecessores. 
A verdade é que este disco apresenta pontos muito fortes, como algumas músicas inspiradíssimas, fáceis de serem memorizadas e com uma produção impressionante... A primeira vez em que ouvi este álbum, eu pensei que ele foi feito nos anos 90... E apesar das músicas do AC/DC geralmente parecerem “próprias para festas, baladas e/ou casas noturnas”, a distorção utilizada nas guitarras somada a produção (que eu já comentei) dá um “peso” significante ao álbum como um todo. Enfim, o AC/DC pode ser uma banda “fiel ao seu próprio estilo”, mas o álbum Back in Black não se torna cansativo de se ouvir, como acontece com vários outros desta banda. 
Hells Bells 9,2 
Shoot to Thrill 8,0 
What Do You Do for Money Honey 7,0 
Givin the Dog a Bone 7,2 
Let Me Put My Love into You 7,5 
Back in Black 9,7 
You Shook Me All Night Long 8,8 
Have a Drink on Me 7,8 
Shake a Leg 7,8 
Rock and Roll Ain't Noise Pollution 8,0

Modificadores: 

 E para polemizar possíveis "true-metaleiros": 



Nota: 8,2

Pirikitus Infernalis

Mais um cd desta que é considerada por muitos como a maior banda de Rock ‘n Roll da história. Após o sucesso absoluto do seu antecessor, a banda recebe o baque de perder o seu vocalista Bon Scott. Bon Scott era nada mais do que a personificação do Rock ‘n Roll, com seu talento nato para a música, e seu dom de pouco se importar com o pensamento das pessoas ao redor.
Pois bem, eis que depois de perder esse mito do gênero musical, a banda está atrás de um outro vocal e eis que Brian Johnson se junta a trupe de uma forma inusitada mas, como pouca coisa que acontecia naquela época fazia sentido, essa junção em pouco tempo se tornaria épica.
Back in Black é um cd épico, daqueles de Hall of Fame e que é “must have” para qualquer rockeiro, sem exceção. Ele possui hits cabulosos, musicas com duplo sentido sobre mulheres e rock ‘n roll, ou seja, esse cd é o que o ACDC faz de melhor. Somando isso ao sucesso de Sir Angus Young e Sir Brian Johnson meu amigo, pode botar o cd pra rodar que é sucesso.
Um dos melhores CDs da história, feito pela MAIOR banda de rock ‘n roll da história.
Top 3: Impossível escolher apenas 3. Shame Pit: -
Nota: 9,5


Venâncio

Bem a banda por si só merece 8 pitus... afinal não se trata de uma banda fundo de quintal que saiu de um bairro (país) qualquer da Europa.

Uma das maiores bandas de rock do mundo, detentora do titulo de maior vendedora de discos da história do rock e justamente com qual... este belíssimo álbum que marca a estreia de seu novo e atual vocalista.

O que mais dizer, elogiar sempre é difícil, mas posso dizer que temos aqui uma obra de arte o melhor desta banda que possui um estilo único e marcante em todas as suas musicas que gera a seguinte frase: "se tu gosta de uma musica de ACϟDC, gosta de todas!".

Mas o porque desta colocação, simples eles não buscam sair de sua zona de segurança me levando a crer que assim como Tarantino (respeitando a diferença de mídias, mas focando nas criações), fazem o que lhes agradam sendo o sucesso apenas resultado da semelhança de gostos com o publico.

Não vejo destaques na obra como um todo, é uma peça sólida, bem trabalhada e polida.

9 pitus


The Trooper
3
ACDC é uma ótima banda de rock n' roll, isso é indiscutível, mas eu não sou daqueles que "endeusa" os caras, se você é um desses já pode parar de ler por aqui.

A sonoridade deles me lembra Led e um pouquinho de Whitesnake, embora menos viajante e menos rápido. Com suas letras de putaria e postura "rock", deve ter influenciado bandas como Guns e uma grande maioria do hard rock, mas digo com segurança, que em seu primeiro cd (e apenas nesse) o Guns já superou os mestres, as faixas variam bem mais, são mais rápidas e passam a mensagem de putões melhor. Mas "clássico é clássico e vice-versa", como diria um famoso jogador de futebol, e Back In Black é a epítome do clássico, letras que você fica cantando por horas depois de ouvir, músicas que se repetem infinitamente pelo tempo em casas de rock, por discotecagem ou covers, e claro, gerador de fãs fanáticos.

É dever de qualquer metaleiro ouvir esse álbum pelo menos uma vez na vida (esse sim, não aquele monte de merda nas listas de revistas cretinas), e se você ouvir, no mínimo da faixa título vai gostar.

Álbum obrigatório na coleção (nem que for só em mp3), bom pra botar pra variar e em churrascos. 

Meu destaque vai para a óbvia Back In Black, acima do nível das demais.

Nota: \m/\m/\m/\m/


The Magician
Respeitável público: "Anti Christ/Devil's Children" no Blog Metal, com o mais bem sucedido disco de Rock da história.

A banda australiana é de singularidade super evidente e genuína, seus dois frontmans tinham (ou tem) vozes e interpretações únicas, e as linhas de bateria e guitarras se não são geniais pela virtuose devem obrigatoriamente ser reconhecidas pela sua autenticidade e originalidade. Por esses motivos o estilo do ACDC dificilmente pode ser comparado às demais bandas de rock ou metal.

E deixemos o Metal de lado, pois AC/DC não é metal, é injeção e bomba de rock n roll na veia!
Alguns sintomas: Seus versos são circulares pois saem de um tom correndo três ou quatro notas  fatalmente voltam para o ponto inicial (o "rolling" do Rock). Os sons da guitarra SG (inconfundíveis) de Angus Young, com os slides, licks venenosos e bends, principalmente nos graves, às vezes procura desesperadamente por fluência, e suportada pelos compassos viciados da caixa + tons da batera acaba falando a linguagem clássica do Blues. A voz estridente de Brian e as distorções pesadas das guitarras vestem a música com uma espécie de sonoridade Hard Rock.

A capacidade de recrutar iniciantes e as famosas letras polêmicas é que se tornam o motivo principal para o Rock pesado do AC/DC ser abraçado pela bandeira metaleira, mas é bem nítido que nas estruturas de composições de Malcolm e Angus existe muito mais de Creedence do que Deep Purple ou Black Sabbath.

As vezes citamos grandes guitarristas como "fora de sua própria época", como viajantes do futuro que desbravaram métodos e sonoridades até então ocultas. Pois é..., Angus Young também é notável, mas justamente pelo motivo contrário. O magrelo parece ter viajado no túnel do tempo direto dos anos 50 ou 60, e quando chegou nos anos 70/80 encontrou um equipamento ultra-tunado pra praticar o velho blues arcaico.

Mas normalmente o rock clássico não me deslumbra tanto assim, e costuma pecar por ser enjoativo....... só que aqui o caso é diferente.

Back in Black, é um acerto, fora de série, traz consigo três clássicos transcendentes ("Back in Black", "You Shook Me All Night Long" e "Hells Bells") e um compostos de músicas consistentes de alto nível (como "Shoot to Thrill" e "Given the Dog a Bone") que eternizaram a banda entre os grandes. As linhas são tão bem gravadas e equalizadas que o disco é um dos favoritos para testes de estúdios e casas de show até os dias de hoje. E tudo isso por causa de um golpe de azar - a morte de Bon - que obrigou o ingresso de Brian criando a química e o tema para o disco.

Um dos dez discos mais clássicos do Rock, obra de tirar o chapéu... o terno, a camisa, a gravata e ficar rodopiando que nem um maluco!

Nota 8 ou \m/\m/\m/\m/.
  
Resenhar o disco que mais vendeu na história do Rock sugere uma série de possibilidades de comentários e especulações sobre a fórmula do sucesso de Back in Black, particularmente estou convencido de que foi uma espécie de refúgio para os saudosistas do rock nos anos 80 e, puxando o pendulo para a sonoridade mais direta e menos progressiva foi até certo ponto um dos responsáveis por minguar o movimento musical de contracultura (ao lado do punk). Mas meu parecer definitivo sobre a resposta do disco no mercado reside no fato de o AC/DC perdurar décadas não só como estereótipo rock, e sim como uma das únicas opções de Rock de verdade e de qualidade.     

