quarta-feira, 21 de março de 2012

Deep Purple - Machine Head

Escolhido por Phantom Lord o álbum Machine head lançado em 1972 pelo Deep Purple.





Phantom Lord


Demorou mas apareceu: Deep Purple chegou atrasado aqui no blog, por causa da falta de bom senso de certos metalcólatras que votaram contra o álbum Machine Head há meses atrás (em um dos duelos de álbuns).

Obviamente o disco não é de “heavy metal”, mas é um clássico que contém alguns (ou ao menos um) dos melhores “rock-pauleira” dos anos 70...

Highway Star abre o disco Machine Head de modo revolucionário... esta música é o rock mais "pauleira" do disco e ao lado de algumas outras do Black Sabbath e do Led, deve ter servido de inspiração para uma infinidade de bandas mais novas.
Maybe I Am a Leo é um classic rock de qualidade... Pictures of Home recupera um pouco de velocidade e Never Before fecha esta “trinca de músicas lado-B” do Machine Head.
Smoke on the Water é um clássico eternizado nas rádios-rock... Tocado até a exaustão, mas com certa razão, pois os caras do Deep Purple deviam estar muito inspirados não só quando criaram esta música, mas ao criar quase todas músicas deste álbum.
Lazy é mais longa do disco e se aproxima de um blues, mas aqui, esta faixa ajuda a reforçar a variedade de melodia e/ou ritmos do Machine Head.
Space Truckin é mais uma boa música que eu já conhecia por escutá-la nas estações de rádio.

Como um todo, acho que Machine Head é um ótimo álbum de rock, inspirado e estável como nenhum outro dos anos 70! (mesmo se comparado com os demais trabalhos feitos anteriormente pela própia banda...)
Após 1972, eu acho que o Deep Purple demorou muito para lançar um álbum que se aproximasse da qualidade do Machine Head, apesar que podemos dar “um desconto” pois a banda foi desfeita por volta de 1976 e só retornou em 1984... E em minha opinião, foi exatamente em 1984 que a banda conseguiu lançar outro ótimo disco, mas isso já é história para uma outra postagem...

Highway Star 10,0
Maybe I'm a Leo 7,5
Pictures Of Home 8,4
Never Before 7,0
Smoke On The Water 8,8
Lazy 8,0
Space Truckin' 8,2

Modificadores de Nota:

Nota final: 8,6

The Trooper
3
Minha banda jurássica preferida, aqui se encontra um dos principais pilares do heavy metal. Esse trabalho, com uma formação absurda, é com certeza um dos maiores clássicos do rock/heavy metal, até tenho uma preferência por álbuns posteriores da banda, mas algumas músicas desse álbum são a epítome do rock'n'roll, clássicos como Smoke On The Water e Highway Star falam por si só, é muito improvável que QUALQUER metaleiro que se preze não as conheça.
Meu destaque vai principalmente para Jon Lord, o cara é um mito, isso que ele faz no Purple tem o som verdadeiro de rock muito foda, é uma pena que hoje em dia a maioria dos tecladistas gostam de usar uns efeitinhos chinfrins que deveriam ficar limitados à música pop, muito menos ousam criar uns solos absurdos como mr. Lord, talvez a explicação seja que em bandas de 2 guitarristas não haja mais espaço para esse tipo de som, eu discordo, afinal se o Iron Maiden pode ter 3 guitarristas...
As melhores músicas do Machine Head são as duas óbvias citadas acima + Space Truckin' e Pictures of Home (que aliás, estou chegando à conclusão que é A melhor do álbum). Never Before (lembra um pouquinho Beatles) e Lazy ficam atrás por bem pouco, e a mais fraquinha é Maybe I'm a Leo, mas nada que comprometa o todo.
Álbum para ser ouvido por inteiro e em alto volume.
Nota: 8,0.


Metal Mercante


Escolha sólida para o Blog…

O que seria do Metal sem os clássicos? E o que seria dos clássicos sem o poderosíssimo “Machine Head” do “Deep Purple”? Quantas vezes você já ouviu “Smoke on the Water”? E “Highway Star”? É impossível não me emocionar cada vez que escuto esse álbum, é a mesma coisa que ver o nascimento de um bezerro que cai no chão e logo já começa a andar, engorda e vira um delicioso churrasco que é a mais porca analogia para a criação do Heavy Metal que consegui criar…

E o principal, já reclamei várias vezes aqui no blog e provavelmente os outros Metalcólatras compartilham minha frustração com a inconsistência dos álbuns antigos que possuíam 3 ou 4 músicas muito boas e um monte de porcarias psicodélicas e/ou músicas para tapar buraco no disco e “Machine Head” não sofre desse problema, é um álbum muito, mas muito sólido, realmente vale a pena ouvir esta obra prima na íntegra…

Nota: 9.0


The Magician
Na epopeia do Heavy Metal, nas antigas inscrições, é contada a historia de 3 majestosos reinos com seu poderosos reis-arcanos que criavam magias terríveis ou maravilhosas com seus cajados encantados .... ou guitarras-elétricas, tanto faz.
O primeiro reino representava todo o bem e os céus, era o esplendoroso "Led Zeppelin", reinado pelo sábio e justo Rei Jimmy Page, e sua maior e mais poderosa magia criada se chamava "Starway to Heaven".
O Segundo Reino era o mal, o Inferno na Terra, seus domínios eram conhecidos como o profano nome "Black Sabbath" e em seu trono se sentava o cruel tirano Anthony Iommi que com seu cajado tomado a força do próprio demônio escreveu a terrível magia "N.I.B".
E havia um terceiro Reino, entre os dois, representava apenas o caos e a liberdade do arbítrio. "Deep Purple" tinha uma coroa e estava na cabeça de um homem chamado "BlackMore" o louco, que escreveu um códice mágico que liberaria todos os monstros das masmorras dos 3 castelos, guardadas pelos 3 reis desses 3 incríveis reinados.... o tomo se chamava "Machine Head".
Ok, caros leitores e colegas Metalcolatras, a verdadeira história foi contada.
Esse manuscrito de Blackmore trouxe especificamente três poderosas magias que transcendem a história: Smoke on the Water (com influencia indireta do bruxo Frank Zappa), Space Truckin' e Highway Star. 
Foram 3 obras suficientes para suportar o conteúdo de Machine Head e transformá-lo em um verdadeiro clássico referencial de décadas atras. Os três sons possuem diferentes características e dão um aspecto dinâmico ao álbum, marca que inclusive é bem comum nos trabalhos do Purple, provavelmente pela polivalência dos super-técnicos membros da banda com suas diferentes assinaturas nas pautas musicais.
Destaco as contínuas e ininterruptas batidas de Glover/Blackmore nos tons em "Highway Star" em compassos de colcheias. A marcação constante foi, e ainda é um dos principais artifícios do metal moderno, roubado dessa obra por quase-todas-bandas-de-metal.
Enquanto o bem e o mal lutavam entre si, o insano Blackmore estourou as antigas masmorras, libertando todos os monstros e magos perigosos que vivem até hoje nos nossos reinos do Metal.
Nota 7, ou \m/\m/\m/\m/

Hellraiser
3O que pode ser dito sobre (talvez) o melhor trabalho, de uma banda considerada como um dos 3 pilares do mundo da musica pesada ? 
Uma banda que em 1972 estava no auge de sua criatividade, e que trazia no seu line-up músicos de extrema qualidade e técnica invejável. 
Blackmore, Gillan, Paice, Lord e Glover são considerados, sem sombra de duvidas, mestres no que faziam !! 
E quanto as musicas deste álbum, .....apenas duas delas já valeriam o disco, a rápida ``Highway Star``, e a talvez, a musica com riff mais tocado do mundo, a hiper mega conhecida de todos seres humanos, e principalmente dos guitarristas de todo o mundo, a simples ``Smoke on the Water`` que nasceu de um festival em Mountreax que acabou com um incêndio no prédio onde se hospedava a banda e outros artistas. Porem ainda temos a ``Lazy`` para provar que John Lord era um musico altamente competente e um dos melhores do mundo no seu intrumento. 
E a fantástica ``Space Truckin`` ? Sonzeira excepcional !! 
Sem desmerecer as outras 3 faixas, principalmente a ``Pictures of Home`` que são ótimas também, .....porem acabam sendo um pouco ofuscadas pelo alto brilho das outras já citadas ! 
Banda excelente, músicos excelentes, álbum excelente ! 
Nota 8,9

quarta-feira, 7 de março de 2012

Mastodon - Crack The Skye

O álbum Crack the Skye lançado pela banda Mastodon em 2009, foi escolhido por Pirikitus Infernalis para análise.













The Trooper
3


Mais uma viagem no blog, Crack the Skye tem uma influência fortíssima de rock progressivo, embora o peso o torne indiscutivelmente um álbum de heavy metal. Logo, a classificação que se vê por aí, "progressive metal", se encaixa bem neste trabalho.


Algumas observações são pertinentes entretanto: os vocais lembram rock alternativo, espalham melancolia pelo álbum todo, com trechos gritados adicionados acertadamente nos momentos em que agressividade se faz mais necessária; as mudanças de ritmo, são no geral, mais fluídas do que, por exemplo, as apresentadas pelo Fates Warning em Awake the Guardian.


A arte da capa e as letras são bem interessantes, embora na minha humilde opinião, o compositor exagere em sua veia poética e as letras se tornem bastante caóticas.


Meu destaque vai para as faixas Oblivion, Divination e The Czar (a parte rápida é muito boa, embora a parte lenta se estenda demais).


Dentro do seu próprio nicho, Mastodon criou um trabalho sólido de alto nível, claro que, como dissemos várias vezes, nossas notas são baseadas em gosto pessoal e eu prefiro ouvir algo mais "porrada", mas colocar esse álbum de fundo cria um ambiente "viajante" ideal.


Nota: 6,7.




Phantom Lord


Depois de ouvir apenas possíveis citações sobre o Mastodon em programas do tipo “backstage”, finalmente escutei um trabalho desta banda.
O vocal parece típico das bandas que surgiram do meio pro fim dos anos 90 e ocasionalmente muda para um estilo mais peculiar (lembrando vagamente Ozzy... ). A parte instrumental que está um tanto embolada e chiada, também possuí características das bandas que surgiram na época...

As músicas não são ruins, mas obviamente se afastam bastante do heavy metal tradicional em rumo ao sabe-se-lá-qual-metal. Na última faixa (possivelmente uma das mais longas do disco) tanto o vocal, como o som obscuro dos instrumentos, já me pareceram bastante cansativos e/ou entediantes.

Falando em obscuro, o tema abordado não me pareceu claro: entre czares, barões, mortes e outras dimensões, foi possível entender uma coisa ou outra. Enfim, cada banda aborda o assunto que gosta, da maneira que acha melhor e por isso creio que tais características não interferem diretamente na qualidade do álbum.
Crack the Skye não é um álbum ruim, pode e deve atrair legiões de fãs (provavelmente mais jovens do que eu, em sua maioria), porém continuarei por um período indeterminado com meu gosto e preferências musicais “limitadas”.

Oblivion 7
Divinations 6,6
Quintessence 6,0
The Czar 6,3
Ghost of Karelia 6
Crack the Skye 5,6
The Last Baron 6

Nota final: 6,1


The Magician 3
Dos trabalhos da "Nova Onda de Metal Americano" que escutei "Crack the Skye" foi de longe o mais interessante deles.

É um tipo de som bem atípico que não escutamos com frequencia nas midias pricipais do gênero, embora a banda ja tenha obtido o respeito da critica em geral. No estilo sonoro adotado pelo Mastodon acredito que a banda que mais se destacou até hoje seja o System of a Down, guardada algumas diferenças nas suas composições.

Nascidos e batizados na casa do NWOAHM, entendo que o Mastodon consegue se destacar por dois fatores principais, o afastamento do vocal HC e a adoção de criações mais progressivas. São pontos determinantes para que dentro dessa escola o trabalho não se torne a porcaria de sempre.

Mais do que óbviamente a banda gira em torno da bateria, com participação efetiva do baixo nas viradas e retornos. O estilo de tocar do bateirista Brann Dailor é reconhecidamente cheio de firulas, com exagero nos revezamentos de tons e nos pedais duplos, mas eu particularmente gosto bastante do estilo e acho até que sob certos limites, isso é o Heavy Metal: tocar os instrumentos e interpretar de forma bem mais intensa o Rock.

As composições mais longas possuem uma boa dosagem de abordagens progressivas, com conduções lentas e retomadas mais velozes, enquanto naquelas mais curtas os refrãos são os pontos chave entre os versos e solos, dando solidez e amarrando muito bem as partes em cada música. Aliás cada música possui suas particularidades, mas quando se olha o álbum de forma mais ampla podemos fácilmente analisá-lo em um só contexto, em que induz o ouvinte metaleiro à uma viagem em sons propositalmente embolados e super distorcidos (é aí onde as guitarras e os vocais entram) que de forma estranha e peculiar "se arrasta" até os riffs e partes de ataques explosivos.

O ponto contra deste CD é que a temática esotérica invoca um tipo de som que se assemelha à um padrão hipnótico, se escutado repetidamente o material fatalmente se desgasta, como se cada loop no repeat do MP tomasse um efeito corrosivo e cumulativo... mas no geral aprovo o disco.

Nota: 6,9 ou \m/\m/\m/.


Pirikitus Infernalis

10Quando essa banda me foi apresentada, comecei por este cd. De começo me pareceu tudo muito estranho, as vezes parecia que pegaram 3 musicas e picotaram e embaralharam as mesmas, um som complexo de d+ de se apreciar. Resolvi ir atrás dessa banda e vi esse bendito cd em tudo quanto era lista de melhores CDs do ano. Resolvi na base da força, deixei esse cd pra tocar e fui ouvindo uma, duas, três vezes até que as musicas começaram a me parecer familiar. A partir daí eu comecei a achar uma legal, e depois outra e por aí foi até eu parar e pensar: “Esse cd é realmente muito bom”.