Hellraiser
3O que falar desta obra prima da musica pesada ? 
O que falar do disco de Rock mais vendido em todo o mundo ? 
Que merece todos os elogios possíveis, claro !!! 
Esse álbum é uma perfeição em forma de musica ! 

Uma prova de que, mesmo por uma troca de vocalista, mesmo que sendo por uma tragédia, uma banda de qualidade sabe canalizar os problemas e dar a volta por cima em grande estilo ! 
( Recado para Iron maiden e Sepultura ) 

Bom, quanto a obra do AC/DC, o álbum começa do mesmo jeito que termina, com a magnífica ``Hell´s Bells``, passando por otimas composições, entre elas, a super classica faixa titulo, até chegar na ultima faixa, ``Rock´n´Roll ain´t Noise Pollution``com total cara de Blues, ...mas PÉRA AÍ !!!!!!! 
Já acabou ?????? 
Sensação total de quero mais !!! 

Um álbum totalmente em alto estilo, com faixas altamente cativantes, de refrões grudentos, e a mesma formula simples e eficaz de sempre, de se fazer Rock´n´Roll do AC/DC. 
Todas as faixas são excelentes, tanto é que pelo menos 04 delas foram executadas com certa exaustão nas rádios. 

Nota 8,9

sábado, 7 de julho de 2012

Children of Bodom - Hate Crew Deathroll

O álbum "Hate Crew Deathroll" lançado em 2002 pela banda Children of Bodom foi escolhido por The Magician para análise.



Phantom Lord


Não acompanho o trabalho do Children of Bodom nem de bandas contemporâneas de estilos similares a esta, mas vamos lá: 
Logo de cara, nota-se que a parte instrumental, apesar de focada em velocidade e agressividade, é de boa qualidade. Ocasionalmente surgem teclados e outros sons “hiper-modernos” nas músicas, todos desnecessários em minha opinião e o vocal... Ah, o vocal é do tipo grunhido, latido, berrado e/ou tossido. Na verdade, é uma versão extrema dos “vocais rasgados” que devem ter surgido pela primeira vez em bandas como AC DC e Accept. Eu acredito que a utilização de vocais extremos (gritados ou gutural por exemplo) durante uma música inteira é sempre uma limitação. Não se alcança uma diversidade de sons (ou notas musicais) enquanto se berra até esvaziar os pulmões. Para piorar, torna-se um “pé nas bolas” ouvir tal tipo de gritaria e/ou rouquidão após uns 10 minutos de música. Ou seja, para mim, apesar de não ser o pior vocal que passou aqui pelo blog, este berreiro é entediante e irritante a médio ou longo prazo. Suficiente para reduzir a qualidade do álbum, como um todo. 
 Pois é... Para tal álbum receber uma avaliação positiva, talvez fosse necessário um fã dessas “vertentes-pós-2000” do metal. A verdade é que com o passar dos anos surgiram tantas espécies, sub-gêneros e variações do metal, que é praticamente impossível gostar de tudo. Isso me faz lembrar o quão ridículas são aquelas pessoas que dizem que rock é tudo a mesma coisa ou que é tudo barulheira: Se o heavy metal é um tipo de Rock (ou está inserido no Rock), todos seus sub-gêneros também estão dentro da categoria do rock! Como tudo isso pode ser “a mesma coisa”? The Beatles, Angra, The Ramones e Children of Bodom são tudo a mesma coisa...? São super parecidos, não? Toda esta diferença existente entre os tipos de Rock ou de Heavy Metal, faz com que pessoas gostem de determinados estilos ou de certas bandas... E por um outro lado, se existe alguém tão eclético para gostar de tudo, este alguém deve ser maluco, de personalidade fraca, ou ambas as coisas. 
 Concluindo: Ponto forte do álbum: Quase todos instrumentos durante maior parte do álbum; Pontos Fracos: Vocais avacalhados / gritados 100% do tempo e tecladinho fora de contexto durante grande parte do álbum. Enfim, para os fãs deste estilo de metal (seja lá qual for) o álbum deve ser muito bom, mas para mim ele ficou cansativo logo na faixa 3 ou 4.
Needled 24/7 5,3
Sixpounder 5,5
Chokehold 5,0
Bodom Beach Terror 4,8
Angels Don't Kill 4,5 
Triple Corpse Hammerblow 4,9 
You're Better Off Dead 5,0 
Lil' Bloodred Ridin' Hood 4,8 
Hate Crew Deathroll 5,0
 ...Sim, eu sou reacionário e arredondei a média final para baixo.
 Nota: 4,9

 
The Trooper
3
Classificado por alguns como melodic death metal, com alguma razão, pois a sonoridade do Children of Bodom foge do padrão death metal, a banda fornece algo novo para análise (pelo menos para mim).

A principal pergunta para mim é: Qual é o peso do vocalista na qualidade de uma banda?

Bem, pergunta complexa, obviamente a resposta é subjetiva, tanto para o peso como para o estilo. Para mim já foi mais simples, quando eu era mais novo, o vocalista tinha um peso bem mais importante do que eu acho hoje em dia, mas Children of Bodom me fez repensar a importância de você gostar dos vocais em um álbum. Reclamei anteriormente no post de Iron Blessings e Blood of The Nations, e portanto meu gosto deve estar claro, se é pra ter vocal gritado, tem que ser grave, de "urso". 

Entretanto, no caso de Accept e AC/DC, não dou muita importância e no caso do Sacred Steel, o instrumental meia-boca me faz ignorar o trabalho como um todo, mas aqui, em Hate Crew Deathroll, eu dou importância, o instrumental é bem legal (com exceção dos teclados chinfrins - aliás, descanse em paz nosso Lorde dos Teclados, Jon, infelizmente acho que ninguém o substituirá) e os gritinhos mequetrefes desviam a atenção da música, atrapalhando e muito minha análise.

Para quem gosta de power metal E death metal, esse álbum deve ser o ápice, para quem gosta de power metal, baixe uma versão sem vocais no youtube, e para quem gosta de death metal, bem, esse só deve prestar atenção na distorção das guitarras e nas letras chavão, então não faz a menor diferença.

Meu destaque vai para as três primeiras faixas.

Nota: \m/\m/\m/

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Black Sabbath - Mob Rules

Escolhido para análise por Phantom Lord, o álbum Mob Rules, lançado em 1981 pela banda Black Sabbath.



Phantom Lord
 Escolhi este álbum para o blog não somente por este estar em minha lista dos 20 melhores discos de rock/metal... mas também por se tratar de um dos fundadores do gênero heavy metal. Mob Rules é o segundo álbum do Black Sabbath com Dio nos vocais, lançado em 1981 apenas um ano após o “divisor de águas” Heaven and Hell. Não estudei profundamente todas as histórias e mitos sobre a banda, mas parece que o Black Sabbath estava mal das pernas no final dos anos 70. Possivelmente por causa de divergências de “opiniões musicais”, idas e vindas do senhor Osbourne etc... Como eu disse anteriormente, acredito que até os anos 70 não existiu um álbum de heavy metal (ou rock pesado): existiram apenas músicas pesadas espalhadas pelas discografias de algumas bandas.

Eu acredito que Mob Rules como um todo, é tão consistente (ou sólido) quanto o primeiro disco da era “Sabbath-Dio” (Heaven and Hell) e um pouco mais pesado do que os dois clássicos do “Dio solo” (Holy Diver e The Last in Line).
O Black Sabbath é considerado um dos criadores do tal heavy metal desde a “Era Ozzy”, mas a verdade é que durante esta era, o Sabbath raramente arriscava criar músicas com um ritmo mais veloz. Ozzy sempre teve seu estilo único de cantar, porém foi em conjunto com o Dio que esta banda lendária ajudou a aumentar a força (e talvez a popularidade) do heavy metal. Dio e Black Sabbath foram a combinação mais revolucionária que o mundo do rock precisava naquela época, pois no Rainbow, Ronnie limitava-se a fazer algumas canções de heavy metal “esparsas” e outras diversas canções de rock aleatório. A combinação do estilo rock-pesado criado por Iommi/Butler/Ward e dos vocais mais melódicos de Ronnie James Dio, possivelmente consolidou o heavy metal como um (amplo) gênero separado do rock e suas várias vertentes. É claro que ainda assim existem semelhanças entre muitas músicas destes estilos musicais...

Não estou dizendo que o Sabbath é o único responsável pela criação de um gênero musical e todas suas ramificações... Nesta época (1980-1981) Saxon e Iron Maiden apresentavam um rock de peso, mas suas “personalidades” ainda estavam em formação. O Motorhead vinha padronizando seu estilo em um rock mais veloz e “sujo” e o Judas Priest oscilava entre um rock n roll e um rock pesado. Enfim, o Black Sabbath com Dio nos vocais mudou grande parte da estrutura de suas melodias, mas conseguiu reter o peso existente em várias músicas dos discos com o Ozzy no vocal. Durante estes anos, o Black Sabbath foi a única banda a fazer um álbum praticamente todo constituído de rock pesado (ou metal...) não só por apresentar algumas músicas velozes, mas também por causa dos sons graves dos instrumentos, distorções e boa produção.

O álbum Mob Rules segue um estilo semelhante ao seu antecessor e para mim é bem difícil decidir qual destes dois discos é o melhor.
Este disco começa com a porrada Turn Up The Night, segue com a genial Voodoo que abre passagem para longa viagem The Sign of the Southern Cross (que destrói praticamente qualquer outro “metalzinho-viagem ou progressivo” que já passou por este blog). Eu poderia dizer que a peteca caí em E5150 (Desnecessária? Provavelmente sim) , mas eu acredito que esta faixa serve como um simples encerramento da anterior e abertura da próxima paulada: The Mob Rules. O último destaque do disco vai para Falling off the Edge of the World, sendo que Country Girl, Slipping Away e Over and Over são no mínimo razoáveis.

Turn Up the Night 9,3
Voodoo 8,7
The Sign of the Southern Cross 8,0
E5150 / The Mob Rules 9,3
Country Girl 7,3
Slipping Away 7,5
Falling off the Edge of the World 8,4
Over and Over 7,0

Modificadores:




Nota: 8,7 


The Trooper
 3Acho que a principal idéia do Phantom ao afirmar que este é o segundo álbum de metal se trata da falta de faixas psicodélicas presentes neste álbum. Concordo em parte, é verdade que a psicodelia presente durante a década de 70 e portanto durante a estadia de Ozzy no Sabbath pode ser usada para separar o heavy metal do rock n' roll clássico, principalmente se considerarmos todas as faixas de um único álbum. Entretanto nossa concordância termina por aí, porque eu acho que o Black Sabbath perdeu peso na mudança de Ozzy para Dio, e para mim som pesado representa mais o heavy metal do que velocidade. Por que perdeu peso? Não sei ao certo, talvez o surgimento do hard rock tenha influenciado em algo, mas eu aposto minhas fichas em certo timbre das trevas, o de Ozzy Osbourne. A combinação da guitarra de Iomi com o timbre do Ozzy formava O MAIOR som macabro do mundo musical, que para mim nunca foi superado, e mais, considero sim, que o verdadeiro pai do heavy metal é o Black Sabbath e ninguém me convencerá com o argumento que for de que é outra banda.
Voltando ao álbum, não sei se ele é realmente todo composto de heavy metal, as psicodelias "sumiram", mas para mim aparecem de forma disfarçada em músicas lentas e longas como o próprio Phantom cita "The Sign of The Southern Cross". Enfim, mesmo que seja um legítimo álbum de heavy metal por inteiro, dois anos depois, Dio lançava o fabuloso "Holy Diver" que considero muito mais empolgante, rápido e inspirado, e começando assim sua carreira solo superando o Black Sabbath (pelo menos nos primeiros álbuns).
Mas a primeira vez que eu ouvi "Mob Rules" eu fiquei surpreendido positivamente, bons riffs de Iomi, os vocais energéticos de Dio e o bom trabalho no geral com certeza coloca esse álbum como um dos clássicos do heavy metal, como disse anteriormente, até prefiro o Holy Diver mas não tem como dizer que Mob Rules é mediano ou ruim.
Meu destaque vai para Voodoo, The Mob Rules e Falling of The End of the World (que começa lenta e dá uma acelerada). Negativamente, The Sign of The Southern Cross podia acelerar pelo menos um pouquinho e Over and Over é realmente a única faixa fraca do álbum, que consegue "torrar meu saco" rapidamente.
Sobre o Sabbath, eu acho que essa transição se deu na linha do macabro para o épico, ou do heavy metal para o power metal (sim, considero Dio o pai do power metal, mais em essência do que em estrutura).
Nota: \m/\m/\m/\m/

The Magician

O empoeirado Phantom Lord nos presenteia com mais um clássico, e mais uma vez da banda mais influente da história do Metal; do soturno, nesfasto, macabro, infernal, Black Sabbath.
Dessa vez no entanto, em um contexto bem diferente daquela primeira postagem (Paranoid), onde o porta-voz da banda era Mr. Fucking Crazy Ozzy Osbourne e por consequência principalmente disso, a banda retinha uma biometria completamente diferente da registrada em “Mob Rules”.
Mas assim como já houve resenha do Sabbath, já houve também aqui em nosso blog o postagem de CD solo de Dio (“Holy Diver”), e se o leitor tiver a oportunidade de escutar os dois trabalhos e compará-los com este segundo disco da era Sabbath + J. R. Dio, com certeza notará maior semelhança com o trabalho próprio do vocalista.
Embora dirão os sabichões que este é um fato óbvio, não acho que ocorreram inversões tão acentuadas no estilo de tocar como aconteceu com o Black Sabbath nessa época, tem-se como exemplo grandes bandas que tiveram este tipo de desafio e que mesmo assim continuaram bastante fiéis às suas assinatura de trabalhos anteriores: AC/DC, Deep Purple, Helloween, Judas Priest, e o caso mais simbólico de todos, o Iron Maiden. Da mesma forma que a Dama de Ferro, a banda de Iommi também modificou as linhas vocais de um estilo mais simples e limitado (guardadas as proporções, claro) para um canto primordialmente técnico e super melodioso, mas nem por isso Harris disse: “para tudo! Vamos ter que mudar nosso som!”, já Tony Iommi...
Então descortinando os fatos:
Tony Iommi confessa ter entrado em depressão na época da saída de Ozzy, não conseguia mais criar estruturas e arranjos onde somente um simples preenchimento de voz desse vida às músicas, forma de composição essa que o acompanhou da fase inicial (Earth) até o então ingresso de Dio na banda. Revelou também (em biografias ou entrevistas) que Dio chegou com composições praticamente feitas e que ao invés de ter a responsabilidade de compor os sons sozinho, o guitarrista, às vezes precisava apenas seguir a voz de Dio em suas próprias melodias ou devaneios. Com um conhecimento musical muito mais avançado do que Ozzy e com uma imensa bagagem que ganhou ao lado de Richie Blackmore (Rainbow/Purple), foi o novo vocalista que deixou o Black Sabbath (que o contratou) à vontade e não ao contrário, como deveria ser.
E amarrando os fatos, Dio comentou esse evento como particularmente fácil de lidar, já que estava acostumado a, de certa forma, ser podado e ter que dar conta das invenções do louco (gênio) do Blackmore. O encontro com o Sabbath de Anthony foi como soltar-se das amarras e ter espaço pra criar.
Para colocar aqui esta análise de forma mais coerente o ideal mesmo seria resenhar o álbum “Heaven and Hell” do ano anterior, o primeiro lançado por esta união (Dio + Sabbath), mas tendo em vista que a sonoridade de Mob Rules segue a mesma linha e que este seja uma continuação daquele primeiro trabalho, acho que a mesma leitura é valida.
Mas minha conclusão é que Dio imprimiu sua personalidade neste trabalho e as músicas se tornaram, quando não mais velozes, meros acompanhamentos para a sua performance, e por uma questão simples de espaço nas ideias, acabou naturalmente inibindo aquela sinistra veia compositora de Tony Iommi; que se alimentava na primeira formação da banda e que só veio a ressurgir décadas depois nas duas faixas inéditas do álbum “Reunion”. Essa “liberdade” dada a (ou imposta por) Dio culminaria na história de sua demissão, já conhecida e comentada neste blog.
Ainda assim o álbum Mob Rules é uma das grandes obras da época, esse título está com certeza cravado na grande pedra dos álbuns clássicos do Heavy Metal. Ao lado dos primeiros trabalhos de Ozzy com sua própria banda, do Iron Maiden com Bruce, do AC/DC com Brian, e principalmente sendo material de estudo para os trabalhos futuros de DIO, foi um dos elementos que incentivaram o boom do movimento HM nos anos 80 (o Iluminismo do Metal). E se o antigo Sabbath jazia, nascia uma banda revigorada e "reinspirada", tendo como núcleo do trabalho a criatividade e técnica absurda dos vocais de Ronnie James Dio.
As faixas "The Sign of the Southern Cross" (épica), "Voodoo", "Turn up the Night" e "The Mob Rules", são acima da média e carregam o disco do status "bom", para um nível "ótimo".
Mob Rules é uma espécie de proto-obra da carreira solo de Dio e foi imprescindível para que aquele Black Sabbath que inventara o Metal do jeito que conhecemos descansasse nas sombras do passado, marcando assim, o fim de uma geração.
Nota: 8,2 ou \m/\m/\m/\m/.