Estava em dúvida entre esse cd e o Leviathan, mas creio que Mastodon por si só já foge do gosto musical de muitos metalcólatras então optei pelo bom, porém meio maluco, Crack the Skye já que aqui a banda pende um pouco mais pro lado progressivo da coisa, deixando um pouco do Jazz e Hardcore nos álbuns anteriores. Como curiosidade, cada cd anterior da banda simbolizava um elemento (Leviathan – Água, Blood Mountain – Terra e Remission – Fogo), e o elemento apresentado nesse cd é o Éter.

O cd já começa mostrando o que a banda tem de melhor, sua alternância e fusão de ritmos, sua combinação de vocais e seu baterista. Assistir o Brann Dailor tocando é realmente impressionante, uma constante mudança de ritmo e pegada sem se perder no meio do caminho. Me recordo do DVD The Workhorse Chronicles que, enquanto a banda apresentava Aqua Dementia (acho), o câmera focou apenas no Brann praticamente a musica inteira, ele é um insano.

Roda o disco e logo de cara já vem na sequencia Oblivion, Divinations e Quintessence.

As duas músicas mais longas, The Czar e Last Baron, possuem alternância constante de ritmos porém sempre mantendo um nível adequado ao cd, sem ser desinteressante.

Top 3: Ghost of Karelya, Oblivion e Quintessence ou Crack the Skye. - Shame pit: Esse cd não possui uma única música desinteressante.

Nota: 8

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Helloween - Chameleon


O álbum "Chameleon" lançado em 1993 pela banda Helloween foi escolhido pelo Metalmercante para a análise.










Phantom Lord


Há muito tempo, o Helloween deu as caras aqui neste blog com um de seus grandes clássicos: Keeper of the Seven Keys Part 2. Meses depois o álbum The Dark Ride com suas distorções teoricamente mais pesadas tentou conquistar seu espaço aqui (via duelo), mas perdeu para o Megadeth.
Agora Metal Mercante nos trouxe o tão mal-falado Chameleon de uma fase, digamos, obscura do Helloween. Confesso que tentei ouvir este álbum uma vez em 2011... mas não consegui... Bom, lá vamos nós de novo, talvez a intenção de Mercante seja dar uma cornetada neste blog que anda meio morto.

First Time começa razoavelmente... o refrão tem um ritmo meio bobo-alegre, mas como um todo a música não é ruim. Nota 7.
When The Sinner...
...

... Lembrei de um fato: Uma vez ouvi The Trooper lamentando com Pirikitus Infernalis porque Michael Kiske gravara um álbum tão “Pop-Meloso”... Não me lembro do nome do álbum, deve ser bem recente, mas lembro que tive a infelicidade de ouvir tal trabalho. Bem... Aqui em Chameleon, reside uma possível explicação... When The Sinner deve ser um tipo de música que esse figura do Kiske realmente gosta. Se é heavy metal? Só se for na p$#@ que pariu... Nota 5,4.
I Don`t Wanna Cry No More... mas deu vontade de chorar de desgosto com esta panguice pop. Nota 5,0.
Crazy Cat mostra bem qual é a do disco: não é. Não há foco algum, apenas músicas aleatórias nesta m%$#@ de álbum. Nota 5.4.
A faixa 5, Giants, é a única que entrou na minha lista de músicas quando tentei ouvir este álbum no ano passado. Nada espetacular, mas um bom heavy (ou Power) metal. Nota 7,8.
Windmill é uma canção de ninar? Nota 4,8.
Revolution Now... É só impressão minha ou há uma forte “pegada” de Rock Alternativo e/ou Grunge nesta música? Se essa era realmente a intenção da banda, esta faixa deveria ser mais curta. Nota 6.
In The Night? Music? p$#@ que pariu... Notas: 4,5 e 5,0.
Step Out Hell tem uma pitada daquele estilo anos 80 (seria o Glam?), mas é razoável. Nota 6,8.
I Believe é bem parada, mas ao menos não é mais uma canção pop. O vocal de Kiske ajuda a salvar esta música. Nota 6.
Longing é quase pior do que “curtir” uma ressaca de pinga com uísque. Nota 4,0.

Enfim, Chameleon não chega a ser ruim e deve ser um prato cheio para aqueles que não gostam especificamente de Heavy Metal e seus subgêneros. Por ser bem experimental e pop ao mesmo tempo, Chameleon deve ser aquele tipo de álbum que o metaleiro apresenta pra esposa ou namorada que acha que heavy metal é muita barulheira...
Nota final: 5,5


The Trooper
3Você gosta de álbuns acústicos? Pop music? Metais (não, não heavy metal, mas aqueles instrumentos de fanfarra)? Se sim, talvez goste de algo neste trabalho, mas se você gosta de heavy metal já adianto que deve passar longe, mas bem longe deste álbum.

O Helloween levou adiante as experimentações feitas em seu álbum anterior, Pink Bubbles Go Ape (o primeiro após a saída de Kai Hansen), digo isso com base em muita coisa que li por aí, porque não tive coragem para ouvir o álbum, e depois dessa tortura chamada Chameleon minha covardia se consolidou. Tais experimentações resultaram em um álbum em que a banda "atira para todo lado" (se não me engano, o Mercante criticou o álbum Brutal do Dr. Sin por causa desse mesmo motivo), criando assim um trabalho que é classificado por aí como "sem gênero".

OK, parabéns para os caras, por inovarem, pela coragem ... peraí, parabéns o cacete, imaginem os headbangers da época sem internet indo comprar essa coisa na loja, isto deveria vir com um selo dizendo "Não é metal".

Não posso destacar faixa alguma, pois 2 ou 3 faixas que chegam perto de ser heavy metal ainda decepcionam profundamente, talvez algum solo de guitarra consiga um trecho de destaque, mas nem os vocais do sr. do pop, Michael Kiske salvam algo, pelo contrário, a voz dele "deu no saco" antes da metade do cd.

Nota: 3,5 (isso aqui é um site de heavy metal, vá reclamar para a sua avó).

P.s.: Quem viu o discurso do Mercante no post de fim de ano torcendo para que postassem coisas melhores nesse ano pode chegar a conclusão de que ou ele é um fanfarrão ou o Mestre da Contradição.


Metal Mercante

Depois de 3 álbuns que mudaram o mundo do Metal para sempre aconteceu com o Helloween algo que para mim foi uma das melhores coisas que poderia ter acontecido. A saída do Kai Hansen do Helloween, não só porque ele fundou o Gamma Ray e apesar de um começo um tanto quando fraco engatou e começou a produzir ótimos álbuns de metal, mas também porque o Helloween encontrou um substituto e continuou com a sua carreira...ou quase...