Pirikitus Infernalis
Cara, esse álbum é simplesmente sensacional. Um dos melhores da história. Dio + Iommi = Fuderagem das bravas!

Eu sempre disse que pra mim a "era Dio" do Black Sabbath nunca deveu 1 centavo para a "era Ozzy", e mantenho até hoje essa opinião me baseando nas 3 obras primas que estes senhores criaram. Óbvio que eh muito fácil julgar tendo uma quantidade considerável de álbums a menos e isso seria até leviano de minha parte, mas aqui não estamos decidindo se os álbums com Dio são melhores, apenas afirmando que não piores.

O Sabbath mantém sua personalidade musical aqui, é muito fácil você saber que é o Sabbath quando rola determinada canção e isso é ótimo porque as músicas são fantásticas dentro da personalidade musical que a banda desenvolveu. Dio é, literalmente, o Deus do vocal. Iommi é um gênio controlando uma guitarra, Appice dá vida a bateria nesse álbum. Resumindo, nota 10 para os membros.

Quanto as músicas, não tem 1 única música ruim. Desde porradas como The Mob Rules ou viagens como The Sign of the Southern Cross, a qualidade é impecável. O único problema é que quando se cria algo excelente, algo ótimo fica bem abaixo, mas obviamente não significa que seja de baixa qualidade.

Top3: The Sign of the Southern Cross, The Mob Rules e Falling of the Edge of the World. Shame Pit: - .

Nota: 8,5


You've nothing to say,
They'll drag you away,
If you listen to fools,
The mob rules!!!!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Anthem - Eternal Warrior

Escolhido por The Trooper, o álbum Eternal Warrior, lançado pelo Anthem em 2004.



Faixas: 01-Onslaught; 02-Eternal Warrior; 03-Soul Cry; 04-Life Goes On; 05-Let The New Day Come; 06-Distress; 07-Bleeding; 08-Omega Man; 09-Easy Mother; 10-Mind Slide.



The Trooper
3
Anthem é uma banda de rock/heavy metal japonesa criada em 1980, desmembrada em 1992 para ser reformada em 2000. 

Se não me engano, o álbum de 2000, Heavy Metal Anthem, com Graham Bonnet nos vocais é o único com letras totalmente em inglês, o restante dos álbuns contam com letras em japonês com trechos em inglês (principalmente os refrãos), acho que isso reflete bem a cultura japonesa, com a enorme influência americana na reconstrução após a Segunda Guerra Mundial, mas trata-se de uma língua bem diferente da japonesa, o que traz dificuldades para aqueles que tentam utilizá-la (como dá pra notar nos sotaques da maioria dos vocalistas japoneses).
O vocalista neste álbum é Eizo Sakamoto, que canta bem, mas às vezes alguns agudos machucam meus ouvidos, fora o já citado sotaque. No geral toda a banda trabalha bem, mas o que me chamou a atenção foi o trabalho do guitarrista Akio Shimizu, e meu destaque vai portanto, para a faixa instrumental Omega Man.
Enfim, é um bom trabalho, para aqueles que odeiam letras em japonês, sugiro que ouçam o álbum Heavy Metal Anthem para conhecerem a banda.

Nota: \m/\m/\m/\m/

Phantom Lord

Mais uma banda do outro lado do planeta...
Eternal Warrior inicia-se com um trabalho instrumental impressionante na música Onslaught, porém o vocal parece básico: apenas “segura as pontas”... O álbum segue num estilo tradicional de heavy metal sem grandes altos e baixos. A parte instrumental se destaca em diversos pontos do disco, porém o vocal continua mediano. Mas porque isto acontece?
...The Trooper citou algo sobre a diferença dos idiomas (japonês e inglês) e a dificuldade de se cantar uma canção numa língua estrangeira. Daí poderíamos pensar: porque cada banda não canta em seu idioma nativo? Bem, algumas até cantam, mas primeiramente se a banda deseja uma projeção mundial, é melhor que “ela cante” em um idioma difundido / popular... O idioma inglês, com certeza é um dos mais falados pelo mundo e parece ser o preferido das bandas de rock e heavy metal. A forma como as palavras soam neste idioma parecem fluir de maneira mais fácil e mais agradável do que em vários outras linguas. Idiomas como o japonês e o português estão cheio de palavras “quebradas” onde as consoantes se destacam, possivelmente dificultando a pronúncia adequada a maioria dos ritmos encontrados nas melodias de heavy metal...
...P$#@ que pariu, enrolei bastante, não? Até parece que sou tradutor/intérprete e/ou músico! Enfim, é mais ou menos isso que eu penso, é difícil explicar, mas temos outro exemplo aqui no blog: Quando o Arya (banda russa) “apareceu” aqui, foi bastante criticado... Afinal quantas bandas que cantam em russo são mundialmente conhecidas? O idioma russo é ensinado nas escolas de algum país da América? Acho que não... Tudo isso faz com que o “não-russo” estranhe tais músicas, assim como é comum que brasileiros estranhem melodias de heavy metal sejam cantadas em japonês, italiano, alemão, espanhol etc...

Onslaught 7,8
Eternal Warrior 8,4
Soul Cry 7,2
Life Goes On 6,0
Let the New Day Come 7,0
Distress 6,3 
Bleeding 7,2
Omega Man 7,0
Easy Mother 6,0
Mind Slay 7,4

Finalmente, em minha opinião, Eternal Warrior é um bom trabalho, porém o vocalista é apenas mediano, as melodias em japonês são no mínimo estranhas e...
Sempre me lembrarão Jaspion, Jiraya, Samurai X, Evangelion etc.
Nota: 7,1


Pirikitus Infernalis


Eis que nos deparamos com mais uma banda da tríade japonesa de heavy metal oitentista. Esse cd foi uma gama de gratas surpresas. Primeiramente por ser bom, segundo por manter um clima anos 80 que eu acho sensacional, terceiro por ter sido feito em 2004 e quarto por conseguirem demonstrar influência do rock Japonês.
Uma grata surpresa de uma banda que eu conhecia apenas por nome, até onde me lembro. Um cd com um heavy metal tradicionalíssimo com uma pitada J-Rock, mesmo em uma época dominada por rocks modernos. Uma cozinha discreta, um bom vocalista e o grande trunfo da banda, o guitarrista Akio Shimizu.
Esse guitarrista não é de uma técnica suprema como Gus G., nem de uma velocidade abissal como Herman Li. Ele simplesmente sabe pegar o feeling da música. Suas composições nesse cd são simples, porém de ótimo gosto, e sua performance em Omega Man é de tirar o chapéu.
Um bom cd de metal tradicional sem perder a raíz do rock japonês, que por diversas vezes me fez pensar que tal música encaixaria bem em algum anime, porém é um cd muito interessante.
Top 3: Eternal Warrior, Life Goes On e Easy Mother (Menção honrosa para Omega Man). Shame Pit: Distress.
Nota: 7,5
Ps: Mesmo tendo boas músicas para animes, nenhum supera a eterna L'Arc-En-Ciel - Ready Steady Go.




The Magician

Os Metalcólatras acima já descreverem os pontos e observações mais essenciais sobre "Eternal Warrior", por isso vou apenas reforçar algumas de suas análises.

Ouvir esse japa maluco cantar as vezes incomoda, seja pela interpretação exagerada ou (principalmente) a pronuncia do Nihongo, que por ser língua aglutinante se torna pouco melodiosa neste genêro (lembrando novamente que o metal e o rock foi criado por e para a lingua inglesa). E falta um pouco de técnica  para os vocais que as vezes assume responsabilidade imensa dentro das músicas,  em bases de grooves monotônicos.

Se existe a critica aos vocais há de se elogiar as composições das guitarras. Esse tal Shimizu faz miséria, acerta em cheio em bases, licks e solos, nos timbres, tempos, melodias, multiabordagens, enfim nas ideias colocadas em geral. Raríssimo o dinamismo desse cara, que realmente me espantou, e imediatamente me remeteu (ouça Omegaman) às trilhas sonoras mais destruidoras dos games de 90 a 00 da Nintendo, que residiam nos jogos da Capcom/Konami/Rareware, entre outras.

Muitas vezes jogando esses tipos de games eu pensei: "por que um fdp apenas não coloca uma letra da hora nessas músicas? é uma fonte infinita de coletâneas!!". Eu acho que esse japa guitarrista pensou isso, se é que o cara já não trabalhava em estúdios desse tipo antes... pensei em perguntar pra ele mas não tenho Facebook, quem tiver e também possuir essa curiosidade:http://www.facebook.com/pages/Akio-Shimizu/206159786073486.

A resenha deste álbum ressuscita a linha de pensamento que o oriente tenta melhorar o que o ocidente criou, cfe. abordado no post do Loudness, e o Anthem neste trabalho quase fez eu voltar atras e me convencer de que isso é possível também na música.



Duas conclusões: 1 - Ao invés de tentar um vocalista americano nesta banda, porque não levar esse  Akio Shimizu para uma banda americana ou européia?
2 - Se fosse um álbum integralmente instrumental, provavelmente teria nota 10 neste blog.

Nota: 7 ou \m/\m/\m/\m/.
   

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Paradise Lost - Draconian Times

Escolhido por Pirikitus, o álbum Draconian Times lançado em 1995 pela banda Paradise Lost.




1. Enchantment / 2. Hallowed Land / 3. The Last Time / 4. Forever Failure / 5. Once Solemn / 6. Shadowkings / 7. Elusive Cure / 8. Yearn for Change / 9. Shades of God / 10. Hands of Reason / 11. I See Your Face / 12. Jaded

Phantom Lord
 Até o momento em que comecei a escrever esta resenha, esta era uma banda do grupo “apenas ouvi falar”... Ou seja, outra novidade para mim. 

Enchantment abre o álbum com um estilo bem próximo do gothic rock/metal, vai ver esse é o tal “doom metal”. O vocal alterna entre o grave (típico gótico) e um mais gritado, nada demais... e os instrumentos podem ser classificados como arroz e feijão desta espécie de metal, ou talvez como o sangue, já que a maioria dos góticos são “meio vampiros”. 

Depois de aproximadamente 18 minutos, a faixa 5 (Once Solemn) evitou que eu entrasse em estado de torpor absoluto... ainda bem... Não que esta música seja uma “speedfreak” avassaladora, é claro.
Bem, já que se tornou difícil prestar atenção no álbum, cheguei a duas teorias (ou conclusões): 

1. Talvez Draconian Times sirva bem de trilha sonora de elevador, ou musica de ambiente de trabalho, afinal, o álbum não incomoda, mas toda vez em que eu tento ouvir as melodias/ritmos, eu sinto uma terrível sonolência; 

2. Draconian Times é sonolento pela distorção de eco suave utilizada nas guitarras em diversos trechos das músicas, pelo vocal bobinho (já que a palavra medíocre parece ofensiva para muitas pessoas) e pelo elevado número de faixas, mesmo estas sendo breves.
Em minha lista abaixo, tento classificar as músicas do álbum abordado (como faço há muito tempo)...

Enchantment 6,0
Hallowed Land 5,8
The Last Time 6
Forever Failure 5,5
Once Solemn 7,0
Shadowkings 5,7
Elusive Cure 5,3
Yearn for Change 7,2
Shades of God 5,0
Hands of Reason 6,8
I See Your Face 5,5
Jaded 5,0
Obs.: Na verdade, só não dormi durante a execução deste álbum, porque estou gripado e espirrando “explosivamente”.
Nota: 5,7

The Trooper
 3Sono, esta palavra resume minha análise sobre este álbum.

Pelo que li a banda era classificada como doom metal, mas neste álbum é considerada gothic metal (http://en.wikipedia.org/wiki/Paradise_Lost_(band)), não tenho muitos parâmetros para comparação além da semelhança com Type O Negative, usando esse parâmetro posso dizer que o álbum Draconian Times é muito mais sério do que Bloody Kisses, em compensação a faixa Black Number One tem mais impacto que qualquer faixa do álbum analisado.

A estrutura das faixas parece simples, com ritmo razoavelmente lento, e quando acelera lembra um punk rock mais trabalhado, o vocalista é aceitável, assim como os instrumentistas no geral, sem nenhum momento de brilhantismo excepcional, mas sem viagens irritantes.

Mesmo se você não for fã gothic, talvez seja possível deixar o álbum tocando de fundo enquanto faz qualquer outra coisa, mas tentar prestar atenção nas letras e melodias soníferas que parecem todas iguais é um feito digno de alguém dotado de uma vontade de ferro.

Meu destaque vai para Once Solemn, vai ficar de lembrança no meu hd.

Nota: \m/\m/\m/

The Magician
"Draconian Times" da banda inglesa Paradise Lost, foi possivelmente o mais inexpressivo trabalho que passou pelo Metalcólatras.
Uma vez que o álbum se mostrou ineficaz quanto a apresentação de composições de qualidade dentro de seu conteúdo, restava fazer sua parte representando um segmento específico do Heavy Metal, o Doom Metal. Mas até nesse quesito falhou, já que em janeiro de 2011 o Type O Negative fez essas honras no nosso blog, tirando mais ainda o que restava de brilho no fosco "Draconian Times".
Sem saber qual foi a inspiração do Metalcólatra proposto, me resta então fazer o árduo esforço de desenvolver uma rápida sinopse sobre o trabalho em questão.
O trabalho demonstra coerência na produção, preenchimentos e camadas atmosféricas, além  de abordagens sólidas no sentido de direcionar o trabalho de forma consoante à réquia que é essa sub vertente do metal. 
Entretanto minha decepção é depositada quase que completamente na composição/evolução das linhas melódicas. O material, se sujeito a um filtro que elimina as impurezas sonoras (ou os canais distorcidos e timbre suntuosos, ou como quiser chamar as tantas multi facetas sonoras) da abordagem gótica, de modo que apenas a melodia seja resultado desse processo de decantação, revela-se como um composto musical inequivocavelmente e definitivamente, ordinário.
Ainda que meu gosto musical tenha certa receptividade às características sonoras do estilo, como as linhas super encorpadas, distorções de regulagens graves, teclados de colorações soturnas, e até mesmo para os cantos litúrgicos e componentes eclesiásticos distribuídos, o CD apenas "ventou" nas diversas vezes que se repetiu no meu Mídia Player; e quando parava para prestar atenção, cavucando por uma passagem marcante ou interessante me deparava com a eloquente interpretação do vocalista se contorcendo sobre os leitos sonoros oferecidos pela banda.
Não há destaques, na verdade, o destaque é a arte psicodélica da capa que com a sua abundância de cores foi com certeza o que mais chamou a atenção em "Draconian Times".

Nota \m/\m/ ou 4,1.

Sim, rebusquei ainda mais no vocabulário desta resenha, na tentativa (inútil) de transformar algo tão desinteressante como uma resenha sobre este CD, em um texto menos .... ORDINÁRIO!    


Pirikitus Infernalis
3Já era de conhecimento da nação Metalcolatra (atualmente formada por 3 membros, 2 moribundos e uma corja de mortos) que esse álbum seria recebido com nada além de pancada. É um álbum que foge bastante do padrão metal metalcolatriano, porém não deixa de ser um bom cd dentro de sua dimensão musical. 

 Eu ouvi esse álbum por indicação de um amigo e ele passou meio batido na primeira audição, afinal também não sou um apreciador assíduo de Doom/Gothic/etc...porém conforme fui ouvindo fui gostando cada vez mais desse cd. 