O Helloween nunca foi uma banda que escreveu letras muito sérias para suas músicas, suas letras sempre estiveram mais para o lado “descontraído” do que para o sério, como por exemplo Dr. Stein e Gorgar (fala sério, quem é que escreve uma música para uma máquina de Pinball?) e com a saída do Kai Hansen eles tentaram ir ainda mais nessa linha e acabaram lançando o “Pink Bubbles Go Ape” que não tinha absolutamente nada a ver com os três trabalhos anteriores da banda a não ser a música “Heavy Metal Hamsters” que chegava perto daquele Metal “descontraído” da banda, os fãs odiaram e as vendas foram fracas.

Dois anos depois a banda aparece com Chameleon que era mais “estranho” ainda que seu predecessor, a ênfase nas músicas “descontraídas” continuou como por exemplo em “Crazy Cat”, os fãs odiaram mais ainda, não tinha nada mesmo a ver com o que eles esperavam de uma banda como o Helloween, em primeiro lugar a capa branca com 4 “pinceladas” e o nome da banda e do álbum, em segundo as músicas, os fãs tiveram dificuldades de classifica-las, não é Metal, isso é evidente, mas não Hard Rock também, ou algumas delas talvez. E a balada “Windmill“, é balada, mas é metal? Tem alguma balada que é metal? Ninguém entendeu nada e o resultado se deu nas vendas, péssimas vendas que levaram até a saída de Michael Kiske da banda.

E agora, quase 20 anos depois do lançamento deste álbum?

Até que não é tão ruim quanto os fãs mais fervorosos nos fizeram acreditar, talvez o “choque” de ter uma de suas bandas preferidas mudar seu estilo musical tão radicalmente os fizeram exagerar na sua reação. Coisas como a arte da capa são completamente irrelevantes e uma arte de merda não significa um álbum de merda, da mesma forma que já escutei álbuns com artes maravilhosas que possuíam um som de merda. O “choque” passou, o Metal como era conhecido antigamente morreu – O Metallica terminou de mata-lo em 1996-7, então os fãs estão mais resilientes a decepção.

Já com relação ao álbum em sí, o vocal do Michael Kiske está melhor do que nunca no Chameleon, ele sempre foi um vocalista muito, mas muito bom mesmo. Instrumentalmente os integrantes da banda fazem um bom trabalho, Roland Grapow é um gênio, porém é inegável a falta de “peso” nas composições, no máximo as músicas “First Time”, “Revolution Now” e “Step out of Hell”, mas ainda assim falta alguma coisa.

De qualquer forma, analisando com calma, não é um álbum que vai agradar todos os Metaleiros por aí, talvez agrade mais suas esposas/namoradas do que o contrário, mas é um álbum que tem várias músicas interessantes e que talvez sirva para “converter” novos metaleiros ou simplesmente para escutar para relaxar....ninguém vai bater cabeça com Chameleon do Helloween.


Nota: Fiz uma viagem um tanto quanto longa no carnaval e tive tempo de escutar 4 cds “Best of the 80’s” e notei que várias das músicas que fizeram sucesso nos anos 80 usavam essas !@#$% de cornetinhas/trompetes etc. Então além de gravar um álbum que decepcionou os fãs o Helloween ainda fez uso EXAGERADO das !@#$% de cornetinhas/trompetes etc pelo menos 3 anos DEPOIS da década de 80 ter terminado, provavelmente até as !@#$% de cornetinhas/trompetes etc já estavam fora de moda!


Nota: 6,5



Pirikitus Infernalis
Mais um cd dessa banda nova e...porra, peraí. Isso é Helloween?

O cd começa com First Time que a princípio parece apenas uma música mais ou menos porém chega o refrão e você logo acha a música uma grande perda de tempo, e o problema é que isso se estende pelo resto do álbum. When the Sinner tem uma das estruturas musicais mais engraçadas com os trompetes no refrão, eu comecei a dar risada ouvindo isso, finalizando com um solo que me remete a imagem de um bêbado tocando sozinho em uma rua escura e deserta de Chicago. Como isso pode ser Helloween? E olha que eu nem sou grande fã da banda, muito longe disso.

I Don’t Wanna Cry no More parece um Whitesnake/Mr Big 3 vezes mais brega, horrível. Crazy Cat é legal pois a introdução dela serviria muito bem para abertura de algum anime (de preferência no estilo Cowboy Bebop). Giants é um bom rock e provavelmente a melhor musica do cd, o que me fez pensar que o cd não deveria ser tão ruim assim. Eis que vem a sequencia Windmill, Revolution Now, In the night e Music pra sepultura toda e qualquer chance de eu achar este cd bom. A boa Step Out of Hell funciona como um ultimo suspiro para o cd morrer de vez com as péssimas I Believe e Longing.

Eu sou a favor do experimentalismo, um músico vive da sua inspiração, independente de seu estilo musical. Porém, um experimentalismo deve ser acompanhado de um bom senso de saber que essa mesmíssima banda já gravou uma das maiores obras do Heavy Metal (Keepers pt. 2) e que com esse e outros CDs angariou uma legião de fãs. Bandas quase botaram uma carreira a perder com tentativas pífias de transfigurar o seu som na base do experimentalismo como Bruce Dickinson (Skunkwork), Graver Digger (Stronger Than Ever – mesmo estando sob o nome Digger) e Metallica (St. Anger). Ou você adiciona características dentro do seu som e tenta inovar como banda, ou você faz um outro som como uma outra banda. O exemplo mais claro disso seria o Lulu gravado por Lou Reed + Metallica.

Saber que esse cd pertence a mesma banda que gravou Keepers pt.2 é realmente decepcionante.

Ps: Velho...sério...olha esse trompete no refrão da When the Sinners...

Top 3: Crazy Cat, Giants e Step Out of Hell – Shame pit: Todas as outras.

Nota: 4


The Magician
3
Entre suas diversas borrifadas, cismas, picuinhas, provocações, alfinetadas,... ou qualquer uma de suas rotineiras artimanhas... , Metal Mercante finalmente atingiu o topo da sua parábola de fanfarronice.




O trunfo de sua cornetagem mais aguda foi o álbum “Chamaleon”, de uma das maiores bandas de Heavy Metal de todos os tempos, o Helloween.


Basta dizer que de TODAS (T-O-D-A-S, TODAS!) as postagens do blog, foi este o CD que mais apresentou conteúdo alheio ao Metal tradicional. Em Chamaleon os alemães atiraram para todos os lados e atingiram: blues-pop, grunge, pop rock, hard rock, Country Pop, Lullabies e por duas, somente duas vezes o Heavy Metal melódico. Sendo que o material como um todo é afinal um estudo de eclectismo.


E acho que preciso de apenas um ou dois parágrafos para sintetizar toda a análise do conteúdo musical, que no fim das contas não desprezo por completo; mas sempre resaltando o distanciamento com os predizeres dessa casa (a casa sagrada do Metal).