As músicas mais características da banda são de muito bom gosto e qualidade e as músicas com mais velocidade são de ótimo gosto. Outro destaque bem positivo nesse álbum é o vocal de Nick Holmes, às vezes um pouco rasgado/agressivo, isso me deixou bem satisfeito. 

Alguns pontos também são interessantes, como a voz de Charles Manson na música Forever Failure. Honestamente, devo dizer que a única música abaixo de 6 que eu achei foi a saideira Jaded, todas as outras variam entre um 6,5 e um sonoro 8,5, tendo seus pontos mais altos representados por Hallowed Land, The Last Time e Once Solemn. 

Um bom cd para se ouvir sem pressão, deixar a música fluir e relaxar. 

Nota: 7

Top 3: Hallowed Land, The Last Time e Once Solemn. Shame Pit: Jaded.

Ps: Na versão japonesa deste cd temos, entre outras, a bônus track Walk Way que é cover do The Sisters of Mercy, vale a pena dar uma escutada.

sábado, 5 de maio de 2012

Aclla - Landscape Revolution

O álbum "Landscape Revolution" lançado em 2010 pela banda Aclla foi escolhido por The Magician para análise.






The Trooper
3
Trabalho sólido. O AcllA começa o álbum mostrando sua cara com uma foto 3x4, a faixa The Totem deixa bem clara a proposta da banda. Os caras fazem um bom heavy metal flertando com o rock moderno, embora a primeira faixa me lembrou um pouco Saxon (o que também demonstra a versalidade do vocalista), mais pra frente me lembrei de Avenged Sevenfold (principalmente em Living for a Dream) e Alter Bridge e pra fechar comparações o álbum termina com a balada Sun n’ Moon que se não te lembrar Led Zepellin é porque nossas mentes funcionam de maneira muito diferente.
Todos os músicos são competentes, e a produção é o ponto forte do trabalho. Vários trechos de solo de guitarra e riffs-base merecem destaque. Obviamente, seguindo meu gosto, o destaque vai para as faixas Ride, Flight of The 7th Moon e Trace (a melhor do álbum).
Dependendo da sua tendência dentro do heavy metal, há uma chance de você dar nota 10 para o trabalho dos caras.
Resumindo: aprovado.
Nota: \m/\m/\m/\m/

Phantom Lord
 
Revolution Landscape ressuscita a velha fórmula do heavy metal com qualidade, sem parecer cópia de trabalhos de outras bandas e sem soar repetitivo. A produção (para um primeiro álbum) está boa e parte instrumental me pareceu interessante, sem exageros e sem mudanças bruscas no ritmo das músicas durante maior parte do álbum. O vocalista manda bem, sem puxar muito para o grave ou para agudo e sem desafinar. Depois de muitas resenhas sempre citando um ou mais defeitos dos álbuns, finalmente escrevo uma sem achar nada pra “descer a lenha”...
Acho que Revolution Landscape quase não apresentou pontos fracos: Em pouquíssimos momentos, alguns trechos das músicas podem parecer meio enrolados, ou que estão ali “só para preencher espaço”. O vocal só fica mais entediante na faixa 9, onde tanto o refrão como as vozes mais gritadas não empolgam...
The Totem 8
The Hidden Dawn 7,8
 Under Twilight Skies 8
 Ride 8,2
 Living For A Dream 7,2
Jaguar 6,5
 Aclla 7
Overcoming 7,5
 Landscape Revolution/Flight Of The 7th Moon 6,8
Trace 8
Beyond The Infinite Ocean 8
Sun n´ Moon 7

Modificadores: 


Nota: 7,9

The Magician
Tomei conhecimento da existência da banda há aproximadamente hum ano via publicidade da revista Guitar Player, própria para bitolados ou chegados ao universo das 6 cordas elétricas. A principio esbocei uma imagem para a banda atrelada ao espaço em que foi divulgada, ou seja, banda para músicos - que significa em outras palavras: chata pra cacete.
Mas esta informação ficou guardada em minha mente: "quando tiver oportunidade vou atrás desses caras", e continuei minhas explorações nos vastos campos do metal, seja por meio de revistas especializadas, papos de boteco/churrasco ou internet. 
Enquanto isso os membros do blog continuaram postando suas sugestões por aqui no Metalcolatras, e me surpreendi com duas postagens específicas: "The Black Halo" do Kamelot e "Days of Defiance" dos gregos do Firewind, bandas de uma geração com a responsabilidade de resgatar o velho e bom metal que hoje em dia anda perdido na multi-fragmentação do gênero, quando não enlatado e vendido como "Heavy Metal de prateleira" pela indústria terminal do Rock. Além disso a postagem de "Crack the Skyie" do Mastodon dentro de suas limitações impostas pelo berço NWOAHM, acabou me despertando para um ponto interessante do mercado recente do Heavy Metal, o fato de algumas bandas se afastarem de uma rotulação específica utilizando múltiplas abordagens do consolidado metal tradicional.
OK, foi então que ressurgiu em minha mente o Aclla mais uma banda desse proclamado "Metal emergente", sem antecedentes ou patronos, preocupados em fazer o que queremos ouvir: um som de qualidade; e as expectativas, por incrível que pareça, foram superadas!
O fato de ser uma banda repleta de músicos de currículo tarimbado me deixou com um pé atrás mesmo durante a primeira exposição do material, na cacetada intitulada "The Totem", primeira faixa do álbum Landscape Revolution; a sensação provavelmente foi causada pela péssima experiência com o álbum "The Skull Collectors" (Hibria) que começa muito bem com "Tiger Punch", para em seguida se perder em uma infindável monotonia super-produzida.
Ao invés disso o Aclla ordena com sabedoria as músicas, alternando as canções de modo que não direcione o disco para uma ameaçadora linha maçante de pancadaria contínua. Mas não se confunda, pois até a faixa 11 do CD você não escutará nenhum timbre suave oriundo das guitarras, e com certeza não terá sossego com a bateria invocadíssima de Eloy Casagrande. 
Em meio dessa barulhenta e intensa viagem de Landscape Revolution, cada passagem se mostra no mínimo interessante e digna de atenção do ouvinte, mas vou antecipar um resumo.
Os pontos mais extremos do álbum estão por conta da faixa de abertura "The Totem", a quarta faixa "Ride" e a nona faixa "Flight of the 7th Moon", o trabalho das guitarras e baixo são exímios, mas são quase que naturalmente ofuscados pela maestria das baquetas e principalmente dos pedais comandados em sincronia alienígena criada pelo baterista do grupo (19 anos?!! wtf??); 
Os contra-pontos desses "pináculos" se apresentam de diversas formas, sendo que "The Hidden Dawn" e "Under Twilight Skies", respectivamente a segunda e terceira faixas, podem ser entendidas como leituras virtuosas sobre o metal moderno, com intenso uso das guitarras de timbres sintetizados, e grooves/swings rachados e assimétricos. Os "beats" também são trabalhados para atuar na direção de uma roupagem atual, e para isso utilizam distorções de mesas e artifícios de produção (alguém mais aí se lembrou de DK Country 2 - SNES, no início da faixa 3??).
O quinto som da lista: "Living for a Dream" herda parte desta modernidade para apresentar sua parte introdutória, delegada ao lead de baixo acompanhado pelos guitarristas chutando harmônicos artificiais nos riffs de verso, e então de forma progressiva mergulha em um refrão de metal melódico que imediatamente relembra os grandes hits do Angra; neste mesmo modelo atua a faixa "Overcoming", um artigo de auto-ajuda transformado em power - melódico.
As partes mais enraizadas na infalível fórmula do consagrado Power/Speed Metal são as coesas "Trace" e "Beyond the Infinite Ocean", ótimos refrãos, linhas instrumentais, conduções/inversões, solos, melodia, enfim... tudo se encaixa perfeitamente na medida, sem exageros ou ausências.   
As duas músicas ainda não mencionadas são as que mais destoam do conjunto- "Jaguar" e "Sun n' Moon" - a primeira se inicia com uma sonoridade ritualística, evolui para um estilo agressivo de Metal e abraça o mais melódico de todos os refrãos do disco, portanto mostra certa oscilação na composição e se torna menos "digerível". A inusitada composição de fechamento do álbum, um conto mítico/romântico sobre a Lua e o Sol apresenta características líricas e sonoras de cunho folclórico, e se apóia sobre uma embutida e mesclada levada brasileira em seus arranjos principais. Nenhum dos dois sons desagradam, mas se mostram um tanto peculiar se comparados ao todo.
Por todo o álbum as partes registradas são excelentes, amparadas por um impecável trabalho de produção (ainda mais se tratando de um debut!). O baixo foi bem encaixado e não fica escondido atrás das guitarras, trabalha muito bem nos preenchimentos dos espaços; as guitarras obviamente estão por todas as partes, mas prezam pelas interpretações sobre a melodia, e poupam bastante nos riffs fraseados, optando assim pelas combinações de acordes para formação das "paredes". É muito clara a veia virtuosa de Denison, já que seus solos são assinados por interpretações de improviso sobre as bases, mas essa vertente de guitarristas que passeiam sobre os campos harmônicos, embora apresente uma amplitude de nuanças e alguns belos licks, tiram a força dos solos, e dificilmente produzem linhas marcantes ou inesquecíveis ( exceção ao bridge de guitarra após o primeiro refrão de "Flight of the 7th Moon", simplesmente impagável, é o ápice do CD).
Sobre a bateria nada a declarar além de: fo#%da! Teria que ser um especialista para emitir uma crítica, e mesmo assim teria que ser um cara-de-pau.
Minha ressalva é sobre Tato, que em meu ponto de vista pode melhorar sua constituição da voz e desenvoltura; algumas pronúncias também soam extremamente acentuadas e mastigadas, revelando em alguns momentos o famoso inglês-macarronada (eu sei, meu inglês é péssimo, mas não sou vocalista de nenhuma banda...). De qualquer modo o cara está muito longe de ser ruim, e seus pontos fracos são estancados pelos seus tons nas músicas mais lentas ou límpidas, onde chama bastante atenção. Além disso, só por ser o idealizador da banda e de todo conteúdo já merece o respeito de qualquer um.
Por fim destaco a temática do trabalho, que na verdade é o tema deste século: a sustentabilidade. Muito bem encaixado nas músicas, na arte (por Gustavo Sazes, responsável também pelas capas de Dream Evil - In the Night e Firewind - Days of Defiance) e na produção do inovador ECOPACK a embalagem biodegradável do CD. 
Mas particularmente sou cético quanto ao fim do mundo ecológico anunciado pela insistente bandeira ambientalista (afinal, os humanos, da mesma forma que um vírus mutante, se adapta), e cético principalmente quanto a real conscientização das pessoas; e sobre a citação do tema ambiental no Heavy Metal ainda acho a mais expressiva de todas "Blackned" - Metallica... muito mais direta e definitiva.

Nota: 8 ou \m/\m/\m/\m/.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Lost Horizon - Awakening the World

Metalmercante trás a você o álbum "Awakening the World" da banda "Lost Horizon" de 2001




Metal Mercante

“Épico”, dialeto grego representado na Ilíada e na Odisseia ou uma palavra antes utilizada para descrever os feitos dos heróis dentro de composições poéticas perdeu um pouco do seu valor com a introdução dos jogos modernos fazendo com que ela fosse utilizada para descrever qualquer feito dos jogadores que fossem ligeiramente mais difíceis de serem alcançados.

Para começar a escrever a resenha do álbum “Awakening the World” da banda “Lost Horizon” eu preciso resgatar o significado original da palavra:

ep•ic   [ep-ik]
adjective Also, ep•i•cal.
1. noting or pertaining to a long poetic composition, usually centered upon a hero, in which a series of great achievements or events is narrated in elevated style: Homer's Iliad is an epic poem.
2. resembling or suggesting such poetry: an epic novel on the founding of the country.
3. heroic; majestic; impressively great: the epic events of the war.
4. of unusually great size or extent: a crime wave of epic proportions.

noun
5. an epic poem.
6. epic poetry.
7. any composition resembling an epic.
8. something worthy to form the subject of an epic: The defense of the Alamo is an American epic.
9.( initial capital letter ) Also called Old Ionic. the Greek dialect represented in the Iliad and the Odyssey, apparently Aeolic modified by Ionic.


Agora que a definição de épico já foi dada (desculpe-me por coloca-la em inglês, não encontrei nenhum dicionário descente em português) podemos falar a desconhecida banda de Metal de Gotemburgo na Suécia, previamente conhecida como “Highlander” cujo vocalista na época era nada menos que Joacim Cans do Hammerfall, com sua saída a banda se reformulou e tornou-se “Lost Horizon” a qual em 2001 lançou seu primeiro álbum “Awakening the World”.

E que lançamento… É agora que a definição correta da palavra épico entra pra valer...

Após a breve introdução temos logo de cara uma pancada na cabeça com “Heart of Storm” onde já sugiro que o ouvinte escute no volume máximo suportável para poder ouvir bem os absurdos riffs, o memorável baixo e principalmente os vocais de Daniel Heiman que sem dúvidas chamam bastante a atenção.

Logo depois “Sworn in the Metal Wind” que é outra pancada, no mesmo estilo da primeira música…

Depois uma breve pausa com “The song of Air” – eu odeio esse tipo de faixa, se é pra fazer esse tipo de coisa no meio do álbum não faz nada, não perde o tempo nem gravando. Principalmente no meio do álbum.

A única coisa interessante da música “The Song of Air” é que ela quase que marca uma “segunda fase” no álbum separando as duas pancadas do começo com mais cinco músicas ligeiramente mais lentas, as quais eu não vou comentar uma por uma pois TODAS são épicas, talvez com alguns pontos a mais para a música “The Kingdom of my Will” que é uma viagem por tudo de bom que foi gravado nesse álbum (e talvez no metal) de mais de 9 minutos.

É muito difícil, mas muito difícil mesmo uma banda acertar logo de cara no seu primeiro álbum e para mim o pessoal do Lost Horizon acertou em cheio, pois este (e o segundo cd deles) figura entre os meus preferidos, pena que eles só gravaram 2 álbuns. No site parece que um dia vai sair um terceiro, mas vai saber quando…

Nota: 9,2

 Phantom Lord
 
Ora vejam só... O retorno do “metal espadinha”... na verdade parece pior, a capa, um tanto ridícula me fez pensar o que se passa na mente de certos suecos? 
Awakening the World começa dentro do padrão deste gênero musical, uma Intro, desnecessária, mas nada que incomode. Heart of Storm merece destaque, não chega a ser espetacular, mas é uma das melhores deste cd do Lost Horizon. E como, mercante citou, para fechar a sequência mais “veloz e furiosa” deste disco, temos Sworn in Metal Wind. Vale a pena comentar esta música: apesar de se tratar de uma mistura de clichê do metal com o cornorock, ela poderia soar menos ridícula... O visual patético da banda obviamente não interfere em músicas (talvez faça com que menos pessoas comprem o disco ao ver a capa), nem as letras abordando o blábláblá do metal incomodam. O que deu uma “melecada” nesta música foi o falatório! Falar durante uma suposta música é coisa de raper e isso mal cola no estilo do Megadeth, porque raios combinaria com uma música de power e/ou speed metal? Enfim, esta música é boa, mas poderia ser ainda melhor sem o tal falatório. Depois desta faixa temos um interlúdio (= a nada) e então o álbum segue seu padrão musical com um pouco menos de agressividade, inspiração e velocidade. Até a faixa 8, as músicas são razoáveis, podendo rolar de fundo em eventos geeks/nerds sem problema algum, até me lembrou vagamente a sonoridade do Rhapsody. A faixa 9 surge com trechos interessante, porém se delonga demais e muda de ritmo bruscamente... triste, o vocalista ainda canta num estilo Massacration nesta música, só que mais sem graça... Enfim, estragou a estabilidade e a nota final do álbum.
No geral, a parte instrumental me pareceu boa, exceto em alguns trechos onde ocorrem mudanças bruscas no ritmo da música. Já o vocalista, manda bem... desde que não tente gritar. Todos nós sabemos que o Heavy Metal e suas espécies tem como uma de suas características básicas os mais variados gritos: Um puddle berserker surge em Kill em All, os agudos de Halford enchem o álbum Painkiller, além desses, temos vocais “gritados” em músicas do Dio, Bruce Dickinson, Eric Adams etc etc... Todos eles berram a valer (geralmente quando são jovens, depois a maioria deles sofre um baque na voz) com seu próprio estilo... Mas esse cara do Lost Horizon não precisa de aula de canto, precisa de aula de grito! Quando ele tenta puxar um grito (ou vocal mais gritado), soa entre o forçado e o desafinado, principalmente nas músicas
Denial of Fate e Kingdom of My Will.