As faixas “Giants” e “First Time” são Heavy melódicos de primeira qualidade, extremamente competentes, e podem ser consideradas sim entre as grandes musicas da carreira da banda, - sem devaneios ou desvios representam o verdadeiro legado do Helloween. As demais músicas são experimentos de gêneros populares, que se alternam entre grandes saltos e verdadeiros “voos de criatividade” de Kiske e Grapow.


Porém em todo seu percorrer Chamaleon é extremamente bem produzido, com muito trabalho em cima dos detalhes. Kiske aqui atingiu o ápice de seu trabalho, e raros registros de qualquer outra gravação de qualquer outro artista do gênero atinge ou atingirá esse nível de qualidade nos cantos-solos (uma pena que esse talento tenha sido tão desperdiçado aqui). Outro ponto a favor do álbum são os solos de guitarra, que mesmo tendo que se performar dentro de melodias e estruturas totalmente fora de contexto, seguram bem a bronca com boas doses de inspiração e técnica em todas as músicas.


Entender a postagem do álbum por parte do sátiro Merchant é fácil, ele acha que aqui é casa da Mãe-Joana e usou o espaço do site para homenagear sua esposa, ou para provavelmente reatar suas relações conjugais, ou apenas conseguir algum “alvará” inegociável perante a patroa; uma vez que seu perfil de “olheiro do Metal” foi inquestionavelmente combalido pelos fatos de postagens BEM fracas aqui no blog... é mesmo o fundo do poço.


Mas difícil é entender o Helloween e seu lançamento mal sucedido de 1993, que nem mesmo pode ser considerado uma travessura de Halloween, já que foi lançado no mês de junho daquele ano. Nos resta apenas montar as peças e pistas deixadas para trás e deduzir o acontecimento.


- A autoria das composições foi dividida em três terços (Weikath/Kiske/Grapow), sendo que há um abismo entre as criações de Weikath e de seus companheiros: First Time, Giants, Revolution Now e Windmill, sendo que esta ultima é a que mais foge ao seu estilo básico, mas que não é uma genuína novidade no gênero (vide “The Tale that Was’nt Right” – Keepers part I);


- A turnê do disco proporcionou sérios desentendimentos recorrentes entre Kiske e Weikath, que dividiram a banda em dois “grupos”: Weikath e Grapow e Kiske e Ingo. A situação terminaria com a demissão de Kiske e suicídio de Ingo;


- A letra de “Giants” pode ser entendida como um verdadeiro testemunho de como a banda (ou Weikath) se sentia na época com relação à gigante Gravadora EMI que assumiu os contratos do grupo a partir do disco “Pink Bubbles Go Ape”;


- E por fim, em uma entrevista Weikath foi questionado: “... você realmente odeia o trabalho feito em Chamaleon?”, e respondeu:


“ ... quanto aos membros da banda na época e da qualidade do trabalho não me cabe dizer, mas o fato é que este álbum não ajudou o Helloween em nada até hoje...”


Minha impressão é que houveram “influencias” da gravadora e dos produtores sobre o trabalho comercial de Chamaleon após o relativo fracasso do álbum anterior, e que esta intervenção vil tinha o aval de Kiske, que já planejava ingressar em uma carreira solo pop “by MTV”, e sonhava em desfrutar do glamour das paradas de sucesso da Billboard e do mercado americanizado.


No fim seus planos caíram por terra, e após diversos fracassos individuais Kiske 10 anos depois viria a ser acolhido novamente pela comunidade que o revelou e o acolheu no ínicio de tudo... o filho pródigo.


E o Helloween e seu líder Weikath, continuaram em sua carreira como ícones do Metal.


Nota: 5,8 ou \m/\m/\m/.


Como sou profissional, escuto o álbum e dou meu parecer, não gosto de questionar a procedência ou o gênero das postagens. Mas o disco Chamaleon do Helloween é uma espécie de máscara para enrustidos que se dizem metaleiros até o fim, mas que gostam de músicas estilo Tinna Tunner, Elton John ou Phil Collings, esse tipo de postagem realmente dá margem a loops de provocações e rixas entre os membros que não acabarão tão cedo. Mexe com um dos pontos mais temidos e evitados por todos os tipos de metaleiros: “o que você gosta fora do metal?”


Isso é guardado à sete chaves por cada um de nós em seu próprio âmago, pois fora do metal só existe o metal...........................................................................certo?


Aconselho não voltarmos à esses assuntos...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Mercyful Fate - In the Shadows

O álbum "In the Shadows" lançado em 1993 pela banda Mercyful Fate foi escolhido por The Magician para a análise.





Phantom Lord

Eis uma banda famosa no "cenário metal" que eu praticamente não conhecia. Ouvi uma música ou outra entre os anos de 1996 e 2011, porém nunca memorizei um nome de música sequer do Mercyful Fate.
Lembro-me que das poucas vezes em que ouvi gostei da parte instrumental... e só.
O vocalista (King Diamond) tem um estilo bem fácil de se reconhecer que alterna entre um tom de voz mais "normal" e um bem agudo, na verdade isto não é ruim, até prova que ele tem um bom "alcance" do grave ao agudo, mas acho que ele poderia trabalhar melhor sua voz nas músicas. Se essa alternância de voz realmente tem um significado, então creio que durante a maior parte do álbum Diamond não esteja transmitindo seu significado de maneira clara nas músicas.
Ainda assim, talvez pela experiência do vocalista e dos demais músicos da banda, as músicas do In the Shadows me pareceram no mínimo razoáveis.

Os temas giram em torno de "contos de terror e afins"... como esperado.
A faixa 3 é um tanto longa se comparada com as anteriores... definitivamente os vocais bipolares acabam ajudando a esta faixa se tornar cansativa.
Eu me considero mais “tolerante” a este tipo de vocal agudo (que soa forçado muitas vezes), graças a outras bandas que ouvi mais nos últimos tempos, como Judas Priest. Mas mesmo assim, depois de anos, eu ainda acho que o mais interessante do trabalho do Mercyful Fate é a parte instrumental.
Apesar de minhas críticas, achei as faixas 4, 5, 6 e 7 boas como as duas primeiras.
Infelizmente ao chegar lá pelo meio da faixa 8 (Legend of the Headless Rider) o álbum torna a ficar cansativo.

Egypt 7,0

The Bell Witch 7,5

The Old Oak 5,5

Shadows 7,5

A Gruesome Time 7,3

Thirteen Invitations 7,5

Room of Golden Air 7,2

Legend of the Headless Rider 5,5

Is That You, Melissa 6,5

Return of the Vampire... 1993 6,0

Modificadores: nenhum.
Nota 6,8


The Trooper
3Mercyful Fate é uma daquelas bandas que às vezes dá uma ligeira vergonha de contar pros amiguinhos que você gosta dela (a outra banda já dá pra imaginar qual é), mas o motivo não é foto dos membros trajados em tangas, mas o vocal extremamente exótico do famigerado King Diamond, sim, o cara é genial, mas negar que é estranho é forçar a barra.
Este atributo do vocalista limita um pouco uma avaliação positiva de minha parte, mais por gosto pessoal mesmo, mas vamos lá: Mercyful Fate é uma daquelas bandas geniais e únicas (como Blind Guardian) que deveria ter uma classificação própria, vou aproveitar meu espaço aqui e batizá-la de "progressive terror metal". O álbum em questão é um bom trabalho, não é um álbum de viagens extremas, o instrumental, somado a atuação de KD, traz uma ambientação perfeita para o tema abordado nas músicas sem sair muito do que eu considero música boa. Embora a construção das músicas siga o estilo oscilante do vocalista, acho que o trabalho resultou em algo que dá pra ouvir e achar bem legal.
Claro que, meu destaque, seguindo meu gosto, vai para as faixas menos oscilantes: Shadows, A Gruesome Time e Is That You, Melissa? (acho que essa serviu de inspiração na criação da última boss do FF8, Ultimecia).
P.S.: não posso deixar de citar a semelhança da atuação de KD com o arqui-inimigo das Meninas Super-poderosas, "Ele" (acho que KD serviu de inspiração pra mais alguém), que era uma óbvia caricatura do Cramulhão.
P.P.S.: Acho que se King Diamond limitasse os agudos somente à interpretação de banshees, menininhas aterrorizadas e fantasmas femininos, as músicas ficariam mais legais.

Nota: \m/\m/\m/\m/ (podem falar o que quiser, mas esse álbum é um clássico).



Metal Mercante

Eu ia começar minha resenha partindo mais ou menos do mesmo argumento que o “Trooper” usou para descrever Mercyful Fate, não é uma banda comum, não pode ser rotulada como “power”, “trash”, “melodic” (nem fodendo) etc e sim como uma banda que faz uns “arranjos” enquanto o King Diamond tenta contar uma história de terror.

O álbum “In the shadows” para mim me parece o mais “tranquilo” da banda com um foco maior nas histórias de terror do que em chocar o ouvinte com as músicas do passado como “Satan’s Fall” e “Nuns Have no fun” que chega até a ser engraçada. Todas elas buscam uma ambientação interessante que tem bastante a ver com o tema explorado, Egypt, The bell Witch, The old Oak entre outras são bons exemplos disso.

Dá até para tentar fazer uma separação entre a carreira solo do King Diamond e a banda Mercyful Fate, onde na carreira solo o “KD” procura fazer álbuns conceituais completos, girando inteiros em cima de uma história completa, como o épico “Abigail” de 1987, “Them” de 1988 e até o ótimo “The Puppet Master” de 2003, enquanto que o Mercyful Fate é a banda de “contos”, cada música é um conto de terror, daqueles de filmes americanos que costumam ser contados em volta de uma fogueira (enquanto o assassino de verdade só observa de longe...), a diferença é que esses “contos” ao serem interpretado pelo Mercyful fate ficam BEM mais legais.

No final das contas o Mercyful Fate levou um pouco mais longe a ideia da criação do Black Sabbath, que era fazer músicas de filmes de terror e acabou criando um estilo próprio de fazer música, “vinte e todos” anos de carreira e uma paulada de ótimos álbuns, sendo que “In the Shadows” é provavelmente sua maior obra de arte.

PS: Em 1999 fui no show do Mercyful Fate num lugar muito escroto numa sexta feira 13...muito bom!!!

Nota: 8,666




Pirikitus Infernalis
Opa! King Diamond e suas histórias de terror assombram o blog metal! Boa pedida do fanfarrônico Magician.

In the Shadows é o primeiro cd depois da primeira separação da banda, e os caras mandaram bem d+. O forte da banda sempre foi o clima sombrio e a qualidade dos seus contos de terror, e isso se mantém soberano no disco, sem perder a pegada metal. Eu definitivamente não sou fã da voz de King Diamond, apesar de estar acostumado com ela, mas em alguns momentos ela se encaixa perfeitamente na musica. Outra coisa que chama atenção são os bons solos da dupla Denner/Shermann, o resto da banda faz seu papel de uma maneira competente e sem chamar muito a atenção.

Musicalmente o álbum á agradável com seus altos e seus poucos baixos. A maioria das músicas ficam entre uma nota 6 e 7, com alguns destaques bem positivos como a ultima citação da bruxa Melissa, Egypt e The Old Oak. Aqui devo reiterar uma discussão que ocorreu, salvo engano, no álbum do Sacred Steel. Obviamente não existe comparação entre os 2 cds, mas aqui está mais uma prova de que um encarte na mão pode deixar o álbum mais interessante. As letras são essenciais para apreciação desse álbum.

Um bom álbum, com boas histórias.

Top 3: Egypt, The Old Oak e Is That You, Melissa? – Shame pit: A presença de Lars Ulrich na bateria de Return of the Vampire, onde percebe-se claramente a decadência de qualidade do instrumento na referida canção.

Nota: 7,5


The Magician
3 Nos primeiros encontros dos Metalcolatras há aproximadamente 15 anos, onde nos encontravámos em uma loja de jogos da redondeza para sessões de RPG, eventualmente um ou outro CD de Metal dava o tom nos intervalos e pausas do jogo. Entre CDs como "Hail to England" e "Tunes of War" surgiu um ao qual me interessei pelas caracteristicas sonoras e me fez curioso para saber quem eram os autores; pedi para ver o encarte:
" - Nossa! Dá a impressâo que a menina está fora da capa..."

Este meu primeiro contato diz tudo sobre a proposta do Mercyful Fate e de King Diamond seu front, co-líder e narrador das histórias de terror da banda, isso e o estilo singular de cantos de Kim já foram endossados pelos demais Metalcolatras.

Talvez o que não tenha sido repassado aqui entre os membros do blog foram as apresentações performáticas e teatrais da banda, mas tudo isso é carnaval e fora roubado do primeiro "ator" Heavy Metal, Sir. Alice Cooper.

Sobre o som há de se dizer que é um trabalho bastante atmosférico, principalmente devido às locuções de Diamond, mas as guitarras também fazem esse papel, e por falar no papel das guitarras é aqui que reside o maior trunfo do disco "In the Shadows". Shermman é um verdadeiro "Riffmaster" e foram suas construções melódicas, vezes interagindo com as evoluções de Denner, que colocaram definitivamente a banda como uma das maiores da cena. Seus versos de guitarra não perdem em nada para o Maiden ou Sabbath.

Em momento algum o Mercyful Fate abre mão da liberdade de composição dos arranjos de cordas ou do andamento da composição para fujir para algum estilo específico de sub-gênero metaleiro, seu foco é a melodia da música bem tocada e criativa. A alternancia dos tons da música, a multi abordagem das vozes e eventualmente uma participação de texturas límpidas é que estão a cargo da contextualização, e só. Por isso repudio a vinculação desta banda clássica ao rídiculo estilo mono-tom-bate-estacas-gutural-de-bosta de Black Metal moderno que segue um padrão visceral de rústica arquitetura musical.