The Quickening/Heart Of Storm 7,4
 Sworn In The Metal Wind 7,0
 The Song Of Air/World Throught My Fateless Eyes 7,0
 Perfect Warrior 6,7
 Denial OF Fate 7,0
 Welcome Back 7,2
 The Kingdom Of My Will/Redintegration 6,1

 Nota: 6,8

The Trooper
 3
Trabalho interessante, eu diria, com potencial. Entretanto tenho que analisar esse álbum e o que agrada e desagrada nele, logo de cara, ressalto que é uma banda que pega bem no âmago do metaleiro fazendo a seguinte pergunta: "Você é fã de metal-espadinha?", se sim, deve adorar esse trabalho, se não, corre o risco de detestar. Para reforçar esse ponto, a análise que aparece na wikipedia mostra que a Sputnikmusic deu 5 estrelas e a Allmusic 1 estrela e meia. Levando em conta o alto grau de subjetividade ao analisar essa banda, eu já adianto que não venero nem abomino esse estilo de música.
O instrumental chega a impressionar, por partes: o teclado não adiciona nada de interessante, mas também não estraga; a bateria manda bem, segue na pancada quando precisa; a guitarra também manda bem, aliás o guitarrista também é o vocalista, e nessa parte não achei que ele manda tão bem, mas vou discutir sobre isso daqui a pouco; o baixista é um monstro, merece todo o destaque deste trabalho, a base é pesada e rápida (na maior parte do tempo) e em algumas faixas eu parei pra pensar "c@#$%¨! Que som é esse?".
O vocalista: bem, o vocalista não é ruim, mas sua interpretação deixa a desejar. Ao contrário de alguns, eu não acho que emendar gritinhos em todas as faixas, o tempo todo, deixe o trabalho épico. Também não me dei muito bem com o tom de voz dele, não bateu muito com meus tímpanos, além disso, como frisou Phantom, o falatório na segunda faixa ficou bem estranho, mas vou falar um pouco mais sobre essa faixa nos meus destaques.
A primeira faixa, Heart of Storm apresenta bem a proposta da banda no início do álbum, embora eu não a considere uma das melhores faixas, mas é na segunda faixa que vem a grande decepção, Storm in the Metal Wind tem um instrumental impressionante, mas a letra mais idiota e uma interpretação do vocalista que simplesmente não desce a güela, o falatório realmente não encaixa com power metal, ainda mais do modo que foi proposto. O resto do álbum é razoável, mas o destaque vai mesmo para Welcome Back, muito boa em toda a sua composição, seguida por The Kingdom of Will que quase chega no seu nível.
Resumindo, bom álbum, ele QUASE chega no nível de alguns álbuns mais sólidos que apareceram por aqui no blog, e dependendo do caminho que esses metalposers Manowar-to-be do Lost Horizon tomarem, há uma boa chance de que coisa boa venha por aí.
Nota: \m/\m/\m/

The Magician
Desconfio que na Suécia o Heavy Metal é o gênero mais escutado pela população,  
fomentando uma quantidade absurda de bandas metaleiras que poderia inclusive bater a quantidade de "artistas" de forró-brega aqui do Brasil.  Só dessa forma seria explicável a ascensão de algumas bandas bem medíocres no circuito principal do metal sueco... 
Lost Horizon - "Awaking the World" é mais um dentre os milhares de CDs desnecessários produzidos pelo mercado do Speed Metal nórdico, e com certeza se enquadra nessa classificação de produções medianas, medíocres ou apenas "suficientes" que alegra de verdade os corações dos fanáticos-pelo-metal-espadinha. 
Obviamente não se trata de um composto de músicos + produtores/engenheiros de som ruins, pelo contrário, todos eles afiaram muito bem suas partes antes de "prensar" o material final, e acho até necessário destacar os atributos do vocal - que se apresenta bastante potente e é até certo ponto bastante desenvolto também.
Acontece que a própria concepção e existência de uma banda de speed-metal já significa que ela nasce pisando em terreno bem perigoso, já que o sub-gênero é provavelmente o que mais toma emprestado os clichês (gritos agudos quase infinitos, teclados onipresentes, solos de guitarras em tappings embolantes , etc...) e que por conseguinte acaba sendo o que mais carece de criatividade nas composições das melodias e nas construções rítmicas. E a grande maioria dessas bandas acabam afundando nessa areia movediça e produzindo músicas estilo "cascas ocas", mecânicas, enfim..., sem essência. Afinal este trabalho tem diversas referencias de conclusões parecidas em nosso próprio blog! Que ainda é, afinal, bem jovem!
1.Gammaray;
2.Masterplan;
4.Dragonforce;
3.Narnia.

O fato é que o resultado do disco foi emboscado pela aquela velha e maldita ambição panaceica dos  músicos seguidores do metal melódico, de criarem o mais hiperbólico, epopeico e mirabolante disco de Heavy Metal de todos os tempos; e aí meu amigo, desculpe... mas você vai ter que entrar no final da fila...

Conclusão: Embora não seja um fracasso "Wakening the World" é apenas mais um; cheio de gritinhos e efeitinhos sonoros, que ainda antes de morrer revela duas músicas razoáveis na sua parte final - "Welcome Back" e "The Kingdon of My Will". E o Lost Horizon se não é competente lançando álbuns, serviu afinal como uma "banda peneira", para revelar alguns músicos do Hammerfall.

Nota 6,3 ou \m/\m/\m/.

P.S: Acho que grande parte dos músicos de Metal Melódico vivem uma brisa bardística de que se tocarem a "música secreta" abrirão um portal para a terra prometida, e que em seguida serão endeusados e receberão como presente das entidades superiores, o trono do planeta Terra. O que eles não sabem é que terão que arcar com as consequências descritas na página 176 - Capítulo 8: Regras de Mágika (Paradoxo), do Livro Mago a Ascenção...  

Pirikitus Infernalis

Não tão épico assim, Awakening the World mostra que os caras do Lost Horizon possuem potencial, mas precisam evoluir um pouco mais.
Após mais uma introdução epopeica, as 2 primeiras músicas me fizeram crer temporariamente que Mercante estava correto em suas palavras. Heart of Storm é muito boa e Sworm in the Metal Wind detém o título de melhor música do cd.
Depois que The Song of Air entra e sai de cena sem influenciar absolutamente nada na vida de ninguém, temos a pior música do cd. Sim, World through my Fateless Eye é ruim! Talvez por ser a sucessora de 2 ótimas musicas, mas ali parece que a inspiração temporariamente se foi. Com Perfect Warrior ela volta, passa por Denial of Fate sem muito alarde e ganha nova vida em Welcome Back. The Kingdom of my Will tem seus méritos, mas é muito longa e The Redintegration me remete a qualquer coisa Sci-Fi, ou seja, no sense total.
Eu diria que nesse cd apenas o guitarrista ficou muito aquém do resto da banda, tiveram alguns bons riffs, mas nada que chamasse muito a atenção. Se botar em comparação com o vocal mto bom, um baterista que se faz valer ouvir e um baixista monstruoso, logo se percebe a diferença.
Outro ponto interessante se diz quanto as letras. Um Power Metal um pouco “mais profundo” do que uma infinidade de bandas que usam palavras medievais sem sentido e repetidamente. Não é uma letra do Nevermore, mas é algo a ser levado em consideração.
Em suma, um bom cd, com algumas músicas bem inspiradas, porém ainda sem a qualidade necessária para ser chamado de épico. O ponto positivo é que estão no caminho certo.
Top 3: Heart of Storm, Sworn in the Metal Wind e Welcome Back. Shame Pit: World Through My Fateless Eyes
Nota: \m/\m/\m/
“Tribunal of senseless rabble
Built on fear and congruous prophesies
Twisting minds with planned hypocrisy
By the fools the clear're surrounded
Blind are deaf and deaf are blinded
Grant themselves the dream of destiny”