Dirão os defensores da rotulação que Mercyful Fate é proto-black e que influenciou sim as bandas norueguesas de BM conforme alguns membros dessas mesmas bandas dizem..., bem..., para mim fora o fato de utilizarem cabeças suínas no palco não existe nenhum tipo de influência de Diamond e sua banda sobre esses brincalhões, e tal alegação serve apenas para pegarem carona em algo que teve sucesso comercial fora do país de origem no passado.

Mercyful Fate é Heavy Metal, muito bom por sinal, e ponto.

Destaque para "Egypt","Shadows" e "A Gruesome Time".

Nota 7, ou \m/\m/\m/\m/.

P.S: Em uma entrevista recente Kirk Hammet foi questionado sobre qual a diferença do Metal dos anos 80 quando começou sua carreira para a cena atual, e respondeu: "cada vez mais extremo...".

Em minha opinião a resposta óbvia revela uma triste realidade em que o Heavy Metal e Rock perdeu sua identidade e se transformou em um movimento fraco e diluído, o que me faz lembrar daqueles bons tempos em que metal era apenas metal; mal tinhamos dinheiro para comprar CDs e as fitas K7 e LPs ainda eram importantes em nosso acervo, e o que importava era cantar as musicas com um inglês embromation e repassar as histórias desses heróis metaleiros para frente sempre aumentando um pouquinho a versão.

Metaleiros de minha época lembram de histórias como:

- Mustaine chutou o cachorro de Hetfield e foi demitido...

- Lemmy Kilmster tomou Soda Caustica para "afiar" sua voz...

- Ozzy cheirou uma carreira de formigas para provar que era o mais louco...

- King Diamond criou sua banda por que foi aconselhado por um copo de cerveja flutuante...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Firewind - Days of Defiance


Escolhido por The Trooper, o álbum Days of Defiance de 2010 da banda Firewind para análise.



Faixas: 01 - The Ark Of Lies; 02 - World On Fire; 03 - Chariot; 04 - Embrace The Sun; 05 - Departure; 06 - Heading For The Dawn; 07 - Broken; 08 - Cold As Ice; 09 - Kill In The Name Of Love; 10 - SKG; 11 - Losing Faith; 12 - The Yearning; 13 - When All Is Said And Done.

The Trooper
3Lembram-se daquela minha busca por músicas dos guitarristas bam-bam-bans? Pois é, esta postagem também é fruto dessa missão, Gus G, atual guitarrista de Ozzy Osbourne, é o fundador desta banda grega de power metal. Depois de ouvir "World On Fire" fui atrás de mais músicas e consequentemente, de boa parte da discografia. Como o vocalista, para mim, tem um grande peso sobre o trabalho, acabei escolhendo um dos trabalhos com Apollo Papathanasio nos vocais, que achei mais sólido.
As três primeiras faixas são, para mim, de altíssimo nível (embora se Chariot pudesse manter o peso do riff inicial seria melhor ainda), depois o álbum dá uma "afrouxada", mas nada que comprometa o todo. SKG é uma boa música instrumental, e as baladinhas são bem razoáveis.
Enfim, prefiro até o trabalho de Gus G em sua banda do que no último álbum do Ozzy.

Nota: \m/\m/\m/\m/




Phantom Lord


De volta aos álbuns da vertente Power e/ou melódica...
Desta vez o assunto é a banda Firewind que, para mim, era praticamente desconhecida até então.
The Ark of Lies dá o “ponta-pé” inicial.... que belo ponta-pé... mas a faixa a seguir mostrou-se ainda melhor: World of Fire é um bom heavy metal com um refrão um tanto aderente.

Embrace the Sun possuí características e/ou passagens familiares... que me lembram outras músicas de outras bandas... é uma boa música, com uma discreta aparição dos teclados.
Heading for the Dawn pende pro speed metal e as guitarras mostram seus momentos de “virtuoses”...
Da faixa 7 (Broken) em diante o álbum apresenta mais músicas lentas ou com mais momentos de calmaria...
A faixa instrumental (SKG) tem um começo (não sei se é uma introdução) que parece vagamente uma versão Power metal de alguma música do Rush...

Ao todo, o álbum mostra-se consistente (em minha opinião, é claro) mesmo não demonstrando músicas que se destacam. Em vários momentos do álbum percebi semelhanças com músicas de outras bandas que ouvi ao longo dos anos, mas nada que eu reconheça rapidamente ou precisamente, ou seja, nada que possa ser chamado de cópia.

The Ark Of Lies 7,5
World On Fire 7,9
Chariot 6,8
Embrace The Sun 7,0
The Departure -
Heading For The Dawn 7,0
Broken 6,6
Cold as Ice 7,0
Kill In The Name Of Love 6,9
SKG 6,9
Losing Faith 7,2
The Yearning 6,8
When All Is Said And Done 7,0

Bom álbum... Não tenho certeza do que poderia ser melhorado no Days of Defiance do Firewind... Acho que criar músicas marcantes dentro de um estilo/gênero que já existe há décadas não deve ser algo fácil.

Modificadores de Nota: Nenhum

Nota: 7,1

The Magician


O que a Grécia exporta? A mitologia? A história da civilização? Seu alfabeto? Filosofia???
A Grécia não exporta nada, na verdade traz seu mercado de consumo para comprar dentro de seu próprio território, e pode-se concluir que o turismo é praticamente seu único e principal produto. Excluindo o fator “corrupção”, acredito que o grande motivo da descendente da linha grega nos gráficos macroeconômicos das nações européias se deve a este fato.
Se o país não possui diversidade em sua produção de bens ele se torna mais sensível aos baques da globalização (nesse caso particularmente fica fácil explicar: se as pessoas pelo mundo perdem dinheiro, não viajam, se não viajam a Grécia dança); por isso o offshore e as exportações oferecem certa blindagem à economia interna de um país. No entanto, que marca grega você conhece? “God of War”? Não é marca… e nem é originalmente grego.
Enfim, e o kiko????!!
Bem..., existe uma exportação bem peculiar da Grécia: a teoria musical. Os “métodos gregos” são ensinados ao redor de todo o planeta e norteiam a estrutura da musica ocidental. Infelizmente, da mesma forma que os ensinamentos da política e da filosofia criados pelos gregos, isso não é vendável.
Mas criar um CD de metal muito bom como “Days of Defiance” do Firewind, e exportar guitarristas como Gus G, isso sim é vendável, e porque não dizer..., pode até ser um caminho para a Grécia sair da lama!
Aliás, esse disco pelo que enuncia seu título é com certeza um subproduto da crise econômica e de como o país encara isso. Embora as letras permitam várias interpretações (como deve ser) e tenham características bastante abstratas, sentenças como: “...Hold on - even if your world's colliding...”/”... Carry on - days of defiance you are yearning…”/”… Send a nation into a void…”/”… The days of defiance, Revolt of the mass…”, acabam por revelar a faceta do cenário atual. Somado a isso, as letras que vez ou outra desdenham a religião (nenhuma especificamente), formam uma propaganda geral de não-conformismo.
Mas na parte musical é onde reside a verdadeira qualidade do “DoD” (Days of Defiance). DoD é muito equilibrado, não existe de fato músicas abaixo da média, passagens a se reclamar ou outros “presentes gregos”, e achei sua evolução bastante interessante para agradar os metaleiros ouvintes.
Li que a banda foi criada por Gus G que reuniu os outros integrantes para poder “mostrar seu talento” na guitarra, mas o que notei no CD foi a participação plena de todas as partes com destaque mútuo, inclusive as frases das guitarras nos versos são bastante reservados com o preenchimento quase integral de suas extensões por parte dos vocais.
Mas o grande acerto nesse caso foram os refrãos; não tem UM – nenhunzinho - refrão que não seja notável ou que é inexpressivo, e todas musicas são articuladas em função deles, com exceção é claro, de alguns solos que realmente se destacam e da música instrumental. Nesse aspecto o disco DoD me lembrou álbuns como “Renegade” do Hamerfall.
As duas primeiras músicas “Ark of Lies” e “World on Fire” introduzem a sonoridade por caminhos mais agressivos que condizem com a temática de insurreição, a condução acelerada exige do mais do baterista do que os demais integrantes.
Quando Chariot começa imaginamos que seguirá a proposta das faixas iniciais, mas de repente se inverte em uma estrutura mais cadenciada e muito mais melódica, e a fórmula desse som mais as intervenções dos teclados servem para a próxima faixa– “Embrace the Sun” talvez a mais melódica e grudenta de todas.
“Heading for the Down” se mostra bastante diferente das demais faixas, e seguindo o formato Speed Metal do Stratovarius ou Angra resulta em uma das melhores faixas do DoD.
Acertar a mão em baladas não é fácil, precisa ter aderência e parecer original (e esse é o grande problema), mas em “Broken” o Firewind conseguiu. Ótimo som!
“Cold as Ice” é a melhor música de todas, das letras até sua composição de versos e pontes, e é claro, principalmente o refrão. Arrebatador.
As outras 5 faixas são muito boas, mas já não mantém o mesmo nível do “miolo” do CD, dois destaques para elas: 1. A Faixa “SKG” é onde Gus G resolveu mostrar todo seu talento, o cara debulha incrivelmente a guitarra, e não soa daquele jeito inócuo que normalmente escutamos quando os virtuoses querem mostrar a habilidade; 2. a segunda parte do solo de guitarra da música “The Yearning” (3:11) é coisa rara de se escutar. Possui um timbre extremamente brilhante (o brilhante não se refere à genialidade, aqui ele traduz o som “estalado”, claro, límpido, muito bem delineado como se cada nota fosse pincelada na guitarra), um solo com essa distorção e característica sonora se torna bem difícil de realizar por causa das eventuais ressonâncias, trastejamentos ou possíveis notas fantasmas, mais uma vez parabéns ao senhor Kostas Karamitroudis. No Guitar Hero Metallica esse solo é o famoso “Alkaline Solo”.
Tenho apenas uma ressalva ao vocalista Apollo, o qual às vezes lembra o estilo de Coverdale; seu desempenho é bastante engessado durante o CD, mesmo na faixa lenta “Broken” não muda sua postura de vocais semi-arranhados.
No geral um trabalho muito bom, o suficiente aliás para ficar no repeat de seu MP3 por várias semanas (no meu ficou).... e talvez para acabar com a crise na Europa.
Agrada a gregos e troianos.


Nota 7.4 ou \m/\m/\m/\m/.




Metal Mercante


A cá estou eu mais uma me preparando para escrever uma resenha para o Metalcólatras e lamentando a perda de tempo que isto é quando tenho que “resenhar” um cd tão...tão....tão porra nenhuma...

Do mesmo jeito que esse cd é uma mistureba de tudo que é razoavelmente bom no metal hoje em dia, eu pensei que pegar pedaços de resenhas minhas antigas, amarrar daqui, costurara dalí e voilá, uma resenha digna desse cd.

Convenhamos, Days of Defiance da banda Firewind é um bom álbum no geral, mas é igual a tudo o que eu já ouvi por aí, não adiciona nada, absolutamente nada de novo, nada de espetacular ou chocante...nada. No limite, a música “When all is said and done” é a única que me chamou a atenção. De resto, a mesma fórmula de sempre, refrãos até que “relembráveis”, riffzinhos de guitarra bacanas e só.

Esse álbum foi uma grande perda de espaço aqui no blog, pois não é bom o suficiente para justificar sua presença e também não ruim ou polêmico suficiente para valer a pena escrever algo sobre ele.

Nota: 5


Pirikitus Infernalis

Metal grego no blog, ζήτω το μέταλλο!

Sexto cd da banda de power/melodic metal Firewind. Eu já havia escutado anteriormente o álbum Forged by Fire, apesar de não lembrar quase nada (me lembro apenas da musica Beware the Beast, absurda!)

Aqui o destaque vai, obviamente, para Gus G. Afinal, a banda é do cara, não? O resto da banda parece trabalhar bem, sem muitos destaques. Eu gostei bastante do baterista, evita ficar naquela pegada única e mostra bastante desenvoltura e swing atrás das baquetas para se enquadrar bem nas musicas. O vocal eu achei mediano/bom para um metal melódico mas, nesse cd, ele até que dá conta do recado.

A primeira parte da bolacha é definitivamente seu ponto forte com músicas sólidas como The Ark of Lies, World on Fire, Embrace the Sun e Heading for the Dawn. Depois o cd perde um pouco a pegada com musicas mais fracas como Broken e Kill in the Name of Love, a faixa instrumental é muito boa (a diferença entre esmerilhar uma guitarra em uma música e em um cd inteiro), e a musica de encerramento When All is Said and Done merece seu crédito. Esse cd me fez lembrar de uma porrada de coisas que ouvi antes e fiquei meio abismado com isso, mas lendo o blog percebi que não fui o único a ter essa percepção. Cold as Ice me fez lembrar de umas 3 musicas, mas ficou a boa memória de The Chosen One do Dream Evil (não sei explicar o porque...), em Losing Faith o vocal canta IGUAL o Roy Khan (Kamelot) puxando para um lado meio poético.

O cd mostra que o gênero de Power melódico ainda consegue proporcionar coisas boas utilizando seus elementos básicos: Um excelente guitarrista + refrões pegajosos. The Ark of Lies e World on Fire não sairão do meu iphone por um bom tempo.

Apenas como observação, eu li que a arte desse cd ficou por conta do brasileiro Gustavo Sazes, que está consolidando cada vez como um dos tops no ramo.

Essa foi a primeira vez que eu fiquei com dúvida em relação a uma nota redonda, na minha opinião entre cd fica entre 7,0 e 7,5, mas como eu não possuo a percepção necessária para saber se um álbum é nota 7,1 ou 7,2...

Top 3: The Ark of Lies, World on Fire e Embrace the Sun - Shame Pit: Broken

Nota: 7,0